Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo


Tomé

mai 8, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Bíblia, Santos da Igreja

Por Papa Bento XVI
Tradução: Vaticano
Fonte: Vaticano

Queridos irmãos e irmãs!

Prosseguindo os nossos encontros com os doze Apóstolos escolhidos directamente por Jesus, hoje dedicamos a nossa atenção a Tomé. Sempre presente nas quatro listas contempladas pelo Novo Testamento, ele, nos primeiros três Evangelhos, é colocado ao lado de Mateus (cf. Mt 10, 3; Mc 3, 18; Lc 6, 15), enquanto nos Actos está próximo de Filipe (cf. Act 1, 13). O seu nome deriva de uma raiz hebraica, ta’am, que significa “junto”, “gémeo”. De facto, o Evangelho chama-o várias vezes com o sobrenome de “Dídimo” (cf. Jo 11, 16; 20, 24; 21, 2), que em grego significa precisamente “gémeo”. Não é claro o porquê deste apelativo.

Sobretudo o Quarto Evangelho oferece-nos informações que reproduzem alguns traços significativos da sua personalidade. O primeiro refere-se à exortação, que ele fez aos outros Apóstolos, quando Jesus, num momento crítico da sua vida, decidiu ir a Betânia para ressuscitar Lázaro, aproximando-se assim perigosamente de Jerusalém (cf. Mc 10, 32). Naquela ocasião Tomé disse aos seus condiscípulos: “Vamos nós também, para morrermos com Ele” (Jo 11, 16).

Esta sua determinação em seguir o Mestre é deveras exemplar e oferece-nos um precioso ensinamento: revela a disponibilidade total a aderir a Jesus, até identificar o próprio destino com o d’Ele e querer partilhar com Ele a prova suprema da morte. De facto, o mais importante é nunca separar-se de Jesus. Por outro lado, quando os Evangelhos usam o verbo “seguir” é para significar que para onde Ele se dirige, para lá deve ir também o seu discípulo. Deste modo, a vida cristã define-se como uma vida com Jesus Cristo, uma vida a ser transcorrida juntamente com Ele. São Paulo escreve algo semelhante, quando tranquiliza os cristãos de Corinto com estas palavras: “estais no nosso coração para a vida e para a morte” (2 Cor 7, 3). O que se verifica entre o Apóstolo e os seus cristãos deve, obviamente, valer antes de tudo para a relação entre os cristãos e o próprio Jesus: morrer juntos, viver juntos, estar no seu coração como Ele está no nosso.

Uma segunda intervenção de Tomé está registada na Última Ceia. Naquela ocasião Jesus, predizendo a sua partida iminente, anuncia que vai preparar um lugar para os discípulos para que também eles estejam onde Ele estiver; e esclarece: “E, para onde Eu vou, vós sabeis o caminho” (Jo 14, 4). É então que Tomé intervém e diz: “Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos nós saber o caminho?” (Jo 14, 5). Na realidade, com esta expressão ele coloca-se a um nível de compreensão bastante baixo; mas estas suas palavras fornecem a Jesus a ocasião para pronunciar a célebre definição: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6). Portanto, Tomé é o primeiro a quem é feita esta revelação, mas ela é válida também para todos nós e para sempre. Todas as vezes que ouvimos ou lemos estas palavras, podemos colocar-nos com o pensamento ao lado de Tomé e imaginar que o Senhor fala também connosco como falou com ele.

Ao mesmo tempo, a sua pergunta confere também a nós o direito, por assim dizer, de pedir explicações a Jesus. Com frequência nós não o compreendemos. Temos a coragem para dizer: não te compreendo, Senhor, ouve-me, ajuda-me a compreender. Desta forma, com esta franqueza que é o verdadeiro modo de rezar, de falar com Jesus, exprimimos a insuficiência da nossa capacidade de compreender, ao mesmo tempo colocamo-nos na atitude confiante de quem espera luz e força de quem é capaz de as doar.

