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Bento XVI: Motu Proprio sobre rito extraordinário em Latim busca unidade

set 15, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

«Ninguém está sobrando na Igreja», diz aos bispos da França

LOURDES, segunda-feira, 15 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI esclareceu neste domingo em seu discurso aos bispos da França que a finalidade da publicação do motu proprio Summorum Pontificum é assegurar a unidade na Igreja, pois nela «ninguém está sobrando».

O pontífice abordou o tema no dia em que se comemorava exatamente um ano da aplicação desse documento, por ocasião da festa da Exaltação da Santa Cruz, em suas palavras aos prelados reunidos no hemiciclo de «Santa Bernadete», em Lourdes.

O Santo Padre recordou que esse documento busca precisar «a possibilidade de utilizar tanto o missal do Beato João XXIII (1962) como o do Papa Paulo VI (1970)».

«Já é possível ver os frutos destas novas disposições, e espero o necessário apaziguamento dos espíritos que, graças a Deus, está acontecendo», considerou.

Ao mesmo tempo, reconheceu, «levo em conta as dificuldades que encontrais, mas não me resta a menor dúvida de que podeis chegar, em um tempo razoável, a soluções satisfatórias para todos, para que a túnica inconsútil de Cristo não se desgarre ainda mais».

Explicando o espírito que o moveu à redação do texto, o Santo Padre declarou: «Ninguém está sobrando na Igreja. Todos, sem exceção, poderão sentir-se nela ‘como em sua casa’, e nunca rejeitados».

«Deus, que ama todos os homens e não quer que nenhum se perca, confia-nos esta missão, fazendo-nos Pastores de seu rebanho. Só nos resta agradecer-lhe pela honra e pela confiança que Ele nos outorga. Portanto, esforcemo-nos por ser sempre servidores da unidade», concluiu.


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São Máximo O Confessor

ago 9, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: História da Igreja, Santos da Igreja

Por Papa Bento XVI
Tradução: Élison Santos
Fonte: Vaticano

Queridos irmãos e irmãs:

Hoje quero apresentar a figura de um dos grandes padres da Igreja do Oriente do período tardio. Trata-se de um monge, São Máximo, ao qual a tradição cristã atribuiu o título de «o confessor» pela intrépida valentia com a qual soube testemunhar – «confessar» –, inclusive com o sofrimento, a integridade de sua fé em Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, salvador do mundo.

Máximo nasceu na Palestina, a terra do Senhor, em torno do ano 580. Desde pequeno, ele se orientou à vida monástica e ao estudo das Escrituras, em parte através das obras de Orígenes, o grande mestre que já no século III havia estruturado a tradição exegética alexandrina.

De Jerusalém ele se trasladou a Constantinopla e de lá, por causa das invasões bárbaras, refugiou-se na África, onde se distinguiu por sua grande valentia na defesa da ortodoxia. Máximo não aceitava que se reduzisse a humanidade de Cristo. Havia nascido a teoria segundo a qual Cristo só teria uma vontade, a divina. Para defender a unicidade de sua pessoa, muitos negavam que tivesse uma autêntica vontade humana. E, à primeira vista, poderia parecer algo bom que Cristo tivesse uma só vontade. Mas São Máximo compreendeu imediatamente que isso teria acabado com o mistério da salvação, pois uma humanidade sem vontade, um homem sem vontade, não é um verdadeiro homem, é um homem amputado. Portanto, o homem Jesus Cristo não teria sido um verdadeiro homem, não teria vivido o drama de ser humano, que consiste precisamente na dificuldade para conformar nossa vontade com a verdade do ser.

Deste modo, São Máximo afirma com grande decisão: a Sagrada Escritura não nos mostra um homem amputado, sem vontade, mas um verdadeiro homem, completo: Deus, em Jesus Cristo, realmente assumiu a totalidade do ser humano – obviamente, exceto no pecado; portanto, também uma vontade humana. Dito assim, pareceria claro: Cristo, é ou não é homem? Se é homem, também tem vontade. Mas então surge o problema: deste modo, não se cai em uma espécie de dualismo? Não se acaba apresentando duas personalidades completas: razão, vontade, sentimento? Como superar o dualismo, conservar a plenitude do ser humano e defender a unidade da pessoa de Cristo, que não era esquizofrênico? São Máximo demonstra que o homem encontra sua unidade, sua integração, a totalidade em si mesmo, mas superando a si mesmo, saindo de si mesmo. Deste modo, em Cristo, ao sair de si mesmo, o homem encontra a si mesmo em Deus, no Filho de Deus.

