Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo


Relíquias do Padre Pio renovam nossa fé na ressurreição, afirma Cardeal Saraiva

abr 25, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

ROMA, 24 Abr. 08 / 07:00 pm (ACI).- O Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal José Saraiva Martins, destacou que “as relíquias de quem dorme no Senhor, e em modo especial as dos santos, convidam-nos a olhar ao futuro, a renovar a fé na ressurreição da carne. São Pio foi um padre fecundo de almas”.

Assim o expressou esta manhã o Cardeal na homilia da Missa com a que se iniciou a ostensão dos restos de São Pio de Pietrelcina a quem recordou como quem “tem escrito uma página original reunindo em torno de si a uma multidão como membros de seus grupos de oração“.

A presença do corpo do santo frade, disse o Cardeal Saraiva, “convida a uma memória: olhando seus restos mortais recordamos todo o bem que fez em meio de nós por meio desse corpo”.

“O corpo do Padre Pio está aqui mas não é somente um cadáver: ele, que viveu em plena união com Cristo crucificado, vive agora na definitiva comunhão de Cristo ressuscitado”, acrescentou.

O amado santo e seus filhos espirituais, afirmou logo o Prefeito, “fazem próprio o sentir de Cristo” e a figura deste santo capuchino chamou e chama ainda a milhões de pessoas “assentadas na verdade e bondade, em busca do consolo e a conversão”.

“Hoje nós veneramos seu corpo inaugurando um período particularmente intenso de peregrinação”, comentou. Ao finalizar a celebração o Cardeal se aproximou, junto aos concelebrantes, à cripta aonde estão os restos de São Pio para venerá-los.


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Papa espera que sua visita aos Estados Unidos traga «fé renovada»

abr 21, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Na cerimônia de despedida no aeroporto de Nova York

NOVA YORK, segunda-feira, 21 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Ao despedir-se dos Estados Unidos na noite de ontem, Bento XVI confessou a esperança de que sua visita sirva para trazer «uma fé renovada» ao país.

«Rezo por todos nos Estados Unidos, realmente por todo mundo, para que o futuro traga uma maior fraternidade e solidariedade, um crescente respeito recíproco e uma renovada fé e confiança em Deus, nosso Pai que está no céu», disse no aeroporto John Fitzgerald Kennedy, ao final de uma visita de mais de cinco dias.

Cerca de 3.200 pessoas puderam estar no hangar para despedir-se de perto do Papa, em uma cerimônia na qual os Estados Unidos foram representados pelo vice-presidente Dick Cheney.

O Papa confessou que a visita que havia realizado ao «Ground Zero» pela manhã «permanecerá profundamente gravada em minha memória».

«Continuarei rezando pelos que faleceram e pelos que sofreram as conseqüências da tragédia que acontecem em 2001», assegurou.

Recordando depois sua visita às Nações Unidas, agradeceu «por tudo o que a Organização conseguiu realizar para defender e promover os direitos fundamentais de todo homem, mulher e criança em qualquer parte do mundo, e alento todos os homens de boa vontade a continuar esforçando-se sem cessar na promoção da coexistência justa e pacífica entre os povos e as nações».

Cheney, que qualificou o Papa de «mensageiro da paz e da justiça», reconheceu que «esta semana foi memorável para os americanos» e pediu ao bispo de Roma que tenha seu país presente em suas orações.

O Papa concluiu seu discurso com o tradicional «God bless América» («Deus abençoe os Estados Unidos»).

Durante sua estadia, Bento XVI visitou as cidades de Washington e Nova York e nesses dias completou 81 anos de vida (em 16 de abril), e 3 como bispo de Roma (em 19 de abril).


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Dupla vítima de aborto: “consegui me perdoar graças à fé”

mar 16, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo, Outros

MADRI, 16 Mar. 07 (ACI) .- Uma artista italiana, ex-atéia, narrou ao semanário Alba à dramática história de sua vida: Sobreviveu às tentativas de aborto de sua mãe, aos 20 anos de idade abortou seu próprio filho, superou a mais profunda depressão e hoje ajuda a outras mulheres vítimas do aborto com a convicção de que só a fé ajuda a sanar as feridas desta praga.

