MEXICO D.F., 17 Dez. 09 / 10:15 am (ACI).- O Fundo de Aborto para a Justiça Social “Mulheres, Aborto, Reprodução e Acompanhamento”, anunciou o lançamento da “Rede Maria” que usa capital americano para financiar os abortos de mulheres mexicanas pobres nesta capital.
A finalidade da rede é burlar as proibições aprovadas em diversos estados mexicanos com respeito ao aborto e transladar às grávidas de escassos recursos até a capital para que sejam submetidas a abortos legais.
O polêmico Fundo forma parte da Rede Nacional de Recursos de Aborto dos Estados Unidos (NNAF, por suas siglas em inglês).
Eugenia López Uribe, coordenadora do Fundo, declarou à imprensa que a “Rede Maria” opera há seis meses e conta com doadores e voluntários.
As mulheres que são submetidas a aborto chegam principalmente desde Aguascalientes, Baja California, Colima, Coahuila, Edomex, Jalisco, Oaxaca, Puebla, Querétaro e Guanajuato..
A organização também contribui com assistência técnica a organizações anti-vida como Population Council, Gire, Ipas e as auto-proclamadas Católicas pelo Direito a Decidir.
Para saber mais sobre as “católicas” pelo direito a decidir e sua agenda anti-vida, assista nosso vídeo em: http://www.youtube.com/user/acidigital#p/u/27/aDqpuDQ6yKc
VATICANO, 09 Dez. 09 / 01:29 pm (ACI).- Em sua habitual catequese da Audiência Geral desta quarta-feira celebrada na Sala Paulo VI, o Papa Bento XVI falou de outro monge do século XI, Ruperto de Deutz, que ensinou em seu tempo algumas coisas válidas para a atualidade: o mal tem sua origem no mal uso a liberdade humana, com o qual defendeu assim a absoluta bondade de Deus.
O Santo Padre explicou que desde jovem, Ruperto manifestou seu amor pela vida monástica e sua adesão total à Sede do Pedro. Foi nomeado abade de Deutz em 1120 e morreu em 1129. “Ensina-nos que quando surgem controvérsias na Igreja, a referência ao ministério petrino garante fidelidade à sã doutrina e outorga serenidade e liberdade interior”, disse o Papa.
Recordando as numerosas obras de Ruperto, “que ainda hoje suscitam um enorme interesse”, Bento XVI sublinhou que “interveio com determinação” em algumas discussões teológicas, como por exemplo na “defesa da presença real de Cristo na Eucaristia“.
Neste contexto, o Papa alertou sobre o perigo “de reduzir o realismo eucarístico, considerando-o apenas um rito de comunhão, de socialização, que leva a que esqueçamos muito facilmente que Cristo ressuscitado, com seu corpo ressuscitado, está presente realmente, e se entrega em nossas mãos para nos incorporarmos a seu corpo imortal e nos guiar à vida nova é um mistério que se deve adorar e amar sempre de novo!”, exclamou.
O Santo Padre se referiu logo a outra controvérsia em que interveio o abade do Deutz: “o problema da conciliação da bondade e da onipotência de Deus com a existência do mal. O abade parte da bondade de Deus, da verdade de que Deus é extremamente bom e não pode a mais que querer o bem. Individua a origem do mal no ser humano e no uso errôneo da liberdade”.
Ruperto, disse o Papa, “sustenta que a Encarnação, evento central de toda a história, estava prevista desde toda a eternidade, independentemente do pecado do homem, para que toda a criação pudesse elogiar a Deus Padre e amá-lo como uma única família congregada ao redor de Cristo”.
Bento XVI assinalou que Ruperto “é o primeiro escritor que identificou a esposa do Cântico dos Cânticos com Maria Santíssima. Assim, com seu comentário a este livro da Escritura se revela uma espécie de ‘summa’ mariológica, em que se apresentam os privilégios e as virtudes excelentes de Maria. Uniu sua doutrina mariológica à doutrina eclesiológica; viu em Maria Santíssima a parte mais Santa da Igreja inteira”, e isto teve seu eco no Concílio Vaticano II, com a proclamação solene de Maria como Mãe da Igreja.
