Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo


São Máximo O Confessor

ago 9, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: História da Igreja, Santos da Igreja

Por Papa Bento XVI
Tradução: Élison Santos
Fonte: Vaticano

Queridos irmãos e irmãs:

Hoje quero apresentar a figura de um dos grandes padres da Igreja do Oriente do período tardio. Trata-se de um monge, São Máximo, ao qual a tradição cristã atribuiu o título de «o confessor» pela intrépida valentia com a qual soube testemunhar – «confessar» –, inclusive com o sofrimento, a integridade de sua fé em Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, salvador do mundo.

Máximo nasceu na Palestina, a terra do Senhor, em torno do ano 580. Desde pequeno, ele se orientou à vida monástica e ao estudo das Escrituras, em parte através das obras de Orígenes, o grande mestre que já no século III havia estruturado a tradição exegética alexandrina.

De Jerusalém ele se trasladou a Constantinopla e de lá, por causa das invasões bárbaras, refugiou-se na África, onde se distinguiu por sua grande valentia na defesa da ortodoxia. Máximo não aceitava que se reduzisse a humanidade de Cristo. Havia nascido a teoria segundo a qual Cristo só teria uma vontade, a divina. Para defender a unicidade de sua pessoa, muitos negavam que tivesse uma autêntica vontade humana. E, à primeira vista, poderia parecer algo bom que Cristo tivesse uma só vontade. Mas São Máximo compreendeu imediatamente que isso teria acabado com o mistério da salvação, pois uma humanidade sem vontade, um homem sem vontade, não é um verdadeiro homem, é um homem amputado. Portanto, o homem Jesus Cristo não teria sido um verdadeiro homem, não teria vivido o drama de ser humano, que consiste precisamente na dificuldade para conformar nossa vontade com a verdade do ser.

Deste modo, São Máximo afirma com grande decisão: a Sagrada Escritura não nos mostra um homem amputado, sem vontade, mas um verdadeiro homem, completo: Deus, em Jesus Cristo, realmente assumiu a totalidade do ser humano – obviamente, exceto no pecado; portanto, também uma vontade humana. Dito assim, pareceria claro: Cristo, é ou não é homem? Se é homem, também tem vontade. Mas então surge o problema: deste modo, não se cai em uma espécie de dualismo? Não se acaba apresentando duas personalidades completas: razão, vontade, sentimento? Como superar o dualismo, conservar a plenitude do ser humano e defender a unidade da pessoa de Cristo, que não era esquizofrênico? São Máximo demonstra que o homem encontra sua unidade, sua integração, a totalidade em si mesmo, mas superando a si mesmo, saindo de si mesmo. Deste modo, em Cristo, ao sair de si mesmo, o homem encontra a si mesmo em Deus, no Filho de Deus.

Não é preciso amputar o homem para explicar a encarnação; basta compreender o dinamismo do ser humano que só se realiza saindo de si mesmo; só em Deus encontramos a nós mesmos, nossa totalidade e plenitude. Deste modo, pode-se ver que o homem que se fecha em si mesmo não está completo; pelo contrário, o homem que se abre, que sai de si mesmo, consegue a plenitude e encontra a si mesmo no Filho de Deus, encontra sua verdadeira humanidade.

Para São Máximo, esta visão não é uma especulação filosófica; ele a vê realizada na vida concreta de Jesus, sobretudo no drama de Getsêmani. Neste drama da agonia de Jesus, da angústia da morte, da oposição entre a vontade humana de não morrer e a vontade divina, que se oferece à morte, realiza-se todo o drama humano, o drama de nossa redenção. São Máximo nos diz, e sabemos que é verdade: Adão (e Adão somos nós) pensava que o «não» era o cume da liberdade. Só quem pode dizer «não» a Deus seria realmente livre; para realizar realmente sua liberdade, o homem deveria dizer «não» a Deus; só assim crê que é ele mesmo, que chegou ao cume da liberdade. A natureza humana de Cristo também levava em si essa tendência, mas a superou, pois Jesus compreendeu que o «não» não é o máximo da liberdade humana. O máximo da liberdade é o «sim», a conformidade com a vontade de Deus. Só no «sim» o homem chega a ser realmente ele mesmo; só na grande abertura do «sim», na unificação de sua vontade com a divina, o homem chega a estar imensamente aberto, chega a ser «divino». Ser como Deus era o desejo de Adão, ou seja, ser completamente livre. Mas não é divino, não é completamente livre o homem que se fecha em si mesmo; ele o é se sai de si, no «sim» chega a ser livre; este é o drama de Getsêmani: «que não se faça minha vontade, mas a tua». Transferindo a vontade humana na vontade divina nasce o verdadeiro homem, e assim somos redimidos. Em poucas palavras, este era o ponto principal que São Máximo queria comunicar e vemos que está em jogo todo o ser humano; está em jogo toda a nossa vida.