Edi Liccioli vive em Murcia mas nasceu e cresceu em Florência, Itália, no seio de uma família atéia. Ainda muito jovem, sua mãe –que padecia de severas depressões- contou-lhe que tentou abortá-la várias vezes com os métodos da época, banhos quentes, paus de ferro, etc.

“Algumas mulheres descobrem a maternidade quando nasce a criança e se tornam leoas protetoras; a minha mãe não passou”, recorda Edi e sustenta que “de algum jeito fui mal educada percebendo a maternidade como uma ameaça, um mal, uma condenação”.

Em sua adolescência esteve a ponto de ligar as trombas. “Fui a uma clínica para ligar as trombas, mas felizmente me questionaram e me disseram que pensasse melhor nisso”, relatou Alba.

Em 1983, aos 20 anos de idade, acabou grávida de seu noivo de 21 anos e decidiram abortar seu bebê. “Era uma catástrofe; acabavam-se os estudos, as possibilidades de trabalho, tudo; nem nos expomos ter a nosso filho“, sustenta Edi e assegura que contou com o apoio de sua mãe.

“Fui ao hospital de Florência; ali ninguém me disse nada, ninguém me perguntou nada que não fora a mera praxe para abortar; ninguém me explicou as conseqüências do aborto. (…) Pensei que tinha tirado um problema de cima de mim”, adiciona.

Entretanto, alguns meses depois começou a dor. “Fechei-me em meu quarto, chorava muito, lia e pensei seriamente em suicidar-me; tinha uma depressão profunda”, relata Edi e narra que sofria de pesadelos pelas noites e incapacidade para ver bebês, sobreviveu, diz, por amor a sua profissão, a arte.

Mudou-se para Murcia com seu atual marido e ficou grávida de novo. “Então é quando tomei consciência de tudo, dava-me conta de onde estava meu problema“, recorda.

“Havia perdoado meu pai, minha mãe, meu marido e até meu filho, mas eu não tinha me perdoado; consegui me perdoar graças à fé”, sustenta e assegura que por isso se revolve quando escuta que o sentimento de culpa é próprio de fiéis. “Algumas tratam de evitá-lo, como mecanismo de defesa. Mas eu não era fiel e tive sentimento de culpa; e o mesmo acontece com todas minhas amigas que abortaram e não são fiéis”, sustenta.

Agora, Edi proclama que o aborto não é uma opção digna para as mulheres. “Há que informar corretamente; eu quero dar utilidade ao sofrimento tão enorme que tive; como em outros problemas graves que podem afetar uma pessoa: nada melhor que um que já passou por isso para entendê-lo e acompanhar; eu quero fazer o mesmo”.

Edi colabora há um ano e meio com a Associação de Vítimas do Aborto (AVA) ajudando a outras mulheres que se encontrem em uma situação de risco.


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WASHINGTON DC, 10 Ago. 06 (ACI) .- “World Trade Center” é o título de um impressionante filme que estréia hoje nos Estados Unidos e narra a história de dois policiais que sobreviveram aos ataques de 11 de setembro de 2001. Um deles é o colombiano Will Jimeno que afirma que sua fé católica e uma inesperada visão o mantiveram com vida durante as longas horas que passou debaixo dos escombros das Torres Gêmeas.

“O que me manteve foi a fé em Deus como católico, ensinada pela minha mamãe. E como disse o último Papa (João Paulo II), nós como latinos temos uma fé muito grande”, afirmou Jimeno à EFE em uma das tantas entrevistas que por estes dias concede a diversos meios de comunicação.

