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Cardeal Kasper: unidade entre Igrejas ortodoxas é vital para ecumenismo

set 28, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Conclui a reunião da Comissão católico-ortodoxa para o Diálogo Teológico

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 27 de setembro de 2006 (ZENIT.org).- Para que católicos e ortodoxos possam avançar no caminho rumo a unidade plena, é necessária a unidade entre as Igrejas ortodoxas, reconhece o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

O purpurado alemão comentou nesta quarta-feira as conclusões da sessão plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja ortodoxa em seu conjunto, celebrada em Belgrado (Sérvia) de 18 a 25 de setembro.

Tratava-se de um encontro sumamente esperado, pois relançou o diálogo oficial, que havia ficado estancado desde a sessão plenária celebrada em Baltimore (Estados Unidos), em julho de 2000.

Segundo explicou o cardeal Kasper aos microfones da «Rádio Vaticano», a reunião supôs um «passo adiante», pois «estavam presentes todas as Igrejas ortodoxas» e «as sessões de trabalho se desenvolveram em uma atmosfera amigável, positiva e construtiva».

Informa que se encontraram «muitos pontos de contato» sobre o tema discutido, «a Igreja como comunhão», ou seja, a relação entre os concílios e a autoridade no âmbito local, regional e universal.

Nesta ocasião, decidiu-se não enfrentar o tema dos «uniatas», termo com o qual os ortodoxos indicam as Igrejas de tradição ortodoxas que estão unidas ao Papa, pois bloqueou o diálogo católico-ortodoxo nos últimos dez anos.

«Evidentemente há dificuldades que são bem conhecidas — reconheceu o purpurado –, mas dado que discutimos em uma atmosfera serena e positiva, temos a esperança de poder avançar.»

O purpurado sublinha em particular a «hospitalidade inesperada, muito surpreendente» oferecida pela Igreja ortodoxa da Sérvia e em particular pelo patriarca Pavle de Belgrado.

Os católicos assistiram à liturgia católica. «Tudo se desenvolveu verdadeiramente em uma atmosfera ótima», confirma.

O problema se deveu aos contrastes existentes desde há anos entre o patriarcado de Moscou e o patriarcado ecumênico de Constantinopla.

Após o encontro, o bispo da Igreja ortodoxa russa em Viena e na Áustria, Hilarion, criticou em 25 de setembro, através da agência de imprensa Interfax, o cardeal Kasper pelas questões de procedimento adotadas no encontro.

Em particular, na metodologia adotada, surgiram diferenças sobre a aplicação do princípio tradicional, segundo o qual a sede do patriarcado ecumênico de Constantinopla goza de um primado de honra entre as Igrejas ortodoxas.

«A questão é interortodoxa e não constitui um argumento de discussão entre católicos e ortodoxos», declara o cardeal Kasper. «A parte católica declarou explicitamente que não desejava intervir nesta controvérsia interna.»

«A questão foi enfrentada exclusivamente desde o ponto de vista do procedimento e só para ver como era possível superá-la.»

«Esta posição foi expressamente explicada à delegação ortodoxa russa, o que torna dificilmente compreensível seu protesto público», confessa o cardeal.

Por este motivo, ante a reunião da Comissão católico-ortodoxa do próximo ano, o cardeal espera que, enquanto isso, «se chegue a uma solução das diferenças existentes no âmbito ortodoxo».

«Se a questão ficar aberta, provocará de fato uma permanente dificuldade para o diálogo internacional católico-ortodoxo», conclui.


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A Igreja demonizou o sexo e desprezou a mulher?

mai 31, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo

Entrevista ao professor Manfred Hauke, presidente da Sociedade Mariológica Alemã

LUGANO, terça, 30 de maio de 2006 (ZENIT.org).- A Igreja é tão misógina como sustenta Dan Brown na novela «O Código da Vinci»?

A esta pergunta responde nesta entrevista concedida a Zenit Manfred Hauke, sacerdote, professor de Teologia Dogmática da Faculdade de Teologia de Lugano e presidente da Sociedade Mariológica Alemã.

