Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo
SINGAPURA, quinta-feira, 22 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Anistia Internacional, a organização comprometida com os direitos humanos, irá se desacreditar se promover o aborto mundialmente, afirmou o cardeal Renato R. Martino, presidente dos Conselhos Pontifícios Justiça e Paz e para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.
Anistia Internacional, fundada pelo advogado católico Peter Benenson em 1961, com sede central em Londres, empreendeu uma consulta entre seus dois milhões de membros distribuídos pelo mundo para perguntar se deve abandonar sua posição de neutralidade ante o aborto e passar a lutar por sua introdução legal no mundo.
«Estimo a Anistia Internacional, mas dessa forma ela iria se contradizer. Espero que não o faça, pois se desacreditará como defensora dos direitos humanos», afirmou o cardeal Martino em uma entrevista concedida à agência Reuters desde Singapura.
Segundo testemunhas presenciais da entrevista declararam à agência Zenit, o cardeal Martino afirmou que o embrião humano deve ser tratado como uma pessoa, com sua dignidade humana, com os direitos de qualquer ser humano, segundo declara a Carta das Nações Unidas em 1948 e em 1992.
Se Anistia Internacional der este passo, acrescentou o purpurado, surgirá a pergunta: «De quem defendem os direitos humanos? De todos? Não. Não do não-nascido, que será assassinado».
O cardeal encontra-se realizando uma visita de três dias a Singapura para celebrar os 25 anos das relações diplomáticas desta República com a Santa Sé.
VATICANO, 09 Jun. 06 (ACI) .- O Secretário do Pontifício Conselho para a Pastoral dos imigrantes e Itinerantes, Dom Agostino Marchetto, pediu às autoridades para dar “cartão vermelho” ao turismo sexual que aumentaria na Alemanha com ocasião da Copa do Mundo de futebol que começou hoje. Dom Marchetto lamentou em declarações a Rádio Vaticana a iminente chegada de mulheres dedicadas à prostituição a Alemanha, onde esta prática é legal desde ano 2002 e já se converteu em uma milionária indústria. “Usando a terminologia do futebol, diria que se deve mostrar cartão vermelho a essa indústria, a seus clientes e às autoridades que organizam o torneio. O balão está em seu terreno de jogo”, assinalou.
O Arcebispo recordou que “a prostituição, em realidade, viola a dignidade da pessoa humana, reduzindo à mulher à condição de um instrumento de prazer sexual”.
“As mulheres se convertem em bens que se podem comprar, e cujo custo é inclusive menor que o de um ingresso de jogo de futebol”, adicionou.
Dom Marchetto pediu às autoridades apoiar estas mulheres para que se reintegrem a sociedade “possivelmente através de uma permissão de residência temporária ou permanente. Deveriam, além disso, ter um trabalho digno e outras formas de recompensa”.
“Iniciativas deste tipo são necessárias para restituir a dignidade. Isto induz a aplicar a lei e a castigar a quem se beneficia da indústria do sexo e os traficantes, estes deveriam ser perseguidos e castigados com penalidades econômicas“, afirmou.
Faz uns dias, um parlamentario americano advertiu que até 40 mil mulheres poderiam chegar a Alemanha para exercer a prostituição durante a Copa, onde se calcula que 400 mil pessoas a exercem atualmente, pagando impostos e recebendo benefícios sociais.
Ante o fenômeno das migrações «desde e para os países de maioria islâmica»
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Diante do crescente fenômeno das migrações «desde e para os países de maioria islâmica», Bento XVI insistiu esta segunda-feira na importância do princípio da reciprocidade.
A reciprocidade, declarou, consiste em «uma relação fundada no respeito recíproco e, antes de tudo, de uma atitude do coração e do espírito».
Segundo este princípio, os cristãos que estão chamados a acolher «com os braços abertos» imigrantes da religião islâmica esperam que também «os cristãos que migram para países de maioria islâmica encontrem acolhida e respeito de sua identidade religiosa».
O pontífice enfrentou este debate de candente atualidade no discurso que dirigiu aos participantes na sessão plenária do Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes, que, sob a presidência do cardeal Renato Raffaele Martino, discute até esta terça-feira o tema da «Migração e mobilidade desde e para os países de maioria islâmica».
Segundo reconheceu o bispo de Roma, «a mobilidade que afeta os países muçulmanos merece uma reflexão específica, não só pela importância quantitativa do fenômeno, mas sobretudo porque a islâmica é uma identidade característica, tanto desde o ponto de vista religioso como cultural».
Neste contexto, sublinhou, «a Igreja Católica percebe com crescente consciência que o diálogo inter-religioso faz parte de seu compromisso ao serviço da humanidade no mundo contemporâneo».
«Vivemos em tempos nos quais os cristãos estão chamados a cultivar um estilo de diálogo aberto sobre o problema religioso, sem renunciar a apresentar aos interlocutores a proposta cristã, coerentemente com nossa própria identidade».
Ao explicar em que consiste o princípio da reciprocidade, o pontífice citou a instrução «Erga migrantes caritas Christi», firmada pelo Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes em maio de 2004.
O documento define a reciprocidade «não como uma atitude meramente reivindicativa, mas como uma relação fundada no respeito mútuo e na justiça, nos tratamentos jurídico-religiosos».
«A reciprocidade é também uma atitude do coração e do espírito que nos faz capazes de viver, todos juntos, em todas partes, com iguais direitos e deveres», declara esse texto no número 64.
Neste contexto, o Papa recordou por uma parte aos cristãos o mandamento do amor que Cristo lhes deixou, segundo o qual «cada um dos crentes está chamado a abrir seus braços e seu coração a toda pessoa, qualquer que seja seu país de proveniência, deixando que as autoridades responsáveis pela vida pública estabeleçam a esse respeito as leis que considerem oportunas para uma sã convivência».
«Os cristãos devem abrir seu coração em particular aos pequenos e aos pobres, nos que Cristo mesmo está presente de modo singular», insistiu.
Agora, em virtude da reciprocidade, «é de esperar que também os cristãos que migram para os países de maioria islâmica encontrem acolhida e respeito de sua identidade religiosa».