Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo


BRASILIA, 29 Mai. 08 / 07:00 pm (ACI).- A Conferência de Bispos Católicos do Brasil emitiu uma nota hoje em que deploram a aprovação da lei que permite a investigação científica com embriões no país; ao tempo que destacou seu firme compromisso pela defesa da vida da concepção até a morte natural.

O Episcopado brasileiro lamentou assim a decisão do Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF) que respaldou esta lei com a que agora está permitido “usar os embriões gerados a partir da fecundação Vitro e que estão congelados há mais de três anos em clínicas de fertilização”.

Depois de lembrar que “não se trata de um assunto religioso, mas sim de promoção da vida humana”, os prelados destacaram que esta começa “da fecundação” e deve ser protegida em “qualquer das circunstâncias nas que se encontre”.

Logo depois de indicar que o embrião constitui “uma vida humana”, os bispos destacam que isto o assegura “a embriologia e a biologia; e que portanto o embrião humano tem o direito à proteção do Estado”.

“A circunstância de estar in vitro ou no útero materno não diminui nem aumenta este direito. É lamentável que o STF não tenha confirmado este direito cristalino, permitindo que vidas humanas em estado embrionário sejam acabadas”, assinalaram.

“Ao contrário do que se considera na opinião pública, as células tronco embrionárias não são o remédio para curar todos os males. A alternativa mais viável para estas investigações científicas é a utilização de células tronco adultas, tiradas do próprio paciente, que já beneficia a mais de 20 mil pessoas com distintos tipos de tratamentos de doenças degenerativas”, explicaram os prelados.

“Reafirmamos que o simples fato de estar em presença de um ser humano exige o pleno respeito a sua integridade e dignidade: todo comportamento que possa constituir uma ameaça ou uma ofensa para os direitos fundamentais da pessoa humana, primeiro que todos o direito à vida, é considerado gravemente imoral”, prosseguiram.

Finalmente a CNBB reiterou que seguirá “trabalhando a favor da vida, da concepção até a morte natural”.


Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

São Clemente I de Roma

mai 28, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: História da Igreja, Santos da Igreja

Por Papa Bento XVI
Tradução: Vaticano
Fonte: Vaticano

Queridos irmãos e irmãs!

Meditámos nos meses passados sobre as figuras de cada um dos Apóstolos e sobre as primeiras testemunhas da fé cristã, que os textos neotestamentários mencionam. Agora dedicamos a nossa atenção aos Padres apostólicos, isto é, à primeira e à segunda geração na Igreja depois dos Apóstolos. E assim podemos ver o início do caminho da Igreja na história.

São Clemente, Bispo de Roma nos últimos anos do primeiro século, é o terceiro sucessor de Pedro, depois de Lino e Anacleto. Em relação à sua vida, o testemunho mais importante é o de Santo Ireneu, Bispo de Lião, até 202. Ele afirma que Clemente “tinha visto os Apóstolos”, “tinha-se encontrado com eles”, e “ainda tinha nos ouvidos a sua pregação e diante dos olhos a sua tradição” (Adv. haer. 3, 3, 3). Testemunhos tardios, entre o quarto e o sexto século, atribuem a Clemente o título de mártir.

A autoridade e o prestígio deste Bispo de Roma eram tais, que lhe foram atribuídos diversos textos, mas a sua única obra certa é a Carta aos Coríntios. Eusébio de Cesareia, o grande “arquivista” das origens cristãs, apresenta-a nestes termos: “É transmitida uma carta de Clemente reconhecida autêntica, grande e admirável. Foi escrita por ele, por parte da Igreja de Roma, à Igreja de Corinto… Sabemos que desde há muito tempo, e ainda nos nossos dias, ela é lida publicamente durante a reunião dos fiéis” (Hist. Eccl. 3, 16). A esta carta era atribuído um carácter quase canónico. No início deste texto escrito em grego Clemente lamenta que “as improvisas adversidades, que aconteceram uma após outra” (1, 1), lhe tenham impedido uma intervenção imediata. Estas “adversidades” devem identificar-se com a perseguição de Domiziano: por isso a data de composição da carta deve remontar a um tempo imediatamente sucessivo à morte do imperador e ao final da perseguição, isto é, logo depois do ano 96.

