Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo
VATICANO, 10 Ago. 08 / 09:07 am (ACI).- Este meio-dia milhares de fiéis e peregrinos assistiram na Piazza do Duomo de Bressanone para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI, quem introduzindo a oração Mariana recordou que a verdadeira renovação de todo ser humano se dá plenamente na relação com Deus.
Depois de anunciar que na segunda-feira deixará a pequena cidade de Bressanone para dirigir-se a Castelgandolfo, o Santo Padre manifestou sua “gratidão ao Senhor que me concedeu este descanso, renovador tanto para o físico como para o espírito” e agradeceu também a todos aqueles que “se tornaram instrumentos laboriosos da Providência divina”.
O Pontífice descreveu seu descanso como “o melhor que corresponde a um ministro de Deus” e citou algumas características: “me dedicando à oração, à leitura e à meditação, sem a urgência das cotidianas urgências pastorais… que certamente não esqueci senão, por assim dizer, filtrei mediante um sadio desapego que ajuda a restabelecer as justas proporções: reconhecer que o Senhor é Deus e nós somos somente seus humildes colaboradores pelo serviço da Igreja e pelo bem da humanidade”.
Bento XVI compartilhou com os presentes uma reflexão em torno de sua experiência na recente Jornada Mundial da Juventude: “…os jovens foram um sinal de alegria autêntica, às vezes ruidosa entretanto sempre pacífica e positiva. Embora eram muitíssimos, nunca causaram confusões nem fizeram mal a ninguém. Para estar alegres não tiveram a necessidade de recorrer a modos grosseiros e violentos, ao álcool e estupefacientes. Neles estava presente a alegria de reunir-se e de descobrir juntos um mundo novo. Como não fazer uma comparação com seus coetâneos que, em busca de falsas evasões, consomem experiências degradantes que desembocam não raramente em dramáticas tragédias? Este é um típico produto da chamada ‘sociedade do conforto’ que para encher um vazio interior e sem sentido que o acompanha, induz a provar experiências novas, mais emocionantes, mais ‘extremas’”.
Seguidamente alertou do risco que correm as férias de “dissipar-se em um vão perseguir ilusões de prazer. Mas desta forma o espírito não descansa, o coração não encontra nem alegria nem paz, porém termina por ficar mais cansado e triste que antes. Referi aos jovens porque são os mais sedentos de vida e de experiências novas e por isso os que correm maior perigo”.
“A reflexão vale para todos: a pessoa humana se regenera verdadeiramente e somente na relação com Deus, e Deus se encontra aprendendo a escutar sua voz no interior e no silêncio”, concluiu o Papa.
Seguidamente rezou o Ângelus, saudou os presentes em diversas línguas e deu sua Bênção Apostólica.
Em uma mensagem enviada à 30ª Convocatória dessa realidade eclesial italiana
CIDADE DO VATICANO/RIMINI, segunda-feira, 30 de abril de 2007 (ZENIT.org).- «Quando uma família funda todo seu projeto na confiança em Deus, nada lhe é impossível», diz Bento XVI em uma mensagem às 25 mil pessoas que foram à Convocatória da «Renovação no Espírito» («RnS») italiana.
A mensagem autógrafa do Papa — enviada ao presidente do «RnS» («Rinnovamento nello Spirito»), Salvatore Martinez — sublinha que o movimento eclesial tenha querido reservar, este ano, especial atenção à família.
«Várias vezes tive ocasião de sublinhar também a urgência que reveste hoje a evangelização da família, célula fundamental da sociedade e pequena Igreja doméstica», compartilha o pontífice.
«Seguindo as orientações dos bispos italianos, igualmente vós vos dedicais ativamente a sustentar tudo o que, concretamente, defende e promove esses valores humanos e cristãos que devem estar na base de todo núcleo familiar», expressa o Santo Padre, segundo cita a sala de comunicação do «RnS.»
A 30ª Convocatória anual do «RnS» — na localidade italiana de Rimini, de 28 de abril a 1º de maio – celebra-se em torno das palavras da Anunciação à Virgem Maria: «Nada é impossível para Deus» (Lucas 1, 37).
Nesta ocasião, o movimento eclesial previu no programa da Convocatória, nesta segunda, uma espécie de «pré-Family Day», em preparação da grande manifestação «Mais Família» de 12 de maio — uma reunião que viverá a cidade de Roma, na praça de São João de Latrão.
