Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo


Santo Hilário de Poitiers

jun 26, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: História da Igreja, Santos da Igreja

Por Papa Bento XVI
Tradução: Zenit
Fonte: Vaticano/Zenit

Queridos irmãos e irmãs:

Hoje quero falar de um grande padre da Igreja do Ocidente, Santo Hilário de Poitiers, uma das grandes figuras de bispos do século IV. Ante os arianos, que consideravam o Filho de Deus como uma criatura, ainda que excelente, mas só uma criatura, Hilário consagrou toda sua vida à defesa da fé na divindade de Jesus Cristo, Filho de Deus e Deus como o Pai, que o gerou desde a eternidade.

Não contamos com dados seguros sobre a maior parte da vida de Hilário. As fontes antigas dizem que nasceu em Poitiers, provavelmente por volta do ano 310. De família acomodada, recebeu uma formação literária, que pode reconhecer-se com clareza em seus escritos. Parece que não foi criado em um ambiente cristão. Ele mesmo nos fala de um caminho de busca da verdade, que o levou pouco a pouco ao reconhecimento do Deus criador e do Deus encarnado, morto para dar-nos a vida eterna. Batizado por volta do ano 345, foi eleito bispo de sua cidade natal em torno de 353-354.

Nos anos seguintes, Hilário escreveu sua primeira obra, o «Comentário ao Evangelho de Mateus». Trata-se do comentário mais antigo em latim que nos chegou desse Evangelho. No ano 356, ele assistiu como bispo ao sínodo de Béziers, no sul da França, o «sínodo dos falsos apóstolos», como ele mesmo o chama, pois a assembléia estava dominada por bispos filoarianos, que negavam a divindade de Jesus Cristo. Estes «falsos apóstolos» pediram ao imperador Constâncio que condenasse ao exílio o bispo de Poitiers. Dessa forma, Hilário se viu obrigado a abandonar a Gália no verão do ano 356.

Exilado na Frígia, na atual Turquia, Hilário entrou em contato com um contexto religioso totalmente dominado pelo arianismo. Também lá sua solicitude como pastor o levou a trabalhar sem descanso a favor do restabelecimento da unidade da Igreja, baseando-se na reta fé formulada pelo Concílio de Nicéia. Com este objetivo, empreendeu a redação de sua obra dogmática mais importante e conhecida: o «De Trinitate» (sobre a Trindade).

Nela, Hilário expõe seu caminho pessoal para o conhecimento de Deus e se preocupa por mostrar que a Escritura testifica claramente a divindade do Filho e sua igualdade com o Pai não só no Novo Testamento, mas também em muitas páginas do Antigo Testamento, nas quais já se apresenta o mistério de Cristo. Ante os arianos, insiste na verdade dos nomes do Pai e do Filho e desenvolve toda sua teologia trinitária partindo da fórmula do Batismo que o próprio Senhor nos entregou: «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».

O Pai e o Filho são da mesma natureza. E ainda que algumas passagens do Novo Testamento poderiam levar a pensar que o Filho é inferior ao Pai, Hilário oferece regras precisas para evitar interpretações equívocas: alguns textos da Escritura falam de Jesus como Deus, outros sublinham sua humanidade. Alguns se referem a Ele em sua pré-existência junto ao Pai; outros levam em consideração o estado de abaixamento («kénosis»), sua descida até a morte; outros, por último, o contemplam na glória da ressurreição.

Nos anos de seu exílio, Hilário escreveu também o «Livro dos Sínodos», no qual reproduz e comenta para os irmãos bispos da Gália as confissões de fé e outros documentos de sínodos reunidos no Oriente ao redor da metade do século IV. Sempre firme na oposição aos arianos radicais, Santo Hilário se assemelha ao Pai na essência, naturalmente tentando levá-los sempre para a plena fé, segundo a qual não se dá só uma semelhança, mas uma verdadeira igualdade entre o Pai e o Filho na divindade.

Isso também nos parece característico: seu espírito de conciliação trata de compreender quem ainda não chegou à verdade plena e os ajuda, com grande inteligência teológica, a alcançar a plena fé na verdadeira divindade do Senhor Jesus Cristo.

