Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo


Igreja, unidade na diversidade; explica Bento XVI em Pentecostes

mai 12, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Convertendo-se assim em mensageira da paz de Cristo ao mundo

CIDADE DO VATICANO, domingo, 11 de maio de 2008 (ZENIT.org).- A Igreja constitui uma unidade na diversidade, chamada a transmitir a verdadeira paz de Cristo a toda a humanidade, assegurou Bento XVI na solenidade de Pentecostes.

Assim explicou o Santo Padre durante a homilia da celebração eucarística deste domingo, presidida em uma Basílica de São Pedro do Vaticano cheia de peregrinos, na qual declarou que a Igreja não é «uma federação de Igrejas».

Como explicou o pontífice comentando as escrituras da liturgia, a Igreja teve seu «batismo de fogo» na vinda do Espírito Santo sobre os discípulos, reunidos junto com a Virgem Maria em Jerusalém.

«Em Pentecostes a Igreja não fica constituída pela vontade humana, mas pela fortaleza do Espírito de Deus. E imediatamente pode-se ver que este Espírito dá vida a uma comunidade que é ao mesmo tempo única e universal, superando assim a maldição de Babel», assegurou.

Multiplicidade e unidade

«De fato, só o Espírito Santo - sublinhou -, que cria unidade no amor e na recíproca aceitação das diversidades, pode libertar a humanidade da constante tentação de uma vontade de potência que quer dominá-lo e uniformizá-lo totalmente».

O Papa quis deter-se em «um aspecto peculiar da ação do Espírito Santo», ou seja, na relação entre «multiplicidade e unidade».

Já em Pentecostes fica claro, disse, que «pertencem à Igreja os diferentes idiomas e culturas; na fé podem compreender-se e fecundar-se mutuamente», desde seu nascimento a Igreja «já é “católica, universal».

«Fala desde o início todos os idiomas, pois o Evangelho que se confiou está destinado a todos os povos, segundo a vontade e o mandato de Cristo ressuscitado».

«A Igreja que nasce em Pentecostes não é antes de tudo uma comunidade particular, a Igreja de Jerusalém, mas a Igreja universal, que fala os idiomas de todos os povos».

«Dela nascerão depois as demais comunidades em todas as partes do mundo, Igrejas particulares que são sempre expressão da única Igreja de Cristo».

«Portanto, a Igreja Católica não é uma federação de Igrejas, mas uma realidade única: a prioridade ontológica corresponde à Igreja universal - indicou -. Uma comunidade que não fosse neste sentido católica não seria nem sequer Igreja».

Vínculo de paz para a humanidade

Mas esta unidade não só deve ser vivida dentro da Igreja, mas tem de ser anunciada também «até os confins da terra».

Uma mensagem que Jesus ressuscitado pronuncia com a palavra hebraica «Shalom, paz a vós!».

«A expressão shalom não é uma simples saudação - declarou o bispo de Roma -; é muito mais: é o dom da paz prometida, conquistada por Jesus com o preço de seu sangue, é o fruto da vitória na luta contra o espírito do mal».

Em Pentecostes, o Papa pediu voltar a tomar consciência da «responsabilidade que implica este dom: responsabilidade da Igreja de ser constitucionalmente sinal e instrumento da paz de Deus para todos os povos».

«Tentei transmitir esta mensagem ao visitar recentemente a sede da ONU para dirigir minha palavra aos representantes dos povos», confessou.

«A Igreja realiza seu serviço à paz de Cristo sobretudo na presença e ação ordinária em meio dos homens, com a pregação do Evangelho e com os sinais de amor e de misericórdia que a acompanham», acrescentou.

E, entre estes sinais, sublinhou principalmente o serviço que a Igreja oferece ao ministrar o sacramento da Reconciliação.

«Que importante –infelizmente não suficientemente compreendido– é o dom da Reconciliação, que pacifica os corações!», exclamou.

«A paz de Cristo se difunde só através de corações renovados de homens e mulheres reconciliados, servidores da justiça, dispostos a difundir no mundo a paz com a única força da verdade, sem rebaixar-se a compromissos com a mentalidade do mundo, pois o mundo não pode dar a paz de Cristo: deste modo a Igreja pode ser fermento dessa reconciliação que procede de Deus», concluiu.


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Maria, impulsora do ecumenismo

mai 7, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Espiritualidade, Igreja

Segundo a teóloga Jutta Burggraf

Por Miriam Díez i Bosch

PAMPLONA, 7 de maio de 2008 (ZENIT.org).- Maria é «mestra e companheira no caminho» do ecumenismo, assegura a teóloga alemã Jutta Burggraf, especialista em Teologia da Criação, Teologia Ecumênica e Teologia Feminista.

