Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo


Frente à mudança climática, Santa Sé exige medidas sérias

set 25, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo, Outros

Nas Nações Unidas
NOVA YORK, terça-feira, 25 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- A Santa Sé tomou a palavra nas Nações Unidas para fazer um chamado a tomar medidas sérias ante a mudança climática.

A voz da Igreja ressoou nesta segunda-feira no «palácio de cristal» de Nova York pela boca de Dom Pietro Parolin, subsecretário para as Relações com os Estados.

«O futuro está em nossas mãos: como enfrentar o desafio da mudança climática» era o tema sobre o qual discutia na sessão da Assembléia Geral da ONU.

Com esta iniciativa, pretende-se promover um debate sobre quais são os possíveis modos de induzir a comunidade internacional a negociar um novo acordo global sobre o clima.

«A mudança climática é uma séria preocupação e uma responsabilidade iniludível para cientistas e outros especialistas, para líderes políticos e governamentais, para administradores locais e organizações internacionais, assim como para todo setor da sociedade humana e para cada pessoa», afirmou o sacerdote italiano.

«Minha delegação – indicou – deseja sublinhar o imperativo moral segundo o qual todos, sem exceção, têm a grave responsabilidade de proteger o ambiente.»

Parolin convidou a estudar mais a fundo as avaliações sobre a possível intervenção do ser humano nas mudanças climáticas, «para dar uma base série à crescente preocupação e para tomar decisões efetivas».

«Dado que nenhum país pode resolver por si mesmo os problemas relacionados com nosso meio ambiente, devemos antepor a ação coletiva ao interesse pessoal», reconheceu.

«Para a comunidade internacional, isso supõe a adoção de uma estratégia política coordenada e eficaz, capaz de responder a esta complexa questão», continuou dizendo.

Dessa forma, propôs «prestar atenção à educação, em especial à dos jovens, para mudar atitudes inatas e egoístas de consumo e abuso dos recursos naturais».

Após pedir incentivos e ajudas financeiras para enfrentar o desafio, pediu aos Estados que aproveitem «a oportunidade que lhes será apresentada dentro de pouco com a próxima Conferência sobre a Mudança Climática que se celebrará em Bali», Indonésia, no próximo mês de dezembro.


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MADRI, 03 Fev. 07 (ACI) .- A Equipe de Documentação e Análise da organização Faça-te Ouvir (FO) reeditou um revelador relatório que documenta as pressões das Nações Unidas e outros órgãos internacionais para estenderem o aborto legal na América Latina.

FO publicou uma versão atualizada no final de 2006 do relatório “Perseguição e demolição à vida. Alucinante aposta da ONU pelo Aborto na América Latina”, publicado pela primeira vez em maio passado.

Segundo FO, o relatório “analisa a estratégia protagonizada por diversos grupos internacionais para impulsionar o aborto no continente americano” e tem como objetivo que “a opinião pública conheça a realidade que se esconde atrás desta estratégia conjunta de organizações internacionais planejadas há mais uma década”.

O relatório recorda que a “América Latina é a única moderada onde todos os países, exceto Cuba, reconhecem que matar uma criança não nascida é um crime. Em meio a isso se gera o plano de extensão do aborto livre na América Latina, que se iniciou em Nova Iorque em dezembro de 1996, embora antes já se acossava a esses países para que legalizassem o aborto”.

As “Nações Unidas é somente um instrumento financiado por todos os países que formam a Organização. Detrás está uma rede de organizações internacionais, coordenadas pelo Centro de Direitos Reprodutivos de Nova Iorque e financiadas pelas fundações Rockefeller, McArthur, Packard, Ford, Merck entre outras, que perseguem meticulosamente seu objetivo abortista, mediante a manipulação consciente das Nações Unidas por meio de seu Comitê de Direitos humanos”, sustenta.

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Papa denuncia injustiça que condena 800 milhões de pessoas à fome

nov 13, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Bíblia, Igreja, Santa Sé