Depois, muito conhecida e até proverbial é a cena de Tomé incrédulo, que aconteceu oito dias depois da Páscoa. Num primeiro momento, ele não tinha acreditado em Jesus que apareceu na sua ausência, e dissera: “Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito” (Jo 20, 25). No fundo, destas palavras sobressai a convicção de que Jesus já é reconhecível não tanto pelo rosto quanto pelas chagas. Tomé considera que os sinais qualificadores da identidade de Jesus são agora sobretudo as chagas, nas quais se revela até que ponto Ele nos amou. Nisto o Apóstolo não se engana. Como sabemos, oito dias depois Jesus aparece no meio dos seus discípulos, e desta vez Tomé está presente. E Jesus interpela-o: “Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” (Jo 20, 27). Tomé reage com a profissão de fé mais maravilhosa de todo o Novo Testamento: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28). A este propósito, Santo Agostinho comenta: Tomé via e tocava o homem, mas confessava a sua fé em Deus, que não via nem tocava. Mas o que via e tocava levava-o a crer naquilo de que até àquele momento tinha duvidado” (In Iohann. 121, 5). O evangelista prossegue com uma última palavra de Jesus a Tomé: “Porque me viste, acreditaste. Felizes os que, sem terem visto, crerão” (cf. Jo 20, 29). Esta frase também se pode conjugar no presente; “Bem-aventurados os que crêem sem terem visto”.

Contudo, aqui Jesus enuncia um princípio fundamental para os cristãos que virão depois de Tomé, portanto para todos nós. É interessante observar como o grande teólogo medieval Tomás de Aquino, compara com esta fórmula de bem-aventurança aquela aparentemente oposta citada por Lucas: “Felizes os olhos que vêem o que estais a ver” (Lc 10, 23). Mas o Aquinate comenta: “Merece muito mais quem crê sem ver do que quem crê porque vê” (In Johann. XX lectio VI 2566). De facto, a Carta aos Hebreus, recordando toda a série dos antigos Patriarcas bíblicos, que acreditaram em Deus sem ver o cumprimento das suas promessas, define a fé como “fundamento das coisas que se esperam e comprovação das que não se vêem” (11, 1). O caso do Apóstolo Tomé é importante para nós pelo menos por três motivos: primeiro, porque nos conforta nas nossas inseguranças; segundo porque nos demonstra que qualquer dúvida pode levar a um êxito luminoso além de qualquer incerteza; e por fim, porque as palavras dirigidas a ele por Jesus nos recordam o verdadeiro sentido da fé madura e nos encorajam a prosseguir, apesar das dificuldades, pelo nosso caminho de adesão a Ele.

Uma última anotação sobre Tomé é-nos conservada no Quarto Evangelho, que o apresenta como testemunha do Ressuscitado no momento seguinte à pesca milagrosa no Lago de Tiberíades (cf. Jo 21, 2). Naquela ocasião ele é mencionado inclusivamente logo depois de Simão Pedro: sinal evidente da grande importância de que gozava no âmbito das primeiras comunidades cristãs. Com efeito, em seu nome foram escritos depois os Actos e o Evangelho de Tomé, ambos apócrifos mas contudo importantes para o estudo das origens cristãs. Por fim recordamos que segundo uma antiga tradição, Tomé evangelizou primeiro a Síria e a Pérsia (assim refere já Orígenes, citado por Eusébio de Cesareia, Hist. eccl. 3, 1) depois foi até à Índia ocidental (cf. Actos de Tomé 1-2 e 17ss.), de onde enfim alcançou também a Índia meridional. Nesta perspectiva missionária terminamos a nossa reflexão, expressando votos de que o exemplo de Tomé corrobore cada vez mais a nossa fé em Jesus Cristo, nosso Senhor e nosso Deus.


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Filipe

mai 6, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Bíblia, Santos da Igreja

Por Papa Bento XVI
Tradução: Vaticano
Fonte: Vaticano

Queridos irmãos e irmãs!

Prosseguindo no delineamento das fisionomias dos vários Apóstolos, como fazemos há algumas semanas, hoje encontramos Filipe. Nas listas dos Doze, ele é sempre colocado no quinto lugar (assim em Mt 10, 3; Mc 3, 18; Lc 6, 14; Act 1, 13), portanto substancialmente entre os primeiros.

Apesar de Filipe ter origens hebraicas, o seu nome é grego, como o de André, e isto é um pequeno sinal de abertura cultural que não se deve subestimar. As notícias que temos sobre ele são-nos fornecidas pelo Evangelho de João. Ele provinha do mesmo lugar de origem de Pedro e de André, isto é, de Batsaida (cf. Jo 1, 44), uma pequena cidade pertencente à tetrarquia de um dos filhos de Herodes, o Grande, também ele chamado Filipe (cf.Lc3,1).

