Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo
Assim como com um grupo de canonizados, assassinados por ódio à fé
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 6 de julho de 2007 (ZENIT.org).- A Igreja Católica contará em breve com dois novos santos fundadores de institutos religiosos e cinco novos beatos. A eles se une um grupo de canonizados assassinados por ódio à fé há 530 anos, na Itália.
São algumas das figuras das quais Bento XVI autorizou nesta sexta-feira a promulgação de decretos, ao receber em audiência o cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.
Apresentamos os decretos e seus nomes como o faz a lista distribuída pelo Vatican Information Service (VIS).
MILAGRES
- Beato Gaetano Errico, italiano (1791-1860), sacerdote e fundador da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria.
- Beata Maria Bernarda Butler (no século Verena), suíça, (1848-1924), fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias Franciscanas de Maria Auxiliadora.
- Venerável serva de Deus Maria Rosa Flesch (no século Margaret), alemã, (1826-1906), fundadora do Instituto das Irmãs Franciscanas de Santa Maria dos Anjos.
- Venerável Serva de Deus Candelária de São José Paz Castillo Ramírez (no século Susana), venezuelana, (1863-1940), fundadora da Congregação das Irmãs Carmelitas da Terceira Ordem Regular da Venezuela.
- Venerável Serva de Deus Marta Maria Wiecka, polonesa, (1874-1904), religiosa professa da Sociedade das Filhas da Caridade de São Vicente de Paula.
- Venerável Serva de Deus Gioseppina Nicoli, italiana (1863-1924), religiosa do Instituto das Filhas da Caridade.
- Venerável Servo de Deus Ceferino Namuncurá, argentino (1886-1905), leigo, aluno da Sociedade de São Francisco de Sales.
MARTÍRIO
- Beato Antonio Primaldo e seus companheiros leigos, assassinados por ódio à fé em 13 de agosto de 1480 em Otranto (Itália).
VIRTUDES HERÓICAS
- Servo de Deus Marco Antonio Barbarigo, italiano, (1640-1706), cardeal da Santa Igreja Romana e bispo de Montefiascone e Corneto (hoje Tarquinia).
- Servo de Deus Lucas Passi, italiano, (1789-1866) sacerdote diocesano e fundador do Instituto das Irmãs Mestras de Santa Dorotéia.
- Serva de Deus Ignácia do Espírito Santo, filipina, fundadora da Congregação das Religiosas da Bem-Aventurada Virgem Maria (1663-1748).
- Serva de Deus Leopoldina Naudet, italiana, fundadora da Congregação das Religiosas da Sagrada Família de Verona (1773-1834).
- Serva de Deus Santina di Gesù Scribano (no século Emanuela Giovanna), italiana, religiosa professa do Instituto das Irmãs do Sagrado Coração (1917-1968).
- Serva de Deus Emilia Schneider (no século Julia), alemã, monja professa da Congregação das Filhas da Cruz (1820-1859).
- Servo de Deus Jérôme Le Royer de la Dauversière, francês, pai de família e fundador do Instituto das Filhas de São José de La Fleche, atualmente Religiosas Hospitalárias de São José (1597-1659).
- Serva de Deus Hildegard Burjan, alemã, mãe de família e fundadora das Religiosas da Caridade Social (1883-1933).
Proposta surgida do Congresso Teológico-Pastoral das Famílias
VALÊNCIA, quarta-feira, 5 de julho de 2006 (ZENIT.org).- O presidente do Instituto Teológico Internacional para os Estudos sobre o Matrimônio e a Família em Gaming (Áustria), Michael Waldstein, propôs nesta quarta-feira aos pais de família ler em voz alta e escutar música com seus filhos como elementos educativos frente a «uma indústria do entretenimento» que «ataca as paixões mais imaturas» dos menores, «sobretudo as eróticas e a ira».
Waldstein, que pronunciou uma palestra no Congresso Teológico-Pastoral que se celebra na Feira Valência até a próxima sexta-feira, dentro do V Encontro Mundial das Famílias (EMF), sugeriu «não abandonar a educação das crianças à televisão, ao rádio ou à música», já que podem prejudicar os menores pelos antivalores que apresentam.
Desta forma, segundo informa a agência AVAN, considerou que uma das principais causas de distanciamento entre pais e filhos é a «sociedade utilitarista atual, caracterizada por dar mais importância às coisas frente às pessoas».
Waldstein destacou a necessidade «de que o coração dos pais se converta ao coração dos filhos e vice-versa». Para isso, os pais devem dedicar tempo à educação e formação de seus filhos, considerando que «o tempo é vida», concepção contrária «à premissa utilitarista “tempo é dinheiro”».
O especialista austríaco também explicou que as crianças são «excelentes professores para os pais», já que são «especialistas na ciência e na prática do amor, afastados das metas adultas baseadas nas estruturas de poder e interesses utilitaristas». Os filhos «podem despertar o coração dos pais ao amor», acrescentou.
Desta forma, ressaltou «a necessidade urgente» de que os pais recebam uma «formação sólida na ciência e na prática da paternidade», para o que «são necessários sacerdotes, professores e catequistas».