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Católicos greco-melquitas, ponte com ortodoxos e muçulmanos; explica Papa

mai 10, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Santa Sé

Uma Igreja na qual a maioria dos fiéis fala árabe

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 8 de maio de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI alentou nesta quinta-feira a tarefa evangelizadora da Igreja Greco-Melquita Católica, composta em sua maioria por fiéis de língua árabe, e sua obra de diálogo com ortodoxos e muçulmanos no Oriente Médio.

O Papa acolheu na Sala Clementina do Vaticano mais de 300 peregrinos desta Igreja, que lhe foram apresentados pelo patriarca de Antioquia da Síria, Sua Beatitude Gregorios III Laham, que chegou acompanhado por 14 bispos. Procediam de vários países do Oriente Médio e da diáspora.

A Igreja Greco-Melquita, cuja sede se encontra em Damasco (Síria), é uma igreja oriental de rito bizantino que, ainda que formasse parte das igrejas orientais que se separaram de Roma em 1054, por ocasião do Cisma do Oriente, regressou à plena comunhão com a Sede de Pedro em 1724.

«Relações fraternas» com os ortodoxos

No contexto do Oriente Médio, o Santo Padre confessou sua alegria ao constatar as «relações fraternas» que a Igreja Greco-Melquita estabeleceu com os irmãos ortodoxos.

«O compromisso pela busca da unidade de todos os discípulos de Cristo é uma obrigação urgente, que brota do desejo ardente do próprio Senhor», sublinhou.

«Temos de fazer tudo oque for possível para abater os muros de divisão e de desconfiança que nos impedem de realizá-lo», declarou.

«Porém, não podemos perder de vista que a busca da unidade é uma tarefa que afeta não só uma Igreja particular, mas toda a Igreja, no respeito de sua própria natureza», afirmou.

Recordando que «a unidade não é o fruto da atividade humana, mas antes de tudo um dom do Espírito Santo», convidou a invocar ao Espírito, em particular por ocasião da festa de Pentecostes, que acontecerá neste domingo, «para que nos ajude a trabalhar juntos na busca da unidade».

Em suas palavras de saudação, o patriarca Gregorios III Laham insistiu no papel que esta Igreja desempenha no caminho ecumênico rumo à unidade dos cristãos.

«Nossa Igreja sempre foi consciente deste papel – assegurou. Em particular, teve de viver nas catacumbas durante 130 anos para preservar nossa comunhão com a Igreja de Roma.»

«Esta comunhão foi – e continua sendo – uma opção histórica, existencial, de compromisso, efetivo e afetivo, elemento de glória e ao mesmo tempo de humildade, definitivo e para sempre. Esta comunhão com Roma, contudo, não nos separa de nossa realidade eclesial ortodoxa», acrescentou Sua Beatitude Gregorios III.

«Isso quer dizer que queremos viver no seio da Igreja Católica uma vida que poderá ser aceita pela Ortodoxia, viver nossa plena e completa tradição oriental, ortodoxa, em plena comunhão com Roma. É o verdadeiro desafio do diálogo católico-ortodoxo», acrescentou.

Relações com o islã

Em seu discurso, o Papa falou também das boas relações que a Igreja Greco-Melquita «mantém com os muçulmanos e com seus responsáveis e instituições, assim como os esforços para resolver os problemas que possam surgir, em um espírito de diálogo fraterno, sincero e objetivo».

O Santo Padre constatou com alegria que, «na linha do Concílio Vaticano II, a Igreja Melquita se comprometeu com os muçulmanos na busca sincera da compreensão recíproca e na promoção, para benefício de todos, da justiça social, e dos valores morais, da paz e da liberdade».

Em sua saudação ao Papa, Gregório III Laham reconheceu que ao viver em países de maioria muçulmana, «temos, em relação com este mundo, uma missão única, irreversível, insubstituível, imperativa, quase exclusiva, pois vivemos juntos há 1428 anos».

«Este papel está garantido por nossa presença e por nosso testemunho no mundo árabe, e é um papel importante sobretudo no Líbano e na Síria», concluiu.


