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Fala arcebispo do Conselho Pontifício para os Leigos
ROMA, segunda-feira, 2 de julho de 2007 (ZENIT.org).- «Os leigos estão em primeira linha e são insubstituíveis na tarefa da evangelização», explica o arcebispo Stanislaw Rylko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos.
O prelado polonês presidiu, no sábado 30 de junho, a missa para os participantes de um encontro de ministérios eclesiais leigos que está acontecendo em «Lay Centre», em Roma.
«Ser um leito na Igreja é propriamente uma vocação; de fato, o chamado mais importante», expôs, citando o teólogo Hans Urs von Baltasar.
«Esta vocação deriva do sacramento do batismo», explicou o arcebispo Rylko em sua homilia, no sugestivo contexto do Batistério de São João de Latrão, uma das quatro basílicas papais de Roma.
«O caráter único da vocação leiga consiste no fato de ser cristão vivendo no mundo», disse ao grupo de leigos implicados em diferentes apostolados da Igreja Católica.
«Os leigos têm sua particular responsabilidade na vida da comunidade cristã na igreja local. Sua vocação é essencial, grande e bela», recordou.
O arcebispo Rylko reconheceu que, «contudo, não é fácil ser um leigo no mundo atual».
«O mundo tenta confinar Deus na esfera exclusivamente privada ou individual», denunciou.
«A apropriada autonomia da ordem secular às vezes se confunde com um secularismo militante que tenta eliminar Deus da vida pública», observou.
Segundo o arcebispo Rylko, que foi um amigo pessoal de João Paulo II, «ser leigo em nossos tempos requer coragem».
«Por isso, é extremamente importante não esquecer que ser cristão é uma vocação: o próprio Deus nos chama e nos envia ao mundo.»
«A vocação é um dom gratuito de Deus, que nos escolhe e nos chama sem que o mereçamos.»
O arcebispo Rylko agradeceu os participantes do seminário, «colaboradores na vinha do Senhor: leigos na Igreja de ontem e de hoje», e os animou a viver plenamente sua vocação.
Este seminário, que terminará na próxima quarta-feira, foi organizado pelo doutor Rick McCord, diretor executivo do Secretariado da Família, dos Leigos, das Mulheres e da Juventude da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, em colaboração com Donna Orsuto, diretora do «Lay Centre» de Roma.
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VATICANO, 07 Jan. 07 (ACI) .- Antes de recitar a oração do Ângelus com ocasião da festa do Batismo do Senhor –que em Roma e muitos países se celebra nesse domingo–, o Papa Bento XVI lembrou que é deste sacramento de onde brota o chamado e o compromisso de todo cristão com a santidade.
“O compromisso que nasce do Batismo é o de ‘escutar’ a Jesus: quer dizer, acreditar n’Ele e seguí-lo docilmente fazendo sua vontade, a vontade de Deus. Deste modo, cada um de nós pode tender à santidade, uma meta que, como lembra o Concílio Vaticano II, constitui a vocação de todos os batizados“, disse o Santo Padre ante milhares de fiéis e peregrinos que chegaram no meio-dia até a Praça de São Pedro.
Nesta festa litúrgica, que fecha o período de Natal e inicia o “tempo ordinário”, o Pontífice assinalou que o evangelista Lucas narra como, enquanto Jesus estava em oração, abriu-se o céu e sob forma de pomba, desceu o Espírito Santo. “Trata-se da manifestação do mistério trinitário de forma clara e completa mas ao mesmo tempo se trata de um acontecimento que marca o início do ministério público de Jesus na Palestina”.
“O batismo de Jesus no Jordão, é a antecipação de seu batismo de sangue na Cruz, e também é o símbolo da completa atividade sacramental com a que o Redentor realizará salvação da humanidade”, disse o Papa acrescentando que “no batismo de Cristo –canta a Liturgia de hoje– o mundo se santifica, os pecados são perdoados; na água e no Espírito nos tornamos criaturas novas“.
Mais adiante, explicou que “existe uma estreita correlação entre o Batismo de Cristo e nosso Batismo”. “No Jordão se abriu o céu para indicar que o Salvador nos abriu a via da salvação e precisamente, nós podemos percorrê-la graças ao novo nascimento ‘de água e de Espírito’ (Jo 3,5) que se realiza no Batismo”.
“Portanto –continuou o Santo Padre– o compromisso que nasce do Batismo é o de ‘escutar’ a Jesus: quer dizer, acreditar n’Ele e seguí-lo docilmente fazendo sua vontade, a vontade de Deus. Deste modo, cada um de nós pode tender à santidade, uma meta que, como lembra o Concílio Vaticano II, constitui a vocação de todos os batizados”.
“Que María, a Mãe do Filho de Deus, nos ajude a ser sempre fiéis ao nosso Batismo”, concluiu o Bispo de Roma seu discurso prévio à oração Mariana.
Finalmente, depois do Ângelus, Bento XVI recordou o batismo por ele realizado esta manhã a 13 crianças na Capela Sistina do Vaticano.
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VATICANO, 02 Ago. 06 (ACI) .- Durante uma audiência geral particular, diante de mais de 40 mil coroinhas da Europa, o Papa Bento XVI pediu aos jovens servidores do altar estar abertos à possibilidade do chamado à vocação sacerdotal.