No ano 360 ou 361, Hilário pôde finalmente regressar do exílio à sua pátria e imediatamente voltou a empreender a atividade pastoral em sua Igreja, mas o influxo de seu magistério se estendeu, de fato, muito além dos confins da mesma.

Um sínodo celebrado em Paris no ano 360 ou 361 retomou a linguagem do Concílio de Nicéia. Alguns autores antigos consideram que esta mudança antiariana do episcopado da Gália se deveu em boa parte à fortaleza e mansidão do bispo de Poitiers.

Esta era precisamente sua qualidade: conjugar a fortaleza na fé com a mansidão na relação interpessoal. Nos últimos anos de sua vida, ele compôs os «Tratados sobre os Salmos», um comentário a 58 salmos, interpretados segundo o princípio sublinhado na introdução: «Não cabe dúvida de que todas as coisas que se dizem nos salmos devem ser entendidas segundo o anúncio evangélico, de forma que, independentemente da voz com a qual o espírito profético falou, tudo se refere ao conhecimento da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, encarnação, paixão e reino, e à glória e potência de nossa ressurreição» («Instructio Psalmorum» 5).

Ele vê em todos os salmos esta transparência do mistério de Cristo e de seu Corpo, que é a Igreja. Em várias ocasiões, Hilário se encontrou com São Martinho: precisamente o futuro bispo de Tours fundou um mosteiro perto de Poitiers, que ainda existe hoje. Hilário faleceu no ano 367. Sua memória litúrgica é celebrada em 13 de janeiro. Em 1851, o beato Pio IX o proclamou doutor da Igreja.

Para resumir o essencial de sua doutrina, quero dizer que o ponto de partida da reflexão teológica de Hilário é a fé batismal. Em «De Trinitate», Hilário escreve: Jesus «mandou batizar ‘em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo’ (cf. Mateus 28, 19), ou seja, confessando o Autor, o Unigênito e o Dom. Só há um Autor de todas as coisas, pois só há um Deus Pai, de quem tudo procede. E um só Senhor nosso, Jesus Cristo, por quem tudo foi feito (I Coríntios 8, 6), e um só Espírito (Efésios 4, 4), dom em todos… Não se pode encontrar nada que falte a uma plenitude tão grande, na qual convergem no Pai, no Filho e no Espírito Santo a imensidão no Eterno, a revelação na Imagem, a alegria no Dom» («De Trinitate» 2, 1).

Deus Pai, sendo todo amor, é capaz de comunicar em plenitude sua divindade ao Filho. Considero particularmente bela esta formulação de Santo Hilário: «Deus só sabe ser amor, e só sabe ser Pai. E quem ama não é invejoso, e quem é Pai o é totalmente. Este nome não admite compromissos, como se Deus só fosse Pai em certos aspectos e em outros não» (ibidem 9, 61).

Por este motivo, o Filho é plenamente Deus sem falta ou diminuição alguma: «Quem procede do perfeito é perfeito, porque quem tem tudo lhe deu tudo» (ibidem 2, 8). Só em Cristo, Filho de Deus e Filho do homem, a humanidade encontra a salvação. Assumindo a natureza humana, uniu consigo todo homem; Ele «se tornou a carne de todos nós» («Tractatus in Psalmos» 54, 9); «assumiu a natureza de toda carne e, convertido assim na videira verdadeira, é a raiz de todo ramo» (ibidem 51, 16).

Precisamente por este motivo o caminho para Cristo está aberto a todos, porque Ele atraiu todos em seu ser homem, ainda que sempre seja necessária a conversão pessoal: «Através da relação com sua carne, o acesso a Cristo está aberto a todos, com a condição de que deixem para trás o homem velho (cf. Efésios 4, 22) e o encravem em sua cruz (cf. Colossenses 2, 14); com a condição de que abandonem as obras de antes e se convertam para ficar sepultados com Ele em seu batismo, frente à vida (cf. Colossenses 1, 12; Romanos 6, 4)» (Ibidem 91, 9).

