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Igreja Ortodoxa Russa agradece Ajuda à Igreja que Sofre

nov 19, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

O metropolita Kirill recebeu os representantes desta organização católica

MOSCOU, quarta-feira, 19 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- O metropolita Kirill, de Smolensk e Kaliningrado, presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou, agradeceu em nome do Patriarcado de Moscou o trabalho realizado pela organização católica Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) de apoio às igrejas ortodoxas e de promoção do diálogo entre ambas as confissões.

Segundo informa AIS, o metropolita recebeu na semana passada uma delegação desta organização, encabeçada por seu presidente mundial, Pe. Joaquín Alliende, e seu vice-presidente, Pieter van der Velden.

A AIS se dedica, a pedido expresso do Papa João Paulo II em 1992, a promover o diálogo entre os católicos e a Igreja Ortodoxa Russa, tarefa confirmada no ano passado pelo Papa Bento XVI.

Neste sentido, o metropolita Kirill agradeceu pelo trabalho prestado e mostrou sua confiança em que estes contatos entre ambas as confissões «continuem sendo cultivados no futuro». Como sinal deste reconhecimento, concedeu ao delegado da AIS na Rússia, Peter Humeniuk, a ordem do Santo Príncipe Daniel de Moscou.

O Pe. Alliende e o metropolita Kirill coincidiram na «necessidade de defender conjuntamente a ética cristã e a concepção cristã do homem, dada a degradação geral dos valores e a crescente expansão do relativismo na sociedade moderna».

Em outro encontro posterior com o núncio católico na Federação Russa, o arcebispo Antonio Mennini, destacou a «confiança» que tanto os católicos como os ortodoxos russos têm nesta organização, que colabora há décadas no apoio à Igreja, antes e depois da queda do comunismo.

Entre outros projetos, a AIS contribuiu para o sustento do mosteiro de Serguei Posad, um dos mais importantes centros espirituais e educativos da Igreja Ortodoxa Russa.


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Católicos e ortodoxos chegam a primeiro acordo sobre Papa desde Cisma de 1054

nov 15, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

CIDADE DO VATICANO (AFP) - O primeiro sinal de aproximação na relação entre as Igrejas Católica e Ortodoxa apareceu nesta quinta-feira, depois de uma separação de quase mil anos, graças à publicação de um documento comum sobre a questão do Papa, no qual a primazia do líder católico é oficialmente reconhecida.

O Vaticano, no entanto, ressaltou que o caminho da reconciliação entre os dois ramos do cristianismo que reivindicam, respectivamente, 1,1 bilhão e 250 milhões de fiéis ainda se anuncia longo. A Igreja ortodoxa russa, a mais importante dentre as ortodoxas, não assinou o documento.

O documento intitulado “Conseqüências Eclesiásticas e Canônicas da Natureza Sacramental da Igreja e do Sínodo na Igreja” é o fruto de um encontro de cúpula que ocorreu em Ravenna, na Itália, de 8 a 14 de outubro passado.

A próxima reunião desta comissão teológica mista está prevista para daqui a dois anos.

Pela primeira vez desde o cisma de 1054, ortodoxos e católicos se comprometeram em debater sobre seu principal ponto de discordância: a questão da posição e do papel do Bispo de Roma, ou seja, o Papa, cuja primazia remonta aos primeiros tempos do cristianismo, quando a nova religião lançou as bases de sua organização.

As relações entre as Igrejas do Oriente representadas pelos patriarcas de Constantinopla, Alexandria, Antióquia e Jerusalém e a Igreja do Ocidente representada pelo patriarca de Roma foram se degradando com o passar dos séculos, culminando com a ruptura.

O documento publicado nesta quinta-feira destaca que a primazia do papa se exprime em uma realidade de conciliação ou de sínodo, ou seja, um colegiado de bispos católicos e ortodoxos.

O texto acrescenta que “a questão do papel do bispo de Roma na comunhão de todas as Igrejas precisa ser estudada de maneira mais aprofundada”.

O caráter de colegiado do governo da Igreja católica foi reconhecido pelo concílio Vaticano II, mesmo que a aplicação concreta deste princípio ainda continue tímida.

O alcance do documento de Ravenna, contudo, está fragilizado devido ao fato do patriarca de Moscou, que representa a metade dos ortodoxos, não o assinou. Ele deixou a reunião batendo a porta devido a um conflito de poder com o patriarca de Constantinopla (Istambul).

A Igreja russa anunciou que, em breve, dará seu ponto de vista sobre o texto.

O cardeal alemão Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, que representava a delegação católica na reunião de Ravenna, garantiu que a legitimidade do documento não pode ser questionada devido à abstenção russa.

As relações entre Moscou e o Vaticano estão, há muito, congeladas, já que os russos acusam os católicos de quererem favorecer seu proselitismo em terras ortodoxas. Mas, há poucos meses, esta distância tem se reduzido e o próximo encontro entre o papa Bento XVI e o patriarca Alexis II já foi publicamente solicitado por ambas as partes.

O cardeal Kasper comemorou, na noite desta quarta-feira, na Rádio Vaticano, esta via aberta em prol do diálogo ecumênico. Mas alertou: “O caminho que leva a uma unidade plena com o os ortodoxos é ainda longo”.

O Papa convocou para 23 de novembro no Vaticano um consistório de cardeais para tratar da questão do ecumenismo, um dia antes da celebração de um “consistório ordinário” durante o qual serão nomeados 23 novos cardeais.


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