Não é preciso amputar o homem para explicar a encarnação; basta compreender o dinamismo do ser humano que só se realiza saindo de si mesmo; só em Deus encontramos a nós mesmos, nossa totalidade e plenitude. Deste modo, pode-se ver que o homem que se fecha em si mesmo não está completo; pelo contrário, o homem que se abre, que sai de si mesmo, consegue a plenitude e encontra a si mesmo no Filho de Deus, encontra sua verdadeira humanidade.

Para São Máximo, esta visão não é uma especulação filosófica; ele a vê realizada na vida concreta de Jesus, sobretudo no drama de Getsêmani. Neste drama da agonia de Jesus, da angústia da morte, da oposição entre a vontade humana de não morrer e a vontade divina, que se oferece à morte, realiza-se todo o drama humano, o drama de nossa redenção. São Máximo nos diz, e sabemos que é verdade: Adão (e Adão somos nós) pensava que o «não» era o cume da liberdade. Só quem pode dizer «não» a Deus seria realmente livre; para realizar realmente sua liberdade, o homem deveria dizer «não» a Deus; só assim crê que é ele mesmo, que chegou ao cume da liberdade. A natureza humana de Cristo também levava em si essa tendência, mas a superou, pois Jesus compreendeu que o «não» não é o máximo da liberdade humana. O máximo da liberdade é o «sim», a conformidade com a vontade de Deus. Só no «sim» o homem chega a ser realmente ele mesmo; só na grande abertura do «sim», na unificação de sua vontade com a divina, o homem chega a estar imensamente aberto, chega a ser «divino». Ser como Deus era o desejo de Adão, ou seja, ser completamente livre. Mas não é divino, não é completamente livre o homem que se fecha em si mesmo; ele o é se sai de si, no «sim» chega a ser livre; este é o drama de Getsêmani: «que não se faça minha vontade, mas a tua». Transferindo a vontade humana na vontade divina nasce o verdadeiro homem, e assim somos redimidos. Em poucas palavras, este era o ponto principal que São Máximo queria comunicar e vemos que está em jogo todo o ser humano; está em jogo toda a nossa vida.

São Máximo já tinha problemas na África quando defendia essa visão do homem e de Deus; depois foi chamado a Roma. Em 649, participou do Concílio Lateranense, convocado pelo Papa Martinho I, em defesa da vontade de Cristo, contra o edito do imperador, que, pelo bem da paz – pro bono pracis – proibia discutir sobre esta questão. O Papa Martinho teve de pagar um caro preço por sua valentia: ainda que estivesse enfermo, foi preso e levado a Constantinopla. Processado e condenado à morte, foi-lhe comutada a pena no exílio definitivo de Crimea, onde faleceu em 16 de setembro de 655, após dois longos anos de humilhações e tormentos.

Pouco tempo depois, em 662, foi a vez de Máximo, que também se opôs ao imperador ao repetir: «É impossível afirmar em Cristo uma só vontade!» (cf. PG 91, cc. 268-269). Deste modo, junto a dois discípulos – ambos se chamavam Anastásio –, Máximo foi submetido a um extenuante processo, apesar de que já havia superado os 80 anos. O tribunal do imperador o condenou, com a acusação de heresia, à cruel mutilação da língua e da mão direita, os dois órgãos de expressão, a palavra e os escritos, com os quais Máximo havia combatido a doutrina errada da vontade única de Cristo. Por último, o santo monge, mutilado, foi exilado em Cólquida, no Mar Negro, onde morreu, esgotado pelos sofrimentos, aos 82 anos, em 13 de agosto do mesmo ano.

Falando da vida de Máximo, mencionamos sua obra literária em defesa da ortodoxia. Em particular, nós nos referimos àDisputa com Pirro, antigo patriarca de Constantinopla: nela, conseguiu persuadir o adversário de seus erros. Com muita honestidade, de fato, Pirro concluía assim a Disputa: «Peço perdão da minha parte e da parte de quem me precedeu: por ignorância, chegamos a estes pensamentos e argumentações absurdas; e peço que isso encontre a maneira de cancelar estes absurdos, salvando a memória daqueles que erraram» (PG 91, c. 352).