Burggraf é doutora em Psicopedagogia, doutora em Sagrada Teologia e professora de Teologia dogmática na Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra e esteve em Roma recentemente para apresentar o «Dicionário de Teologia» da Editora EUNSA. Zenit a entrevistou.

Maria pode impulsionar o ecumenismo?

–Burggraf: Certamente. Não podemos esquecer que o verdadeiro protagonista do movimento ecumênico é o Espírito Santo. Portanto, é aconselhável que uma pessoa que quer trabalhar a sério pela unidade dos cristãos tome Maria como mestra e companheira no caminho: sua docilidade ao Espírito pode ser considerada como o núcleo íntimo de uma autêntica atitude ecumênica.

A veneração a nossa Mãe se fundamenta na Sagrada Escritura. Maria canta no Magnificat: «Desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada». Estas palavras são uma profecia e, por sua vez, uma missão para a Igreja de todos os tempos.

Os cristãos não inventaram nada novo quando começaram a louvar Maria. Ao contrário, descuidariam do que lhes foi confiado se não o fizessem. Eles se afastariam da palavra bíblica, e não glorificariam a Deus como Ele quer ser glorificado.

Maria é protagonista de festas litúrgicas não só na tradição católica.

–Burggraf: Nos tempos anteriores às grandes separações do Oriente (século XI) e do Ocidente (século XVI), as primeiras gerações cristãs já haviam começado a celebrar algumas festas marianas. Assim, por exemplo, a festa da Dormição é conhecida em Jerusalém no século VI, e em Constantinopla no ano 600. Como se supõe que Maria morreu muito suavemente, com muita paz e com a grande alegria de unir-se ao seu Filho, não se fala de «morte», mas de «Dormição». Tanto os ortodoxos como os muçulmanos celebram hoje esta festa em 22 de agosto, e a preparam com 15 dias de jejum. No final do século VII, foi introduzida em Roma, onde passou a chamar-se «Assunção de Santa Maria».

No século VIII se celebrava no Oriente a festa da Imaculada Conceição, sem dar muitas explicações teológicas ao respeito: o pensamento oriental prefere o mistério; o ocidental, ao contrário, a clareza analítica. Também Lutero foi favorável a esta festa. O reformador também costumava cantar o «Magnificat» diariamente, segundo conta a tradição.

Para os ortodoxos, o primeiro título de Maria é Theotokos, «Mãe de Deus», usado freqüentemente nos hinos e nas ricas obras iconográficas. O hino Akathistos (que literalmente significa «estando de pé», porque se canta nesta posição) é o hino mariano mais famoso no Oriente. Foi composto no final do século V por um autor desconhecido. Como diz um escritor moderno, não há problemas em que o hino seja anônimo. «Assim é de todos, porque é da Igreja.»

Há também uma marca comum a quase todos os ícones da Virgem no Oriente. Maria é representada como Mãe de Deus que leva o Menino Jesus nos braços. Estas imagens confessam a fé na maternidade divina de Maria.

Qual é a atitude dos protestantes com relação a Maria?

–Burggraf: Alguns disseram que, com a veneração de Maria, os cristãos teriam «caído», desde a altura da veneração do único Deus, ao louvor do ser humano. Na realidade, não é assim. Quando louvamos Maria, veneramos Deus. Quem elogia uma obra de arte, elogia o artista que a fez. Se estou fascinada com as pinturas «El aguador de Sevilla» ou «Las Meninas», o louvor recai em Diego Velázquez, que as realizou.

A Igreja venera em Maria a realização mais perfeita da obediência na fé. Isso é algo que podem aceitar também os cristãos evangélicos e, de fato, muitos o afirmam cada vez mais claramente. Não quer dizer que a Mãe de Jesus – como a chamam os protestantes – tenha sido um instrumento passivo nas mãos de Deus.

Ao contrário, sua entrega humilde e obediente só foi possível graças a uma grande atividade interior que manifesta, por sua vez, liberdade e maturidade. Pois só uma pessoa que é «dona» de si mesma pode dar-se alegremente aos demais. Só quem se sente autenticamente livre não se fere por ser «escrava».

Maria não foi passiva, mas receptiva; esteve disposta a receber os dons divinos. Esta atitude constitui uma condição necessária para levar uma vida cristã: quem não deixa Deus entrar em sua vida, não pode receber a fé nem as demais graças, e tampouco pode desenvolver plenamente suas capacidades. A escrava do Senhor é também a rainha dos céus.

O teólogo protestante Helmut Thielicke conta em sua autobiografia que, em uma visita que fez a um convento católico na Áustria, as religiosas lhe causaram uma grande impressão. Descreve assim: «Meu espírito se elevou – diz –, enquanto passeava meu olhar pelos diferentes rostos lá congregados. Todas elas pareciam ter marcas únicas, eram uma espécie de trabalho artesanal – primoroso – de Deus… Não havia marca de um padrão de fisionomias de moda, imitação ou uniformidade… Impressionou-me especialmente a beleza desses rostos tão idosos, que haviam sido moldados pelo Espírito».