O Pontífice iniciou recordando que “faz mais de 70 anos, em 1935, comecei como coroinha”; e explicou que é “o Espírito Santo quem sustenta a vossa relação com Jesus, de maneira que não seja só externa”.
“Hoje, vendo-vos aqui diante de mim na Praça de São Pedro –continuou o Santo Padre–, penso nos Apóstolos e escuto a voz de Jesus que vos diz: ‘Não vos chamei servos, senão amigos: permanecei em meu amor, e dareis muito fruto”.
“Vos convido: Escutai esta voz! Cristo não o disse só faz dois mil anos; Ele está vivo e vo-lo diz agora. Escutai esta voz com grande disponibilidade; tem algo para vos dizer a cada um”, adicionou.
“Talvez –continuou– a algum de vós vos esteja dizendo: ‘quero que me sirva de maneira especial como sacerdote convertendo-se assim em minha testemunha, sendo meu amigo apresentando aos outros esta amizade’”.
O Pontífice exclamou logo: “Queridos coroinhas, Vós sois já apóstolos de Jesus! Quando participais da Liturgia realizando o vosso serviço no altar, vós ofereceis um testemunho. A vossa atitude de recolhimento, vossa devoção que parte do coração e se expressa nos gestos, no canto, nas respostas: se o fizerdes de maneira correta e sem distrações, nem de qualquer jeito, então o vosso é um testemunho que comove aos homens”.
Bento XVI assinalou depois que os coroinhas estão “muito perto de Jesus Eucaristia, e este é o maior sinal de sua amizade”. “Por isso vos peço: não vos habitueis a este dom, de tal forma que não se converta em uma sorte de rotina, sabendo como funciona e fazendo-o automaticamente, pelo contrário deveis descubrir cada dia novamente que acontece algo grande, que o Deus vivente está em meio de vós, e que podeis estar perto para ajudar a que vosso ministério seja celebrado e chegue às pessoas”.
O Papa destacou que, desta forma “sereis verdadeiramente seus apóstolos e produzireis frutos de bondade e de serviço em cada âmbito de vossa vida: na família, na escola, no tempo livre”.
“Queridos coroinhas, minhas últimas palavras são: sede sempre amigos e apóstolos de JesusCristo!“, concluiu.
Em suas intenções para o mês de agosto
ROMA, sexta-feira, 28 de julho de 2006 (ZENIT.org).- No mês de agosto, Bento XVI rezará especialmente «para que os fiéis cristãos sejam conscientes de sua vocação missionária em todos os ambientes e circunstâncias».
É o que anuncia o Apostolado da Oração, uma iniciativa seguida por 50 milhões de pessoas nos cinco continentes, através da qual leigos, religiosos, religiosas, sacerdotes e bispos do mundo inteiro oferecem suas orações e sacrifícios pelas intenções que o Papa indica a cada mês.
A Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos encarregou o comentário desta intenção missionária a Irmã Elisabetta Adamiak, superiora geral das Irmãs Missionárias de São Pedro Claver (SSPC).
A religiosa recorda que todos os fiéis, «por causa do batismo, são responsáveis da missão da Igreja», e que eles «estão chamados a contribuir para a santificação do mundo, principalmente com o testemunho de sua vida e com o fulgor da fé, da esperança e da caridade, iluminando e ordenando as realidades temporais segundo Deus».
Daí que em seu «compromisso social e político, buscam promover a dignidade da pessoa humana, colocando o homem no centro da vida econômica e social; e se empenham em defender o inviolável direito à vida, à liberdade de consciência e à liberdade religiosa», exemplifica.
Mas «o primeiro espaço de seu empenho social é a família e a alma de seu empenho apostólico é a caridade», afirma.
Ponto de partida: o amor de Deus
É que, como alude a religiosa, essa é a «formula sintética da existência cristã» –em palavras de Bento XVI–: «Nós temos reconhecido o amor de Deus por nós e nele acreditamos» (Deus caritas est, n.1).
De forma que «reconhecer e acreditar no amor de Deus por cada um de nós» «estimula fortemente a compartilhá-lo, a comunicá-lo aos outros», afirma.
No entanto, é consciente de que se pode apresentar a dificuldade de «acreditar que Deus nos ama, ou melhor, que foi o primeiro a nos amar», coisa que «explica, ao menos em parte, o enfraquecimento da consciência sobre a grandeza da vocação cristã».
«Como reforçar tal consciência?», pergunta. E oferece uma indicação expressa do Papa: «Diante do ativismo e do oprimente secularismo de muitos cristãos, chegou o momento de reafirmar a importância da oração» (Deus caritas est, n.37).
«Por conseguinte –acrescenta Irmã Elisabetta Adamiak–, todos nós, membros da Igreja - ministros ordenados, consagrados e leigos -, devemos apostar na oração, cultivando uma sempre mais profunda familiaridade com Deus e o abandono à sua vontade».
«Somente assim, apesar de “pequeno rebanho”, nos tornaremos o fermento evangélico capaz de fermentar a grande massa da humanidade», conclui.
O Papa reza também todos os meses por uma intenção geral, que para o mês de agosto diz assim: «Para que não faltem aos órfãos as devidas atenções para sua formação humana e cristã».