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Houve um complô da KGB contra Pio XII?

mar 11, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: História da Igreja, Igreja, Mundo

Aclarações de Peter Gumpel, relator da causa de beatificação

ROMA, domingo, 11 de março de 2007 (ZENIT.org).- Tem tido grande repercussão as revelações do ex-general dos serviços secretos romenos, Ion Mihai Pacepa, segundo as quais a obra teatral «O Vigário» de Rolf Hochhuth, haveria sido confeccionada e utilizada pelo serviço de inteligência soviético, KGB, para desacreditar o Papa Pio XII.

As revelações do general do Estado Maior Pacepa, ex-conselheiro do presidente Nicolae Ceausescu, refugiado nos Estados Unidos, foram publicadas pela «National Review Online», uma revista eletrônica norte-americana que se ocupa da história (cf. «Moscow’s Assault on the Vatican»).

Nestas memórias, o ex-responsável dos serviços secretos romenos narra também as tentativas de infiltrar-se no Vaticano.

Entrevistado por Zenit, o padre Peter Gumpel, relator da causa de beatificação de Pio XII, a respeito da obra teatral «O Vigário» de Rolf Hochhuth, que suscitou a campanha de calúnias e descrédito sobre o pontificado do Papa Eugenio Pacelli, recorda que a obra original durava oito horas, e que segundo os críticos teatrais havia sido «evidentemente escrita por um principiante».

Para melhorar e tornar acessível sua obra saiu em ajuda de Hochhuth um hábil diretor e produtor, Erwin Piscator, que segundo o jesuíta «era declaradamente comunista. Refugiado na União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou na Alemanha e nos Estados Unidos em escritórios e universidades notoriamente filocomunistas».

O padre Gumpel, perito conhecedor do período histórico e da política da Santa Sé nesses anos, sustenta que «não há dúvida de que a redução da obra a somente duas horas e o projeto do texto com as calúnias contra Pio XII são atribuíveis à influência de Piscator».

Sobre a responsabilidade da União Soviética nesta operação, o padre Gumpel explica que «no Vaticano se sabia há muito que a Rússia bolchevique estava na origem desta campanha que buscava desacreditar Pio XII».

«Isso era confirmado pelo fato de que nos países dos comunistas depois da Segunda Guerra Mundial, “O Vigário” de Hochhuth se representava de modo obrigatório ao menos uma vez ao ano em todas as grandes cidades», acrescenta.

«Se se observam os jornais e revistas comunistas, como “Unità” na Itália e “Humanitè” na França –afirma–, é fácil constatar a grande propaganda que fizeram e fazem todavia à obra de Hochhuth. Portanto, sob esse ponto de vista, não há dúvidas a respeito da influência comunista».

«Em suma –indica–, não posso sustentar que Hochhuth fora um agente dos russos, mas que sua obra estivesse em grande medida influenciada por aquele aparato é evidente».

Segundo o padre Gumpel, graças a «O Vigário», Hochhuth tem gozado da propaganda dos comunistas, mas também dos inimigos da Igreja, e é interessante notar que sua representação foi recusada em Roma, mas também em Israel».

Sobre a credibilidade do general Ion Mihai Pacepa, Gumpel diz que «há que levar em conta que é o mais alto funcionário dos serviços secretos dos países do Leste da Europa refugiado no Ocidente, ainda que sobre muitas das histórias por ele contadas há que fazer aclarações».

Com relação aos intentos soviéticos de infiltrar agentes no Vaticano –que o ex-espião romeno diz haver alcançado com êxito–, o padre Gumpel recorda que em duas instituições da Companhia de Jesus, o Instituto Pontifício Oriental e o Colégio Pontifício «Russicum», os soviéticos «tentaram infiltrar seminaristas espiões».

«Trata-se de um assunto que conheço diretamente –narra–. Foi fácil descobri-los porque seu comportamento suscitou tantas e tais suspeitas que no final foram expulsos. Estava claro que não tinham vocação».

O padre Gumpel diz ter em contrapartida muitas dúvidas sobre os espiões soviéticos que segundo o general romeno haveriam penetrado no Arquivo Secreto Vaticano e coletado material para construir as calúnias contra Pio XII.