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Os sinais da reaproximação ortodoxo-católica, segundo o cardeal Kasper

mai 28, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 24 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Será necessário tempo, mas existem sinais de reaproximação ortodoxo-católica, reconhece o presidente do dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, o cardeal Walter Kasper.

«A divisão entre Oriente e Ocidente não é filha de um só acontecimento – declara. É o resultado de um processo de afastamento que durou séculos».

Essa distância «não se salva com um salto, mas com muitos passos». «São os que começamos a dar. E tenho confiança – reconhece – em que o Senhor saberá conduzir-nos a bom fim».

Nesta entrevista, publicada na terça-feira no diário católico «Avvenire», o purpurado alemão faz um repasso dos últimos passos e dos próximos projetos desse itinerário ecumênico.

-Eminência, o que aconteceu nestes últimos tempos entre Roma e Moscou?

-Cardeal Kasper: Nossa impressão é que o ambiente melhorou muito. O Patriarcado [ortodoxo. Ndt] de Moscou está disposto a colaborar sobretudo no redescobrimento das raízes cristãs da Europa. É um tema que interessa muito, também a nós. Esperamos que se possa avançar passo a passo. Mas requererá tempo. Os problemas no diálogo ecumênico nunca foram só dogmáticos; também há diferenças de mentalidade. O próprio Patriarca Alexia não pode sempre avançar como queria. Mas estou convencido de que ele está disposto a dar passos importantes. Com está fazendo Bento XVI. Não há ainda projetos concretos, mas esperamos de verdade poder preparar o terreno para um encontro entre eles.

-Também em setembro, em Belgrado, reiniciará seus trabalhos, após seis anos de estancamento, a Comissão mista para o diálogo teológico com as Igrejas ortodoxas em seu conjunto.

-Cardeal Kasper: Será a primeira sessão plenária da nova comissão, com novos membros. O tema também é novo: refletiremos sobre o que quer dizer estar em plena comunhão. E dentro desse marco, queremos falar do primado do Papa e do problema do chamado uniatismo.

-O que mudou com relação ao verão de 2000, quando os trabalhos da Comissão se interromperam?

-Cardeal Kasper: Melhoramos primeiro nossas relações com as Igrejas individuais. Fizemos isso com a de Grécia, Sérvia, Bulgária, e também com Moscou. Agora há um novo clima de confiança. E penso que construir confiança é sempre o mais importante.

-Mas este clima de confiança em Moscou reflete-se também nas relações cotidianas entre católicos e ortodoxos?

-Cardeal Kasper: A impressão é que também nisso há melhoria. Certamente todas as dificuldades não desapareceram. São questões ligadas às relações entre maioria e minorias. E está também o problema histórico das relações entre russos e poloneses. É necessário muito tempo para superar certos preconceitos que, aliás, existem por ambas partes.

-O diálogo teológico se reinicia precisamente nos Balcãs, símbolo, nos anos 90, de graves divisões.

-Cardeal Kasper: É um fato muito significativo: também a Igreja sérvia esteve durante bastante tempo fechada, e, ao contrário, agora se abriu ao diálogo; são eles que se ofereceram como sede para os trabalhos. Em Belgrado, agora, o Santo Sínodo e a Conferência Episcopal católica se encontram regularmente para orar juntos, para informar-se.

-E em novembro, acontecerá a visita de Bento XVI ao Patriarca de Constantinopla.

-Cardeal Kasper: O Papa teria desejado fazer já no ano passado esta viagem, mas não foi possível. Agora visitará o Patriarca ecumênico, que tem um primado de honra entre os patriarcas ortodoxos. Esta viagem não dará resultados imediatos, mas terá um valor simbólico importante. E também será uma ocasião para apoiar o Patriarca, os católicos e todos os demais cristãos que em Istambul e na Turquia vivem sua fé em uma situação difícil.

-O encontro com Bartolomeu será em El Fanar, a sede do Patriarcado?