Chegaram até nós também dezenas de obras importantes, entre as quais se destaca a Mistagogia, um dos escritos mais significativos de São Máximo, que recolhe seu pensamento teológico com uma síntese bem estruturada.

O pensamento de Máximo nunca é só teológico, especulativo, voltado para si mesmo, pois sempre tem como ponto de chegada a realidade concreta do mundo e da salvação. No contexto em que teve de sofrer, ele não podia evadir-se em afirmações filosóficas meramente teóricas; tinha de buscar o sentido da vida, perguntando-se: quem sou? Quem é o mundo? Ao homem, criado à sua imagem e semelhança, Deus confiou a missão de unificar o cosmos. E como Cristo unificou em si mesmo o ser humano, no homem o Criador unificou o cosmos. Ele nos mostrou como unificar na comunhão de Cristo o cosmos e deste modo chegar realmente a um mundo redimido. A esta poderosa visão salvífica se refere um dos maiores teólogos do século XX, Hans Urs von Balthasar, que – «relançando» a figura de Máximo – define seu pensamento com a incisiva expressão de Kosmische Liturgie, «liturgia cósmica». No centro desta solene «liturgia» sempre está Jesus Cristo, único salvador do mundo. A eficácia de sua ação salvadora, que unificou definitivamente o cosmos, está garantida pelo fato de que Ele, apesar de ser Deus em tudo, também é integramente homem, incluindo a «energia» e a vontade do homem.

A vida e o pensamento de Máximo ficam poderosamente iluminados por uma imensa valentia para testemunhar a realidade íntegra de Cristo, sem reducionismos nem compromissos. Deste modo, apresenta o que o homem é realmente, como devemos viver para responder à nossa vocação. Temos de viver unidos a Cristo para ficar deste modo unidos a nós mesmos e ao cosmos, dando ao próprio cosmos e à humanidade sua justa forma.

O «sim» universal de Cristo nos mostra claramente como dar o valor adequado a todos os demais valores. Pensemos em valores hoje justamente defendidos como a tolerância, a liberdade, o diálogo. Mas uma tolerância que deixasse de saber distinguir o bem do mal seria caótica e autodestrutiva. Do mesmo modo, uma liberdade que não respeitasse a dos demais e não encontrasse a medida comum de nossas liberdades seria anárquica e destruiria a autoridade. O diálogo que não sabe sobre o que dialogar se converte em uma palavra vazia.

Todos estes valores são grandes e fundamentais, mas podem ser verdadeiros unicamente se têm um ponto de referência que os une e lhes confere a verdadeira autenticidade. Este ponto de referência é a síntese entre Deus e o cosmos, é a figura de Cristo na qual aprendemos a verdade sobre nós mesmos, assim como o lugar de todos os demais valores, para descobrir seu significado autêntico. Jesus Cristo é o ponto de referência que ilumina todos os demais valores. Este é o ponto de chegada do testemunho deste grande confessor. Deste modo, ao final, Cristo nos indica que o cosmos deve ser liturgia, glória de Deus e que a adoração é o início da verdadeira transformação, da verdadeira renovação do mundo.

Por este motivo, quero concluir com uma passagem fundamental das obras de São Máximo: «Adoramos um só Filho, junto com o Pai e o Espírito Santo, como era antes dos tempos, agora e por todos os tempos, e pelos tempos depois dos tempos. Amém!» (PG 91, c. 269).


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Mulheres bispos, «passo atrás» no diálogo entre Anglicanos e Católicos

ago 2, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Intervenção do cardeal Kasper na Conferência de Lambeth

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 30 de julho de 2008 (ZENIT.org).- O acesso de mulheres ao episcopado significará um «passo atrás» para o diálogo entre Católicos e Anglicanos, advertiu o cardeal Walter Kasper ao tomar a palavra nesta quarta-feira na Conferência de Lambeth da Comunhão Anglicana.

O presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, segundo a transcrição e sua intervenção em italiano que será publicada na edição desta quinta-feira do «L’Osservatore Romano», começou transmitindo a proximidade do Papa Bento XVI.

