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Em uma audiência concedida nesta segunda-feira
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI recebeu nesta segunda-feira, em audiência privada, James Morris, diretor executivo do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, que agradeceu ao Papa seu compromisso a favor dos mais necessitados.
A audiência aconteceu depois de que no último dia 8 de janeiro Bento XVI fizesse um chamado à comunidade internacional, em seu discurso ao corpo diplomático, para pedir um maior compromisso na luta contra a fome, flagelo que voltou a aumentar após décadas de retrocesso.
«Foi uma admoestação que reflete o trabalho diário do Programa Mundial de Alimentos, e alenta a comunidade internacional a continuar com políticas ativas para alcançar as Metas de Desenvolvimento do Milênio, para reduzir à metade a proporção de pessoas com fome para o ano 2015», afirma um comunicado do Programa Mundial de Alimentos.
«Quero agradecer a Sua Santidade por seu contínuo compromisso pessoal, assim como o da Igreja Católica para com as pessoas pobres e desesperadas do mundo. O mundo desenvolvido deve fazer mais para ajudar os mais de 850 milhões que não têm comida suficiente», declarou Morris, que reconheceu a «extraordinária ajuda oferecida ao Programa Mundial de Alimentos em todo o mundo pelas organizações católicas».
«O apoio espiritual, moral e material do Papa Bento XVI e da Igreja Católica representa uma esperança real para oferecer um futuro a milhões de crianças», afirmou Morris.
«Estou sumamente agradecido por sua boa vontade, seu alento, sua fidelidade e especialmente pela especial preocupação do Santo Padre pelos vulneráveis no mundo. Seu espírito alenta a todos nós.»
O Programa Mundial de Alimentos é a maior agência humanitária do mundo: cada dia oferece comida a cerca de 90 milhões de pessoas pobres, entre elas, 58 milhões de crianças, ao menos em 80 países do mundo.
CIDADE DO VATICANO, domingo, 21 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Na luta contra a praga da fome, os meios de comunicação também têm uma responsabilidade, advertiu neste domingo Bento XVI.
A uma semana da XL Jornada Mundial das Comunicações Sociais, a atenção do Papa antes de entoar a oração do «Regina Cæli» se dirigiu à praga da fome no mundo.
E é que neste domingo explicou , «com a iniciativa O mundo em marcha contra a fome (Walk the World), sugerida pelo Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, procura-se sensibilizar os governos e a opinião pública sobre a necessidade de uma ação concreta e oportuna para garantir a todos, em particular às crianças», libertar-se da fome.
Nesse ponto, recordou que «a Igreja olha com atenção os meios, porque representam um veículo importante para difundir o Evangelho e para favorecer a solidariedade entre os povos, chamando a atenção sobre os grandes problemas que ainda os marcam profundamente».
Já em sua mensagem para a próxima Jornada Mundial das Comunicações Sociais querida pelo Concílio Vaticano II Bento XVI aprofundou no lema desta edição: «Os meios: rede de comunicação, comunhão e cooperação».
Expressando sua proximidade, na oração, da citada «Marcha contra a fome que acontece em Roma e em outras cidades de uns cem países , o Papa recordou diante das dezenas de milhares de fiéis que lotavam a Praça de São Pedro, e a todos que seguiam sua intervenção por conexão televisiva internacional, «a urgente e dramática situação de Darfur, no Sudão».
Lá «persistem fortes dificuldades para satisfazer inclusive as necessidades primárias de alimentação da população», lamentou (Zenit, 27 de fevereiro de 2006).
«Desejo vivamente que, graças à contribuição de todos, possa ser superar a praga da fome que ainda aflige à humanidade, pondo em grave perigo a esperança de vida de milhões de pessoas», expressou o Papa.
Em sua oração, encomendou especialmente a Nossa Senhora todos os «oprimidos pelo açoite da fome» e a «todos que prestam a ajudá-los».
Igualmente, estendeu sua oração pelos que, «através dos meios de comunicação social, contribuem a consolidar entre os povos os vínculos da solidariedade e da paz».