A fidelidade a Deus é um dom de sua graça. Por isso, Santo Hilário pede ao final de seu tratado sobre a Trindade poder manter-se sempre fiel à fé do batismo. É uma característica deste livro: a reflexão se transforma em oração e a oração se torna reflexão. Todo o livro é um diálogo com Deus. Quero concluir a catequese de hoje com uma dessas orações, que se converte também em oração nossa: «Fazei, Senhor – reza Hilário, movido pela inspiração – que me mantenha sempre fiel ao que professei no símbolo de minha regeneração, quando fui batizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Que eu vos adore, Pai nosso, e junto a vós, o vosso Filho; que seja merecedor do vosso Espírito Santo, que procede de vós através do vosso Unigênito… Amém» («De Trinitate» 12, 57).


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«Suscitar novo entusiasmo pela Bíblia», desafio para Sínodo

abr 28, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Mundo, Santa Sé

Aponta o bispo Paglia, presidente da Federação Bíblica Católica

Por Marta Lago

ROMA, 28 de abril de 2008 (ZENIT.org).- De um estudo internacional que revela a positiva atitude para com a Sagrada Eucaristia, sua importância entre os fiéis, mas também a dificuldade para encarná-la na vida cotidiana, desprende-se a necessidade, para o próximo sínodo, de «suscitar no mundo inteiro um novo entusiasmo pela Bíblia».

É a conclusão que transmitiu o bispo italiano de Terni, Dom Vincenzo Paglia, nesta segunda-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé diante da mídia internacional, na apresentação da pesquisa que patrocinou como presidente da Federação Bíblica Católica.

«A leitura das Escrituras», pesquisa realizada por «GfK Eurisko» em uma mostra de população adulta nos Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, Alemanha, Espanha, França, Itália, Polônia e Rússia, levou em conta as diversas tradições cristãs para alcançar uma referência concreta da relação dos cristãos com a Bíblia.

Por isso, em sua intervenção, o bispo Paglia se deteve nos aspectos pastorais que se derivam do estudo, cuja pretensão é simplesmente ajudar nesta reflexão, certamente de utilidade para o próximo sínodo.

Confirma-se – afirma o prelado – a intuição do Concílio Vaticano II, que exortou os fiéis a redescobrirem as Escrituras como fonte primária da vida espiritual. São muitas as comunidades que acolheram, mas ainda há muito caminho a ser percorrido, adverte Dom Paglia.

Da mesma forma se confirma o vínculo entre Bíblia e Eucaristia: a maior parte dos pesquisados indica a celebração dominical como lugar habitual de escuta da Palavra de Deus. Desta forma, o bispo de Terni sugere uma renovada atenção ao Lecionário litúrgico e às homilias.

Como «absoluta prioridade», assinala «o papel da Bíblia no diálogo ecumênico», porque as Escrituras continuam sendo – disse – o lugar mais eficaz que os cristãos têm para caminhar juntos pela via da unidade. A respeito disso, lança um chamado: um compromisso mais continuado na escuta – em comum – da Palavra e em favorecer sua difusão.

Apesar da secularização, a pesquisa revela uma atitude geral de grande respeito pela Sagrada Escritura. E ela é considerada, entre os cristãos, como capaz de propor o sentido da vida. Porém, seguindo a explicação do prelado italiano, a maioria percebe a Bíblia como difícil, e assim pedem explicações e instrumentos de acompanhamento.

Segundo Paglia, o «primeiro grande desafio» está em «como passar das fascinações que as Escrituras continuam suscitando também em uma sociedade secularizada» a uma «palavra eficaz e forte que muda o coração e a vida». Em sua opinião, a responsabilidade está na pregação a partir da Escritura.

O estudo evidencia também que «o cristianismo individualista com a Bíblia é mais difícil» – descreve o prelado –, porque a escuta da Palavra favorece a reunião dos que a atendem e a percepção do que significa ser Igreja.

Como a pesquisa também mostra que a Bíblia, em muitos aspectos, é desconhecida ou pouco assimilada em seus conteúdos, «é necessário que nasçam, a partir do encontro sinodal, energias novas» que revitalizem iniciativas como «escolas da Palavra», «escolas do Evangelho» ou «escolas de leitura e escuta da Bíblia», sugere.

E antes de tudo, transformar a leitura bíblica em oração, porque – como assinala Dom Paglia – são ainda uma minoria os cristãos que oram com a Bíblia e, assim, a «lectio divina» deve encontrar novos espaços até ser habitual nas comunidades cristãs.

