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Autor: Agência Elnet
Fonte: Doutrina Católica
Islâmicos têm sonhos e visões da vida de Jesus e se convertem ao cristianismo
13.12.2006 - Boa parte dos muçulmanos está entregando o coração ao Senhor Jesus. Após um longo período de resistência, relatos do Oriente Médio afirmam que o grupo tem aceitado ouvir a Palavra de Deus e começou a reconhecer Jesus como único Salvador.
Nizar Shaheen, apresentador do programa cristão Luz para as Nações – assistido pela maioria dos muçulmanos – tem percebido o mover. “Eu vejo muitas, muitas pessoas de contexto muçulmano se achegando a Cristo, aceitando-o como Senhor e Salvador”, disse.
O evangelista e sacerdote copta no Egito, Zakaria Henein, também está surpreso com a receptividade dos islâmicos. “O que acontece nos dias de hoje, no mundo muçulmano, nunca aconteceu antes. Jovens e velhos, estudados ou não, homens e mulheres, até os mais extremistas, estão entregando suas vidas a Jesus”, contou.
Prova disso é a conversão do ex-extremista Samer Achmad Muhammed, que estudou durante anos para se tornar um xeique wahabbi – uma das posições religiosas mais elevadas do islamismo. “Eu odiava os cristãos e a Igreja, mas Jesus Cristo perdoou os meus pecados. Agora, dedico minha vida a Ele”, revelou
Para os cristãos que têm presenciado o operar de Deus, o mais interessante é a forma com que os muçulmanos estão se convertendo. Segundo o ministro Heidi Baker, os islâmicos têm visto Jesus em revelações e sonhos. “O Senhor tem aparecido para milhares de africanos muçulmanos. Eles estão se convertendo e sendo até batizados”, disse.
De acordo com Shaheen, ele recebe muitas cartas de pessoas que sonharam com Jesus, tiveram visões e viveram milagres. Para a autora do livro “As Visões de Jesus: Sinais e Maravilhas no Mundo Muçulmano”, Christine Darg, isso tem uma explicação. “Cristo está indo aos muçulmanos e revelando em particular as últimas 24 horas da vida dEle na terra. Jesus tem mostrado coisas que o Islã não ensina: a crucificação, a ressurreição e todo o seu poder”, explicou.
Representantes muçulmanos avaliam positivamente sua visita a Roma
Por Miriam Díez i Bosch
ROMA, quarta-feira, 5 de março de 2008 (ZENIT.org).- «O Vaticano leva o Islã a sério e nós também o levamos a sério, por isso estamos aqui.» Assim se manifestou o professor Aref Ali Nayed, diretor do Royal Islamic Strategic Studies Center em Amã, Jordânia, na coletiva de imprensa final depois de dois dias de encontros de alto nível na Santa Sé para preparar um encontro católico-muçulmano em Roma no próximo mês de novembro.
«Estamos em um processo de cura», disse na concorrida coletiva de imprensa celebrada em um hotel perto do Vaticano na tarde desta quarta-feira. Nayed é um dos cinco participantes por parte muçulmana ao encontro técnico preparatório de novembro.
Ainda que o discurso do Papa em Ratisbona para ele pessoalmente foi um «erro grande», é importante ir «mais além»; e recordou «a estima» que a Igreja Católica demonstrou pelos muçulmanos já desde o Concílio Vaticano II. Este professor remarcou que «é vital aprofundar nos aspectos positivos, e não nos negativos».
O professor Nayed citou o valor que têm as encíclicas dos Papas, nos quais se valoriza a pessoa humana e sua dignidade, mais além de sua religião. Concretamente, disse que Bento XVI está nesta linha em suas duas encíclicas: «O Papa está preocupado pela dignidade do ser humano».
Ante os riscos de chegar a um encontro com uma lista de agravos, seja por parte muçulmana ou católica – o que poderia ser fácil e é um risco –, admitiu o professor Aref Ali Nayed, «é necessário não se acusar uns aos outros» e valorizar os «sinais de esperança».
Entre estes, citou a visita do Papa à Turquia em novembro de 2006 e sobretudo se referiu ao seminário que acontecerá em Roma de 4 a 6 de novembro de 2008, no qual 24 pessoas, 12 muçulmanos e 12 católicos, se encontrarão para debater o sentido do amor de Deus e o amor ao próximo nas respectivas religiões, seminário que culminará com um encontro com o Papa.
Para este intelectual muçulmano, alguns sinais de esperança são os encontros de vários líderes religiosos juntos, pois o papel das religiões pode ser o de ajudar um mundo «cruel» no qual «milhares de pessoas vivem açoitadas por guerras, fome e conflitos».
Outro sinal visível de esperança é a constituição de um «Fórum Católico-Muçulmano» permanente, que se encontrará cada dois anos, um em Roma e outro em um país muçulmano, para tratar de temas de interesse comum e especialmente temáticas que tenham uma repercussão positiva na sociedade.