O pupurado reconheceu: «sei que muitos estão preocupados, alguns profundamente, pela ameaça da fragmentação no seio da Comunhão Anglicana. Somos profundamente solidários convosco».

«Nosso grande desejo é que a Comunhão Anglicana esteja unida, arraigada nessa fé histórica que nosso diálogo e nossas relações, no curso de quatro décadas, nos levaram a crer que é partilhada amplamente».

Dois motivos de divisão

Neste contexto, o cardeal alemão tocou em «duas questões que estão no centro das tensões no seio da Comunhão Anglicana e de suas relações com a Igreja Católica: a ordenação de mulheres e a sexualidade humana».

No que se refere à segunda questão, em particular a homossexualidade, o cardeal fez o pedido aos bispos anglicanos: «à luz das tensões dos anos passados neste sentido, uma declaração clara por parte da Comunhão Anglicana nos ofereceria maiores possibilidades para oferecer um testemunho comum da sexualidade humana e do matrimônio, um testemunho dolorosamente necessário para o mundo de hoje».

No que se refere à ordenação das mulheres ao sacerdócio e ao episcopado, o cardeal Kasper afirmou: «tenho que ser claro a propósito da nova situação que se criou em nossas relações ecumênicas».

«Ainda que nosso diálogo tenha produzido um acordo significativo sobre a idéia de sacerdócio, a ordenação das mulheres ao episcopado bloqueia substancial e definitivamente um possível reconhecimento das ordenações anglicanas por parte da Igreja Católica», esclareceu.

Impedimento à comunhão plena

«Desejamos a continuação de um diálogo teológico entre a Comunhão Anglicana e a Igreja Católica – assegurou –, mas este último passo mina nosso objetivo e altera o nível do que perseguimos com o diálogo».

«Agora parece que a plena comunhão visível, como objetivo de nosso diálogo, deu um passo atrás, que nosso diálogo terá objetivos menos definitivos, e que, portanto, seu caráter ficará alterado», considerou.

«Ainda que este diálogo possa produzir ainda bons resultados, não será apoiado pelo dinamismo que se desprende da possibilidade realista da unidade que Cristo exige de nós ou da participação comum na mesa do único Senhor, que anelamos com tanto ardor», concluiu.


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Santa Sé estuda pedido de «Unidade Corporativa» de grupo anglicano

jul 31, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Santa Sé

Confirma o cardeal Levada em uma carta para a Comunhão Anglicana Tradicional

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 28 de julho de 2008 (ZENIT.org).- A Santa Sé segue com «séria atenção» o pedido de «unidade corporativa» com a Igreja católica apresentada pela Comunhão Anglicana Tradicional, ramo ao qual pertencem aproximadamente 400 mil anglicanos.

Isto pode ser constatado em uma carta enviada pelo cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ao primaz desta Comunhão, o arcebispo John Hepworth.

A carta, que traz a data de 5 de julho, foi escrita antes que se iniciasse a Conferência de Lambeth, que reúne os representantes da Comunhão Anglicana a cada 10 anos, e que recebeu ameaças de cisma, em particular por dois pontos principais.

Em primeiro lugar, a intenção dos episcopalianos (ramo americano da Comunhão Anglicana) de ordenar bispos homossexuais; em segundo lugar, a possibilidade de reconhecer a ordenação de mulheres bispos, algo que já foi aprovado no início de julho pelo sínodo geral da Igreja da Inglaterra.

Segundo explica a carta do purpurado, no último ano, «a Congregação para a Doutrina da Fé estudou as propostas que foram apresentadas em nome da Câmara dos Bispos da Comunhão Anglicana Tradicional durante sua visita aos escritórios deste dicastério, em 9 de outubro de 2007».

«Dado que se aproximam os meses de verão, desejo assegurar-lhe a séria atenção que a Congregação dispensa à perspectiva de unidade corporativa nessa carta», acrescenta.

O cardeal Levada reconhece que «a situação na Comunhão Anglicana em geral se fez ainda mais complexa neste mesmo período de tempo».

Por este motivo, conclui, «enquanto a Congregação possa responder de maneira mais definitiva às propostas que os senhores enviaram, lhes informaremos».