A razão é o impulso do governo italiano a um projeto de lei centrado no reconhecimento das uniões «de fato» homossexuais e heterossexuais.
Em resposta, o Manifesto «Mais Família» — em torno do qual se convoca a manifestação de 12 de maio para todos, leigos e católicos, crentes ou não crentes — sublinha a necessidade de políticas públicas de promoção da família (fundada no matrimônio, união estável de um homem e de uma mulher, aberta à acolhida dos filhos) e expressa um juízo contrário à equiparação de outras formas de convivência ao matrimônio.
Promove o «Family Day» o «Fórum das Associações Familiares» (www.forumfamiglie.org), entre as que se conta o «RnS».
O «RnS» (www.rns-italia.it) é uma das realidades da Renovação Carismática Católica (RCC); esta surgiu quando, em 1967, alguns estudantes da Universidade americana de Duquesne (Pittsburg, Pensilvânia) participaram de um retiro durante o qual experimentaram a efusão do Espírito Santo e a manifestação de alguns dons carismáticos. Desde então, a RCC se difundiu rapidamente por todo o mundo.
Em conjunto, a Renovação Carismática é uma corrente de graça que tocou transversalmente as Igrejas cristãs históricas (católica-protestante-ortodoxa) e que inclui cerca de 600 milhões de cristãos em todo o mundo. Destes, mais de 120 milhões são católicos, contam com um Conselho Internacional (ICCRS — «International Catholic Charismatic REnewal Services») reconhecido pelo Pontifício Conselho para os Leigos.
Aos muitos palestrantes e testemunhos da Convocatória do «RnS» se somou, nesta segunda-feira em Rimini, Patti Gallagher Mansfield (esposa, mãe e avó), presente há quarenta anos entre aqueles jovens de Pittsburg.
Recordou aquela efusão do Espírito: «Eu me senti imersa no amor de Deus; um amor totalmente desmerecido e gratuito. Pensei que se podia ter esta experiência, qualquer um a podia ter no mundo».
«O milagre — disse à assembléia — é que aquela vivência, experimentada por um pequeno grupo de estudantes, passou através de nós à Igreja universal. E hoje, no 40º aniversário de Duquesne, Deus nos pede que lhe amemos e amemos as almas.»
Oração e evangelização, portanto: «Eis aqui meu chamado. Eis aqui vosso chamado; eis aqui o chamado de todo o povo de Deus», afirmou.
O Papa explicou que a Quaresma é um período de renovação interior para aqueles que encontraram em Jesus o sentido da sua vida. Nesta quarta-feira, 1º de março, celebrou-se nas paróquias e Igrejas a cerimônia de imposição das cinzas aos fiéis.
01 de março de 2006.

Em sua mensagem dominical de 26 de fevereiro, após a recitação da oração à Nossa Senhora – o ‘Angelus’ –, Bento XVI falou sobre a Quaresma: os 40 dias em que a Igreja nos convida a preparar a Semana Santa e a Páscoa da Ressurreição.
O tempo da Quaresma, explicou, “não deve ser olhado com espírito ‘velho’, como se fosse uma obrigação pesada e enfadonha, mas com o espírito ‘novo’ de quem encontrou em Jesus e no seu mistério pascal o sentido da vida, e agora sente que tudo deve referir-se a Ele”.
”Não é costume cantar o Aleluia durante este período e a Igreja nos convida a praticar formas adequadas de renúncia penitencial”, como a abstinência – para os maiores de 14 anos –, o jejum – para os maiores de 18 anos – ou outros sacrifícios que cada um queira oferecer.
Sobre o diálogo de Cristo com os fariseus que não compreendiam por que os Apóstolos não jejuavam, disse: “Não podem jejuar enquanto o esposo está com eles; jejuarão quando o esposo lhes for arrebatado”. Assim Cristo revelou a “sua identidade de Messias, de esposo de Israel que veio para os desponsórios com o seu povo”.
“Os que o reconhecem e o acolhem com fé estão em festa. No entanto, ele terá que ser rejeitado e assassinado precisamente pelos seus: nesse momento, durante a sua paixão e morte, chegará a hora do luto e do jejum”, explicou. “No seu conjunto, constitui um grande memorial da paixão do Senhor, em preparação da Páscoa da Ressurreição”.