São Máximo já tinha problemas na África quando defendia essa visão do homem e de Deus; depois foi chamado a Roma. Em 649, participou do Concílio Lateranense, convocado pelo Papa Martinho I, em defesa da vontade de Cristo, contra o edito do imperador, que, pelo bem da paz – pro bono pracis – proibia discutir sobre esta questão. O Papa Martinho teve de pagar um caro preço por sua valentia: ainda que estivesse enfermo, foi preso e levado a Constantinopla. Processado e condenado à morte, foi-lhe comutada a pena no exílio definitivo de Crimea, onde faleceu em 16 de setembro de 655, após dois longos anos de humilhações e tormentos.

Pouco tempo depois, em 662, foi a vez de Máximo, que também se opôs ao imperador ao repetir: «É impossível afirmar em Cristo uma só vontade!» (cf. PG 91, cc. 268-269). Deste modo, junto a dois discípulos – ambos se chamavam Anastásio –, Máximo foi submetido a um extenuante processo, apesar de que já havia superado os 80 anos. O tribunal do imperador o condenou, com a acusação de heresia, à cruel mutilação da língua e da mão direita, os dois órgãos de expressão, a palavra e os escritos, com os quais Máximo havia combatido a doutrina errada da vontade única de Cristo. Por último, o santo monge, mutilado, foi exilado em Cólquida, no Mar Negro, onde morreu, esgotado pelos sofrimentos, aos 82 anos, em 13 de agosto do mesmo ano.

Falando da vida de Máximo, mencionamos sua obra literária em defesa da ortodoxia. Em particular, nós nos referimos àDisputa com Pirro, antigo patriarca de Constantinopla: nela, conseguiu persuadir o adversário de seus erros. Com muita honestidade, de fato, Pirro concluía assim a Disputa: «Peço perdão da minha parte e da parte de quem me precedeu: por ignorância, chegamos a estes pensamentos e argumentações absurdas; e peço que isso encontre a maneira de cancelar estes absurdos, salvando a memória daqueles que erraram» (PG 91, c. 352).

Chegaram até nós também dezenas de obras importantes, entre as quais se destaca a Mistagogia, um dos escritos mais significativos de São Máximo, que recolhe seu pensamento teológico com uma síntese bem estruturada.

O pensamento de Máximo nunca é só teológico, especulativo, voltado para si mesmo, pois sempre tem como ponto de chegada a realidade concreta do mundo e da salvação. No contexto em que teve de sofrer, ele não podia evadir-se em afirmações filosóficas meramente teóricas; tinha de buscar o sentido da vida, perguntando-se: quem sou? Quem é o mundo? Ao homem, criado à sua imagem e semelhança, Deus confiou a missão de unificar o cosmos. E como Cristo unificou em si mesmo o ser humano, no homem o Criador unificou o cosmos. Ele nos mostrou como unificar na comunhão de Cristo o cosmos e deste modo chegar realmente a um mundo redimido. A esta poderosa visão salvífica se refere um dos maiores teólogos do século XX, Hans Urs von Balthasar, que – «relançando» a figura de Máximo – define seu pensamento com a incisiva expressão de Kosmische Liturgie, «liturgia cósmica». No centro desta solene «liturgia» sempre está Jesus Cristo, único salvador do mundo. A eficácia de sua ação salvadora, que unificou definitivamente o cosmos, está garantida pelo fato de que Ele, apesar de ser Deus em tudo, também é integramente homem, incluindo a «energia» e a vontade do homem.

A vida e o pensamento de Máximo ficam poderosamente iluminados por uma imensa valentia para testemunhar a realidade íntegra de Cristo, sem reducionismos nem compromissos. Deste modo, apresenta o que o homem é realmente, como devemos viver para responder à nossa vocação. Temos de viver unidos a Cristo para ficar deste modo unidos a nós mesmos e ao cosmos, dando ao próprio cosmos e à humanidade sua justa forma.

