Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo
WASHINGTON, domingo, 2 de julho de 2006 (ZENIT.org-El Observador).- Pela primeira vez na história, leva-se a cabo até a segunda-feira 3 de julho uma Convenção Nacional dos Católicos da Ásia-Pacífico nos Estados Unidos.
Sob o título de «Harmonia na Fé», a reunião será celebrada na cidade de Alexandria, Estado de Virginia, e reúne pastores, religiosos e líderes leigos, assim como trabalhadores sociais, diretores diocesanos e educadores dos Estados Unidos descendentes ou com vínculos com os países da Ásia e do Pacífico.
O encontro multicultural e multiétnico inclui celebrações litúrgicas com elementos próprios das culturas asiáticas e do Pacífico, assim como uma intensa discussão sobre a relação entre os Estados Unidos e Ásia-Pacífico, em particular, sobre a reforma migratória e o tráfico de seres humanos.
A convocatória correu a cargo da Organização Nacional de Católicos da Ásia-Pacífico, em vinculação com a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, através do Escritório de Serviço aos Migrantes e Refugiados, que é parte da Pastoral para a Cidade dos Migrantes e Refugiados dos bispos americanos.
O bispo auxiliar de Orange, Dom Dominic M. Luong, o primeiro bispo vietnamita-americano, disse que se trata de uma «reunião histórica que oferece a oportunidade de enriquecimento à Igreja e aos católicos de afirmar e estreitar laços e celebrar os dons da comunidade da Ásia-Pacífico, assim como de construir as direções futuras do ministério com os católicos da região», residentes nos Estados Unidos.
Durante o encontro se celebram liturgias em indonésio, japonês, tongano, coreano, chinês, paquistanês, hindu, vietnamita e cambojano.
SINGAPURA, quinta-feira, 22 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Anistia Internacional, a organização comprometida com os direitos humanos, irá se desacreditar se promover o aborto mundialmente, afirmou o cardeal Renato R. Martino, presidente dos Conselhos Pontifícios Justiça e Paz e para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.
Anistia Internacional, fundada pelo advogado católico Peter Benenson em 1961, com sede central em Londres, empreendeu uma consulta entre seus dois milhões de membros distribuídos pelo mundo para perguntar se deve abandonar sua posição de neutralidade ante o aborto e passar a lutar por sua introdução legal no mundo.
«Estimo a Anistia Internacional, mas dessa forma ela iria se contradizer. Espero que não o faça, pois se desacreditará como defensora dos direitos humanos», afirmou o cardeal Martino em uma entrevista concedida à agência Reuters desde Singapura.
Segundo testemunhas presenciais da entrevista declararam à agência Zenit, o cardeal Martino afirmou que o embrião humano deve ser tratado como uma pessoa, com sua dignidade humana, com os direitos de qualquer ser humano, segundo declara a Carta das Nações Unidas em 1948 e em 1992.
Se Anistia Internacional der este passo, acrescentou o purpurado, surgirá a pergunta: «De quem defendem os direitos humanos? De todos? Não. Não do não-nascido, que será assassinado».
O cardeal encontra-se realizando uma visita de três dias a Singapura para celebrar os 25 anos das relações diplomáticas desta República com a Santa Sé.
Ante o fenômeno das migrações «desde e para os países de maioria islâmica»
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Diante do crescente fenômeno das migrações «desde e para os países de maioria islâmica», Bento XVI insistiu esta segunda-feira na importância do princípio da reciprocidade.
A reciprocidade, declarou, consiste em «uma relação fundada no respeito recíproco e, antes de tudo, de uma atitude do coração e do espírito».
Segundo este princípio, os cristãos que estão chamados a acolher «com os braços abertos» imigrantes da religião islâmica esperam que também «os cristãos que migram para países de maioria islâmica encontrem acolhida e respeito de sua identidade religiosa».
O pontífice enfrentou este debate de candente atualidade no discurso que dirigiu aos participantes na sessão plenária do Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes, que, sob a presidência do cardeal Renato Raffaele Martino, discute até esta terça-feira o tema da «Migração e mobilidade desde e para os países de maioria islâmica».
Segundo reconheceu o bispo de Roma, «a mobilidade que afeta os países muçulmanos merece uma reflexão específica, não só pela importância quantitativa do fenômeno, mas sobretudo porque a islâmica é uma identidade característica, tanto desde o ponto de vista religioso como cultural».
Neste contexto, sublinhou, «a Igreja Católica percebe com crescente consciência que o diálogo inter-religioso faz parte de seu compromisso ao serviço da humanidade no mundo contemporâneo».
«Vivemos em tempos nos quais os cristãos estão chamados a cultivar um estilo de diálogo aberto sobre o problema religioso, sem renunciar a apresentar aos interlocutores a proposta cristã, coerentemente com nossa própria identidade».
Ao explicar em que consiste o princípio da reciprocidade, o pontífice citou a instrução «Erga migrantes caritas Christi», firmada pelo Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes em maio de 2004.
O documento define a reciprocidade «não como uma atitude meramente reivindicativa, mas como uma relação fundada no respeito mútuo e na justiça, nos tratamentos jurídico-religiosos».
«A reciprocidade é também uma atitude do coração e do espírito que nos faz capazes de viver, todos juntos, em todas partes, com iguais direitos e deveres», declara esse texto no número 64.
Neste contexto, o Papa recordou por uma parte aos cristãos o mandamento do amor que Cristo lhes deixou, segundo o qual «cada um dos crentes está chamado a abrir seus braços e seu coração a toda pessoa, qualquer que seja seu país de proveniência, deixando que as autoridades responsáveis pela vida pública estabeleçam a esse respeito as leis que considerem oportunas para uma sã convivência».
«Os cristãos devem abrir seu coração em particular aos pequenos e aos pobres, nos que Cristo mesmo está presente de modo singular», insistiu.
Agora, em virtude da reciprocidade, «é de esperar que também os cristãos que migram para os países de maioria islâmica encontrem acolhida e respeito de sua identidade religiosa».