Jimeno e John McLoughlin são os protagonistas reais de “World Trade Center”, o último filme do Oliver Stone. Ambos entraram na segunda Torre Gêmea quando a primeira já estava em chamas. O edifício desabou sobre eles e todos seus companheiros morreram esmagados, mas eles sobreviveram após passar doze horas imobilizados sob os escombros, conversando -sem se verem- para manter-se vivos. Só 20 pessoas sobreviveram ao desmoronamento das Torres Gêmeas. Jimeno foi o número 18 e McLoughlin o 19.

“Quando nos aproximamos das Torres Gêmeas e vi as pessoas se jogarem no vazio me senti com as mãos atadas, isso é o pior que pode acontecer com um policial. Realmente queríamos ajudar a maior quantidade de pessoas possíveis”, lembrou Jimeno, que então tinha 33 anos de idade.

Durante a horas que transcorreram sob os escombros, feridos e pensando que iriam morrer, recorreram a suas lembranças, ao amor de suas famílias e à para manter-se com vida. Jimeno pensava em sua filha e sua esposa, então grávida de sete meses.

Em uma das cenas do filme, Jimeno tem uma visão do Jesus lhe oferecendo água. Em declarações ao Univisión, o colombiano garante que o viu.

“Na maioria de entrevistas que tenho com os latinos, sempre me perguntam sobre isso. Mas eu sou católico, a fé me veio de minha mãe Emma, e o trabalho duro de meu pai, William. E a fé que minha mãe me deu, nessa noite eu precisava dela, porque nesse momento os dois edifícios caíram, fiquei queimado, o revólver (de seu companheiro) disparou. Eu estava preparado para morrer, fiz minha paz com Deus. Mas Deus me deu a vontade e a força para continuar lutando, porque se eu não visse Jesus, acredito que estaria morto”, indicou.

Jimeno chegou aos Estados Unidos vindo de Barranquilla, Colômbia, quando tinha dois anos de idade. Durante toda sua vida quis ser policial e se graduou em janeiro de 2001. Nunca pensou viver uma tragédia como a de 11 de setembro no mesmo ano.

“Para mim é a história de todos nós. Não a minha ou a de John (McLoughlin) mas de todos os heróis que morreram conosco, os que vieram nos salvar e a nossas espostas”, acrescentou Jimeno.

Agora, afirma, “minha família é tudo para mim. Vou deixar a minhas filhas à escola e participo de todas as atividades possíveis. Minha família em primeiro lugar. Minhas filhas são belas e têm muita energia. Dou graças a Deus por tê-las todos os dias”.


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«Transmissão da fé é o problema primordial da Igreja»

jul 7, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Disse o presidente dos bispos espanhóis no Congresso da Família

VALÊNCIA, quinta-feira, 6 de julho de 2006 (ZENIT.org).- «A transmissão da fé é o problema primordial da Igreja na Espanha», afirmou Dom Ricardo Blázquez, presidente da Conferência Episcopal Espanhola, no Congresso Teológico-Pastoral sobre a Família, que se celebra em Valência, no marco do V Encontro Mundial das Famílias.

O Congresso completou nesta quinta-feira sua terceira jornada em meio a uma organização eficiente, facilitada por milhares de voluntários, e uma atitude participativa, fiel e atenta das mais de seis mil pessoas que enchem a enorme sala de conferências.

Dom Ricardo Blázquez abriu a jornada com uma palestra sobre «A transmissão da fé: aspectos teológicos».

«Por natureza, a Igreja e cada fiel cristão, em virtude do batismo, são missionários», afirmou ao início Dom Blázquez, que dividiu sua palestra em três partes: O Evangelho, aquilo que desejamos transmitir; A Igreja recebe, conserva e transmite o Evangelho; Maria e a Igreja, a serviço da Palavra.

«Este dinamismo de Evangelho recebido, conservado e anunciado — acrescentou — é vital para a Igreja; por isso, quando a corrente viva de recepção e transmissão se debilita seriamente, surgem profundas inquietudes. Por isso, é compreensível que vozes autorizadas nos recordem que “a transmissão da fé é a primeira tarefa e o problema primordial da Igreja na Espanha”».

