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Cardeal Ré lembra magistério profético, testemunho e fecundo legado de Paulo VI

ago 7, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

VATICANO, 07 Ago. 08 / 02:29 am (ACI).- O Prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Giovanni Battista Ré, presidiu hoje a Missa pelos 30 anos da partida do Papa Paulo VI na Basílica de São Pedro, em que lembrou o “magistério profético”, o testemunho e o fecundo legado do Papa Montini.

Em sua homilia, recolhido por L’Osservatore Romano, o Cardeal recordou que Paulo VI faleceu na Solenidade da Transfiguração; data que coincidia além com a da publicação de sua primeira encíclica, Ecclesiam Suam, em 1964 e que marcou também “a data de sua morte”.

Seguidamente explicou que o Papa escolheu o nome de Paulo, porque como ele mesmo disse em sua homilia inaugural de seu pontificado em 1963: era o Apóstolo “que supremamente amou a Cristo, que em máximo grau desejou e se esforçou por levar o Evangelho de Cristo a todas as gentes, que por amor a Cristo ofereceu sua vida”.

Depois de ressaltar o profundo amor do Papa Montini a Cristo, a Maria e à Igreja, o Cardeal Ré sublinhou o “magistério profético” do Santo Padre; que “viveu e proclamou a fé com incansável solicitude e com valor na defesa da integridade e a pureza. Aproveitou todas as oportunidades para dar a conhecer a Palavra de Deus e o pensamento da Igreja”.

O Prefeito assinalou logo que quando Paulo VI foi eleito à Sede de Pedro, “eram anos difíceis para o magistério e para o governo da Igreja: os anos da resposta. E Paulo VI devia reger com firmeza o leme da barco e com valorosa força se esforçou na defesa do depósito da fé”.

“Em 1967, em ocasião do 19 centenário do martírio dos Santos Apóstolos Pedro e Pablo, decretou o Ano da Fé, que concluiu pronunciado em 1968 o Credo do Povo de Deus, no que dirigiu aos teólogos e à Igreja inteira os pontos fundamentais dos que não é lícito afastar-se e reafirmou solenemente a verdade fundamental do cristianismo”.

Humanae Vitae e o diálogo com o mundo

Logo de explicar que do magistério de Paulo VI, o texto “mais asperamente criticado e respondido, e ao mesmo tempo mais sofrido, e que particularmente mostrava a grandeza daquele Pontífice, é a encíclica Humanae Vitae, da qual se lembra este ano seu 40 aniversário”, o Cardeal Ré ressaltou que para o Papa “tratou-se de uma eleição difícil e sofrida. Sabia das oposições que chegariam, mas não fugiu de suas responsabilidades. Fez estudar e estudou pessoalmente e a fundo, o problema e logo teve o valor de decidir, entendendo bem que ia contra a cultura dominante e contra o que esperava a opinião pública”.

“Tratava-se de uma lei divina, escrita pela mão criadora de Deus na mesma natureza da pessoa humana e o Papa não podia trocá-la senão somente interpretá-la”, precisou o Cardeal.

“Em um mundo pobre de amor e cheio de problemas e violência, ele (Paulo VI) trabalhou por instaurar uma civilização inspirada no amor, no que a solidariedade e o amor estejam ai aonde a justiça social não podia chegar”, disse logo o Cardeal e acrescentou que “a civilização do amor que deve construir-se nos corações e as consciências foi para o Papa Montini mais do que uma idéia ou um projeto, foi o guia e o esforço de toda sua vida”.

Seguidamente o Cardeal Ré lembrou como Paulo VI foi a primeiro Papa em chegar a Palestina; o primeiro que renunciou a levar a tiara como símbolo de que a autoridade do Santo Padre “não deve confundir-se com um poder de tipo político-humano”, e como também foi o primeiro dos pontífices em dirigir-se a ONU aonde levou a mensagem do Evangelho de Cristo de amor e paz.

Depois de agradecer a Deus pelo testemunho de amor e entrega do Papa Montini, o Cardeal fez votos para que “a Virgem, que Paulo VI amou meigamente e a quem proclamou ‘Mãe da Igreja’, interceda para que a luz dos ensinamentos e o testemunho de Paulo VI siga iluminando o caminho da Igreja e da sociedade”.


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Descende a 118 o número de cardeais eleitores

ago 23, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Outros

Ao completar 80 anos o cardeal Marian Jaworski, arcebispo de Lvov dos Latinos

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 22 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- Ao completar 80 anos neste 21 de agosto o cardeal Marian Jaworski, arcebispo de Lvov dos Latinos (Ucrânia), o número de cardeais eleitores em um possível conclave ficou reduzido a 118.

Segundo o Motu Proprio «Ingravescentem aetatem», de 21 de novembro de 1970, Pablo VI dispôs — e mais tarde o confirmaria João Paulo II — que ao cumprir os 80 anos, os cardeais perdiam a condição de eleitores em caso de conclave.

O próprio Papa Giovanni Battista Montini, no consistório secreto de 5 de março de 1973, estabeleceu que o número máximo de cardeais eleitores fosse de 120.

O próximo cardeal eleitor que completará os oitenta anos será o antigo arcebispo de Paris, o cardeal Jean-Marie Lustiger, em 17 de setembro de 2006. Outros quatro cardeais completarão essa idade no ano 2006.

Com o falecimento em 2 de agosto do cardeal holandês Johannes Willebrands, presidente emérito do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, aos 96 anos de idade, o colégio dos cardeais conta no total com 190 membros, 72 não eleitores.

No primeiro consistório de nomeação de cardeais de seu pontificado, em 24 de março, Bento XVI nomeou 12 cardeais de menos de oitenta anos de idade, respeitando rigorosamente o número de 120 purpurados, estabelecido por Paulo VI.

Antes desse consistório, o número de cardeais eleitores era de 108. Em caso de que não faleça nenhum cardeal eleitor, esse número deverá alcançar-se em 20 de maio de 2007, data na qual o cardeal Franciszek Macharski, arcebispo emérito de Cracóvia, completará oitenta anos.


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