O Quarto Evangelho narra que, depois de ter sido chamado por Jesus, Filipe encontra Natanael e diz-lhe: “Encontrámos aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho de José de Nazaré” (Jo 1, 45). Natanael dá uma resposta bastante céptica (”De Nazaré pode vir alguma coisa boa?”), perante a qual Filipe não se desencoraja e responde com determinação: “Vem e verás!” (Jo 1, 46). Nesta resposta, breve mas clara, Filipe manifesta as características da verdadeira testemunha: não se contenta em propor o anúncio, como uma teoria, mas interpela directamente o interlocutor sugerindo-lhe que faça ele mesmo uma experiência pessoal do que foi anunciado. Os mesmos dois verbos são usados pelo próprio Jesus quando dois discípulos de João Baptista se aproximam dele para lhe perguntar onde mora. Jesus responde: “Vinde ver” (cf. Jo 1, 38-39).

Podemos pensar que Filipe se dirija também a nós com aqueles dois verbos que exigem um envolvimento pessoal. Também a nós diz o que dissera a Natanael: “Vem e verás”. O Apóstolo convida-nos a conhecer Jesus de perto. De facto, a amizade, o verdadeiro conhecer o outro, precisa da proximidade, aliás, de certa forma vive dela. De resto, não se deve esquecer que, segundo o que escreve Marcos, Jesus escolheu os Doze com a finalidade primária que “andassem com Ele” (Mc 3, 14), ou seja, que partilhassem a sua vida e aprendessem directamente dele não só o estilo do seu comportamento, mas sobretudo quem era Ele realmente. Com efeito, só assim, participando na sua vida, o podiam conhecer e depois anunciar. Mais tarde, na Carta de Paulo aos Efésios, ler-se-á que o importante é “aprender de Cristo” (4, 20), portanto, não só e não tanto ouvir os seus ensinamentos, as suas palavras, mas ainda mais conhecê-lo pessoalmente, a sua humanidade e divindade, o seu mistério, a sua beleza. De facto, Ele não é só um Mestre, mas um Amigo, ou melhor, um Irmão. Como poderíamos conhecê-lo profundamente permanecendo distantes? A intimidade, a familiariedade, o habitual fazem-nos descobrir a verdadeira identidade de Jesus Cristo. Portanto: é precisamente isto que nos recorda o apóstolo Filipe. E convida-nos a “vir”, a “ver”, isto é, a entrar num contacto de escuta, de resposta e de comunhão de vida com Jesus dia após dia.

Depois, por ocasião da multiplicação dos pães, ele recebeu de Jesus um pedido específico e surpreendente: onde era possível comprar o pão para saciar a fome de todo o povo que o seguia (cf. Jo 6, 5). Então Filipe respondeu com muito realismo: “Duzentos denários de pão não chegam para cada um comer um bocadinho” (Jo 6, 7). Vêem-se aqui a praticidade e o realismo do Apóstolo, que sabe julgar as reais consequências de uma situação. Depois, como correram as coisas nós sabemo-lo. Sabemos que Jesus tomou os pães e, depois de ter rezado, distribuiu-os.

Assim realizou-se a multiplicação dos pães. Mas é interessante que Jesus se tenha dirigido precisamente a Filipe para obter uma primeira indicação sobre o modo de resolver o problema: sinal evidente de que ele fazia parte do grupo limitado que o circundava. Noutro momento, muito importante para a história futura, antes da Paixão, alguns Gregos que se encontravam em Jerusalém para a Páscoa “foram ter com Filipe… e pediram-lhe: “Senhor, nós queremos ver Jesus!”. Filipe foi dizer isto a André; André e Filipe foram dizê-lo a Jesus” (Jo 12, 20-22). Mais uma vez, temos a indicação de um seu prestígio especial no âmbito do colégio apostólico. Sobretudo, neste caso, ele serve de intermediário entre o pedido de alguns Gregos provavelmente falava o grego e pôde disponibilizar-se como intérprete e Jesus; Mesmo se ele se une a André, o outro Apóstolo com um nome grego, é contudo a ele que aquelas pessoas desconhecidas se dirigem. Isto ensina-nos a estar também nós sempre prontos, tanto a ouvir pedidos e invocações, de onde quer que venham, como a orientá-los para o Senhor, o único que os pode satisfazer plenamente. Com efeito, é importante saber que nós não somos os destinatários últimos das orações de quem nos aproxima, mas é o Senhor: para ele devemos orientar todo aquele que se encontre em necessidade. Então: cada um de nós deve ser um caminho aberto para ele!