São razões pelas quais conclui: «Devemos desejar que o sínodo suscite em todo o mundo cristão, do católico ao ortodoxo e protestante, um novo entusiasmo pela Bíblia».


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Católicos e ortodoxos chegam a primeiro acordo sobre Papa desde Cisma de 1054

nov 15, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

CIDADE DO VATICANO (AFP) - O primeiro sinal de aproximação na relação entre as Igrejas Católica e Ortodoxa apareceu nesta quinta-feira, depois de uma separação de quase mil anos, graças à publicação de um documento comum sobre a questão do Papa, no qual a primazia do líder católico é oficialmente reconhecida.

O Vaticano, no entanto, ressaltou que o caminho da reconciliação entre os dois ramos do cristianismo que reivindicam, respectivamente, 1,1 bilhão e 250 milhões de fiéis ainda se anuncia longo. A Igreja ortodoxa russa, a mais importante dentre as ortodoxas, não assinou o documento.

O documento intitulado “Conseqüências Eclesiásticas e Canônicas da Natureza Sacramental da Igreja e do Sínodo na Igreja” é o fruto de um encontro de cúpula que ocorreu em Ravenna, na Itália, de 8 a 14 de outubro passado.

A próxima reunião desta comissão teológica mista está prevista para daqui a dois anos.

Pela primeira vez desde o cisma de 1054, ortodoxos e católicos se comprometeram em debater sobre seu principal ponto de discordância: a questão da posição e do papel do Bispo de Roma, ou seja, o Papa, cuja primazia remonta aos primeiros tempos do cristianismo, quando a nova religião lançou as bases de sua organização.

As relações entre as Igrejas do Oriente representadas pelos patriarcas de Constantinopla, Alexandria, Antióquia e Jerusalém e a Igreja do Ocidente representada pelo patriarca de Roma foram se degradando com o passar dos séculos, culminando com a ruptura.

O documento publicado nesta quinta-feira destaca que a primazia do papa se exprime em uma realidade de conciliação ou de sínodo, ou seja, um colegiado de bispos católicos e ortodoxos.

O texto acrescenta que “a questão do papel do bispo de Roma na comunhão de todas as Igrejas precisa ser estudada de maneira mais aprofundada”.

O caráter de colegiado do governo da Igreja católica foi reconhecido pelo concílio Vaticano II, mesmo que a aplicação concreta deste princípio ainda continue tímida.

O alcance do documento de Ravenna, contudo, está fragilizado devido ao fato do patriarca de Moscou, que representa a metade dos ortodoxos, não o assinou. Ele deixou a reunião batendo a porta devido a um conflito de poder com o patriarca de Constantinopla (Istambul).

A Igreja russa anunciou que, em breve, dará seu ponto de vista sobre o texto.

O cardeal alemão Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, que representava a delegação católica na reunião de Ravenna, garantiu que a legitimidade do documento não pode ser questionada devido à abstenção russa.

As relações entre Moscou e o Vaticano estão, há muito, congeladas, já que os russos acusam os católicos de quererem favorecer seu proselitismo em terras ortodoxas. Mas, há poucos meses, esta distância tem se reduzido e o próximo encontro entre o papa Bento XVI e o patriarca Alexis II já foi publicamente solicitado por ambas as partes.

O cardeal Kasper comemorou, na noite desta quarta-feira, na Rádio Vaticano, esta via aberta em prol do diálogo ecumênico. Mas alertou: “O caminho que leva a uma unidade plena com o os ortodoxos é ainda longo”.

O Papa convocou para 23 de novembro no Vaticano um consistório de cardeais para tratar da questão do ecumenismo, um dia antes da celebração de um “consistório ordinário” durante o qual serão nomeados 23 novos cardeais.


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Papa quer que católicos redescubram a Eucaristia como sacramento do amor

mar 15, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Publica a exortação «Sacramentum caritatis», surgida do Sínodo de 2005

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 13 de março de 2007 (ZENIT.org).- «Sacramento do amor» («Sacramentum caritatis») é o título do segundo documento mais importante do pontificado de Bento XVI, depois de sua encíclica «Deus caritas est», no qual recolhe as conclusões do Sínodo de Bispos do mundo celebrado em outubro de 2005 sobre a Eucaristia.