-Cardeal Kasper: Sim. O Papa irá antes a Ankara, onde visitará as autoridades. Depois se trasladará a Éfeso. Finalmente em Istambul terá um encontro com o Patriarca ecumênico.

-Em um mundo onde o Oriente voltou a ser uma área muito quente, o que pode expressar esta reaproximação entre católicos e ortodoxos?

-Cardeal Kasper: Com nossas relações devemos ser um sinal de reconciliação. Penso sobretudo no Oriente Médio, onde as Igrejas cristãs são minoria. Fizemos muitos progressos nas últimas décadas; colaboramos, visitamo-nos, há muitos intercâmbios. Mas é verdade: o perigo do terrorismo e os confrontos que vemos nos demandam um encontro ainda mais pleno para ser autênticas testemunhas da paz.

[Traduzido por Zenit]


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Católicos e ortodoxos devem colaborar para «dar uma alma à Europa»

mai 6, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo

Conclusões de um encontro sem precedentes organizado pelo patriarcado de Moscou e o Vaticano

VIENA, sexta-feira, 5 de maio de 2006 (ZENIT.org).- A contribuição dos cristãos é indispensável para «dar uma alma à Europa», constataram em Viena católicos e ortodoxos, em um encontro cultural sem precedentes, celebrado entre 3 e 5 de maio.

«Cremos que os cristãos, ao anunciar a esperança da ressurreição de Cristo, unidos a pessoas de outros credos e convicções, podem ajudar a viver em uma sociedade com base ética, justa e pacífica», afirmaram os participantes em sua mensagem final.

Foi a primeira vez que um organismo da Santa Sé organizava um simpósio destas características em colaboração com o patriarcado ortodoxo de Moscou.

O simpósio foi presidido pelo cardeal Paul Poupard, presidente Conselho Pontifício da Cultura, e pelo metropolita de Smolensk e Kaliningrado, Kirill, presidente do Departamento para as Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou.

Da iniciativa participaram especialistas de todo o velho continente, leigos e religiosos, escolhidos conjuntamente pelos dois organismos que convocaram a iniciativa.

Nas conclusões do encontro, apresentadas esta sexta-feira pelo padre Bernard Ardura, secretário do Conselho Pontifício da Cultura, constata-se a crise atual que o processo de união européia vive por causa do fracasso na adoção do Tratado constitucional da União Européia.

Agora, para os católicos e ortodoxos, «a crise que desgarra a Europa é de ordem cultural: sua identidade cristã está-se diluindo. A situação dos povos europeus caracteriza-se por uma dúvida profunda do homem sobre ele mesmo: sabe o que é que pode fazer, mas não sabe quem é».

Esta crise, reconheceram os participantes, tem «conseqüências demográficas dramáticas: a rejeição dos filhos, as uniões sem futuro ou o matrimônio à prova, as uniões homossexuais, a rejeição a compartilhar a vida com uma pessoa no matrimônio».

«Tudo isto é um autêntico suicídio demográfico europeu, em nome do egoísmo e do hedonismo», disse-se nas conclusões.

Para responder a estes desafios, os participantes «decidiram dar um papel importante à entusiasta missão da educação e da formação».

«Toda educação é descoberta de uma herança que suscita o amor e o reconhecimento. Deste modo, poderemos contribuir a redescobrir as raízes cristãs», explicam.

Católicos e ortodoxos insistiram na formação dos cristãos «para apresentar os valores cristãos de maneira compreensível: disto depende a pastoral da cultura».

«Não antepor nada ao amor de Cristo» é o lema que se propôs para «encontrar caminhos de sinergia, de testemunho comum da fé para uma generosa nova evangelização da Europa, esse gigante econômico, anão espiritual».

Segundo os participantes, este «testemunho comum concerne especialmente aos campos afetados pela destruição da família, à bioética e aos domínios da doutrina social da Igreja».

O encontro aconteceu graças à ajuda da Fundação «Pro Oriente», com sede em Viena, e à generosidade da Bradley Foundation, dos Estados Unidos.


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