Em sua intervenção, Dom Blázquez foi muito crítico frente às tentativas manipuladoras de confundir os fiéis com notícias como a do evangelho apócrifo de Judas, cuja existência se conhecia desde o século II e portanto não é nenhuma novidade.

Onde encontramos o Jesus autêntico? — perguntou-se o palestrante, para responder que «Jesus confiou seu Evangelho só à Igreja. O Jesus vivo se encontra na Igreja existente ao longo da história e atualmente viva; só ela está em conexão ininterrupta com Jesus Cristo, a quem reconhece como Filho de Deus e Salvador, em quem crê, e a quem ama, segue e anuncia».

E concluiu afirmando que «sem Maria, não poderá surgir Jesus, Luz do mundo, em cada geração e em cada homem».


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Educar os jovens na fé

jul 5, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja
Há alguns dias, na Basílica de São João de Latrão, catedral de Roma, Bento XVI falou sobre o tema: “A alegria da fé e a educação das novas gerações”.

14 de junho de 2006
Vatican Information Service

Em sua reflexão, o Papa afirmou que “educar as novas gerações na fé é uma grande e fundamental tarefa, a que toda a comunidade cristã está chamada”, e que, por ser “especialmente difícil, é mais urgente do que nunca”.

“A certeza e a alegria de nos sabermos amados por Deus devem ser palpáveis e concretas para cada um de nós, sobretudo para as novas gerações que estão entrando no mundo da fé”.

O Santo Padre referiu-se à importância de que as novas gerações experimentem que a Igreja “é como um grupo de amigos no qual pode-se confiar realmente, que está próximo de nós em todos os momentos e circunstâncias da vida, (…) que jamais nos abandonará, nem sequer na hora da morte, porque leva consigo a promessa da eternidade”.

Os jovens e os adolescentes, continuou, “devem ser libertados do preconceito que se está difundindo de que o cristianismo, com os seus mandamentos e as suas proibições, põe muitos obstáculos à alegria do amor; de modo particular, impede que o homem e a mulher gozem com plenitude daquela felicidade que encontram no amor recíproco. (…) Os dez mandamentos não são um conjunto de “não”, mas um grande “sim” ao amor e à vida. O amor humano precisa ser purificado, amadurecer e ir mais além de si mesmo: somente assim pode ser totalmente humano e tornar-se o começo de uma alegria duradoura e verdadeira, para responder à exigência de eternidade que leva dentro de si, à qual não pode renunciar sem trair-se. Esse é o motivo substancial pelo qual o amor entre o homem e a mulher realiza-se plenamente somente no matrimônio”.

Bento XVI sublinhou que o tema da verdade “deve ocupar um espaço central”. Com a fé, disse, “acolhemos e aceitamos aquela Verdade que a nossa mente não pode compreender totalmente e não pode possuir, (…) e permite-nos alcançar o Mistério em que estamos imersos e encontrar em Deus o sentido definitivo da nossa existência”.

Outra dimensão da fé, continuou o Papa, “é a de confiar numa pessoa: não em qualquer pessoa, mas em Jesus Cristo”, que “preenche o nosso coração, dilata-o e enche-o de alegria, impulsiona a nossa inteligência para horizontes inexplorados, oferece à nossa liberdade seu ponto de referência decisivo, libertando-a das angústias do egoísmo e fazendo-a capaz do autêntico amor”.

Mais tarde, fazendo referência ao progresso da ciência, o Papa disse que “freqüentemente apresenta-se em contraposição às afirmações da fé, provocando confusão e tornando mais difícil que a verdade cristã seja acolhida”. Nesse sentido, assinalou que “o diálogo entre a fé a razão, quando é feito com sinceridade e rigor, oferece a possibilidade de perceber de forma eficaz e convincente o caráter racional da fé em Deus - não em qualquer Deus, mas no Deus que foi revelado por Jesus Cristo - e, além do mais, mostra que em Jesus Cristo encontra-se o cumprimento de todas as autênticas aspirações humanas”.