A intervenção de Clemente ainda estamos no século I era solicitada pelos graves problemas em que se encontrava a Igreja de Corinto: de facto, os presbíteros da comunidade tinham sido depostos por alguns jovens contestadores. A lamentável vicissitude é recordada, mais uma vez, por santo Ireneu, que escreve: “Sob Clemente, tendo surgido um contraste não pequeno entre os irmãos de Corinto, a Igreja de Roma enviou aos Coríntios uma carta importantíssima para os reconciliar na paz, renovar a sua fé e anunciar a tradição, que há pouco tempo tinha recebido dos Apóstolos” (Adv. haer. 3, 3, 3). Portanto, poderíamos dizer que esta carta constitui o primeiro exercício do Primado romano depois da morte de São Pedro. A carta de Clemente retoma temas queridos a São Paulo, que escrevera duas grandes cartas aos Coríntios, em particular a dialéctica teológica, perenemente actual, entre indicativo da salvação e imperativo do compromisso moral.

Antes de tudo há o feliz anúncio da graça que salva. O Senhor previne-nos e dá-nos o perdão, o seu amor, a graça de sermos cristãos, seus irmãos e irmãs. É um anúncio que enche de alegria a nossa vida e dá segurança ao nosso agir: o Senhor previne-nos sempre com a sua bondade e a bondade do Senhor é sempre maior do que todos os nossos pecados. Mas é necessário que nos comprometamos de modo coerente com o dom recebido e correspondamos ao anúncio da salvação com um caminho generoso e corajoso de conversão. Em relação ao modelo paulino, a novidade é que Clemente faz seguir à parte doutrinal e à parte prática, que eram contempladas em todas as cartas paulinas, uma “grande oração” que praticamente conclui a carta.

A ocasião imediata da carta oferece ao Bispo de Roma a possibilidade para uma ampla intervenção sobre a identidade da Igreja e sobre a sua missão. Se em Corinto se verificaram abusos, observa Clemente, o motivo deve ser procurado no enfraquecimento da caridade e de outras virtudes cristãs indispensáveis. Por isso ele convoca os fiéis à humildade e ao amor fraterno, duas virtudes verdadeiramente constitutivas do ser na Igreja: “Somos uma porção santa”, admoesta, “realizemos portanto tudo o que a santidade exige” (30, 1). Em particular, o Bispo de Roma recorda que o próprio Senhor “estabeleceu onde e de quem quer que os serviços litúrgicos sejam realizados, para que tudo, feito santamente e com o seu consentimento, seja aprovado pela sua vontade… De facto, foram confiadas ao sumo sacerdote as funções litúrgicas que lhe são próprias, aos sacerdotes foi pré-ordenado o lugar que lhes é próprio, aos levitas competem serviços próprios. O leigo está vinculado aos ordenamentos leigos” (40, 1-5: observe-se que, nesta carta do final do século I, pela primeira vez na literatura cristã, aparece a palavra grega “laikós”, que significa “membro do laos”, isto é, “do povo de Deus”).

Deste modo, referindo-se à liturgia do antigo Israel, Clemente revela o seu ideal de Igreja. Ela é reunida pelo “único Espírito de graça derramado sobre nós”, que sopra nos diversos membros do Corpo de Cristo, no qual todos, unidos sem separação alguma, são “membros uns dos outros” (46, 6-7). A clara distinção entre o “leigo” e a hierarquia não significa absolutamente uma contraposição, mas apenas esta ligação orgânica de um corpo, de um organismo, com as diversas funções. De facto, a Igreja não é lugar de confusão e de anarquia, onde cada qual pode fazer como lhe apetece em qualquer momento: cada um neste organismo, com uma estrutura articulada, exerce o seu ministério segundo a vocação recebida. Em relação aos chefes das comunidades, Clemente explicita claramente a doutrina da sucessão apostólica. As normas que a regulam derivam definitivamente do próprio Deus. O Pai enviou Jesus Cristo, o qual por sua vez enviou os Apóstolos. Depois, eles enviaram os primeiros chefes das comunidades, e estabeleceram que lhe sucedessem outros homens dignos. Portanto, tudo se realiza “ordenadamente pela vontade de Deus” (42). Com estas palavras, com estas frases, São Clemente ressalta que a Igreja tem uma estrutura sacramental e não uma estrutura política. O agir de Deus que vem ao nosso encontro na liturgia precede as nossas decisões e as nossas ideias. A Igreja é sobretudo dom de Deus e não nossa criatura, e por isso esta estrutura sacramental não garante apenas o comum ordenamento, mas também esta precedência do dom de Deus, do qual todos necessitamos.