Há depois outra ocasião completamente particular, na qual Filipe entra em cena. Durante a Última Ceia, tendo Jesus afirmado que conhecê-lo significa também conhecer o Pai (cf. Jo 14, 7), Filipe pede quase ingenuamente: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta!” (Jo 14, 8). Jesus responde-lhe com um tom de indulgente reprovação: “Há tanto tempo que estou convosco, e não me ficaste a conhecer, Filipe? Quem me vê, vê o Pai. Como é que me dizes, então, “mostra-nos o Pai”? Não crês que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim?… Crede-me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim” (Jo 14, 9-11). Estas palavras são as mais nobres do Evangelho de João. Elas contêm uma profunda revelação. No final do Prólogo do seu Evangelho, João afirma: “A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer” (Jo 1, 18). Pois bem, aquela afirmação, que é do evangelista, é retomada e confirmada pelo próprio Jesus. Mas com uma nova característica. De facto, enquanto o Prólogo de João fala de uma intervenção esclarecedora de Jesus mediante as palavras do seu ensinamento, na resposta a Filipe Jesus faz referência à própria pessoa como tal, dando a entender que é possível compreendê-lo não só mediante o que diz, mas ainda mais mediante o que ele simplesmente é.

Para nos expressarmos segundo o paradoxo da Encarnação, podemos dizer que Deus se conferiu um rosto humano, o de Jesus, e por conseguinte de agora em diante, se verdadeiramente queremos conhecer o rosto de Deus, devemos contemplar o rosto de Jesus! No seu semblante vemos realmente quem é e como é Deus!

O evangelista não nos diz se Filipe compreendeu plenamente a frase de Jesus. Sem dúvida, ele dedicou-lhe totalmente a própria vida. Segundo algumas narrações posteriores (Actos de Filipe e outros), o nosso Apóstolo teria evangelizado primeiro na Grécia e depois na Frígia onde enfrentou a morte, em Herápoles, com um suplício descrito diversamente como crucifixão ou lapidação.

Desejamos concluir a nossa reflexão recordando a finalidade para a qual deve tender a nossa vida: encontrar Jesus como o encontrou Filipe, procurando ver nele o próprio Deus, o Pai celeste. Se este compromisso viesse a faltar, seríamos remetidos sempre e só para nós como num espelho, e estaríamos cada vez mais sós! Ao contrário, Filipe ensina-nos a deixar-nos conquistar por Jesus, a estar com Ele e a convidar também outros a partilhar esta companhia indispensável. E vendo-o, encontrando Deus, encontrar a verdadeira vida.


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Aborto não é direito, explica Santa Sé ao Conselho da Europa

abr 30, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Mundo, Santa Sé

Comentário a uma resolução do Conselho da Europa

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 29 de abril de 2008 (ZENIT.org).- O aborto não é um direito, afirmou um representante da Santa Sé nas páginas do jornal vaticano, comentando a decisão da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa, que reconhece com este título a prática.

A Assembléia aprovou, em 16 de abril passado, a resolução 1607, com a qual convida os 47 Estados membros a orientarem, onde for necessário, a própria legislação, de maneira que se garanta às mulheres «o direito de acesso ao aborto seguro e legal».

O documento foi aprovado com 102 votos a favor, 69 contra e 14 abstenções, após um longo debate no qual se ofereceram 72 emendas.

O bispo Elio Sgreccia, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, em um artigo publicado em «L’Osservatore Romano», mostra como a resolução sobre o aborto do Conselho da Europa contém uma afirmação contrária aos direitos humanos.

A resolução começa confirmando o princípio segundo o qual, sob nenhuma circunstância, o aborto tem de ser visto como um meio de planejamento familiar e que, na medida do possível, deve ser evitado (cf. n. 1).