No sacramento da presença real de Jesus, explica a exortação apostólica pós-sinodal, «manifesta-se o amor “maior”, aquele que impulsiona a “dar a vida pelos próprios amigos”», afirma o Papa.

O documento, como o Sínodo celebrado no Vaticano, busca que os fiéis católicos de todo o mundo redescubram que «no Sacramento do altar, o Senhor vai ao encontro do homem, criado à imagem e semelhança de Deus, acompanhando-o em seu caminho».

«Neste Sacramento o Senhor se faz comida para o homem faminto de verdade e liberdade. Visto que só a verdade nos faz autenticamente livres, Cristo converte-se para nós em alimento da Verdade», declara.

Ao reunir as propostas surgidas no Sínodo da Eucaristia, no qual o novo Papa introduziu intervenções livres, o texto começa reafirmando «o influxo benéfico que teve para a vida da Igreja a reforma litúrgica posta em andamento a partir do Concílio Ecumênico Vaticano II».

«Os juízos positivos foram muito numerosos — recorda o pontífice –. Se constataram também as dificuldades e alguns abusos cometidos, mas não obscurecem o valor e a validade da renovação litúrgica, a qual tem ainda riquezas não descobertas do todo».

O documento apresenta meditações sobre o mistério da Eucaristia e as compagina com indicações de caráter prático que buscam renovar o amor e a veneração dos católicos pelo sacramento.

Foi apresentado na manhã desta terça-feira na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo cardeal Angelo Scola, Patriarca de Veneza, que foi o relator geral do Sínodo sobre a Eucaristia, e pelo arcebispo Nikola Eterovic, secretário geral do Sínodo dos Bispos.

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«Sacramento do amor»: Exortação apostólica do Sínodo sobre a Eucaristia

mar 7, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Santa Sé

Será publicado em 13 de março

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 6 de março de 2007 (ZENIT.org).- «Sacramentum caritatis» («Sacramento do amor») é o título da exortação apostólica pós-sinodal que Bento XVI escreveu e que será publicada no dia 13 de março, segundo informou esta terça-feira a Sala de Imprensa da Santa Sé.

O documento recolhe as propostas da assembléia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, celebrado no Vaticano, em outubro de 2005. O tema era «A Eucaristia: fonte e cume da vida e da missão da Igreja.

Foi o primeiro Sínodo do pontificado de Bento XVI, que entre outras coisas introduziu uma novidade metodológica: espaços abertos na assembléia para tomar livremente a palavra.

O documento será apresentado em uma coletiva de imprensa pelo cardeal Angelo Scola, patriarca de Veneza, relator geral da XI Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, e o arcebispo Nikola Eterovic, secretário-geral do Sínodo dos Bispos.


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Papa pede oração para que Palavra de Deus cada vez se escute, se ame e se viva mais

mar 1, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Intenções da oração para o mês de março

ROMA, quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI pede oração para que «a Palavra de Deus seja cada vez mais escutada, contemplada, amada e vivida».

Assim se desprende da intenção geral para o mês de março, contida na carta pontifícia, junto a todas as demais intenções que o Santo Padre confiou ao «Apostolado da oração» para este ano.

O «Apostolado da oração» (AdP, http://www.adp.it) é uma iniciativa seguida por cerca de 50 milhões de pessoas dos cinco continentes.

Graças a ela, leigos, religiosos, sacerdotes e bispos de todo o mundo oferecem suas orações e sacrifícios pelas intenções que o Papa, indicadas cada mês no mundo inteiro.

Ao fazer da vivência da Palavra de Deus o eixo da oração do próximo mês, Bento XVI afirma novamente a importância que tem o tema, sobre o qual convocou o próximo Sínodo.

Há um mês, ao receber os membros do Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo dos bispos reunidos pela primeira vez para preparar essa assembléia de bispos do mundo, o Santo Padre sublinhou sua esperança de que tal encontro sirva para redescobrir «a importância da Palavra de Deus na vida de cada cristão».

Acrescentou outro «desejo de coração»: que a assembléia episcopal ajude também a redescobrir «o dinamismo missionário que é intrínseco à Palavra de Deus».

