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Papa confessa sua dor frente às dificuldades dos cristãos na Terra Santa

jun 23, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Ao encontrar-se com a reunião de agências de ajuda às Igrejas Orientais

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 22 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI manifestou publicamente sua dor nesta quinta-feira, ao constatar as dificuldades que os cristãos que vivem na Terra Santa experimentam.

Suas preocupadas palavras foram escutadas pela centena de participantes na Reunião das Obras para a Ajuda às Igrejas Orientais (ROACO, segundo suas iniciais em italiano), comitê surgido em 1968, dependente da Congregação vaticana para as Igrejas Orientais, da qual fazem parte agências do mundo inteiro que ajudam a essas comunidades católicas.

Recordando que nesta reunião a ROACO analisou em particular a situação dos cristãos na Terra Santa, o bispo de Roma reconheceu que «todos desejam poder encontrar sempre uma comunidade cristã viva na terra em que o nosso Redentor nasceu ».

«As graves dificuldades que está vivendo, por causa do clima de grave insegurança, pela falta de trabalho, pelas inumeráveis restrições com a crescente pobreza que se deriva, constituem para todos nós um motivo de sofrimento», assegurou.

«Trata-se de uma situação –acrescentou– que torna particularmente incerto o futuro educativo, profissional e familiar das gerações jovens, que infelizmente experimentam a tentação de deixar para sempre a terra natal que tanto amam.»

«Isso se dá também em outras áreas do Oriente Médio, como Iraque e Irã», que também recebem a ajuda da ROACO, prosseguiu dizendo.

«Como enfrentar problemas tão graves?», perguntou-se o Santo Padre.

«Nosso primeiro e fundamental dever continua sendo o de perseverar em uma confiada oração ao Senhor, que nunca abandona seus filhos na prova», respondeu.

E essa oração, acrescentou, «deve estar acompanhada por uma solicitude fraternal concreta, capaz de encontrar caminhos sempre novos e em certas ocasiões inesperados para sair ao passo das necessidades dessas populações».

O Papa concluiu fazendo um chamado «aos pastores e aos fiéis, a todos os que desempenham papéis de responsabilidade na comunidade civil para que, favorecendo o respeito mútuo entre as culturas e religiões, seja criadas, quanto antes, em toda a região do Oriente Médio, as condições de uma serena e pacífica convivência».

No último dia 14 de junho, uma declaração de Joaquim Navarro-Valls, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, manifestou a proximidade do Papa das populações da Terra Santa nestes momentos em que acontece um novo estouro de violência.

A nota alentava a reiniciar «com valentia o caminho da negociação, o único que pode levar à paz justa e duradoura à que todos aspiram».

Na assembléia da ROACO, celebrada em Roma, analisou-se, em particular, a situação das escolas católicas em Israel, particularmente na Galiléia, para ver como é possível intensificar seu trabalho na promoção da convivência pacífica entre os diferentes povos e religiões.


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Católicos e ortodoxos devem colaborar para «dar uma alma à Europa»

mai 6, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo

Conclusões de um encontro sem precedentes organizado pelo patriarcado de Moscou e o Vaticano

VIENA, sexta-feira, 5 de maio de 2006 (ZENIT.org).- A contribuição dos cristãos é indispensável para «dar uma alma à Europa», constataram em Viena católicos e ortodoxos, em um encontro cultural sem precedentes, celebrado entre 3 e 5 de maio.

«Cremos que os cristãos, ao anunciar a esperança da ressurreição de Cristo, unidos a pessoas de outros credos e convicções, podem ajudar a viver em uma sociedade com base ética, justa e pacífica», afirmaram os participantes em sua mensagem final.

Foi a primeira vez que um organismo da Santa Sé organizava um simpósio destas características em colaboração com o patriarcado ortodoxo de Moscou.

O simpósio foi presidido pelo cardeal Paul Poupard, presidente Conselho Pontifício da Cultura, e pelo metropolita de Smolensk e Kaliningrado, Kirill, presidente do Departamento para as Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou.

Da iniciativa participaram especialistas de todo o velho continente, leigos e religiosos, escolhidos conjuntamente pelos dois organismos que convocaram a iniciativa.

Nas conclusões do encontro, apresentadas esta sexta-feira pelo padre Bernard Ardura, secretário do Conselho Pontifício da Cultura, constata-se a crise atual que o processo de união européia vive por causa do fracasso na adoção do Tratado constitucional da União Européia.

Agora, para os católicos e ortodoxos, «a crise que desgarra a Europa é de ordem cultural: sua identidade cristã está-se diluindo. A situação dos povos europeus caracteriza-se por uma dúvida profunda do homem sobre ele mesmo: sabe o que é que pode fazer, mas não sabe quem é».

Esta crise, reconheceram os participantes, tem «conseqüências demográficas dramáticas: a rejeição dos filhos, as uniões sem futuro ou o matrimônio à prova, as uniões homossexuais, a rejeição a compartilhar a vida com uma pessoa no matrimônio».

«Tudo isto é um autêntico suicídio demográfico europeu, em nome do egoísmo e do hedonismo», disse-se nas conclusões.

Para responder a estes desafios, os participantes «decidiram dar um papel importante à entusiasta missão da educação e da formação».

«Toda educação é descoberta de uma herança que suscita o amor e o reconhecimento. Deste modo, poderemos contribuir a redescobrir as raízes cristãs», explicam.

Católicos e ortodoxos insistiram na formação dos cristãos «para apresentar os valores cristãos de maneira compreensível: disto depende a pastoral da cultura».

«Não antepor nada ao amor de Cristo» é o lema que se propôs para «encontrar caminhos de sinergia, de testemunho comum da fé para uma generosa nova evangelização da Europa, esse gigante econômico, anão espiritual».

Segundo os participantes, este «testemunho comum concerne especialmente aos campos afetados pela destruição da família, à bioética e aos domínios da doutrina social da Igreja».

O encontro aconteceu graças à ajuda da Fundação «Pro Oriente», com sede em Viena, e à generosidade da Bradley Foundation, dos Estados Unidos.


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