Ruperto de Deutz, concluiu o Pontífice, “como todos os representantes da teologia monástica, soube conjugar o estudo racional dos mistérios da fé com a oração e a contemplação, considerada como a cúpula de todo conhecimento de Deus”.
VATICANO, 25 Out. 09 / 09:33 am (ACI).- Terminada a Santa Missa de clausura da Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, o Papa Bento XVI recitou o Ângelus dominical com os fiéis presentes na Praça de São Pedro aos pés da Basílica Vaticano, recordando a todos em suas palavras introdutórias o esforço da Igreja para que ninguém se veja privado do necessário para viver e que todos possam conduzir uma existência digna do ser humano.
“Damos graças a Deus – disse o papa – pelo impulso missionário que encontrou terreno fértil em numerosas dioceses e que se exprime no envio de missionários para outros países africanos e para outros continentes”, disse o Santo Padre referindo-se aos frutos do Assembléia Especial para a África.
O Pontífice destacou, entre os temas vistos durante a Assembléia, “a família que na África constitui a célula primária da sociedade, mas que hoje é ameaçada por correntes ideológicas provenientes também do exterior”.
“O que dizer também, dos jovens expostos a este tipo de pressão, influenciados por modelos de pensamento e de comportamento que contrastam com os valores humanos e cristãos dos povos africanos?”.
Mais adiante se referiu também à grande necessidade de “reconciliação, de justiça e de paz” na África, recordando que “precisamente por isso a Igreja responde, repropondo, com renovado impulso, o anúncio do Evangelho e a ação de promoção humana. Animada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, a “Igreja se esforça para que ninguém seja privado do necessário para viver e que todos possam ter uma existência digna do ser humano”.
Seguidamente o Papa falou brevemente da Mensagem final da Assembléia sinodal, citando-o como “uma mensagem que parte de Roma, sede do Sucessor de Pedro, que preside a comunhão universal, mas se pode dizer, num sentindo mais amplo, que a mesma tem origem na África, da qual recolhe as experiências, as expectativas, os projetos, e agora retorna à África, levando a riqueza de um evento de profunda comunhão no Espírito Santo”.
Dirigindo-se aos fiéis na África disse: “Queridos irmãos e irmãs que me ouvem na África! – disse Bento XVI – Confio de modo especial às suas orações os frutos do trabalho dos Padres sinodais, e encorajo-os com as Palavras de Nosso Senhor Jesus: sejam sal e luz na amada terra africana!”.
Concluindo, Bento XVI recordou que para no próximo ano está prevista uma “Assembléia Especial para o Meio Oriente do Sínodo dos Bispos. Em ocasião de minha visita ao Chipre, terei o prazer de fazer entrega do Instrumentum laboris de tal encontro. Agradeçamos ao Senhor que não se cansa nunca de edificar sua Igreja na comunhão, e invoquemos com confiança a maternal intercessão da Virgem Maria”.
O Papa também fez uma saudação aos fiéis de língua portuguesa, recolhida na edição de hoje da página da Rádio Vaticano em português:
“Dirijo agora uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, de modo particular aos grupos das dioceses brasileiras de Jundiaí e São Carlos, desejando que a vinda a Roma fortaleça a vossa fé e vos encha de paz e alegria em Cristo. A Santíssima Virgem guie maternalmente os vossos passos. Acompanho estes votos, com a minha Bênção Apostólica.”
Um dos objetivos do novo projeto nacional de evangelização
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- “Despertar a vocação e a ação missionária dos batizados” é um dos objetivos do novo projeto nacional de evangelização aprovado pelo episcopado brasileiro.
O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana, explicou a iniciativa em uma entrevista concedida ao L’Osservatore Romano, no contexto da visita “Ad Limina” à Santa Sé.