De 5 a 26 de outubro de 2008, bispos de todo o mundo participarão do Sínodo, que se celebrará no Vaticano sobre o tema escolhido por Bento XVI: «A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja».

A intenção missionária de oração para o mês de março é a seguinte «Para que os responsáveis das Igrejas jovens se preocupem pela formação dos catequistas, dos animadores e dos leigos entregues ao serviço do Evangelho».

Por Igrejas jovens nos territórios de missão se entendem «as dioceses ou vicariatos apostólicos de recente criação e outras realidades similares, ou lugares nos quais a evangelização ainda se encontra em uma fase incipiente», explica a Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos — Dom Jerry Bitoon, oficial deste dicastério.

É o caso das Igrejas em países da Ásia, como Mongólia, Nepal, Butão, ou do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irã, Iraque ou do interior da África, da América do Sul, do sudeste asiático, da Oceania ou do subcontinente indiano.

«Em todos estes lugares, há uma grande escassez de sacerdotes locais, às vezes uma ausência total»; em outros, sim, há missionários preparados, mas as leis específicas de algumas nações «proíbem ou tornam extremamente difícil» a evangelização, ou se registra a «resistência, às vezes violenta» e «ameaças de morte, por parte de alguns fiéis extremistas, fanáticos ou fundamentalistas», recorda Dom Bitoon.

«As jovens Igrejas estão em primeira linha na evangelização», e é aí precisamente onde «o Senhor da grande messe chama inumeráveis catequistas e animadores, especialmente animadores missionários leigos, a colaborar com a Igreja local», constata.

E «qual é o segredo de sua incansável dedicação à evangelização?»: «os bispos das jovens Igrejas respondem rapidamente que é a formação contínua desses catequistas e animadores leigos — não missionários; o segredo escondido de sua eficácia e dedicação ao mandato de Cristo de proclamar sua Boa Nova a todos, a todo custo, inclusive arriscando a própria vida!», confirma o oficial do dicastério vaticano.

Daí a importância — adverte — de que os católicos de todo o mundo rezem «para que os responsáveis das jovens Igrejas possam ser constantemente conscientes da necessidade de formar bem seus catequistas e animadores missionários leigos».


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África, motor do crescimento da Igreja no mundo

fev 27, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo

Prepara o próximo Sínodo continental

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 27 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- A África converteu-se no motor do crescimento numérico dos fiéis católicos no mundo, segundo constataram os bispos em uma reunião celebrada no Vaticano.

Nesta terça-feira, a Sala de Imprensa da Santa Sé emitiu o comunicado com as conclusões do encontro do Conselho Especial para a África, da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, celebrado de 15 a 16 de fevereiro em Roma.

A reunião buscava continuar com a preparação do segundo Sínodo de Bispos da África.

Na reunião, presidida pelo arcebispo Nikola Eterovic, secretário-geral do Sínodo dos Bispos, participaram dois cardeais e seis arcebispos e bispos.

Segundo o comunicado, os membros do conselho ressaltaram o grande dinamismo da Igreja: o aumento do número de católicos (3,1%) é maior que o da população (2,5%).

O Sínodo dos Bispos, segundo os encarregados de sua organização, buscará «em particular, animar os leigos a comprometer-se em uma melhora das condições de vida de cada africano, desde o ponto de vista econômico, cultural, de saúde e sobretudo espiritual».

«Também propôs a oportunidade de que nesse processo sinodal participem representantes de outras religiões para responder, se possível juntos, aos desafios do momento histórico no continente, que anseia por uma sociedade mais justa e pacífica e uma maior reconciliação», acrescenta o comunicado.

O último Anuário Pontifício, apresentado em 11 de fevereiro a Bento XVI, revelava também que nos continentes asiático e americano se registrou um aumento de católicos superior ao da população (de 2,71% contra 1,18%, no caso da Ásia, e de 1,2% contra 0,9%, no caso da América).

Na Europa, pelo contrário, percebe-se um aumento leve dos católicos e uma situação quase de estabilidade da população presente, constata-se nesse volume.

Os sacerdotes, no último ano, aumentaram em 3,55% na África.


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