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MEXICO D.F., 03 Fev. 07 (ACI) .- O Bispo de Veracruz, Dom. Luis Felipe Gallardo Martín del Campo, exortou aos deputados locais para não aprovarem uma Lei de Convivência para o estado de Veracruz, porque no fundo fazer isso é legalizar as uniões homossexuais e as equiparar ao matrimônio.
Recentemente o grupo Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros anunciou a elaboração de uma iniciativa de Lei de Convivência que se apóia nas aprovadas no Distrito Federal e na Coahuila, para que seja apresentada e aprovada pelo Parlamento local, o que contaria com o apoio do deputado Miguel Rodríguez Cruz (PRI).
Em declarações à imprensa, Dom Galhardo recordou que a Igreja defende a condição e natureza humana e o valor da família fundamentada no matrimônio entre um homem e uma mulher.
“O grande problema é querer igualar com a condição familiar de matrimônio tudo isto que pudesse ser simplesmente convênios, contratos de reciprocidade e apoio mútuo sem a necessidade de chamá-lo família, matrimônio, bodas e, por conseguinte querer dar os mesmos direitos que tem o matrimônio heterossexual”, explicou.
Nesse sentido, assinalou que “todo mundo pode associar-se para fins honestos, é um direito constitucional. O reprovável do ponto de vista, não só católico, mas também antropológico, básico e fundamental, é estar acima da natureza humana que todos compartilhamos”.
Deixaram tudo para seguir a Cristo
CIDADE DO VATICANO, domingo, 15 de outubro de 2006 (ZENIT.org).- Os santos deixam tudo para seguir Jesus, explicou este domingo Bento XVI, ao proclamar a santidade de um bispo, um sacerdote e de duas religiosas.
«Seus nomes serão recordados para sempre», disse, ao apresentá-los à veneração da Igreja universal na celebração que presidiu na praça de São Pedro, no Vaticano.
Entre os novos santos se encontra São Rafael Guízar Valencia, bispo mexicano de Veracruz (1878-1938), que é agora o primeiro bispo santo nascido na América Latina.
São Filippo Smaldone (1848-1923), por sua parte, era um sacerdote de Nápoles, que se caracterizava por ser o apóstolo dos surdo-mudos. Fundou a congregação das Religiosas Salesianas dos Sagrados Corações.
Rosa Venerini (1656-1728), originário de Viterbo (Itália), também é santa a partir deste domingo. Criou a primeira escola pública feminina na Itália e fundou a congregação dedicada à educação das Mestras Pías Venerini.
Por último, foi canonizada Theodore Guérin (Anne-Thérèse), religiosa francesa (1798-1856), que fundou nos Estados Unidos, país no qual faleceu, a congregação das Religiosas da Providência de Saint Mary of the Woods.
Estes quatro santos deixaram uma lição, constatou o Papa na homilia: «se o homem põe sua confiança nas riquezas deste mundo não alcança pleno sentido da vida nem a autêntica alegria».
«Pelo contrário –sublinhou–, se, confiando na palavra de Deus, renuncia a si mesmo e a seus bens pelo Reino dos Céus, aparentemente perde muito, mas na realidade ganha tudo».
«O santo é precisamente esse homem, essa mulher que, respondendo com alegria e generosidade ao chamado de Cristo, deixa tudo para segui-lo», recordou.
«As riquezas terrenas ocupam e preocupam a mente e o coração –declarou–. Jesus não diz que são más, mas que nos afastam de Deus se não se “investem”, por assim dizer, no Reino dos Céus, se não se gastam para ajudar a quem está na pobreza».
SAN BLAS, quarta-feira, 16 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- Três pescadores mexicanos que saíram no dia 28 de outubro de 2005 para capturar tubarões nas costas de Nayarit (ocidente do país) foram encontrados na terça-feira passada, 14 de agosto, a 8 mil quilômetros de seu ponto de partida, nas imediações das Ilhas Marshall, no extremo austral do Oceano Pacífico.
As primeiras notícias surpreenderam todo o México e em especial os familiares de Lucio Rendón Becerra, Jesus Edmundo Vidaña e Salvador Ordóñez, a quem davam por mortos. Inclusive se havia celebrado já a novena dos falecidos, muito usada pela religiosidade popular mexicana.
Foram resgatados com vida por um barco pesqueiro de atum de bandeira taiwanesa, cujo capitão disse que estavam muito magros, famintos, mas em condições físicas razoáveis, razão pela qual o pesqueiro continuará seus trabalhos e até dentro de duas semanas eles chegarão às Ilhas Marshall, que estão sob a administração dos Estados Unidos.
Praticamente todos os jornais e rádios do México comentaram o incidente, qualificando-o como um «milagre» de sobrevivência. Os pescadores atribuíram o «milagre» a que, nos nove meses que ficaram à mercê das águas, leram «em todo momento da travessia» a Bíblia que levavam na pequena embarcação.
«A primeira coisa que farei ao chegar no México — disse Jesus Edmundo Vidaña ao jornal Reforma — é visitar o templo de meu povoado (Las Arenitas, no estado de Sinaloa) para agradecer a Deus por ter me devolvido a vida, porque voltei a nascer.»
O chanceler mexicano Luis Ernesto Derbez declarou em 15 de agosto que o governo mexicano vai fazer todo o possível para que — em duas semanas — os três pescadores voltem para casa, arcando com todos os gastos necessários.
Em outra entrevista concedida a uma emissora de rádio mexicana, o pescador Vidaña disse que a sobrevivência tinha sido graças à ajuda de Deus Todo-Poderoso, que lhes deu forças para não perder a esperança.
Nesses nove meses, enfrentaram períodos de até quinze dias sem comer. Alimentaram-se de peixes voadores, alguns peixes que podiam capturar com anzóis e de aves. Beberam a água da chuva.
«Temos muitos planos, queremos continuar pescando e esperamos com a ajuda de Deus que possamos tornar isso realidade», concluiu dizendo Jesus Edmundo Vidaña.