Sob um céu ensolarado, o Papa concluiu a sua intervenção apresentando Maria como “guia e mestra” no caminho quaresmal.
Fonte: Opus Dei
Entrevista com o padre Raniero Cantalamessa, OFM Cap.
ROMA, terça-feira, 13 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Na base da Renovação Carismática Católica (RCC) há «uma gozosa experiência da graça de Deus», que impulsiona o fiel a extrair a riqueza do cristianismo não «por constrição ou por força, mas por atração» constata o pregador da Casa Pontifícia.
O Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap., pronunciou estas palavras na solenidade de Pentecostes, na localidade romana de Marino, onde mais de sete mil membros da RCC do mundo inteiro se reuniram em um encontro com o lema «Proclama minha alma a grandeza do Senhor».
Organizado pelo ICCRS («Serviços da Renovação Carismática Católica Internacional» (www.iccrs.org) no marco de alguns eventos em preparação dos 40 anos da RCC –que serão celebrados em fevereiro de 2007–, o encontro teve por objeto celebrar a obra realizada diariamente pelo Senhor através do Espírito Santo.
Ao tomar a palavra, o Pe. Cantalamessa explicou que, na Bíblia, o Espírito Santo tem dois modos de revelar-se e atuar.
Há uma maneira –que chamamos «carismática»– que consiste em que «o Espírito Santo dispensa dons particulares» não para o «progresso espiritual» ou como «prêmio de santidade» para quem os recebe, mas para «edificar a comunidade», afirmou.
E há um modo de atuar do Espírito que chamamos «transformante ou santificante» –prosseguiu–, ou seja, «em função da transformação da pessoa», de forma que quem tem a experiência sai dela regenerado e revestido de «uma vida nova».
«Esta ação transformadora do Espírito é uma experiência, não uma idéia da graça», explicou.
O pregador do Papa expressou que «estes dois modos de atuar do Espírito Santo que vemos em toda a Bíblia e no dia de Pentecostes, em nosso tempo se manifestam de modo espetacular na Renovação Carismática».
Deste modo –acrescentou–, a Renovação Carismática fez «emergirem de novo na Igreja os carismas pentecostais que se haviam perdido» e foi quase «a resposta de Deus à oração de João XXIII por um novo Pentecostes», elevada pelo pontífice no início do Concílio Vaticano II.
Entrevistado pela agência Zenit durante o encontro, o Pe. Cantalamessa relatou sua experiência pessoal na RCC e a contribuição que esta «corrente de graça», junto aos movimentos eclesiais, pode dar à Igreja e à sociedade.
No Evangelho de João, Jesus responde às perguntas de Nicodemos afirmando que «o Espírito sopra onde quer» (João 3, 8 ). Em sua opinião, é possível interpretar em que direção está soprando o Espírito Santo em sua contínua irrupção na história?
Pe. Cantalamessa: Na homilia da Vigília de Pentecostes, o Papa disse algo muito bonito, comentando estas palavras do Evangelho de João. Disse, sim, que o Espírito «sopra onde quer», mas declarou que não sopra nunca de maneira desordenada, contraditória. Portanto, temos toda a tradição da Igreja atrás, a doutrina dos doutores, o magistério da Igreja para discernir que carismas são válidos e quais não. Pode ser que no início haja alguns carismas que façam muito barulho, chamem muito a atenção, mas que logo com o tempo se revelam, ao contrário, sem fundamento. A Igreja é como a água: recebe todos os corpos, mas os verdadeiros, os sólidos, acolhe dentro, enquanto deixa os outros na superfície. Os carismas que estão vazios, que são só manifestação exterior, ficam no exterior da Igreja.
No contexto atual, o senhor acha que os movimentos eclesiais estão chamados mais a um renovado impulso evangelizador, a ser pontos avançados do diálogo ecumênico, ou a combater a secularização ou a crise das famílias? Que contribuição podem dar à Igreja?