O padre Sergio Pagano, prefeito do Arquivo Secreto Vaticano, escreveu ao padre Gumpel explicando que «no período de que fala o ex-espião romeno, os papéis de Pio XII não estavam ainda no Arquivo Secreto Vaticano. As atas que lhes interessavam se encontravam no Arquivo da Secretaria de Estado».

Nesse sentido, Gumpel explica que «quem não está especialmente informado de como funcionam as coisas no Vaticano confunde facilmente o Arquivo Secreto Vaticano e o Arquivo da Secretaria de Estado».

O padre Gumpel declara a Zenit que tais revelações «confirmam o que sabíamos há tempo». No entanto, acrescenta, «não tínhamos conhecimento do modo tão direto, explícito e concreto da maneira em que Hochhuth foi influenciado pelos soviéticos».

Na segunda parte de suas revelações o general Pacepa sustenta que se encontrou em Genebra com o então monsenhor Agostino Casaroli, futuro secretário de Estado, para facilitar um «modus vivendi» entre a Santa Sé e a União Soviética, e haveria tido inclusive uma oferta de dinheiro.

Para Gumpel, «toda esta parte é muito difícil de crer. Ainda que devo admitir que pessoalmente fui muito cético sobre a ‘Ospolitik’ e não somente pelo que sabia do mundo comunista, mas também pelo que diversos cardeais, que viviam na parte ocupada pelos russos, me haviam dito».

«Graças aos contatos diretos que tinha com os cardeais Alfred Bengsch de Berlim, László Lékai e József Mindszenty da Hungria –sublinha–, posso dizer que os três eram muito contrários à ‘Ospolitik’. Não queriam ouvir falar dela».

O padre Gumpel explica que «há que ser extremamente prudentes e tentar verificar os fatos. Há perguntas sobre as que não temos resposta. Por exemplo, quando se encontrou com Casaroli? Em que hotel? Por exemplo, ele diz que há documentos no Arquivo Secreto Vaticano, documentos escritos por quem? Dirigidos a quem? Datados quando? Que tipo de documentos?, etc.».

«Definitivamente –conclui–, há que levar em conta que os espiões devem justificar sua existência e devem dar valor também a coisas de escassa ou nenhuma importância. Muitas vezes não são sérios e em alguns casos inventam coisas…».


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Vigário do Vaticano convida jovens a serem «sinais da trilha da felicidade»

mar 7, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Missão que Dom Comastri confia aos jovens

ROMA, segunda-feira, 6 de março de 2007 (ZENIT.org).- Ser «sinais da trilha da felicidade» no mundo foi a mensagem que o vigário geral do Santo Padre para a Cidade do Vaticano deixou aos jovens empenhados em obras de caridade, no curso de uma conferência organizada em Roma.

O arcebispo Angelo Comastri se reuniu em 1º de março com centenas de jovens presentes, no auditório do instituto das religiosas Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria, para recordar-lhes que a fé que receberam do Senhor «é para que muita gente não se desiluda conosco, discípulos de Cristo».

Citando a Beata Teresa de Calcutá, de quem se considera filho espiritual, o prelado denunciou que se no sul do mundo as pessoas morrem por falta de pão, no norte morrem por falta de amor, «por falta de Deus».

«Vós, com vossa obra, recriais um espaço para Deus, construís pequenos presépios, onde se pode encontrar o Senhor, porque Deus se encontra só no amor», explicou.

O encontro com Deus, observou Dom Comastri, se dá «quando se sai do egoísmo». O desafio é o de «não voltar a entrar na jaula», levar adiante a opção de caridade que nos converte em «sinais da trilha da felicidade para muitos jovens que a buscam», «sinais justos» «para muitos jovens distraídos do caminho da alegria».

É o dom que enriquece, declarou, e quando se deixa de pensar em si mesmo, encontra-se a Deus.

Uma das maiores mentiras da sociedade de hoje, acrescentou o arcebispo, «é fazer os jovens acreditarem que a felicidade se encontra onde ela não está». Os jovens estão, portanto, «bravos, reagem com violência, estão desiludidos».

No entanto, a caridade é que a que produz alegria, observou: «Quem dá se enriquece, torna-se um gigante, inclusive se estiver em uma cadeira de rodas ou em uma cama. Quantos gigantes existem sem pernas e sem saúde, e quantos, com pernas e com saúde, são pessoas que estão como em uma cadeira de rodas, porque não caminham!».