O imame italiano Yahya Pallavicini, vice-presidente da Comunidade Religiosa Islâmica (CO.RE.IS) e único italiano que assinou a carta dos 138 intelectuais (que já são 240), quis recordar que não se pode deixar o discurso do islã nas mãos de minorias que «distorcem» 14 séculos de «autênticas pessoas religiosas» e recordou que é necessário «promover um discurso que retoma a identidade religiosa do Islã».
O doutor Ibrahim Kalin, da Fundação SETA de Ancara, na Turquia, explicou que o protocolo da visita do mês de novembro dos muçulmanos ao Vaticano se concretizará «nas próximas semanas», pois agora se está trabalhando para conseguir a «paridade e a simetria» entre os membros de ambas religiões e ver como este encontro poderá ser um «sinal para demonstrar ao mundo a igualdade diante de Deus».
Segundo a organização «Release International»
LONDRES, terça-feira, 9 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Em 2007, 250 milhões de cristãos enfrentarão a perseguição simplesmente por seguir Jesus Cristo, segundo a organização que vigia os casos de perseguição, «Release international» (RI), radicada no Reino Unido. Em especial, a organização revela que a perseguição está aumentando mais rapidamente no mundo islâmico.
«Release International» comprovou que a maioria das perseguições se produz em quatro «zonas» diferentes: as do islã, comunismo, hinduísmo e budismo.
Inclusive os governantes de países muçulmanos moderados com freqüência fracassam em proteger os direitos de suas minorias cristãs, explica RI. Os abusos sofridos pelos cristãos incluem seqüestro, conversão forçada, encarceramento, destruição de igrejas, tortura, estupro e execução.
Um dos países que registra maiores abusos contra a liberdade de religião é a Arábia Saudita, guardiã dos lugares santos islâmicos da Meca e Medina. A Arábia Saudita proíbe todas as demais religiões. Um muçulmano declarado «culpado» de converter-se ao cristianismo pode enfrentar uma sentença de morte por apostasia. E qualquer pessoa que conduzir um muçulmano a Cristo enfrenta a prisão, expulsão ou execução.
«Há uma conspiração de silêncio em torno dos sauditas — diz o diretor de RI, Andy Dipper –, provavelmente porque o Ocidente quer seu petróleo e seu dinheiro. Mas é um Governo que recorre à pena de morte para aqueles dentre seus próprios cidadãos que não desejam outra coisa que a liberdade de escolher sua própria fé. E enquanto os sauditas proíbem toda a literatura cristã, gastam bilhões de dólares a cada ano propagando o Islã em todo o mundo.»
Mas a perseguição mais violenta no mundo islâmico vai muito além do controle do governo. Desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o mundo se tornou dramaticamente consciente das redes globais extremistas islâmicas. Ainda que a mais conhecida é Al Qaeda, há outras que exploram as tensões religiosas para seus próprios fins políticos, disse RI a «Christian Today».
«Um número crescente de extremistas interpreta o chamado à “yihad” como um chamado à violência. Parecem considerá-la como seu dever religioso para forçar os cristãos e os não muçulmanos a converter-se ao Islã. Quem refuta deve ser expulso ou morto», diz RI.
A organização de vigilância da perseguição acrescenta: «Há um movimento crescente para impor a lei islâmica da “charia” que se converte em uma pressão crescente sobre os cristãos. Na Nigéria, militantes expulsaram cristãos de suas casas para eliminar a oposição política e preparar o caminho para a lei da “charia”».
Após os protestos islâmicos contra o discurso do Papa
MOSCOU, sexta-feira, 22 de setembro de 2006 (ZENIT.org).- «As declarações dadas pela parte católica me satisfazem completamente», disse nesta quinta-feira o presidente da Direção Espiritual Muçulmana no território europeu da Rússia, o mufti Ravil Gainutdin, em relação ao discurso pronunciado pelo Santo Padre Bento XVI na Universidade de Ratisbona, motivo de protestos no mundo muçulmano.
O também presidente do Conselho de Muftis na Rússia se expressou assim ao arcebispo da Arquidiocese da Mãe de Deus em Moscou, o metropolita Tadeusz Kondrusiewicz, durante uma reunião que ambos líderes religiosos tiveram na residência do próprio Gainutdin, por iniciativa da hierarquia católica neste país.
Segundo se deu a conhecer, tanto muçulmanos como católicos assinalaram que o conflito sobre as declarações do pontífice havia sido considerado como encerrado no território da Federação Russa e fizeram um chamado a todos os fiéis para trabalharem pelo diálogo de paz e cooperação para o bem-estar do país.
Durante o encontro, que no dizer dos participantes se levou a cabo em uma atmosfera de irmandade e abertura, Dom Kondrusiewicz agradeceu ao mufti a oportunidade de encontrar-se e discutir o tema, ao mesmo tempo em que manifestou seu pesar pelo mal-entendido suscitado.
O metropolita reiterou a posição oficial da Igreja Católica, ressaltando que Bento XVI de forma alguma teve a intenção de ofender o sentimento muçulmano.