O «sim» universal de Cristo nos mostra claramente como dar o valor adequado a todos os demais valores. Pensemos em valores hoje justamente defendidos como a tolerância, a liberdade, o diálogo. Mas uma tolerância que deixasse de saber distinguir o bem do mal seria caótica e autodestrutiva. Do mesmo modo, uma liberdade que não respeitasse a dos demais e não encontrasse a medida comum de nossas liberdades seria anárquica e destruiria a autoridade. O diálogo que não sabe sobre o que dialogar se converte em uma palavra vazia.

Todos estes valores são grandes e fundamentais, mas podem ser verdadeiros unicamente se têm um ponto de referência que os une e lhes confere a verdadeira autenticidade. Este ponto de referência é a síntese entre Deus e o cosmos, é a figura de Cristo na qual aprendemos a verdade sobre nós mesmos, assim como o lugar de todos os demais valores, para descobrir seu significado autêntico. Jesus Cristo é o ponto de referência que ilumina todos os demais valores. Este é o ponto de chegada do testemunho deste grande confessor. Deste modo, ao final, Cristo nos indica que o cosmos deve ser liturgia, glória de Deus e que a adoração é o início da verdadeira transformação, da verdadeira renovação do mundo.

Por este motivo, quero concluir com uma passagem fundamental das obras de São Máximo: «Adoramos um só Filho, junto com o Pai e o Espírito Santo, como era antes dos tempos, agora e por todos os tempos, e pelos tempos depois dos tempos. Amém!» (PG 91, c. 269).


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Difundem na Espanha folheto que explica tragédia do aborto

jul 31, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo, Outros

MADRI, 31 Jul. 08 / 01:30 am (ACI).- A organização “S.O.S. Família” da Espanha, iniciou a distribuição gratuita do folheto “Conheça toda a verdade sobre o aborto”, no qual de maneira simples e clara, responde-se às principais interrogantes sobre este grave tema.

Conforme explica É Família, “o aborto é a pior ferida aberta em incontáveis mães e lares, assim como na rede social espanhola; dificilmente se pode encontrar um tema que cause mais dor e polêmica”; e que ao mesmo tempo gere mais interrogantes: “a decisão de abortar significa um crime ou uma simples operação terapêutica?; matam-se cem mil crianças não nascidas por ano na Espanha ou se dá liberdade a 100 mil futuras mães para desfazer-se de uma ‘gravidez não desejada’?; essas mães ficam felizes pelo que fizeram ou com um trauma profundo pelo resto de suas vidas”

Segundo declarações do coordenador da campanha, Francisco González, o sucesso da publicação foi surpreendente: virtualmente sem publicidade, em junho deste ano se esgotaram duas edições com um total de 50 mil exemplares.

Além disso, no mês de julho, já em época de férias, apareceu a terceira edição com uma redação e apresentação que supera as anteriores, resumida em 16 páginas e ilustrada com 26 fotografias.
“Não desejo o filho que estou esperando. Posso abortá-lo? O Estado me pode permitir isso? por que a Igreja o proíbe?”, são as perguntas que se faz Maria Isabel, uma garota de 18 anos.

“O tema –diz González– é tratado com toda sua crueldade, mas de forma elevada e respeitosa. trata-se de um folheto de fácil leitura, que uma vez começada, não se deixa”.

O íntegra do folheto se pode ver e descarregar da página Web: www.sosfamilia.es


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Chamado de judeus e católicos à defesa da liberdade religiosa

mar 20, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Reunião da Comissão bilateral em Jerusalém

JERUSALÉM, terça-feira, 20 de março de 2007 (ZENIT.org).- A última reunião do organismo mais representativo do diálogo entre judeus e católicos lançou um chamado à defesa da liberdade religiosa.

«A liberdade religiosa e de consciência e seus limites» foi precisamente o tema do encontro da Comissão bilateral, da qual faz parte a Delegação da Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com os Judeus e a delegação para as Relações com a Igreja Católica do Grão-Rabinato de Jerusalém.

O encontro, celebrado em Jerusalém de 11 a 13 de março, foi presidido pelo cardeal argentino Jorge María Mejía, arquivista e bibliotecário emérito da Santa Igreja romana, e pelo rabino-chefe Shear Yashuv Cohen.