Depois de ressaltar que, além da experiência da fé, “existe um espaço privilegiado em que se realiza esse encontro de forma direta (…): a oração”, o Papa pediu a toda a Igreja de Roma, particularmente às almas consagradas, que sejam “assíduas na oração” e que adorem “a Cristo vivo na Eucaristia, enamorando-se cada vez mais d’Ele, que é o nosso irmão e amigo verdadeiro, o Esposo da Igreja, o Deus fiel e misericordioso que nos amou primeiro. Dessa maneira, os jovens estarão preparados e disponíveis para acolher o seu chamado, se os quiser totalmente para Ele, no sacerdócio ou na vida consagrada”.

“Na medida em que nos alimentamos de Cristo e nos enamoramos dŽEle - finalizou -, sentiremos o estímulo de levá-Lo a outros: a alegria da fé não a podemos guardar só para nós, mas devemos transmiti-la. Isso é especialmente necessário e urgente perante o esquecimento tão estranho que hoje há de Deus, em tantas e tão amplas partes do mundo, e de certa forma também aqui em Roma.

Fonte: Opus Dei


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Fé não se expressa de maneira abstrata, mas com obras de amor, diz Papa

jun 29, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Ao meditar na Carta de São Tiago

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 28 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Para Bento XVI, a fé, se é autêntica, não se expressa de maneira abstrata, mas com obras concretas de amor.

Esta foi a conclusão à que chegou nesta quarta-feira, ao refletir na figura do apóstolo Tiago o Menor, cuja biografia é pouco conhecida, mas que deixou à cristandade uma carta que faz parte dos escritos do Novo Testamento.

Nesse texto, declarou o Papa ao dirigir-se aos 25.000 peregrinos que suportaram um forte sol na praça de São Pedro do Vaticano, «insiste muito na necessidade de não reduzir a própria fé a uma declaração verbal ou abstrata, mas em expressá-la concretamente com boas obras».

Segundo Bento XVI, São Tiago «nos convida à constância nas provas gozosamente aceitas e à oração confiada para obter de Deus o dom da sabedoria, graças à qual chegamos a compreender que os verdadeiros valores da vida não estão nas riquezas transitórias, mas em saber compartilhar as próprias capacidades com os pobres e necessitados».

O que o bispo de Roma gosta da carta de São Tiago é que «mostra um cristianismo muito concreto e prático».

«A fé deve ser realizada na vida, sobretudo no amor ao próximo e particularmente no compromisso com os pobres», declarou.

«Este é o fundo com o qual se deve ler também a famosa frase: “Assim como o corpo sem espírito está morto, assim também a fé sem obras está morta” (Tiago 2, 26)». Alguns, reconheceu, contrapuseram esta declaração a outra de São Paulo, na qual diz que não somos justificados ante Deus em virtude de nossas obras, mas graças à nossa fé (cf. Gálatas 2).

«Contudo — assegurou o Papa –, as duas frases, que aparentemente são contraditórias, na realidade, se bem interpretadas, são complementares. São Paulo se opõe ao orgulho do homem, que pensa que não tem necessidade do amor de Deus», pois a graça é «doada e não merecida».

São Tiago, indicou, «fala, pelo contrário, das obras como fruto da fé: “A árvore boa dá frutos bons”, diz o Senhor. E São Tiago repete isso para nós».

Por último, disse, «a carta de São Tiago nos exorta a colocar-nos nas mãos de Deus em tudo que fazemos, pronunciando sempre as palavras: “Se Deus quiser” (Tiago 4, 15)».

«Deste modo, ele nos ensina a não planejar nossa vida de maneira autônoma e interesseira, mas a deixar espaço à inescrutável vontade de Deus, que conhece o autêntico bem para nós. Assim, São Tiago continua sendo um mestre de vida para cada um de nós», concluiu.


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