O primaz da Comunhão Anglicana Tradicional recebeu a carta do representante vaticano, através do núncio apostólico na Austrália, em 25 de julho e imediatamente publicou uma nota de agradecimento.

«É uma carta de alento cálido. Respondi expressando minha gratidão em nome de ‘meus irmãos bispos’, reafirmando nossa determinação de alcançar a unidade pela qual Jesus rezou tão intensamente na Última Ceia, sem importar os custos pessoais que isto implique entre nossos seguidores», explica o arcebispo Hepworth.

«Esta carta deveria alentar a toda Comunhão, e àqueles amigos que nos ajudaram. Deveria nos estimular também a renovar nossa oração pelo Santo Padre, pelo cardeal Levada e pela equipe da Congregação para a Doutrina da Fé, assim como por todos os sacerdotes e leigos, enquanto avançamos a uma comunhão mais próxima em Cristo com a Santa Sé», afirma.

O arcebispo agradecer particularmente o fato do cardeal mencionar a «unidade corporativa», «um caminho raras vezes percorrida no passado, mas essencial para cumprir a oração de nosso Mestre e Pai: ‘que sejam um’».

Os fiéis da Comunhão Anglicana Tradicional, pouco menos de meio milhão, estão presentes na África, Austrália, no Estreito de Torres, Canadá, América Latina, Inglaterra, Irlanda, Índia, Paquistão, Japão e nos Estados Unidos.

Mais informação em http://www.themessenger.com.au


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Bento XVI: mundo que sofre pela ausência de Deus precisa de cristãos unidos

jan 23, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Audiência geral na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- O mundo que sofre pela ausência de Deus tem necessidade da unidade entre os cristãos separados em igrejas e confissões, explicou Bento XVI hoje.

Declarou isso durante a audiência geral, em plena Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que concluirá no dia 25, festa da conversão do apóstolo Paulo.

«O mundo sofre pela ausência de Deus, pela inacessibilidade de Deus, deseja conhecer o rosto de Deus», reconheceu o Papa ante milhares de peregrinos congregados na Sala Paulo VI.

«Mas como poderiam e podem os homens de hoje reconhecer este rosto de Deus no rosto de Jesus Cristo, se nós, os cristãos, estamos divididos, se um está contra o outro?», perguntou.

«Só na unidade podemos mostrar realmente a este mundo o que ele necessita, o rosto de Deus, o rosto de Cristo», disse.

Cem anos de ecumenismo espiritual

A intervenção do pontífice serviu para fazer uma retrospectiva de cem anos de ecumenismo, pois a Semana de Oração completa um século de vida.

«Enquanto damos graças ao Senhor por estes cem anos de oração e de compromisso comum entre tantos discípulos de Cristo», o Papa recordou «com reconhecimento o pioneiro desta providencial iniciativa espiritual», o Pe. Paul Wattson, anglicano americano, que passou depois à comunhão plena com a Igreja Católica e fundou a comunidade de irmãos e irmãs do Atonement.

«Quando depois soprou o vento profético do Concílio Vaticano II, experimentou-se ainda mais a urgência da unidade. Depois da assembléia conciliar, continuou o caminho paciente da busca da plena comunhão entre todos os cristãos, caminho ecumênico que ano após ano encontrou precisamente na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos um dos momentos mais apropriados e fecundos.»

Segundo constatou, «Graças precisamente a este ecumenismo espiritual – santidade de vida, conversão do coração, orações privadas e públicas –, a busca comum da unidade experimentou nestas décadas um grande desenvolvimento, que se diversificou em múltiplas iniciativas».

Em particular, explicou, passou-se «do recíproco conhecimento ao contato fraterno entre membros de diversas igrejas e comunidades eclesiais, de conversas cada vez mais amistosas e colaborações em diferentes campos, do diálogo teológico à busca de formas concretas de comunhão e de colaboração».

A alma do ecumenismo

Para o Papa, a oração é a alma do ecumenismo, pois «é evidente que não podemos alcançar esta unidade unicamente com nossas estratégias, com o diálogo e com tudo o que fazemos, ainda que seja sumamente necessário».

«O que podemos fazer é oferecer nossa disponibilidade e capacidades para acolher esta unidade quando o Senhor a concede a nós.»

«Este é o sentido da oração: abrir nossos corações, criar em nós esta disponibilidade que abre o caminho para Cristo», indicou.