Em sua intervenção antes de rezar o Angelus

CIDADE DO VATICANO, domingo, 12 de novembro de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI se fez este domingo porta-voz de mais de 800 milhões de pessoas que sofrem no mundo pela fome, alertando da responsabilidade de todos, instituições e cidadãos, para derrotar este flagelo. Milhares de pessoas desafiaram a chuvosa manhã de Roma para escutar o Santo Padre, que, por ocasião da celebração na Itália da Jornada anual do Agradecimento, aprofundou no tema da convocatória: «A terra: um dom para toda a família humana». E aludiu a uma questão «muito dolorosa: o drama da fome», que ainda se tendo discutido recentemente «nas mais altas sedes instituições, como as Nações Unidas e em particular FAO [Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Ndr], continua sendo sempre muito grave» e inclusive piora. «Mais de 800 milhões de pessoas vivem em situação de desnutrição» e «muitas pessoas, especialmente crianças, morrem de fome»: uma realidade que «a Igreja conhece muito bem, pela experiência direta das comunidades e dos missionários», e que assim confirmou no último informe anual da FAO, alertou o Papa. Para enfrentar esta tragédia, Bento XVI afirmou a necessidade de «eliminar as causas estruturais ligadas ao sistema de governo da economia mundial, que destina a maior parte dos recursos do planeta a uma minoria da população», uma «injustiça» que já haviam denunciado Paulo VI e João Paulo II. Em síntese, de acordo com o Papa, «para influenciar em grande escala é necessário “converter” o modelo de desenvolvimento global». E isso é exigido «já não só pelo escândalo da fome, mas também pelas emergências ambientais e energéticas», advertiu. Desta forma apontou para que a responsabilidade de cada pessoa e de cada família, que «podem e devem» atuar para aliviar a fome no mundo. E lhes propôs, para isso, adotar «um estilo de vida e de consumo compatível com a salvaguarda da criação e com critérios de justiça para com quem cultiva a terra em cada país». Daí sua exortação geral a um compromisso concreto «para derrotar o açoite da fome» e para «promover em toda parte do globo a justiça e a solidariedade». «A seus discípulos Jesus ensinou a orar pedindo ao Pai celestial não «meu», mas «nosso» pão de cada dia –indicou aos peregrinos–. Quis assim que cada homem se sinta responsável por seus irmãos, a fim de que a nenhum falte o necessário para viver».


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Religião: força vital para a paz em tempos de globalização, recorda Vaticano

out 31, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo

Intervenção do arcebispo Celestino Migliore ante as Nações Unidas

NOVA YORK, segunda-feira, 30 de outubro de 2006 (ZENIT.org).- Em tempos de globalização, nos quais a discriminação religiosa ganha terreno em alguns países, a Santa Sé recordou nas Nações Unidas que a religião constitui uma força vital para a paz e o entendimento entre os povos.

Assim explicou em 27 de outubro o arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, ante a comissão da assembléia geral que discutia o tema: «Promoção e proteção dos direitos humanos».

«Em nosso mundo mutável, a religião é mais que uma questão interna de pensamento e consciência — advertiu o representante do Papa. Ela tem a capacidade de unir-nos como irmãos e da família humana.»

Segundo o prelado, «não podemos ignorar o papel que a religião desempenha para alimentar o faminto, para vestir o nu, para curar os doentes e visitar os presos».

«Tampouco deveria desestimar-se sua força, especialmente em meio ao conflito e à divisão, para orientar nossos pensamentos à paz, para permitir que os inimigos possam falar-se, para unir em amizade aqueles que não se conhecem, e para que as nações busquem juntas a paz», afirmou.

Por isso, assegurou, «a religião é uma força vital para o bem, para a harmonia e para a paz entre os povos, em especial durante tempos atormentados».

Em sua intervenção, o prelado recordou que se celebra o vigésimo quinto aniversário da adoção da Declaração para a eliminação de todas as formas de intolerância e discriminação baseadas na religião ou nas crenças.

Neste contexto, confessou, «minha delegação está seriamente preocupada pelo fato de que a liberdade de religião ou de crença não existe para indivíduos e comunidades, especialmente entre as minorias religiosas, em muitas partes do mundo».

«Também nos preocupa o elevado nível de intolerância religiosa em alguns países, que está levando a um nível alarmante de tensão e discriminação.»

«Temos a grave tarefa de trabalhar juntos para mudar o curso desta tendência», reconheceu.


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Santa Sé aplaude resolução da ONU sobre o Líbano, mas lamenta sua demora

ago 18, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Decisão unânime do Conselho de Segurança permitiu que as armas se calem

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 17 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- Uma nota publicada pelo jornal da Santa Sé aplaude a resolução aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para deter a guerra no Líbano, mas ao mesmo tempo pergunta por que demorou tanto tempo para dar este passo.

«Apesar de terem passado infelizmente muitos dias para conseguir uma solução capaz de acabar com a violência, deve-se expressar sentida complacência pelo resultado alcançado, graças ao qual a “força do direito” prevaleceu finalmente sobre o “direito à força”», afirma «L’Osservatore Romano.

A nota foi publicada na capa da edição italiana de 17-18 de agosto de 2006 e sua ausência de assinatura indica que expõe uma posição representativa.

A Resolução da Organização das Nações Unidas 1701, aprovada em 11 de agosto, constata o diário, não responde a alguns dos pedidos apresentados por Israel e pelo Líbano, «em particular à questão dos prisioneiros libaneses em Israel, a das fazendas de Sheba e a entrega dos dois soldados israelenses na mão do Hizbullah».

Como elemento positivo, sublinha que o texto, «redigido conjuntamente pela França e pelos Estados Unidos, após dias de intensas negociações, alcançou o consenso unânime do Conselho de Segurança da ONU».

Por este motivo, a nota vaticana expressa «sincera estima pelas diplomacias bilaterais e multilaterais, pelo papel desempenhado, pelos esforços orientados à solução da crise e pelos resultados alcançados».

«Mas o aplauso e a gratidão vão acompanhados por interrogantes inquietantes — acrescenta «L’Osservatore Romano»: por que estes instrumentos não foram utilizados desde o início, permitindo o mesmo resultado, sem passar pela experiência estremecedora da guerra?»