O documento constata que em alguns países do Conselho Europeu, nos quais o aborto é permitido, de fato não pode ser garantido a todas as mulheres «um efetivo acesso aos serviços para o aborto que sejam seguros, aceitáveis e apropriados» (n. 2), por causa das condições restritivas previstas pelas próprias legislações. Isso, segundo a Assembléia, provocaria discriminações entre as mulheres segundo os diferentes países.

Neste contexto, o documento utiliza o termo «direito» para referir-se ao acesso efetivo ao aborto.

«É a primeira vez que o documento oficial do Conselho da Europa, constata Dom Sgreccia, fala do aborto como um ‘direito’.»

O prelado considera que é um salto qualitativo para quem promove esta prática, pois «desde o ponto de vista legislativo, uma coisa é permitir ou despenalizar o aborto, sob certas condições, e outra muito diferente é defini-lo como um ‘direito’, ao qual logicamente deveria seguir também um ‘dever’ de tutela do mesmo».

«Mas é possível verdadeiramente defender um ‘direito ao aborto’? – pergunta-se. Como poderia justificar-se o direito a interromper a vida de um ser humano inocente e também frágil e indefeso?»


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João Paulo II: evangelizador com imagens

abr 8, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Em particular, em oração e sofrimento, segundo porta-voz vaticano

CIDADE DO VATICANO, domingo, 6 de abril de 2008 (ZENIT.org).- João Paulo II não evangelizou somente com as palavras, mas o fez sobretudo com as imagens, em especial nos momentos de oração.

Assim explica o Pe. Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Informação da Santa Sé, no editorial do último número de «Octava Dies», jornal do Centro Televisivo Vaticano (CTV), de onde também é diretor.

Com tal papel, o sacerdote analisa o impacto comunicativo que o Papa Karol Wojtyla teve com suas imagens, à luz da homilia de Bento XVI na Missa de aniversário de falecimento do seu predecessor.

A partir de sua experiência no CTV, com uma câmera na mão durante muitos anos do pontificado anterior, o Pe. Lombardi admite: «Para nós, estava claro que quando se seguia e se respeitava a intenção do protagonista, através da imagem deveria passar o espírito».

«Bastava observá-lo quando orava: ele se submergia literalmente em Deus», recordou Bento XVI em sua homilia sobre João Paulo II.

«Assim era sempre, mas não podemos nos esquecer quão desejadas e solicitadas foram as imagens de sua oração silenciosa quando o mundo desorientado após o 11 de setembro buscava um ponto de apoio, de consolo e de esperança, e como ele esteve disponível para concedê-los. Então, a imagem da sua oração se converteu em um belíssimo serviço para um povo excedido», acrescenta o Pe. Lombardi.

«Também nas grandes Missas públicas não eram as multidões que ele buscava, mas o Espírito que podia animá-las e guiá-las, como disse expressamente em algumas inesquecíveis celebrações, por exemplo, em Pentecostes da primeira viagem à Varsóvia – continua. Mas isso era verdade sempre, como recordou o Papa Bento. Ele não desfrutava de um triunfo pessoal; meditava em um ‘mistério em ato’.»

«E, finalmente, o sofrimento – recorda o Pe. Lombardi. Foram definidos como históricas as imagens da última Via Sacra. Todos nós as conhecemos. Nós as gravamos com uma indescritível emoção, acompanhados do intérprete mais fiel das intenções de João Paulo II: Dom Stanislaw. O Papa Bento disse que ‘nessa cena eloqüente de sofrimento humano e de fé, ele indicava ao mundo o segredo de toda a vida cristã’.»

«Para que devem servir as imagens?», interroga o sacerdote. «Para João Paulo II, para o Papa Bento, para nós: para deixar o Espírito passar.»


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Durante uma “audiência dupla” o Papa augura uma Quaresma de conversão

fev 22, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

VATICANO, 20 Fev. 08 / 12:00 am (ACI).- Para poder atender à multidão de fiéis que acudiram esta quarta-feira na Audiência geral, logo depois da pausa de uma semana devido aos Exercícios espirituais da Cúria, o Papa Bento XVI desdobrou a Audiência em duas partes, e augurou aos fiéis uma Quaresma de autêntica conversão a Deus.