Segundo o bispo de Roma, «a oração pela unidade alentou e acompanhou as diferentes etapas do movimento ecumênico, particularmente a partir do Concílio Vaticano II».

Um balanço

«Neste período, a Igreja Católica entrou em contato com as demais igrejas e comunidades eclesiais do Oriente e do Ocidente com diferentes formas de diálogo, enfrentando com cada uma esses problemas teológicos e históricos surgidos no transcurso dos séculos e que se converteram em elementos de divisão.»

«O Senhor permitiu que estas relações amistosas melhorassem o conhecimento recíproco, que intensificassem a comunhão, tornando ao mesmo tempo mais clara a percepção dos problemas que ainda ficam abertos e que fomentam a divisão.»

O bispo de Roma concluiu dando graças a Deus, «que apoiou e iluminou o caminho até agora percorrido», «surgido pelo impulso do Espírito Santo» e «cada dia mais amplo».

Bento XVI presidirá em 25 de janeiro a celebração das segundas vésperas da solenidade da conversão de São Paulo apóstolo, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros em Roma, como conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.


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Bento XVI pede orações em janeiro pela unidade dos cristãos

jan 2, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Intenção geral do Apostolado da Oração

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 1 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI pede aos fiéis que neste mês de janeiro rezem pela unidade entre os cristãos.

Assim se desprende da intenção geral do Apostolado da Oração, iniciativa seguida por cerca de 50 milhões de pessoas dos cinco continentes, para o primeiro mês de 2008.

A intenção diz: «Para que a Igreja aumente seu esforço pela plena unidade visível, de modo que manifeste cada vez mais seu rosto de comunidade de amor, onde se reflete a comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo».

Neste ano se comemora o centenário da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, iniciativa que na maioria dos países do mundo se celebra de 18 a 25 de janeiro.

Todos os meses também se ora por uma intenção missionária. A de janeiro de 2008 diz: «Para que a Igreja na África, que se prepara para celebrar sua segunda Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos, siga sendo sinal e instrumento de reconciliação e de justiça em um continente ainda marcado pelas guerras, a exploração e a pobreza».


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Bento XVI impõe o pálio a 46 arcebispos

jul 2, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Santa Sé

Símbolo da unidade com o bispo de Roma

CIDADE DO VATICANO, domingo, 1 de julho de 2007 (ZENIT.org).- Nessa sexta-feira, solenidade dos santos Pedro e Paulo, Bento XVI impôs o pálio, símbolo da unidade com o bispo de Roma, a 46 arcebispos metropolitanos de todo o mundo nomeados no último ano.

A cerimônia aconteceu junto à Confissão de São Pedro, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, durante a concelebração eucarística no dia dos patronos da diocese de Roma.

Os arcebispos levam o pálio, manto branco de lã sobre os ombros, em representação do Bom Pastor que leva nos ombros o cordeiro até dar a vida, como recordam também as seis cruzes negras bordadas.

Como explicou depois o Papa antes de rezar o Angelus, trata-se de um «símbolo litúrgico que expressa o vínculo de comunhão que une o sucessor de Pedro» com os arcebispos.

Dado que cinco arcebispos não puderam vir a Roma, estes receberão o manto diretamente em suas sedes metropolitanas.

No dia seguinte, o Papa recebeu na Sala Paulo VI do Vaticano os arcebispo, acompanhados por seus familiares e fiéis de suas arquidioceses.

Na saudação que lhes dirigiu em espanhol (os arcebispos eram todos latino-americanos), o Papa explicou que «estes novos pastores metropolitanos, ao receber esta insígnia, sentem o dever de fomentar estreitos vínculos de comunhão com o Sucessor de Pedro e entre suas dioceses sufragâneas, para que resplandeça a figura de Cristo».

«Aos fiéis e amigos que os acompanhais, rogo que sigais próximos a eles com a oração e com uma colaboração generosa e leal, para que em sua missão cumpram sempre a vontade de Deus», disse o Santo Padre.

O Papa pediu «à Virgem Maria, tão querida, e venerada na América Latina, que siga protegendo o ministério pastoral destes arcebispos e derrame seu amor materno sobre os sacerdotes, comunidades religiosas e fiéis de suas arquidioceses».


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