Explicou que em seu discurso, o sumo pontífice pretendeu fazer algumas reflexões sobre o freqüente questionamento entre a relação «religião-violência», para concluir que a violência não tem nenhuma motivação religiosa.
Ambos representantes assinalaram que nos últimos anos se intensificaram os exemplos de entendimento e cooperação entre católicos russos e muçulmanos.
Assim, por exemplo, cada vez são mais as ocasiões nas quais conjuntamente participam em reuniões e celebrações, ocupam posições no mesmo nível na discussão de temas fundamentais para a sociedade moderna, como a família, a defesa da vida, os valores morais, a tolerância religiosa, a consolidação da sociedade e o desenvolvimento democrático, entre outros. Inclusive não foram poucos os casos nos quais se deu a colaboração em obras benéficas.
Deve-se recordar que um sinal do desenvolvimento da vida religiosa na Rússia foi a realização, no outono do ano passado, em uma das salas de conferência da principal mesquita de Moscou, da conferência dedicada a comemorar o quadragésimo aniversário da declaração do Concílio Vaticano II «Nostra Aetate», sobre a relação da Igreja Católica com as religiões não-cristãs.
O arcebispo Kondrusiewicz assegurou ao mufti Ravil Gainutdin que a Igreja Católica na Rússia, daqui adiante, acompanhará de perto o desenvolvimento do diálogo com os fiéis do Islã.
O prelado considerou muito oportuno o chamado do presidente Vladimir Putin aos líderes religiosos mundiais à responsabilidade e à discrição.
O arcebispo mostrou também seu reconhecimento pela mensagem da Direção do Conselho de Muftis na Rússia ao povo muçulmano nesse país, no qual lhes foi pedido que considerassem com calma e em sua justa medida a situação suscitada e, aos países que professam o Islã, que fizessem todo o possível para não provocar nenhum confronto.
Tanto o mufti Ravil Gainutdin como o arcebispo Tadeus Kondrusiewicz expressaram que, «nos desafios do mundo moderno, todos temos esperança no diálogo e na cooperação sincera, com o fim de construir uma sociedade fundamentada no respeito mútuo entre as pessoas de diferentes crenças e nacionalidades».
«Isso nos deve ajudar a ser testemunhas da unidade de Deus e juntos a defender a igualdade social, os valores morais, a paz e a liberdade, tal como ensina o Concílio Vaticano II», apontou o metropolita.
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WASHINGTON DC, 03 Ago. 06 (ACI) .- O grupo extremista muçulmano Hezbollah está utilizando alguns povos cristãos do sul do Líbano para lançar de ali seus ataques e encobrir suas operações militares com a população civil.
Assim divulgou a organização Christian Solidarity International (CSI). Povos libaneses como Ain Ebel, Rmeish, Alma Alshaab, e outros mais, estão sendo usados pelo grupo fundamentalista islâmico para atacar dalí com mísseis Israel.
“O Hezbollah está repetindo o mesmo padrão que seguiram contra Israel em 1996. Escondem-se entre a população civil e lançam seus ataques protegidos por um escudo humano”, afirma o ex-comandante do exército libanês da zona sul, Coronel Charbel Barkat.
Do mesmo modo, um cristão de Ain Ebel, que permanece não identificado para evitar possíveis represálias do Hezbollah, contou que descobriu um grupo de guerrilheiros do grupo fundamentalista sobre o teto de sua casa enquanto se preparavam para lançar alguns mísseis Katyuska. Ignorando seus pedidos para que não os lançassem, os extremistas o fizeram. O homem teve apenas tempo de reunir a sua família e fugir do lugar que uns quinze minutos depois foi destruído por um ataque aéreo israelense.
Além de utilizar as casas dos cristãos para os ataques, os membros do Hezbollah também evitam que estes fujam. No sábado 28 de julho, por exemplo, o Hezbollah atacou um grupo de cristãos que tentavam fugir de Rmeish com suas famílias, ferindo duas pessoas; conforme indicam certas fontes cristãs do sul do Líbano.
Além disso, apesar dos cristãos pagarem impostos para ter serviços e estradas, não os recebem. Entretanto os grupos xiítas que apóiam o Hezbollah não pagam impostos e recebem toda classe de serviços e se beneficiam com construções residenciais.
O CSI faz um chamado a ONU para estabelecer uma comissão política independente que investigue estes atos do Hezbollah pois violam a Convenção de Genebra para a Proteção de Vítimas de Conflitos Armados. Este protocolo precisa que não se podem utilizar civis como escudos militares.
Por sua vez, o Presidente da União Maronita (católicos) Mundial, Sami O-Khoury, diz que os informes sobre o apoio dos cristãos ao Hezbollah estão equivocados. “A diferença dos informes da imprensa no ocidente, que mostram elevadas taxas de apoio dos cristãos ao Hezbollah, 90 por cento dos cristãos, 80 por cento de sunitas, 40 por cento de xiítas no Líbano se opõem a este grupo extremista”, explicou.