O Papa se reuniu em primeiro lugar brevemente com os peregrinos que, ao não poder ingressar na Sala Paulo VI, se reuniram na Basílica de São Pedro.

Nas breves palavras que ali pronunciou, antes de dirigir-se à Sala para seguir com a Catequese sobre Santo Agostinho, o Pontífice augurou que “o caminho quaresmal que estamos percorrendo seja ocasião favorável para um decidido esforço de conversão e de renovação espiritual para um despertar à fé autêntica, para uma saudável recuperação do relacionamento com Deus e para um compromisso evangélico mais generoso”.

“Com a consciência de que o amor é um estilo de vida que caracteriza ao cristão, não vos canseis de ser em todo lugar testemunhas da caridade“, concluiu sua mensagem na Basílica vaticano.


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Igreja está crescendo em Cuba

fev 21, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Mundo

Em 1990, os católicos eram 41,21%; em 2007, 59,66%

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Apesar das dificuldades, o número dos católicos em Cuba está crescendo, segundo revelam as fontes estatísticas.

A última versão das Estatísticas Pontifícias, 2007, revela que neste país de mais de 1 milhões de habitantes, 59,66% são católicos. No Anuário de 2001, os católicos eram 55,26% e no ano 1990, 41,21%.

Este crescimento aconteceu depois da aguda crise que a Igreja havia experimentado após a revolução comunista. Nominalmente, antes que Fidel Castro chegasse ao poder, os católicos eram 85%.

O fato de que em anos passados o governo tivesse dificultado a concessão de vistos a sacerdotes e religiosos estrangeiros fez de Cuba um dos países no maior número de católicos por sacerdote.

Na ilha há 19.507 católicos por sacerdote, enquanto que em Togo, por exemplo, são 2.956, em Serra Leoa, 1.922, e na África do Sul, 2.798.

De qualquer forma, nos últimos anos cresceu um pouco o número de agentes pastorais. No Anuário do ano 2007 se registram 200 sacerdotes diocesanos (169 no ano de 2001), 145 sacerdotes religiosos (134 em 2001), 60 diáconos permanentes (52 em 2001), 37 religiosos não-sacerdotes (28 em 2001), 642 religiosas (546 em 2001), 1.800 missionários leigos (520 em 2001).

O único dado em tendência contrária, segundo as estatísticas, é o número de catequistas: em 2007 havia 4.627, enquanto que, em 2001, eram 5.024. Deve-se levar em conta, contudo, que muitos dos missionários leigos, cujo número se triplicou, fazem o serviço de catequista.


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20% das escolas elementares da Índia são cristãs

fev 18, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Mundo

Informa o Vaticano por ocasião da visita do cardeal Cordes

CIDADE DO VATICANO, domingo, 17 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Em momentos nos quais cresce de maneira significativa a obra da Igreja no campo da educação e da assistência aos enfermos na Índia, o cardeal Paul Josef Cordes está realizando uma visita de alento e orientação.

O presidente do Conselho Pontifício «Cor Unum», instituição da Santa Sé encarregada de coordenar as organizações católicas de ajuda no mundo, se encontra no país de 15 a 19 de fevereiro por convite da Conferência Episcopal local.

O purpurado alemão, em seu encontro com os bispos indianos, reunidos em assembléia plenária em Jamshedpur, oferecerá uma reflexão «sobre o espírito do compromisso caritativo da Igreja à luz da encíclica “Deus caritas est”, sublinhando em particular as raízes cristãs da caridade», explica um comunicado emitido pela Sala de Informação da Santa Sé.

Segundo esta nota, «a visita quer reforçar o testemunho da Igreja Católica no campo caritativo, que segue fazendo-se visível através de numerosas obras de caridade».

«Os cristãos na Índia já dirigem 20% das escolas elementares, 25% das instituições de ajuda a viúvas e órfãos, e 30% das dedicadas a deficientes, leprosos e enfermos da aids», indica o comunicado vaticano.

Nestes momentos nos quais a Índia experimenta um grande crescimento econômico, o cardeal recordará aos bispos que no serviço de caridade (a diakonia) «é primordial o papel do bispo».

Na primeira etapa de sua viagem, o cardeal visitou o túmulo da beata Teresa de Calcutá, assim como algumas das casas para pobres e pessoas que sofrem fundadas por ela.


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