«A capacidade humana para escolher é uma manifestação da imagem divina segundo a qual todas as pessoas foram criadas, e o fundamento do conceito bíblico da responsabilidade humana e da justiça divina», começa dizendo a declaração final citando o Gênesis e o Deuteronômio.

«A liberdade de escolha se deriva de Deus e por este motivo não é absoluta, deve refletir a vontade e a lei divinas», segue dizendo o texto publicado nesta terça-feira.

«Deste modo, os seres humanos estão chamados a obedecer livremente a vontade divina tal como se manifesta na Criação e em sua Palavra revelada», acrescenta.

Agora, declaram os representantes de judeus e católicos, «a idéia do relativismo moral está contra esta visão religiosa do mundo e constitui uma séria ameaça para a humanidade».

«Ainda que o Iluminismo tenha propiciado uma purificação do abuso da religião, a sociedade secular continua necessitando de fundamentos religiosos para justificar valores morais duradouros», constata o documento.

«Entre estes princípios, tem uma importância decisiva o caráter sagrado da vida humana e sua dignidade — acrescenta. O monoteísmo ético afirma que se trata de direitos humanos invioláveis.»

«Ainda que o estado, em virtude deste princípio, não deve limitar a liberdade religiosa de indivíduos e comunidades, nem a liberdade de consciência, contudo, tem a responsabilidade de garantir o bem-estar e a segurança da sociedade», declara.

«Por este motivo, tem a obrigação de intervir onde e quando se dê uma ameaça através da promoção, do ensino ou do exercício da violência, e especificamente do terrorismo e da manipulação psicológica, em nome da religião», sublinham os representantes religiosos.

«É legítimo que uma sociedade com uma identidade religiosa predominante possa preservar seu caráter, sob a condição de que isso não limite a liberdade das comunidades minoritárias e dos indivíduos a professar um compromisso religioso alternativo, nem a integridade de seus direitos civis», declara o comunicado.

«Ao longo da história, as comunidades religiosas não foram sempre fiéis a esses valores. Por este motivo, os líderes religiosos têm uma especial obrigação de prevenir o uso inapropriado da religião e de educar no respeito da diversidade, que é essência para assegurar uma sociedade sadia, estável e pacífica.»

«Neste sentido, têm um papel especial as famílias, as escolas e as autoridades do estado e da sociedade, assim como os meios de comunicação, para transmitir estes valores às futuras gerações.»

A declaração da Comissão bilateral conclui com um chamado desde Jerusalém aos líderes religiosos e políticos da região para que trabalhem «com determinação pela promoção da paz, da dignidade, da segurança e da tranqüilidade na Terra Santa, a favor de seus povos e do mundo em seu conjunto».


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Nota dos bispos espanhóis sobre respeito pela fé católica e suas imagens

mar 20, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

MADRI, quinta-feira, 15 de março de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos a nota do Comitê Executivo da Conferência Episcopal Espanhola emitida nesta quinta-feira sobre o respeito pela fé católica e por suas imagens.

* * *

Nos últimos dias se tornaram notórias diversas atuações de particulares e inclusive de instituições públicas que não podem ser consideradas mais que como ofensas objetivas aos católicos, já que denigram as imagens mais representativas da fé da Igreja, como a do próprio Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos santos. Cremos que ofendem também a sensibilidade de qualquer pessoa de reta consciência. Pensamos, por exemplo, nos cartazes e nos comerciais televisivos do filme titulado Teresa, o corpo de Cristo e sobretudo no caso, em certo sentido ainda mais grave, dos catálogos de uma exposição fotográfica publicados pelo Conselho de Cultura de Extremadura, com prólogo de seu responsável. As imagens reproduzidas por esses meios são cruas e lamentáveis blasfêmias.

A Constituição Espanhola reconhece e protege o direito de liberdade religiosa das pessoas e das instituições; as leis, inclusive as penais, tutelam esse direito fundamental, que é vulnerado com atuações como as mencionadas. Com toda firmeza, exigimos o respeito da fé católica, de suas imagens e de seus símbolos. Não podemos deixar passar nem dar a sensação de que toleramos tais lesões dos direitos dos católicos e da Igreja. É necessário que se peçam as responsabilidades correspondentes pelas vias pacíficas e legais previstas no ordenamento de nosso Estado democrático e de direito. Sem justiça, não é possível a convivência em liberdade, nem sequer seria possível o perdão, que não negaremos nunca àqueles que nos ofendem.