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Bento XVI e Bush falam sobre Iraque, África, Oriente Médio e América Latina

jun 11, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

CIDADE DO VATICANO, domingo, 10 de junho de 2007 (ZENIT.org).- A situação dos cristãos no Iraque, a condição da África, em particular de Darfur, e a paz no Oriente Médio, foram os grandes temas da audiência que Bento XVI concedeu este sábado ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

O mandatário norte-americano manteve também um colóquio e aproximadamente quarenta minutos com o cardeal Secretário de Estado, Tarcísio Bertone.

Uma nota publicada posteriormente pela Santa Sé revela que «nos cordiais colóquios, tocou-se nos principais temas de política internacional, detendo-se particularmente no que se refere ao Oriente Médio sobre a questão israelense-palestina, sobre o Líbano, sobre a preocupante situação no Iraque e sobre as criticas condições em que vivem as comunidades cristãs».

A Santa Sé, informa o comunicado vaticano, «desejou, uma vez mais, uma solução “regional” e “negociada” dos conflitos e das crises que afetam a região».

«Nas conversações se dedicou atenção a África e a seu desenvolvimento, fazendo referencia também a Darfur, sem esquecer um intercâmbio de opiniões sobre a América Latina».

Por fim, «examinaram-se as questões morais e religiosas atuais, entre outras as relativas aos direitos humanos e à liberdade religiosa, a defesa e a promoção da vida, o matrimônio e a família, a educação das novas gerações, o desenvolvimento sustentável».

O encontro pessoal entre o Papa e Bush durou aproximadamente 35 minutos. Em uma coletiva de imprensa conjunta oferecida com o primeiro ministro italiano, Romano Prodi, Bush disse do Papa: «é um homem muito inteligente, um homem cheio de amor».

O Papa fez perguntas a Bush, sobre a reunião do Grupo dos Oito (G-8) e o presidente lhe respondeu que, apesar das divergências o encontro «foi um êxito».

Bush presenteou ao Papa um báculo pastoral realizado por uma pessoa que no passado não possuía casa («homeless») do Texas no qual estão talhados os dez mandamentos.

Foi a primeira audiência que Bento XVI ofereceu no Vaticano ao atual presidente norte-americano.


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O Papa e Ex-presidente iraniano dialogam sobre paz no Oriente Médio

mai 6, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

VATICANO, 04 Mai. 07 (ACI) .- O Papa Bento XVI sustentou um diálogo qualificado de “frutífero” em torno do esforço de paz no Oriente Médio com o Ex-presidente da República Islâmica do Irã, Seyyed Mohammad Khatami, conforme divulgou hoje a Santa Sé.

Khatami se reuniu com o Pontífice e em seguida se encontrou com o Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, acompanhado pelo Arcebispo Dominique Mamberti, Secretário para as Relações com os Estados.

Conforme assinalou a Sala de Imprensa do Vaticano, “durante as conversas se falou da importância de um sereno diálogo entre as culturas, com o fim de superar as graves tensões que marcam nosso tempo e promover uma frutífera colaboração a serviço da paz e do desenvolvimento de todos os povos”.

“Também trataram das condições e dos problemas das comunidades cristãs no Oriente Médio e no Irã“.

“Por isso concerne à situação do Oriente Médio se feito insistência na necessidade de iniciativas fortes por parte da comunidade internacional -como nestes dias, no encontro de Sharm-el-Sheikh- para dar início a uma negociação séria, que tenha em conta os direitos e os interesses de todos, no respeito da legalidade internacional e com a consciência de que é necessário reconstruir a confiança recíproca”, adiciona a nota de imprensa.

Durante a reunião de Sharm-el-Sheikh, que tem o Egito como anfitrião, a Secretária de Estado norte-americana Condoleeza Rice pela primeira vez há sustentou um intercâmbio formal com seus pares da Síria e do Irã.


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Bispo americano pede ao Congresso ajudar o Oriente Médio

jul 27, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo

WASHINGTON, quarta-feira, 26 de julho de 2006 (ZENIT.org).- O presidente da Comissão de Política Internacional da Conferência Episcopal dos Estados Unidos enviou uma carta a senadores e congressistas, fazendo um apelo para que ajudem a acabar com a escalada de violência no Oriente Médio.

«O terrível ciclo de violência no Oriente Médio está destruindo a vida de gente inocente em todas as partes do conflito – escreve o bispo Thomas Wenski, de Orlando –. Está também destruindo as esperanças de negociações e soluções que poderiam levar a uma justa paz que ofereça uma autêntica segurança aos israelitas, um estado viável aos palestinos e independência real ao povo libanês».