Finalmente, a “grande oração” confere um alcance cósmico às argumentações precedentes. Clemento louva e agradece a Deus pela sua maravilhosa providência de amor, que criou o mundo e continua a salvá-lo e a santificá-lo. Assume um realce particular a invocação pelos governantes. Depois dos textos do Novo Testamento, ela representa a mais antiga oração pelas instituições políticas. Assim, após as perseguições os cristãos, sabendo bem que elas iriam continuar, rezam incessantemente por aquelas mesmas autoridades que os tinham condenado injustamente. O motivo é antes de tudo de ordem cristológica: é preciso rezar pelos perseguidores, como fez Jesus na cruz.

Mas esta oração contém também um ensinamento que guia, ao longo dos séculos, a atitude dos cristãos em relação à política e ao Estado. Rezando pelas autoridades, Clemente reconhece a legitimidade das instituições políticas na ordem estabelecida por Deus; ao mesmo tempo, ele manifesta a preocupação por que as autoridades sejam dóceis a Deus e “exerçam o poder que Deus lhes concedeu na paz e na mansidão com piedade” (61, 2). César não é tudo. Sobressai outra soberania, cuja origem e essência não são deste mundo, mas “lá de cima”: é a da verdade, que se orgulha também em relação ao Estado pelo direito de ser ouvida.

Assim a carta de Clemente trata numerosos temas de actualidade perene. Ela é muito significativa porque representa, desde o primeiro século, a solicitude da Igreja de Roma, que preside na caridade a todas as outras Igrejas. Com o mesmo Espírito façamos nossas as invocações da “grande oração”, onde o Bispo de Roma se faz voz do mundo inteiro: “Sim, Senhor, faz resplandecer sobre nós a tua face no bem da paz; proteje-nos com a tua mão poderosa… Nós te damos graças, através do sumo Sacerdote e guia das nossas almas, Jesus Cristo, por meio do qual te glorificamos e louvamos, agora, e de geração em geração, e por todos os séculos. Amém” (60-61).


Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Pregador do Papa: Cristo também redimiu o sofrimento e a morte

jan 27, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Espiritualidade

Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a liturgia do próximo domingo

ROMA, sexta-feira, 25 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM cap., pregador da Casa Pontifícia, sobre a Liturgia da Palavra do próximo domingo, III do Tempo Comum.

* * *

III Domingo do Tempo Comum

Isaías 8, 23b-9,3; I Coríntios 1, 10-13.17; Mateus 4, 12-23

Curava toda enfermidade e toda doença no povo

A passagem do Evangelho do 3º domingo do Tempo Comum termina com as palavras: «Jesus percorria toda a Galiléia, ensinando em suas sinagogas, proclamando a Boa Nova do Reino e curando toda enfermidade e toda doença no povo». Cerca de um terço do Evangelho se ocupa das curas feitas por Jesus durante o breve tempo de sua vida pública. É impossível eliminar estes milagres ou dar-lhes uma explicação natural sem fragmentar todo o Evangelho e torná-lo incompreensível.

Os milagres no Evangelho têm características inconfundíveis. Jamais aparecem para surpreender ou para exaltar quem os realiza. Hoje alguns se deslumbram ao ouvir certos personagens que dizem possuir poderes de levitação, de fazer aparecer ou desaparecer objetos e coisas do estilo. Para quem serve este tipo de milagre, supondo que seja assim? A ninguém, ou só a si mesmo, para ganhar adeptos e dinheiro.

Jesus realiza milagres por compaixão, porque ama os outros: faz milagres também para ajudá-los a crer. Realizar curas para anunciar que Deus é o Deus da vida e que no final, junto à morte, também a doença será vencida e «já não haverá luto nem pranto».

Jesus não é o único que cura, mas ordena a seus apóstolos que façam o mesmo: «Eu os envio a anunciar o Reino de Deus e a curar os enfermos» (Lc 9, 2); «Pregai que o reino dos céus está próximo. Curai os doentes» (Mt 10, 7 s). Encontramos sempre as duas coisas ao mesmo tempo: pregai o Evangelho e curai os enfermos. O homem tem dois meios para tentar superar suas enfermidades: a natureza e a graça. Natureza indica a inteligência, a ciência, a medicina, a tecnologia; graça indica o recurso direto a Deus, através da fé, da oração e dos sacramentos. Estes últimos são os meios que a Igreja tem à disposição para «curar os doentes».