Por este motivo, convidamos os católicos a elevarem ao Céu orações de gratidão e de louvor, porque a misericórdia e a bondade de Deus são infinitas. Que a gratidão e o louvor sejam mais fortes que seus contrários.


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Em 2007, 25 milhões de cristãos perseguidos

jan 10, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Mundo

Segundo a organização «Release International»

LONDRES, terça-feira, 9 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Em 2007, 250 milhões de cristãos enfrentarão a perseguição simplesmente por seguir Jesus Cristo, segundo a organização que vigia os casos de perseguição, «Release international» (RI), radicada no Reino Unido. Em especial, a organização revela que a perseguição está aumentando mais rapidamente no mundo islâmico.

«Release International» comprovou que a maioria das perseguições se produz em quatro «zonas» diferentes: as do islã, comunismo, hinduísmo e budismo.

Inclusive os governantes de países muçulmanos moderados com freqüência fracassam em proteger os direitos de suas minorias cristãs, explica RI. Os abusos sofridos pelos cristãos incluem seqüestro, conversão forçada, encarceramento, destruição de igrejas, tortura, estupro e execução.

Um dos países que registra maiores abusos contra a liberdade de religião é a Arábia Saudita, guardiã dos lugares santos islâmicos da Meca e Medina. A Arábia Saudita proíbe todas as demais religiões. Um muçulmano declarado «culpado» de converter-se ao cristianismo pode enfrentar uma sentença de morte por apostasia. E qualquer pessoa que conduzir um muçulmano a Cristo enfrenta a prisão, expulsão ou execução.

«Há uma conspiração de silêncio em torno dos sauditas — diz o diretor de RI, Andy Dipper –, provavelmente porque o Ocidente quer seu petróleo e seu dinheiro. Mas é um Governo que recorre à pena de morte para aqueles dentre seus próprios cidadãos que não desejam outra coisa que a liberdade de escolher sua própria fé. E enquanto os sauditas proíbem toda a literatura cristã, gastam bilhões de dólares a cada ano propagando o Islã em todo o mundo.»

Mas a perseguição mais violenta no mundo islâmico vai muito além do controle do governo. Desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o mundo se tornou dramaticamente consciente das redes globais extremistas islâmicas. Ainda que a mais conhecida é Al Qaeda, há outras que exploram as tensões religiosas para seus próprios fins políticos, disse RI a «Christian Today».

«Um número crescente de extremistas interpreta o chamado à “yihad” como um chamado à violência. Parecem considerá-la como seu dever religioso para forçar os cristãos e os não muçulmanos a converter-se ao Islã. Quem refuta deve ser expulso ou morto», diz RI.

A organização de vigilância da perseguição acrescenta: «Há um movimento crescente para impor a lei islâmica da “charia” que se converte em uma pressão crescente sobre os cristãos. Na Nigéria, militantes expulsaram cristãos de suas casas para eliminar a oposição política e preparar o caminho para a lei da “charia”».


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A visão da Igreja sobre a democracia

nov 27, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Outros

Segundo o bispo Crepaldi, secretário do Pontifício Conselho «Justiça e Paz»

SALAMANCA, domingo, 26 de novembro de 2006 (ZENIT.org).- Dom Giampaolo Crepaldi, secretário do Pontifício Conselho «Justiça e Paz», afirmou em conferência no final de outubro que «a democracia é um regime político que defende os direitos da pessoa e promove seus deveres» e que, compreendida dessa maneira, pode «servir à dimensão da família humana universal».

Com uma conferência titulada «Unidade da família humana e democracia: uma visão trinitária», o prelado participou na jornada conclusiva do XLII Simpósio de Teologia Trinitária, que aconteceu em Salamanca, no final de outubro.

Dom Crepaldi, segundo recolhe a agência Veritas, questionou se a democracia pode «favorecer a comunhão dentro da família humana» e considerou que tem essa potencialidade quando não é considerada «só uma técnica para contar as mãos levantadas em uma assembléia».