«A comunidade católica está profunda e urgentemente preocupada pelo custo humano, as implicações morais e as futuras conseqüências deste desenrolar dos acontecimentos».

O bispo Wenski, de 55 anos, escreve também: «Esperamos e rezamos para que os senhores tenham a vontade de fazer o que podem para acabar com este terrível ciclo de violência e protejam as vidas e a dignidade dos israelitas, palestinos e libaneses».

«Estamos dispostos a trabalhar com aqueles que trabalham por uma paz justa e duradoura na Terra à qual três religiões chamam santa», conclui.


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Dramático apelo do Papa para Jornada pela Paz no Oriente Médio

jul 20, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

VATICANO, 20 Jul. 06 (ACI) .- A Sala de Imprensa da Santa Sé deu a conhecer esta quinta-feira o dramático chamado do Papa a todos os católicos a dedicar no próximo domingo uma jornada de oração e penitência pela paz no Oriente Médio.

“O Santo Padre segue com grande preocupação a sorte de todas as populações interessadas e assinala para o próximo domingo, 23 de julho, uma especial jornada de oração e penitência, convidando aos Pastores e fiéis de todas as Igrejas particulares como a todos os fiéis do mundo a implorar a Deus o dom precioso da paz”, diz o comunicado.

O Papa deseja que a oração se eleve ao Senhor “para que cesse imediatamente o fogo entre as partes, se instaurem imediatamente pontes humanitárias para poder levar ajuda às populações sofredoras e se iniciem logo negociações razoáveis e responsáveis, para pôr fim às situações objetivas de injustiça existentes na região”, adiciona o comunicado.

O Papa, finalmente, “dirige um chamado às organizações de caridade, para que ajudem a todas as populações golpeadas por este desumano conflito”.

A atual crise no Meio Oriente, que tem como cenário o território libanês, a zona de fronteira entre o Líbano e Israel, onde opera o grupo terrorista muçulmano “Hezbollah” e o território palestino autônomo de Gaza, desatou-se faz dez dias e escalou a nível de uma guerra convencional.

Os ataques israelenses no Líbano, dirigidos a desarmar o Hezbollah, produziram 300 mortos, mais de 1,000 feridos e meio milhão de deslocados em sete dias de bombardeios.


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Bento XVI apóia posição do G-8 diante da violência no Oriente Médio

jul 19, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo

E pede a oração dos fiéis pela paz

INTROD, quarta-feira, 19 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI apoiou o comunicado emitido pelo Grupo dos Oito países mais industrializados (G8) para acabar com o turbilhão de violência no Oriente Médio e pediu a todos os crentes que rezem pela paz.

Ao regressar, nesta terça-feira, de uma visita ao Mosteiro que se encontra no monte Gran San Bernardo, nos Alpes, o Papa respondeu a uma pergunta dos jornalistas que o esperavam perto do chalé no qual reside.

Um dos repórteres lhe perguntou: «O que a comunidade internacional deve fazer nesta situação cada vez mais dramática?».

O Papa respondeu: «Estou totalmente de acordo com o comunicado do G-8. Parece-me que indica o caminho».

«Não tenho nada a acrescentar, senão a importância da oração para que Deus nos ajude e nos outorgue a paz», disse o Papa, segundo refere um dos presentes, Salvatore Mazza, enviado especial do diário italiano «Avvenire».

A declaração aprovada em 16 de julho pelos líderes do G8, reunidos em São Petersburgo (Rússia), pede a Israel, aos palestinos e à milícia Hizbullah que suspendam suas operações armadas e que liberem os sacerdotes capturados e os ministros e parlamentares palestinos detidos (http://en.g8russia.ru/docs/21.html).

Ao rezar neste domingo o Ângelus, na localidade na qual passa estes dias de descanso, Les Combes (em Introd, Vale de Aosta), o Santo Padre considerou que «na origem destas oposições impiedosas há, lamentavelmente, situações objetivas de violação do direito e da justiça».

«Mas nem os atos terroristas nem as represálias, sobretudo quando existem trágicas conseqüências para a população civil, podem justificar-se», assegurou.

«Por caminhos assim — como a amarga experiência demonstra — não se chega a resultados positivos», recordou Bento XVI.


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