Pe. Cantalamessa: Estou certo, como também o Papa disse que está certo disso, de que os movimentos são uma graça da Igreja de hoje. Uma resposta adequada ao mundo de hoje, ao mundo secularizado e a um mundo ao que os sacerdotes e a hierarquia já não chegam, e que precisa, portanto, dos leigos. Estes movimentos leigos estão integrados na sociedade, vivem junto aos demais. Penso, portanto, que têm uma tarefa extraordinária que graças a Deus não é uma utopia para o futuro, mas algo que vivemos ante nossos olhos, porque os movimentos eclesiais são, sim, as pontas avançadas da evangelização, estão nas obras de caridade, além de animar um amplo leque de atividades. Estes movimentos dão aos cristãos uma motivação nova e permitem redescobrir a beleza da vida cristã e, portanto, os dispõem para assumir tarefas de evangelização, de animação pastoral da Igreja.
Como o senhor se aproximou da Renovação?
Pe. Cantalamessa: Não me aproximei, Alguém me tomou e me levou para dentro. Quando orava com os Salmos, pareciam escritos para mim desde antes. Logo, quando desde Convent Station, em Nova Jersey, fui ao convento dos capuchinhos de Washington, sentia-me atraído pela Igreja como por um ímã, e este era um descobrimento da oração, e era uma oração trinitária. O Padre parecia impaciente por falar-me de Jesus e Jesus queria revelar-me o Pai. Acho que o Senhor me fez aceitar, depois de muita resistência, a efusão, o batismo no Espírito, e logo vieram muitas outras coisas com o tempo. Eu lecionava História das Origens Cristãs na Universidade Católica de Milão; logo comecei a pregar até 1980, quando me converti em pregador da Casa Pontifícia.
No panorama de tantos e tão diferentes movimentos eclesiais, qual é a contribuição especial que pode dar à Igreja a Renovação Carismática Católica?
Pe. Cantalamessa: Em certo sentido, somos muito humildes e discretos: não temos poder, não temos grandes estruturas, não temos fundadores, mas a Renovação Carismática Católica é a que, por exemplo, entre todos os movimentos eclesiais, está mais interessada na teologia. Na Renovação Carismática há, com efeito, um interrogante sobre o Espírito Santo. De fato, todos os grandes tratados de teólogos sobre o Espírito Santo falam da Renovação, porque não é simplesmente uma espiritualidade a mais junto às outras, senão o novo surgimento de um cristianismo originário que era o dos Apóstolos. E creio que seu objetivo não é tanto setorial quanto de animação da Igreja. A Renovação não deverá levar a constituir grupos, igrejas. Ai se fosse assim! Deveria ser, como dizia o cardeal Leo Jozef Suenens, uma corrente de graça que se perde na massa da Igreja.
ROCCA DI PAPA, quinta-feira, 1 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Há algo que é comum a todos os movimentos e novas comunidades eclesiais surgidos sobretudo na segunda metade do século XX: «o encontro com a beleza de Cristo».
Foi o que expuseram alguns de seus responsáveis e iniciadores esta quarta-feira em uma mesa-redonda que teve lugar no Segundo Congresso Mundial dos Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades, que se celebra em Rocca di Papa, próximo a Roma.
A iniciativa, promovida pelo Conselho Pontifício para os Leigos, na qual participam 300 representantes de cerca de 100 realidades eclesiais, prepara a vigília de Pentecostes, na qual Bento XVI irá se encontrar com 300.000 membros de movimentos.
A mesa-redonda, na qual participaram seis relatores, foi introduzida por Matteo Calisi, responsável do Serviço Internacional Católico para a Renovação Carismática (ICCRS), que afirmou que os movimentos e as novas comunidades, «dom extraordinário do Espírito», são «uma resposta ao secularismo e às necroses espirituais de nosso tempo», permitindo «a muitas pessoas redescobrir a alegria da fé».
A primeira a tomar a palavra foi Alba Sgariglia, do Movimento dos Focolares, que, citando a encíclica de Bento XVI «Deus caritas est», narrou a experiência de fé do movimento fundado por Chiara Lubich, «um itinerário de fé, de formação pessoal e comunitária, que nos ensina a descobrir sempre o amor de Deus por nós, norma que deve moldar nossa atuação».
O objetivo de nosso itinerário educativo é ser Amor, ser Jesus para levar sua maneira de pensar, atuar e querer» o mundo.
«Se vivermos desta maneira, transformamos o mundo», concluiu. Esta experiência de fé levou os Focolares a estar presentes em mais de 180 países de todos os continentes e a envolver centenas de milhares de pessoas, afirmou.
