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ROMA, 29 Abr. 08 / 07:00 pm (ACI).- As máximas autoridades da Índia reconheceram os macabros alcances do aborto seletivo de meninas, uma prática cada vez mais comum no país asiático.
O Primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, criticou duramente esta situação considerando-a “uma das práticas mais desumanas, incivilizadas e repreensíveis”, ao participar da apresentação da conferência nacional “Salvemos às meninas”.
A agência a Índia IANS informou que a fenomenal afeta sobre tudo às regiões mais ricas da Índia e conduziu a uma queda do número de mulheres respeito ao de homens.
O aborto seletivo afeta às regiões mais ricas, como Punjab (noroeste), com 798 meninas por cada mil meninos, Haryana (noroeste, 819), Nova Delhi (868) e Gujarat (oeste), com 883 meninas por cada mil meninos.
“Isto indica que a crescente prosperidade econômica e os níveis de educação não levaram a um correspondente alívio do problema”, indicou Singh.
Segundo o funcionário, as meninas índias são mais vulneráveis porque seus pais temem os matrimônios muito cedo, o pagamento de dotes, a deficiente nutrição ou a má situação da mulher respeito ao homem nos lugares públicos.
“A mentalidade patriarcal e a preferência pelo filho varão se complica além pela conduta pouco ética de membros do grêmio médico que oferecem serviços de determinação de sexo”, denunciou.
ROMA, quinta-feira, 22 de junho de 2006 (ZENIT.org).- A associação católica internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) terminou a 150ª tradução de sua Bíblia da Criança, «Deus fala aos seus filhos».
Concretamente, trata-se da tradução ao sindi, uma língua indo-árica falada por cerca de 20 milhões de pessoas na província de Sind (sudeste do Paquistão) e nos Estados de Gujarat e Radjasthan (noroeste da Índia). Para escrever o sindi utilizou-se um alfabeto árabe modificado. A primeira edição em sindi de «Deus fala aos seus filhos», que alcançará os 10.000 exemplares, está sendo impressa atualmente no Paquistão.
Maria Zurowski, chefa da Seção de Pastoral da Família de AIS, explicou nesta quinta-feira: «Enquanto as Escrituras com freqüência são esquecidas no Ocidente, para inumeráveis povos dos países do Terceiro Mundo revestem uma importância extraordinária, sobretudo para crianças e jovens, inclusive para as crianças soldado e para os presos».
«Também, bispos do mundo inteiro qualificaram este pequeno livro como excelente ferramenta para a evangelização. A obra foi traduzida a algumas das línguas mais raras do mundo, tais como o tukano dos indígenas da região amazônica brasileira ou o tshiluba, uma língua tribal falada na República Democrática do Congo.»
Até o momento, foram distribuídas mais de 43 milhões de cópias da Bíblia da Criança da AIS, e a associação prevê imprimir outros 1,35 milhão de exemplares a mais no transcurso deste ano.
Na internet podem-se consultar versões em 30 línguas: www.kirche-in-not.org/kinderbibel.html.