Pretende-se com ela levar a cabo as indicações da Conferência de Aparecida, que pediu o empenho da América Latina em uma missão continental.
O novo projeto, intitulado “Brasil na Missão Continental”, convida toda a Igreja no país “a colocar-se em permanente estado de missão” e “propõe como objetivo geral o abrir-se ao impulso do Espírito Santo e incentivar, nas comunidades e em cada batizado, o processo de conversão pessoal e pastoral ao estado permanente de missão”, afirma Dom Geraldo Lyrio.
Com este fim, fixaram-se numerosos objetivos: “oferecer a alegre experiência do discipulado, no encontro com Cristo; promover a formação em todos os níveis no apoio da conversão pessoal e pastoral do discípulo missionário”.
Também quer “reconsiderar as estruturas da ação evangelizadora para tentar chegar aos católicos que se distanciaram; favorecer o acesso de todos, começando pelos pobres, a atraente oferta de uma vida digna em Cristo; aprofundar na missão como um serviço à humanidade; discernir os sinais do Espírito Santo nas vidas das pessoas e na história”.
O sujeito da missão, observa Dom Geraldo Lyrio, é a Igreja particular. Por este motivo, a CNBB propõe a cada diocese que revise seu plano pastoral para imprimir-lhe um maior impulso missionário.
O projeto, constata o prelado, “não pretende apenas realizar coisas novas ou levar a cabo novas iniciativas, mas imprimir um caráter missionário nas estruturas, organismos e iniciativas pastorais já existentes”.
As comunidades pastorais, portanto, devem ser “levadas a aproveitar intensamente este tempo de graça que a Conferência de Aparecida representa como novo Pentecostes para a América Latina e o Caribe”.
“O grande desafio é despertar a vocação e a ação missionária dos batizados e sair ao encontro das pessoas, das famílias e das comunidades para comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo”, acrescenta o arcebispo.
Como gestos concretos, entre outros, sugerem-se “encontros com pessoas procedentes de outros países que vivem no Brasil; encontros com os brasileiros que vivem no exterior e uma maior presença entre eles” e promover o envio missionário “ad gentes”.
Também se pretende “intensificar a formação de novos missionários, promover os ministérios da acolhida e da visitação; incentivar a produção de programas radiofônicos e televisivos sobre o Brasil e a missão continental”, e “divulgar experiências missionárias significativas que atualmente estão-se realizando em diversas regiões do Brasil”.
O presidente dos bispos brasileiros recordou também que o Brasil proclamou 2009 como Ano Catequético Nacional, com o tema “Catequese, caminho para o discipulado”, iniciativa que “tende a consolidar o caminho da catequese renovada e oferecer luzes para os novos desafios que a realidade apresenta”.
O objetivo geral deste ano, afirma, é “dar um novo impulso à catequese como serviço eclesial e como caminho para o discipulado”, e se insere “no processo de recepção de Aparecida, das novas diretrizes evangelizadoras e de outros eventos eclesiais, como o Sínodo da Palavra”.
A respeito do Ano Sacerdotal inaugurado pelo Papa no dia 19 de junho, Dom Geraldo Lyrio sublinha que a última assembleia geral da CNBB deu destaque à importância do “cuidado com a formação dos presbíteros”.
Entre as iniciativas deste Ano -congressos, encontros de estudo, participação em atos nacionais e internacionais-, o prelado assinalou especialmente duas: o Congresso Eucarístico Nacional que se celebrará em maio de 2010 e o congresso regional sacerdotal.
“Exortamos a inaugurar a pastoral presbiteral ali onde ainda não existe -conclui. Estamos convencidos de que é uma ocasião de renovação que não devemos deixar escapar”.
Os bispos brasileiros chegam a Roma para a visita Ad Limina em 13 grupos, já que a CNBB é hoje o maior episcopado do mundo, com mais de 400 bispos para 272 circunscrições eclesiásticas. O Brasil tem 190 milhões de habitantes, dos quais 74% são católicos.