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Rússia: Igreja de São João Batista retorna aos católicos

jun 29, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

ROMA, quarta-feira, 28 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Uma das igrejas católicas construídas a princípios do século XIX, em um dos lugares de maior tradição histórica na Rússia, foi devolvida aos católicos mais de 50 anos depois de ter sido confiscada pelo poder soviético.

Trata-se do templo de São João Batista que se localiza no povoado de Pushkin — ou Tsarskoe Selo, como era conhecido antigamente — no noroeste da Rússia, a poucos quilômetros de São Petersburgo.

Em uma cerimônia celebrada em 24 de junho passado no portão do templo, foram firmados os documentos que registram o regresso à comunidade católica do lugar desta igreja, que havia sido fechada desde 1938 para converter-se em um lugar de práticas de educação física e posteriormente, em uma sala de concertos.

«Preparai o caminho do Senhor!» disse, ao retomar o templo de São João Batista, Dom Tadeusz Kondrusiewicz, arcebispo da Arquidiocese da Mãe de Deus, em Moscou, durante a missa celebrada ante mais de 200 fiéis que se reuniram para a ocasião. Que «Cristo chegue a seus discípulos através do serviço da Igreja».

Como símbolo da devolução do templo de são João Batista, foram entregues ao arcebispo Kondrusiewicz uma cruz, representando o templo, e as chaves do mesmo.

«Espero que de agora em adiante, estas chaves na Rússia sejam utilizadas não para fechar igrejas como se fez por dezenas de anos durante a época soviética, mas para abrir santuários que sejam regressados aos fiéis», disse Dom Kondrusiewicz, ressaltando o significado do gesto das chaves.

No ato, estiveram presentes também o deputado da Assembléia Legislativa de São Petersburgo, Igor Rimmer, o diretor do Museu Nacional Tsarskoe Selo, Ivan Sautov, assim como sacerdotes russos e protestantes.

Durante a celebração da missa, Dom Kondrusiewicz abençoou um ícone da Virgem de Fátima, preparado especialmente para este tempo.

Dados históricos
A igreja de São João Batista começou a ser construída entre 1823 e 1825, por ordem do czar Alexandre I, depois de que o templo de madeira que existia em Tsarskoe Selo se tornasse pequeno para acolher os fiéis.

Em 21 de novembro de 1826, a igreja foi abençoada e terminada em sua totalidade pelo arcebispo da diocese de Minsk, Lipski. Após a prisão posterior do pároco já em tempos da União Soviética, as pressões fizeram firmar a quem se encontrava a seu cargo, um documento onde se declaravam «impossibilitados para reparar o templo e pagar os impostos correspondentes do imóvel ao Estado».

Desta forma, no ano de 1938 a igreja de São João Batista foi fechada ao culto até 1991, quando em 17 de março se voltou a realizar uma celebração religiosa.

Cabe mencionar que durante dois séculos, o povoado de Tsarkoe Selo foi considerado como «a residência de gala» do czar durante o verão. De 1811 a 1843, construiu-se também o Liceu Imperial de Tsarskoe Selo, onde fora educado o poeta nacional da Rússia, Alexander Pushkin.

Curiosamente, o regresso do templo de São João Batista à comunidade católica coincide com o percurso que realizam pela Rússia algumas relíquias que são consideradas, segundo a tradição, os restos da mão direita de quem precisamente batizara Jesus no Jordão.


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Não é possível tirar do Evangelho as verdades incômodas, adverte Papa

mai 28, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo

Ao celebrar uma multitudinária missa na Praça Pilsudski, em Varsóvia

VARSÓVIA, sexta-feira, 26 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI alertou esta sexta-feira dos intentos de tirar do Evangelho as verdades incômodas, durante a missa que presidiu na Praça Pilsudski, em Varsóvia, ante cerca de 275.000 pessoas que desafiaram a intensa chuva.

Com seu ato mais multitudinário na capital polonesa, o Santo Padre recordou os 27 anos daquela missa que João Paulo II celebrou nesse mesmo lugar, em sua primeira visita pastoral a sua pátria, e que suscitaria um movimento espiritual de conseqüências decisivas para o bloco soviético.

O bispo de Roma dedicou sua homilia a um dos temas que o apaixonaram durante toda sua vida: a união íntima entre o amor e a verdade.

«Muitos pregadores do Evangelho deram a vida precisamente por causa da fidelidade à verdade da palavra de Cristo», disse o pontífice. Entre os presentes, não faltavam rostos de anciãos a quem sua condição de cristão lhes criava sérios problemas há apenas vinte anos.

E, contudo, denunciou, «como nos séculos passados, também hoje há pessoas ou ambientes que, descuidando desta Tradição de séculos, gostariam de falsificar a palavra de Cristo e tirar do Evangelho as verdades que, segundo eles, são demasiado incômodas para o mundo moderno».

«Trata-se de dar a impressão de que tudo é relativo», disse, retomando a preocupação que já manifestou o cardeal Joseph Ratzinger ao celebrar a missa de início do conclave há algo mais de um ano.

«Inclusive as verdades de fé dependeriam da situação histórica e do juízo humano –continuou constatando–. Mas a Igreja não pode calar ao Espírito da Verdade».

«Todo cristão está obrigado a confrontar continuamente suas próprias convicções com os ditames do Evangelho e da Tradição da Igreja em seu compromisso por permanecer fiel à palavra de Cristo, inclusive quando esta é exigente e humanamente difícil de compreender», afirmou.

«Não temos de cair na tentação do relativismo ou da interpretação subjetiva e seletiva das Sagradas Escrituras. Só a verdade íntegra pode-nos abrir à adesão a Cristo, morto e ressuscitado por nossa salvação», assegurou.

A cruz de 25 metros de altura que se destacava na praça ajudou os peregrinos a compreender a importância das palavras que estavam escutando.

Pela tarde, o Papa viajou de helicóptero a Czestochowa para visitar o santuário mariano de Jasna Gora e encontrar-se com os religiosos e representantes dos movimentos. À noite, chegou a Cracóvia, onde se hospedará. Este sábado visitará Wadowice, cidade natal de João Paulo II.


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