Em seguida, tomou a palavra Kiko Arguelo, iniciador do Caminho Neocatecumenal, quem constatou que em alguns países, como França e Alemanha, as estatísticas mostram que cada vez mais há pessoas que não têm nenhum tipo de relação com a Igreja.
«A beleza salvará o mundo», disse, citando Fiódor Dostoievski, «mas temos de nos comprometer a apresentar ao mundo a beleza que é Cristo. Nos bairros de nossas cidades, como podem as pessoas comuns encontrar a Cristo?», perguntou.
Constatando as numerosas ocasiões de colaboração entre os movimentos nesta ação evangelizadora, Kiko Arguelo confirmou a responsabilidade que tem todo cristão de levar a própria experiência a todo ambiente, para dar a todos a possibilidade de encontrar a Cristo.
Em particular, reconheceu, o que impressiona é a «beleza de estar juntos, a amizade que mostra o amor de Cristo». Deste modo, concluiu, podemos «propor a todos um itinerário de formação na fé que permita descobrir este amor que nos transforma a vida».
Giancarlo Cesana, representante de Comunhão e Libertação, explicou que seu fundador, monsenhor Luigi Giussani, centrou-se em mostrar que a beleza de Cristo é a evidência da verdade e do bem.
O problema de Deus não é um problema moral, mas uma exigência forte, como a fome ou a sede», disse.
Sublinhou dois conceitos: a «amizade» com Cristo e com os demais, como «experiência de um amor vivido em primeira pessoa», que permite descobrir-se e que une aos demais; e o «desejo», «porque o homem, em tudo o que faz, deseja tudo, o infinito»
Patty Mansfield, uma das iniciadoras da Renovação Carismática Católica, recordou os inícios desta experiência de fé que milhões de cristãos em todo o mundo têm feito. «Não sou uma fundadora, mas uma testemunha da graça que não é propriedade nossa», «mas que é dada e renovada todos os dias pelo Espírito».
Narrando a experiência de oração que teve lugar em Ann Arbor (Michigan, Estados Unidos) em 1970, em um encontro no qual começou a Renovação Carismática Católica, Mansfield disse: «Eu confiei incondicionalmente em Deus e naqueles dias me dizia que, se isso podia suceder a uma pessoa comum, como eu, poderia suceder a todos».
Isso é o que viveu, por exemplo, o padre Laurent Fabre, iniciador da Comunidade «Chemin Neuf» (Caminho Novo), que surgiu em Lyon, no ano 1973, em um grupo de oração da Renovação Carismática. O sacerdote explicou que estas experiências têm um profundo laço com o Concílio Vaticano II.
Já Jean Vanier explicou o estilo de vida das Comunidades A Arca, fundadas por ele, nas quais se convive com pessoas deficientes.
«Para nós não se trata de fazer coisas generosas e boas, mas de ser amigos –disse–. Não é um problema de generosidade, de dar o que nos sobra, mas de encontrar pessoas que têm um coração».
«Não se trata de idealizar os pobres, mas de descobrir nossa pobreza ao nos encontrar com eles, descobrir nossa necessidade de Cristo ao encontrar a necessidade de qualquer pessoa, sem distinção de credo ou de origem», concluiu.
As comunidades católicas surgidas desta corrente celebrarão seus 40 anos
CIDADE DO VATICANO, domingo, 7 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Cerca de dez mil membros das comunidades da Renovação Carismática Católica (RCC) provenientes de setenta países estão se preparando para viver em Roma a espiritualidade de Pentecostes, com renovado empenho de oração, santidade, comunhão e anúncio.
Bento XVI convidou a Renovação no Espírito, italiana (RNS), uma das expressões da RCC, e todos os movimentos eclesiais a celebrar a vigília de Pentecostes com ele na praça de São Pedro.
A festa começará às 16h de 3 de junho próximo, com a animação dos principais movimentos para culminar com a chegada do Papa às 18h. Com ele, recitar-se-ão as Vésperas para concluir em torno às 20h.
A Renovação Carismática Católica (RCC) nasceu em 1967, quando alguns alunos da Universidade de Duquesne, em Pittsburgh, Pensilvânia, Estados Unidos, participaram de um retiro em que tiveram a experiência da efusão dos dons do Espírito Santo, o que logo chamaram «batismo no Espírito», recordando os primeiros tempos do cristianismo, nos quais os apóstolos invocavam sua vinda, junto à manifestação de alguns carismas.