«A democracia é um instrumento a serviço da comunhão entre as pessoas e, para poder exercer esse papel, deve relacionar-se com algo distinto de si mesma», afirmou.
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Bento XVI: Liberdade religiosa implica que poder civil favoreça vida religiosa

nov 21, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

VATICANO, 20 Nov. 06 (ACI) .- O Papa Bento XVI explicou que a ausência de violência não é a única garantia do direito à liberdade religiosa e assegurou que este supõe o compromisso do poder civil de “facilitar as condições propícias que favoreçam a vida religiosa“. Ao receber nesta manhã o Presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, em visita oficial, o Pontífice afirmou que a Igreja e o Estado devem servir o ser humano, “segundo sua respectiva missão e com os próprios fins e meios” e “colaboram para promover melhor o bem integral do homem”.

Depois de destacar que a solicitação da comunidade civil pelo bem dos cidadãos “não se pode limitar à saúde física, o bem-estar econômico, a formação intelectual ou as relações sociais”, o Santo Padre destacou que “o ser humano se apresenta ao Estado também com sua dimensão religiosa“.

“Seria entretanto limitado considerar que o direito à liberdade religiosa é suficientemente garantido quando não se faz violência ou não se intervém nas condições pessoais ou se limita a respeitar a manifestação da fé no âmbito do lugar de culto”, indicou.

Neste sentido, precisou que “a mesma natureza social do homem exige que este manifeste externamente os atos internos de religião, que se comunique com os demais em matéria religiosa e professe sua religião de forma comunitária. A liberdade religiosa é, portanto, um direito não só da pessoa, mas também da família, dos grupos religiosos e da própria Igreja”.

O Papa insistiu em que “um respeito adequado do direito à liberdade religiosa implica, portanto, o compromisso do poder civil a facilitar as condições propícias que favoreçam a vida religiosa, para que os cidadãos possam exercer efetivamente os direitos da religião e cumprir seus deveres”.

“A liberdade, que a Igreja e os cristãos reivindicam, não prejudica os interesses do Estado ou de outros grupos sociais e não aspira a uma supremacia autoritária sobre eles, mas sim é a condição para que se possa realizar aquele precioso serviço que a Igreja oferece à Itália e a cada país em que esteja presente. Este serviço à sociedade também se expressa no âmbito civil e político“, acrescentou.

Precisou que por sua natureza e missão “a Igreja não é e não pretende ser um agente político”, entretanto, “tem um juro profundo no bem comum da política”.

O Papa fez insistência em que “esta contribuição específica a oferecem principalmente os fiéis leigos”, que “quando se comprometem com a palavra e com a ação a combater os grandes desafios atuais não atuam por seu próprio interesse peculiar ou em nome de princípios perceptíveis unicamente por quem professa um determinado credo religioso: fazem-no no contexto e segundo as regras da convivência democrática, pelo bem de toda a sociedade e em nome de valores que cada pessoa de boa vontade pode compartilhar”.

Ao final do discurso, o Santo Padre expressou o desejo de que a Itália “avance pelo caminho do autêntico progresso e ofereça à comunidade internacional sua preciosa contribuição, promovendo sempre aqueles valores humanos e cristãos que forjam sua história, sua cultura, seu patrimônio ideal, jurídico e artístico, e que continuam sendo a base da existência e do compromisso de seus cidadãos. Neste esforço, não faltará a contribuição leal e generosa da Igreja Católica através do ensinamento de seus bispos e graças à obra de todos os fiéis”.

Napolitano, eleito Presidente no último dia 10 de maio, também dirigiu um discurso no qual disse ser profundamente consciente da missão universal da Igreja Católica e do precioso serviço que oferece à nação.

Posteriormente, Napolitano visitou o cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado Vaticano.

Durante a apresentação, o Cardeal Bertone destacou “a amplitude de relações que a Santa Sé mantém com numerosos estados de todos os continentes e com diversos organismos internacionais”, observando que “não é casualidade que, inclusive quem não compartilha a fé cristã, vê no Papa o porta-voz de instâncias morais supremas e escuta suas chamadas a respeito da dignidade do ser humano, da promoção da paz e o desenvolvimento e ao desenvolvimento e a colaboração sincera entre povos, religiões e culturas por um futuro melhor da família humana”.

Depois de reiterar o desejo de colaborar com a Itália e com todos os países da Terra, o Cardeal Bertone animou ao presidente italiano a perseverar nos compromissos que compartilha com a Santa Sé não só pelo bem da nação italiana, com uma atenção especial para as regiões do sul, mas também no que respeita à “unificação do continente europeu” e “a paz em todo mundo”, “contrastando as forças obscuras e violentas do terrorismo e do ódio“, a fim de “promover ativamente o bem da humanidade”.


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