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O Conselho Pontifício «Cor Unum» mobiliza os católicos
CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A Santa Sé fez um apelo aos bilhões de católicos para que ofereçam gestos de caridade evangélica aos afetados pelo conflito no Oriente Médio e lhes enviou ajuda concreta.
Assim explica um comunicado publicado este sábado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, emitido pelo Conselho Pontifício «Cor Unum», dicastério vaticano que coordena as iniciativas de caridade do Papa.
«Dada a permanência do conflito no Oriente Médio e os gravíssimos sofrimentos das populações afetadas, o Conselho Pontifício «Cor Unum» quer manifestar em nome do Santo Padre a proximidade a quantos sofrem, enviando uma primeira ajuda para apoiar a acolhida de milhares de desabrigados», se lê no comunicado.
A nota não revela a quantia de dinheiro destinada, mas fontes de imprensa informaram que já se enviou cem mil dólares.
«Esta ajuda se dirige a um projeto promovido por Caritas Líbano, a Custódia da Terra santa, a Fundação AVSI [organização não-governamental italiana, ndt.] e outras organizações presentes no território para oferecer materiais aos centro de acolhida (colchões, mantas, lençóis), água potável, alimentação, instrumentos higiênicos, medicamentos», declara o comunicado.
Estas instituições se declararam dispostas a oferecer ajuda a 60.000 famílias no Líbano e, em Israel, particularmente em Nazaré, se dispõem a proporcionar material e serviços de primeira necessidade aos centros de residência ou assistência de anciãos e de crianças.
O Conselho Pontifício «Cor Unum», cujo presidente é o arcebispo Paul Josef Cordes, publicou os dados de uma conta bancária na Itália a qual se podem enviar ajudas:
Pontifício Conselho COR UNUM – causa: para o Líbano
C/C Banca di Roma N. 101010
ABI 3002 CAB 5008 (do exterior: SWIFT: BROMIT)
Ao receber as cartas credenciais do novo núncio apostólico
JERUSALÉM, terça-feira, 27 de junho de 2006 (ZENIT.org).- O presidente de Israel, Moshe Katzav, nessa segunda-feira, voltou a convidar Bento XVI a visitar seu país, ao receber em Jerusalém as cartas credenciais do novo núncio apostólico em Israel e Chipre, e delegado apostólico em Jerusalém e Palestina, o arcebispo Antonio Franco.
O prelado substituiu o arcebispo Pietro Sambi, nomeado pelo Papa como núncio apostólico em Washington.
«No colóquio, o presidente recordou o encontro com o Santo Padre, que manteve no Vaticano no ano passado em novembro, e o convite que lhe apresentou a vir a Jerusalém, desejando que possa realizar-se», revelou Dom Franco em declarações à «Rádio Vaticano».
Segundo o representante papal em Jerusalém, Katzav «falou depois das relações entre a Santa Sé e Israel, que se encontram em um bom nível. Disse que se estão realizando esforços e compromissos de colaboração».
«Desejou um maior conhecimento e valorização da Declaração do Concílio Vaticano II Nostra Aetate», que marcou um giro decisivo nas relações entre católicos e judeus.
O presidente israelense também mencionou as dificuldades «surgidas com a eleição do governo de Hamas: temos uma situação de emergência».
Neste domingo, um soldado israelense foi feito prisioneiro, e o presidente perguntou no colóquio se «existia a possibilidade de fazer um chamado para a libertação desse militar».
Dom Franco, segundo ele mesmo revela, disse-lhe que «estamos seguindo a situação e que nos mobilizaremos por razões humanitárias».
Pelo que se refere às esperanças de diálogo entre israelenses e palestinos para alcançar a paz, o arcebispo considera que «são muito frágeis, muito, muito pobres».
«Desejo verdadeiramente que este soldado possa ser libertado, pois do contrário poderão estourar essas chamas de repressão e ninguém é capaz de prever o que poderá acontecer», afirma o núncio.
Ao mesmo tempo, Dom Franco recorda que a Santa Sé lançou um chamado à comunidade internacional para que ajude a população palestina, que atravessa graves dificuldades. «Esperemos que se dê uma resposta!».
Pelo que se refere às comunidades cristãs na Terra Santa, o núncio reconhece que «sofrem»: «certamente pagam as conseqüências amargas da situação, mas constituem um fator de moderação, pois a posição dos católicos sempre é a de favorecer a busca da paz através do diálogo, através da mediação».
O delegado pontifício confirma também o êxodo de cristãos da Terra Santa, mas recorda que se trata de um fenômeno devido a «muitos motivos» que «dura desde há muito tempo».
Para que as relações entre Israel e a Santa Sé possam ser definidas como «completamente satisfatórias», o arcebispo revela que «estão sendo elaboradas novas convenções», que buscam aplicar o «fundamental agreement» que permitiu o estabelecimento das relações diplomáticas.
«O presidente desejou que os trabalhos possam acelerar-se para melhorar também alguns aspectos que têm repercussões sobre a Igreja local, sobre os cristãos que vivem aqui. Nós estamos esperando as próximas reuniões», conclui o núncio.