Diante da semana de Pentecostes, Zenit falou com Oreste Pesare, diretor desde 1996 do Escritório do ICCRS no Vaticano. Pesare informa-nos sobre a celebração dos quarenta anos da RCC mundial.
Segundo Pesare, no encontro com o Papa de 3 de junho, o ICCRS, «além de colaborar ativamente com o Conselho Pontifício para os Leigos para a realização da Vigília com o Papa, organiza uma série de eventos espirituais que certamente farão ainda mais rica e fecunda esta festa de Pentecostes».
De 5 a 9 de junho, em Palatenda (pavilhão desportivo) de Fiuggi, irá se celebrar uma «conferência aberta» com mais de mil delegados de cerca de 70 países e com a que o ICCRS pretende iniciar a celebração dos 40 anos da RCC.
De 9 a 11 de junho, também em Fiuggi, haverá um ato especial, um colóquio profético, com mais de 300 líderes convidados, «durante o qual o ICCRS deseja escutar em oração o Senhor, buscando sua visão e seus projetos para a RCC no mundo, no terceiro milênio, que temos pela frente», informou Oreste Pesare. Os que forem ao colóquio especial poderão também peregrinar a Assis.
«Esta série de eventos será, por uma parte, um modo de traçar um balanço do caminho percorrido desde 1967 e dos frutos produzidos pelo Espírito Santo nestes 40 anos desde o encerramento do Concílio Vaticano II, e, por outra, um modo de renovar frente ao Santo Padre a intenção de prosseguir ao longo deste caminho de serviço», indica Pesare.
[Mais informação em: http://www.iccrs.org]
Na Universidade de Navarra (Espanha)
PAMPLONA, terça-feira, 25 de abril de 2006 (ZENIT.org).- A estreita relação entre liturgia e vida da Igreja será o eixo do Simpósio Internacional de Teologia que, de 26 a 28 de abril, será celebrado na Universidade de Navarra (www.unav.es).
Esta XXVII edição do Simpósio tem por título «A liturgia na vida da Igreja», explica uma nota enviada esta terça-feira pela organização a Zenit.
Quem o preside é o professor José Luis Gutiérrez, segundo o qual «a liturgia, como dizia o cardeal Ratzinger, não é de modo algum marginal na Igreja, mas se encontra no coração da fé cristã».
«Todos os Papas do século XX, desde São Pio X, sublinham como a liturgia não é um aspecto periférico para a fé, mas nuclear», acrescenta.
Irão se encontrar para a ocasião na Faculdade de Teologia da Universidade personalidades como Dom Egon Kapellari –bispo de Graz-Seckau (Áustria)– e Dom Marcello Semeraro –bispo de Albano (Itália).
Com o Simpósio «pretende-se oferecer uma reflexão sobre a relação estreita entre a liturgia e a vida da Igreja a partir do estudo dos elementos teológicos centrais do culto cristão», explica o professor Gutiérrez.
«Como manifestou João Paulo II, seguindo o Concílio, existe um vínculo estreito e orgânico entre a renovação da liturgia e a renovação de toda a vida da Igreja», observa.
«Por sua vez, durante sua etapa de teólogo e prefeito da doutrina da fé, Bento XVI mostrou grande interesse pela liturgia; interesse perceptível pela publicação de trabalhos neste campo, como seu livro O espírito da liturgia», recorda.
Para o presidente do Simpósio, «o fruto mais interessante» desta iniciativa «deveria ser um renovado amor à liturgia da Igreja».
Por sua parte, o decano da citada Faculdade de Teologia, o professor José Ramón Villar, comentou que se elegeu este tema porque «parecia oportuno tratar a Liturgia como um modo de celebrar e analisar os mais de quarenta anos passados desde a aprovação pelo Concílio Vaticano II da Constituição Sacrosanctum Concilium, sobre a liturgia».
«Também –continuou– um dos frutos mais vistosos do Concílio foi a reforma litúrgica rapidamente empreendida após a aprovação desse documento. O que resulta compreensível, pois a celebração da liturgia tem uma importância decisiva para a vida cristã».