O prelado, que foi colaborador da Beata Teresa de Calcutá, concluiu com um fato sobre ela. A um fotógrafo que lhe perguntava por que ela se via cheia de alegria, a beata lhe respondeu: «Meus olhos estão felizes porque minhas mãos enxugam lágrimas. Faça assim você também. Eu lhe garanto que funciona».


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O Papa agradece a proteção da Virgem ao fechar o mês de Maio

jun 2, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

VATICANO, 01 Jun. 06 (ACI) .- Em uma emotiva oração realizada ontem às 8:00 da noite –hora de Roma– nos jardins vaticanos, o Papa Bento XVI fechou o mês Mariano de maio com um sentido agradecimento à Virgem. Centenas de pessoas participaram da tradicional procissão do último dia do mês de maio da Igreja de San Esteban de los Abisinios (próxima ao ábside da basílica vaticana) na Gruta da Virgem de Lourdes, em um evento presidido por Dom Angelo Comastri, Vigário general de Sua Santidade para o Estado da Cidade do Vaticano.

Ao chegar à gruta e antes de dar a bênção apostólica, o Santo Padre lembrou que este mês de maio “se caracterizou pela acolhida à imagem da Virgem de Fátima na Praça de São Pedro no último dia 13, com motivo do XXV aniversário do atentado ao querido João Paulo II e pela viagem apostólica a Polônia, onde pude visitar os lugares que meu grande predecessor mais gostava”.

“No Santuário de Jasna Góra, na Czestochowa –continuou–, compreendi melhor como nossa Advogada celestial acompanha o caminho de seus filhos e não deixa de atender as súplicas que lhe são dirigidas com humildade e confiança”.

Desejo lhe dar graças mais uma vez junto com vocês por ter me acompanhado durante a visita à querida terra da Polônia. Também quero lhe expressar minha gratidão por sustentar meu serviço cotidiano à Igreja. Sei que posso contar sempre com sua ajuda: e mais, sei que Ela preve com intuição materna todas as necessidades de seus filhos e intervém eficazmente para sustentá-los”, adicionou o Pontífice.

Piedade Mariana e fé em Jesus

Bento XVI sublinhou ainda que na Visitação da Virgem a sua prima Santa Isabel, festa que a Igreja celebrou na quarta-feira, “o protagonista ‘escondido’ é Jesus. Maria o leva em seu seio como em um tabernáculo sagrado. Onde chega Maria está presente Jesus“.

A verdadeira devoção Mariana, continuou o Papa, nunca ofusca ou diminui a fé e o amor por Cristo nosso Salvador, único mediador entre Deus e os homens. nos confiemos a Ela com filial abandono!”.


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Via Sacra no Coliseu meditará sobre a perda do sentido de pecado

abr 11, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

A perda do sentido de pecado e suas dramáticas conseqüências para a humanidade será um dos temas centrais do texto da Via Crucis no Coliseu, que neste ano foi redigido pelo arcebispo Angelo Comastri, vigário do Papa para a Cidade do Vaticano.

Segundo confirmaram fontes vaticanas a Zenit, as meditações que acompanham cada uma das catorze estações que Jesus percorreu em sua Paixão serão publicadas em um volume pela Livraria Editorial Vaticana a partir de terça-feira, 11 de abril.

Estes textos guiarão a meditação das dezenas de milhares de peregrinos que participarão do ato com velas nas mãos (começará às 21h15 de Roma), assim como de Bento XVI, que presidirá este tradicional exercício de piedade cristã.

Ao final da Via Crucis, o Papa dirigirá algumas palavras aos presentes e enviará a benção apostólica.

Dom Comastri, de 62 anos, antigo arcebispo do Santuário Nacional de Loreto, na Itália, é desde fevereiro de 2005 vigário geral para o Estado da Cidade do Vaticano e presidente da Fábrica de São Pedro.

O arcebispo, em cuja vida teve uma influência decisiva Madre Teresa de Calcutá, pregou em março de 2003 os exercícios espirituais da Quaresma a João Paulo II e à Cúria Romana.

As meditações da Via Crucis do ano passado foram compostas pelo cardeal Joseph Ratzinger, a pedido do próprio João Paulo II.


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