Recordando a entrevista concedida pelo Papa a alguns canais de televisão alemães e à «Rádio Vaticano» (efetuada em 5 de agosto e transmitida em 13 de agosto), a nota reconhece que a guerra é a «pior das soluções para todos», pois não «acrescenta nada de bom para ninguém, nem sequer para os vencedores aparentes».

«A humanidade ainda não aprendeu a viver sem a guerra!», é a «amarga constatação» do diário vaticano.

A nota conclui recordando pela vigésima vez a posição do Papa e da Santa Sé ante este conflito: «Os libaneses têm direito a que se respeite a integridade e a soberania de seu país, os israelenses têm direito a viver em paz em seu estado, e os palestinos têm direito a ter uma pátria livre e soberana».


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Meios de comunicação também fazem parte da luta contra a fome, diz Papa

mai 22, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

CIDADE DO VATICANO, domingo, 21 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Na luta contra a praga da fome, os meios de comunicação também têm uma responsabilidade, advertiu neste domingo Bento XVI.

A uma semana da XL Jornada Mundial das Comunicações Sociais, a atenção do Papa – antes de entoar a oração do «Regina Cæli» – se dirigiu à praga da fome no mundo.

E é que neste domingo – explicou –, «com a iniciativa “O mundo em marcha contra a fome” (Walk the World), sugerida pelo Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, procura-se sensibilizar os governos e a opinião pública sobre a necessidade de uma ação concreta e oportuna para garantir a todos, em particular às crianças», libertar-se da fome.

Nesse ponto, recordou que «a Igreja olha com atenção os meios, porque representam um veículo importante para difundir o Evangelho e para favorecer a solidariedade entre os povos, chamando a atenção sobre os grandes problemas que ainda os marcam profundamente».

Já em sua mensagem para a próxima Jornada Mundial das Comunicações Sociais – querida pelo Concílio Vaticano II – Bento XVI aprofundou no lema desta edição: «Os meios: rede de comunicação, comunhão e cooperação».

Expressando sua proximidade, na oração, da citada «Marcha contra a fome – que acontece em Roma e em outras cidades de uns cem países –, o Papa recordou diante das dezenas de milhares de fiéis que lotavam a Praça de São Pedro, e a todos que seguiam sua intervenção por conexão televisiva internacional, «a urgente e dramática situação de Darfur, no Sudão».

Lá «persistem fortes dificuldades para satisfazer inclusive as necessidades primárias de alimentação da população», lamentou (Zenit, 27 de fevereiro de 2006).

«Desejo vivamente que, graças à contribuição de todos, possa ser superar a praga da fome que ainda aflige à humanidade, pondo em grave perigo a esperança de vida de milhões de pessoas», expressou o Papa.

Em sua oração, encomendou especialmente a Nossa Senhora todos os «oprimidos pelo açoite da fome» e a «todos que prestam a ajudá-los».

Igualmente, estendeu sua oração pelos que, «através dos meios de comunicação social, contribuem a consolidar entre os povos os vínculos da solidariedade e da paz».


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VATICANO, 07 Abr. 06 (ACI) .- O observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, o Arcebispo Celestino Migliore, pediu nesta quarta-feira na 39º sessão da Comissão sobre População e Desenvolvimento, não considerar o fenômeno migratório como uma “ameaça” mas sim se devem ver suas contribuições em áreas como a econômica e a trabalhista. O fenômeno da migração, disse o Núncio Apostólico, “às vezes é visto como uma ameaça e é manipulado em benefício de interesses políticos, a gastos dos direitos mais naturais de todos os seres humanos, como o direito à vida, à cidadania, ao trabalho e ao desenvolvimento”.

“Para os países receptores, o impacto econômico da migração internacional acostuma ser normalmente positivo. Embora a presença de imigrantes internacionais poderia ter um certo efeito negativo sobre os salários dos não imigrantes, ou poderia gerar desemprego quando os salários são rígidos, estes efeitos normalmente são pequenos em nível nacional. Ao médio e longo prazo, a emigração pode gerar emprego e produzir benefícios econômicos”, precisou.

Dom Migliore destacou que “a emigração de pessoal capacitado pode ser prejudicial para as perspectivas de desenvolvimento dos países de origem, sobre tudo para os pequenos países em desenvolvimento, que perdem muitos cidadãos qualificados. Entretanto, os emigrantes capacitados que mantêm laços com seus países de origem podem estimular a transferência de tecnologia e capital”.

“Devido ao baixo índice de natalidade, –prosseguiu– três quartas partes do crescimento da população dos países desenvolvidos se deve aos emigrantes, e em 2030, o crescimento total das populações pode dever-se completamente à imigração. É necessário estudar o impacto social da emigração nos países com índices de natalidade cada vez mais baixos”.

Finalmente, o Arcebispo disse que “existe uma maior consciência de que a imigração não pode ser a única solução para os problemas demográficos e trabalhistas dos países que acolhem os imigrantes”.


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