O mal começa quando se busca uma terceira via: a da magia, a que se apóia em pretensos poderes ocultos da pessoa que não se baseiam nem na ciência nem na fé. Neste caso, ou estamos diante de charlatões – ou pior – diante da ação do inimigo de Deus. Não é difícil distinguir quando se trata de um verdadeiro carisma de cura e ou de sua falsificação na magia. No primeiro caso, a pessoa jamais atribui a poderes próprios os resultados obtidos, mas a Deus; no segundo, as pessoas não fazem mais que exibir seus pretendidos «poderes extraordinários». Quando por isso se lêem anúncios do tipo: mago tal de não sei quem «chega onde outros fracassam», «resolve problemas de todo tipo», «poderes extraordinários reconhecidos», «expulsa demônios, afasta o mal olhado», não podemos duvidar nem um instante: são grandes enganos. Jesus dizia que os demônios são expulsos «com jejum e oração», não esvaziando o bolso das pessoas!

Mas devemos fazer-nos outra pergunta: e quem não se cura? O que pensar? Que não tem fé, que Deus não a ama? Se a persistência de uma doença fosse sinal de que uma pessoa carece de fé ou do amor de Deus por ela, teríamos de concluir que os santos eram os mais pobres de fé e os menos amados de Deus, porque há alguns que passaram toda a vida prostrados. Não; a resposta é outra. O poder de Deus não se manifesta só de uma maneira – eliminando o mal, curando fisicamente –, mas também dando a capacidade, e às vezes até a alegria de carregar a própria cruz com Cristo e de completar o que falta aos seus padecimentos. Cristo redimiu também o sofrimento e a morte; já não é sinal do pecado, participação na culpa de Adão, mas instrumento de redenção.

[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri]


Tags: , , , , ,

NÃO! Ao Aborto

mai 23, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Este é o fato: “O aborto é a morte de uma criança no ventre de sua mãe, produzida durante qualquer momento da etapa que vai desde a fecundação (união do óvulo com o espermatozóide) até o momento prévio ao nascimento”.

Até poucas décadas, a medicina afirmava não sentirem dor os bebês… Quantos sofrimentos não foram causados à esses pequeninos, submetidos a cirurgias sem o uso de anestesia, até que a ciência comprovasse o contrário?

À medida que evoluímos tecnologicamente, nos é possibilitado confirmar ou desmentir nossas próprias afirmativas. Caso recente do ultrassom que consegue hoje mostrar o desespero do feto no momento do aborto. A luta natural pela sobrevivência, antes mesmo do nascimento. Como poder negar já ser um indivíduo o feto?

Sempre tivemos o péssimo hábito de tomar hipóteses como certezas, para explicações improváveis. Num passado não distante, verdadeiros sábios foram decaptados ou jogados à fogueira por afirmarem (contrariando algumas certezas), que “a Terra era redonda” ou que “a Terra não seria o centro do universo”. A lista é enorme. Não há provas que neguem o “fato” anunciado no início deste texto e logo, não devemos permitir excessões (aborto) à regra (vida) por princípio.

Defensores do aborto procuraram encobrir sua natureza criminal mediante a terminologia confusa ou evasiva, ocultando o assassinato com jargão “interrupção voluntária da gravidez” ou sob conceitos como “direito de decidir” ou “direito à saúde reprodutiva”. Nenhum destes artifícios da linguagem, entretanto, podem ocultar o fato de que o aborto é um infanticídio.


Tags: , , , , , , , ,

Paixão, morte e ressurreição de Jesus são realidade atual, assegura Papa

abr 6, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Espiritualidade

Oferece na audiência geral uma meditação sobre o tríduo sacro

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 4 de abril de 2007 (ZENIT.org).- Entre a Quinta-Feira Santa e o Domingo de Páscoa não só se recorda, mas se revive a paixão, morte e ressurreição de Jesus, assegura Bento XVI.

