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Comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap., sobre a liturgia do próximo domingo
ROMA, sexta-feira, 6 de outubro de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. — pregador da Casa Pontifícia — sobre a liturgia do próximo domingo, XXVII do tempo comum.
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E os dois serão uma só carne
XVII Domingo do tempo comum (B)
Gênesis 2, 18-24; Hebreus 2, 9-11; Marcos 10, 2-16
O tema deste XXVII Domingo é o matrimônio. A primeira leitura começa com as bem conhecidas palavras: «Disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma ajuda adequada». Em nossos dias, o mal do matrimônio é a separação e o divórcio, enquanto que nos tempos de Jesus o era o repúdio. Em certo sentido, este era um mal pior, porque implicava também uma injustiça com relação à mulher, que ainda persiste, lamentavelmente, em certas culturas. O homem, de fato, tinha o direito de repudiar a própria esposa, mas a mulher não tinha o direito de repudiar seu próprio marido.
Duas opiniões se contrapunham, com relação ao repúdio, no judaísmo. Segundo uma delas, era lícito repudiar a própria mulher por qualquer motivo, ao arbítrio, portanto, do marido; segundo a outra, ao contrário, se necessitava de motivo grave, contemplado pela Lei. Um dia submeteram esta questão a Jesus, esperando que adotasse uma postura a favor de uma ou outra tese. Mas receberam uma resposta que não esperavam: «Tendo em conta a dureza de vosso coração [Moisés] escreveu para vós este preceito. Mas desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem seu pai e a sua mãe, e os dois serão uma só carne. De maneira que já não são dois, mas uma só carne. Pois bem, o que Deus uniu, o homem não separe».
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SÃO PAULO, 15 Mai. 06 (ACI) .- Em nota de imprensa divulgada pela Arquidiocese de São Paulo nesta segunda-feira, 15 de maio, o Cardeal Cláudio Hummes, manifestou total repúdio a tanta brutalidade criminosa e à tentativa do crime organizado de fazer refém a sociedade.
A onda de ataques violentos no estado brasileiro, vem sendo perpetrada sob o comando da facção criminosa PCC ( Primeiro Comando da Capital), organização que comanda o crime de dentro e fora das prisões no estado de São Paulo, em reação à transferência de líderes da organização para penitenciárias de segurança máxima.
A série de ações violentas teve início na noite de sexta-feira, atingindo inicialmente delegacias, e instituições ligadas à polícia, até agora contabilizou mais de 80 mortes entre policiais, bombeiros, criminosos e civis. Nos três dias de conflitos houve mais de 180 ataques contra prédios públicos, bases comunitárias da polícia e das corporações militares e civis estaduais, ônibus e agências bancárias, de acordo com o divulgado nesta tarde pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.
Dom Cláudio mostrou-se profundamente preocupado e chocado com a onda de violências e assassinatos brutais realizados pelo crime organizado neste último fim de semana e reiterou energicamente que é preciso que a sociedade inteira não aceite ser refém dos criminosos.
O Cardeal insistiu ao poder público que tome iniciativas para melhorar o sistema penitenciário e coibir que ele continue sendo escola de criminalidade.
Na mensagem Dom Hummes termina expressando o enorme pesar por tantas vítimas e nossa sentida solidariedade com as famílias das vítimas e com todas as pessoas que estão sofrendo agressões. Por todos rezamos a Deus, em especial pelos que foram mortos.