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A validade do Batismo nas seitas protestantes

ago 7, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Bíblia

É corrente a indagação quanto à validade do Batismo ministrado por protestantes.

Para entendermos a questão, basta uma análise simples no tratado da teologia sacramental. Qualquer sacramento – qualquer um! – precisa ter quatro elementos: a forma, a matéria, o ministro e a intenção.

No Batismo, a forma é o uso da fórmula trinitária associada às palavras que inequivocamente demonstrem estar o ministro batizando.

A matéria é a água natural.

O ministro é qualquer um, mesmo não batizado. Sim, para a validade do Batismo, não se exige ministro. Quando a Igreja manda que seja o sacerdote ou o diácono os ministros ordinários, está dando normas quanto à licitude, não quanto à validade. Tanto que, em casos urgentes, um leigo e mesmo um não-batizado podem batizar. Se podem licitamente em casos urgentes, podem validamente sempre, ainda que de modo ilícito fora de tais casos. Isso é ponto pacífico em doutrina. Não há discussão.

A intenção é, segundo a fórmula genérica dos canonistas, “querer fazer o que a Igreja faz”. Chamamos isso de intenção virtual. Não é preciso ter em mente explicitamente “quero batizar para tornar o batizando filho de Deus e apagar seus pecados” – intenção real. Basta a virtual. Por isso um muçulmano que, em casos extremos, batiza seu amigo moribundo que queria ser batizado, mas que não achou um padre a tempo, ainda que nada saiba da doutrina católica (nem ao menos conhece para quê serve o Batismo), batiza validamente se quiser “fazer o que a Igreja faz”.

No Batismo da maioria das igrejas protestantes estão presentes os quatro elementos. Por isso, são válidos. Tanto que não se re-batiza o protestante que pede ingresso na Igreja Católica, exceto quando há dúvidas em relação a um dos elementos (quando, então, se batizada “sob condição”), ou quando se sabe, de antemão, que um deles era defeituoso (caso das igrejas protestantes que batizam “em nome do Senhor Jesus”; entrando na Igreja Católica, esses fiéis devem ser batizados).

O Guia Ecumênico da CNBB dá pistas acerca do reconhecimento de quais igrejas protestantes (e de outras confissões religiosas), no Brasil, utilizam os elementos capazes de tornar válido o Batismo.

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Prevista a adesão metodista à Declaração conjunta da Doutrina da Justificação

jul 18, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Mundo

SEUL, segunda-feira, 17 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Está previsto que a Conferência Mundial Metodista — que se celebra em Seul (Coréia) de 20 a 24 de julho — adira à Declaração conjunta sobre a Doutrina da Justificação, firmada em 1999 pela Igreja Católica e pela Federação Luterana Mundial.

Um comunicado do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos distribuído esta segunda-feira pela Sala de Imprensa vaticana confirma o momento desta adesão.

O presidente do citado dicastério, o cardeal Walter Kasper, participará da Conferência Mundial Metodista.

«Esta é convocada a intervalos de oito anos e reúne cristãos do mundo inteiro, pertencentes à tradição de Wesley», declara o comunicado do dicastério.

O movimento metodista, de caráter evangélico, herdeiro da Reforma protestante do século XVI, teve sua origem na Inglaterra do século XVIII, como um movimento de renovação espiritual, missionário e social. Hoje, está presente em cerca de cem países.

Foi o inglês John Wesley — nascido em 17 de junho de 1703–, fundador do movimento de pregação do Evangelho, quem deu origem aos metodistas.

Durante a Conferência Mundial Metodista desta semana, o ato com o qual a Declaração se estenderá também ao metodismo acontecerá no curso de uma celebração solene da Palavra de Deus, em presença do cardeal Kasper e do reverendo doutor Ismael Noko, secretário-geral da Federação Luterana Mundial.

A histórica firma da citada Declaração conjunta — na cidade alemã de Augsburgo em 31 de outubro de 1999 –, aprovada pela Igreja Católica e pela Federação Luterana Mundial, encontrou um consenso entre luteranos e católicos em uma matéria, a doutrina da justificação, que se converteu na causa da Reforma de Lutero.

No final do ano passado, ao receber a uma delegação do Conselho Metodista Mundial — encabeçada por seu presidente, o bispo Sunday Mbang, da Nigéria –, Bento XVI manifestou seu reconhecimento pela intenção de tal Conselho de ratificar a Declaração Conjunta Sobre a Doutrina da Justificação.

«Em caso de que o Conselho Metodista Mundial expresse sua intenção de associar-se à Declaração Conjunta, contribuiria para a reconciliação que desejamos ardentemente e seria um passo significativo rumo à meta da plena e visível unidade na fé», apontou então o Santo Padre (Zenit, 9 de dezembro de 2005).


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