O Papa dedicou a audiência geral dessa Quarta-Feira Santa, celebrada na Praça de São Pedro com a presença de mais de 20.000 peregrinos, a meditar sobre o Tríduo Sacro, momento culminante do calendário cristão, que neste ano coincide nas mesmas datas para ortodoxos e católicos.

«O mistério pascal, que o Tríduo Santo nos permitirá reviver, não é só uma recordação de uma realidade passada, é uma realidade atual», afirmou ao concluir sua reflexão.

Nela, fez os peregrinos, entre os quais havia numerosos jovens, reviverem os momentos mais dramáticos das últimas horas de Jesus.

Com palavras gráficas, apresentou o momento no qual Judas abandonou Jesus e seus discípulos no Cenáculo, durante a Última Ceia, na Quinta-Feira Santa.

A obscuridade penetrou no coração do traidor, recordou, «é uma noite interior, o desânimo se apodera do espírito dos demais discípulos — também eles penetram na noite –, enquanto as trevas do abandono e do ódio se adensam ao redor do Filho do Homem, que se prepara para consumar seu sacrifício na cruz».

«Comemoraremos o confronto supremo entre a Luz e as Trevas, entre a Vida e a Morte», explicou.

«Também nós temos de situar-nos neste contexto, conscientes de nossa ‘noite’, de nossas culpas e responsabilidades, se queremos reviver com proveito espiritual o Mistério pascal, se queremos chegar à luz do coração, mediante este Mistério, que constitui o fulcro central de nossa fé», reconheceu.

«Também hoje Cristo vence com seu amor o pecado e a morte — afirmou. O Mal, em todas suas formas, não tem a última palavra.»

«O triunfo é de Cristo, da verdade e do amor!», insistiu.

«Nesta certeza se baseia e se edifica nossa existência cristã», declarou, convidando os fiéis a viverem com fervor «o Tríduo Pascal, para experimentar a alegria da Páscoa junto a todos vossos entes queridos».

«Experimentaremos, assim, que a Igreja está sempre viva, sempre se rejuvenesce, sempre é bela e santa, porque seu fundamento é Cristo que, após ter ressuscitado, já não morre mais», indicou.


Tags: , , , , , , ,

Bento XVI: não é possível ver Deus com os olhos, mas vemos como atua

abr 6, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Espiritualidade

Seguindo a narração do escritor russo Leon Tolstoy

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 5 de abril de 2007 (ZENIT.org).- Ainda que não seja possível ver Deus com os olhos, sim podemos ver como Ele atua, explicou Bento XVI na Missa Crismal da Quinta-Feira Santa.

Em uma Basílica de São Pedro cheia de fiéis, concelebrando com os cardeais, os bispos e os sacerdotes — diocesanos e religiosos — presentes em Roma, o Papa ilustrou a ação de Deus com uma narração do escritor russo Leon Tolstoy (1828-1910).

Trata-se de uma breve história sobre um severo rei que pediu a seus sacerdotes e sábios que lhe mostrassem como podia ver Deus.

«Os sábios não foram capazes de responder a seu desejo. Então, um pastor, que voltava do campo, ofereceu-se para assumir a tarefa dos sacerdotes e dos sábios», recordou o Papa.

«O rei aprendeu dele que seus olhos não eram capazes de ver Deus», acrescentou citando a Tolstoy. «Então, quis ao menos saber o que é que Deus fazia.»

«Para responder à tua pergunta — disse o pastor ao soberano — temos de trocar as vestes.»

«Duvidando, mas movido pela curiosidade que sentia por receber a informação que esperava, o rei aceitou; entregou suas régias vestes ao pastor e se vestiu com a roupa de um homem pobre.»

«Então lhe deu a resposta: ‘Isso é o que Deus faz’. De fato, o Filho de Deus, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, deixou seu esplendor divino: ‘despojou-se de si mesmo tomando condição de servo tornando-se semelhante aos homens e assumindo o aspecto humano; e se humilhou a si mesmo, obedecendo até a morte, e morte de cruz’», explicou o sucessor de Pedro, citando a carta de São Paulo aos Filipenses (2, 6ss).

Deus, disse, fez um «intercâmbio sagrado: assumiu o que era nosso para que pudéssemos receber o que era seu, chegar a ser semelhantes a Deus».

«Isso é o que se realiza no Batismo: nós nos revestimos de Cristo, Ele nos dá suas vestes.»

