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Que ele mesmo presidirá
CIDADE DO VATICANO, domingo, 11 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI convida os fiéis de Roma e os peregrinos «a participar em grande número» das celebrações de Corpus Christi, que expressarão na próxima quinta-feira «a fé da comunidade cristã por seu Senhor presente na Eucaristia».
Enquanto concluiu neste domingo a oração do Ângelus na Praça de São Pedro, no Vaticano, o bispo de Roma lançou esta convocação e recordou os atos litúrgicos da próxima solenidade eucarística, e que ele mesmo presidirá.
A Santa Missa celebrada por Bento XVI será às 19:00h do dia 15 de junho, a Basílica romana de São João de Latrão.
Ao término da Eucaristia, «acompanharemos solenemente o Santíssimo Sacramento pela Via Merulana até a Praça de Santa Maria Maior, onde darei a Bênção eucarística», disse frente a milhares de peregrinos.
A procissão é tradicional em Roma (como em muitos lugares do mundo) na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.
A Sala das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice informa de que a procissão começará com os escoteiros, seguidos por confrarias e sodalícios, associações eucarísticas, crianças que acabam de fazer a primeira comunhão e coroinhas, cavaleiros do Santo Sepulcro, religiosas, religiosos, sacerdotes, párocos, capelães e prelados de Sua Santidade, bispos, arcebispos e cardeais.
Os seminaristas, fiéis das paróquias e membros de associações e movimentos eclesiais seguirão o Santíssimo Sacramento.
Nos dois dias prévios à celebração, na Basílica de Santa Maria Maior haverá quarenta horas de adoração eucarística ininterruptas, anuncia o Vicariato de Roma.
JERUSALÉM, sexta-feira, 14 de abril de 2006 (ZENIT.org).- A Sexta-Feira Santa na Basílica da Ressurreição foi celebrada pelos freis franciscanos da Custódia da Terra Santa com uma cerimônia pouco conhecida: a Procissão fúnebre de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O Santo Sepulcro estava repleto de peregrinos. A Procissão foi liderada pela totalidade dos franciscanos residentes na Cidade Santa (uma centena).
Tratava-se de um ofício que segue a tradição das representações medievais inspiradas nos Mistérios da Paixão de Cristo. Uma tradição típica da Basílica da Ressurreição onde se encontram agrupados em um mesmo edifício o Calvário, a Rocha da Unção e o Sepulcro de Cristo.
Isto faz deste Ofício uma imitação da deposição de Jesus da Cruz, de sua unção e de sua sepultura. Uma imitação que se desenvolve nos mesmos lugares de sua paixão, desde o cume do Gólgata ao Santo Sepulcro.
«Nesta Terra Santa, na qual o judaísmo e o islã tem proibido representar a Deus, a procissão fúnebre não significa fazer como se assistíssemos ao enterro de Cristo, significa fazer memória de um evento», explica a Custódia da Terra Santa.
«Durante esta representação, nós nos descobrimos na escuta do Cristo que nos fala ao ouvido: homem sem inteligência e tardio de coração a crer em tudo aquilo que os profetas disseram! Não sabia que o Cristo devia sofrer para entrar em sua glória?», seguem explicando os custódios franciscanos.