«Significa que entramos em uma comunhão existencial com Ele, que seu ser e nosso ser confluem, compenetram-se mutuamente. ‘Já não sou eu que vivo, mas a Cristo que vive em mim’», dizia o próprio Paulo na Carta aos Gálatas (2, 20).

Pouco antes de entrar no tríduo santo, o Santo Padre explicou que «Cristo se vestiu com nossa roupa: a dor e a alegria de ser homem, a fome, a sede, o cansaço, as esperanças e as desilusões, o medo da morte, todas nossas angústias, até a morte».

No curso da celebração eucarística, todos os sacerdotes renovaram as promessas que pronunciaram no dia de sua ordenação. Depois, o Papa abençoou os óleos dos catecúmenos e dos enfermos, assim como o santo crisma.


Tags: , , , , , ,

Conferência de Aparecida tentará responder a questões que ferem a América Latina

jan 22, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

A injustiça, falta de solidariedade social, pobreza, os “sinais de morte”, adverte bispo

BRASÍLIA, segunda-feira, 22 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Os bispos reunidos na Conferência de Aparecida tentarão entender e também responder a «questões intrigantes» que assolam a América Latina há muito tempo, afirma o secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Segundo Dom Odilo Scherer escreve em mensagem esta segunda-feira, o subdesenvolvimento e os problemas estruturais verificados no continente constarão nos debates e reflexões que se darão de 13 a 31 de maio em Aparecida (Brasil).

«Por que, apesar do trabalho e do sangue de muitos missionários e da acolhida simpática dos povos latino-americanos à fé católica, não vingaram melhor na vida e na organização desses povos alguns valores essenciais do Evangelho de Cristo, como a justiça, a solidariedade social, o respeito profundo por toda pessoa e sua efetiva valorização no convívio social?», questiona o bispo.

«Por que certos pecados contra a humanidade e contra Deus, como escravidões, violências, discriminações e exclusões sociais, as estruturas econômicas e políticas que criam ou perenizam situações de dependência, concentração de poder e riqueza, a miséria, a fome e a destruição da natureza continuam a marcar com a morte a vida de nossos povos?», enfatiza.

Qual será a via de solução que a Conferência de Aparecida irá apontar? O próprio Papa Bento XVI, acolhendo propostas do Episcopado latino-americano, escolheu o tema da V Conferência Geral: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que, nele, nossos povos tenham vida. Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, explica Dom Odilo.

«Claramente, a primeira parte do tema refere-se à identidade dos cristãos, ponto de referência irrenunciável que precisa ser sempre retomado e aprofundado. Os cristãos são discípulos de Jesus Cristo. A Igreja é discípula de Jesus Cristo», afirma.

Segundo o secretário-geral da CNBB, «a Conferência de Aparecida deverá recordar aos cristãos e à Igreja que sua referência religiosa objetiva e irrenunciável é Jesus Cristo; e seu Evangelho é a proposta para suas vidas e suas relações com o mundo».

Dom Odilo Scherer explica ainda que um segundo aspecto contemplado no tema da Conferência de Aparecida é a atuação dessa identidade cristã no mundo, através do exercício da missão.

«O Evangelho de Cristo, dom precioso para as pessoas e os povos, não deve ser desvirtuado nem escondido, mas partilhado generosamente com os outros», diz.

Para o bispo, «só uma vigorosa renovação da atitude missionária poderá trazer vida nova para a Igreja e para cada católico. E terá, como efeito, vida nova para a sociedade e os nossos povos».

A terceira parte do tema refere-se ao objetivo da vida e da missão da Igreja e dos católicos: para que, em Jesus Cristo, nossos povos tenham vida, refere Dom Odilo.

A Igreja «deve ajudar nossos povos a conhecerem e valorizarem sua dignidade, a superar os “sinais de morte” que ainda os afligem», afirma.

«Deve ajudar a sociedade a organizar sua vida na base do respeito, da justiça e da solidariedade, superando velhos vícios, prepotências e egoísmos. Jesus Cristo, de fato, veio ao mundo para ser o caminho, a verdade e a vida para a humanidade. E enviou seus discípulos e missionários para o meio dos povos latino-americanos para que também eles, por meio dele, tenham vida em abundância», diz Dom Odilo.


Tags: , , , , , , , , ,