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Deus Pai, Filho e Espírito SantoFoi lançado hoje o 2º volume da série “Citações Patrísticas” compilado e organizado por Carlos Martins Nabeto.

Este volume, com 108 páginas, é dedicado ao tema “Deus Pai, Filho e Espírito Santo” e conta, como o anterior, com aprovação eclesiástica (Nihil Obstat e Imprimatur).

Em suma, eis a matéria abrangida por este novo e-book:

- Prefácio (prof. Alessandro Ricardo Lima)

- Introdução Geral (Carlos Martins Nabeto)

- Deus:

1) A Santíssima Trindade: existência - unidade das Pessoas divinas - distinção das Pessoas divinas.

2) Deus Pai: Deus - monoteísmo - o nome de Deus - Deus é todo-poderoso - Deus é justo, sábio e onisciente - Deus se relaciona com o homem - a graça divina - Deus deve ser amado.

3) Jesus Cristo: seu nome - a encarnação do Verbo - verdadeiramente Deus e homem - filho único de Deus - sua primeira vinda - homem sem pecado - novo Adão - Verbo do Pai - amava perfeitamente sua Mãe - não teve irmãos consaguíneos - morreu verdadeiramente - desceu aos infernos - ressuscitou dos mortos - é redentor do gênero humano - seu sangue é valiosíssimo - sua vontade e conhecimento - todo homem deve confessá-lo - ultrajado por judeus e pagãos.

4) O Espírito Santo: terceira Pessoa da Trindade - ação vivificante - procede do Pai e do Filho.

Como o volume anterior, a obra está sendo lançada em formato de e-book (PDF) e estará disponível GRATUITAMENTE a todos os interessados que manifestarem o desejo de recebê-la por e-mail. Os leitores que ficarem satisfeitos com o conteúdo da obra são estimulados a procederem uma doação, de QUALQUER QUANTIA, visando a atualização e ampliação dos volumes que compõem a série, bem como para colaborar com os projetos do Autor, como a expansão e manutenção do site COCP-Central de Obras do Cristianismo Primitivo (http://cocp.nabeto.ihshost.com), que disponibiliza escritos da Igreja primitiva em sua íntegra.

A série completa, em 6 (seis) volumes, entregará ao leitor mais de 1600 citações patrísticas e estará assim organizada:

- Volume 1: A Palavra de Deus e a Profissão de Fé
- Volume 2: Deus Pai, Filho e Espírito Santo
- Volume 3: Maria, os Santos e os Anjos
- Volume 4: A Igreja de Cristo
- Volume 5: Os Sete Sacramentos e a Criação
- Volume 6: Escatologia e Questões Diversas

A obra é recomendada a todos os que amam a única Igreja de Cristo e/ou se interessam pela Patrística, especialmente sacerdotes, religiosos, seminaristas, catequistas e ministros extraordinários, além de estudantes de Teologia e leigos em geral que queiram conhecer a doutrina cristã tal como foi professada pela Igreja primitiva (e continua sendo pelo Catolicismo!).


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Chamado do Papa à Igreja: dar testemunho da verdade sem temores

jun 25, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Na solenidade do nascimento de São João Batista

CIDADE DO VATICANO, domingo, 24 de junho de 2007 (ZENIT.org).- Na solenidade do nascimento de São João Batista, Bento XVI fez um chamado à Igreja a dar «testemunho da verdade sem temores».

E, como fez o primo de Jesus, o Papa convidou a não ter medo de denunciar «as transgressões aos mandamentos de Deus», em particular quando seus protagonistas são os poderosos.

«João Batista foi o precursor, a ‘voz’ enviada a anunciar o Verbo encarnado», esclareceu antes de rezar a oração mariana do Ângelus junto a milhares de peregrinos que na Praça de São Pedro suportaram um calor asfixiante.

«Comemorar seu nascimento — acrescentou, falando desde a janela dos seus aposentos — significa na verdade celebrar Cristo, cumprimento das promessas de todos os profetas, entre os quais o Batista foi o maior, chamado para ‘preparar o caminho’ do Messias.»

João Batista é «a primeira ‘testemunha’ de Jesus, pois recebeu do Céu este sinal: ‘Sobre quem vires descer e repousar o Espírito, este é quem batiza no Espírito Santo’».

Precisamente com esse batismo começa o livro «Jesus de Nazaré», que acaba de ser publicado por Joseph Ratzinger - Bento XVI.

Após o batismo, João viu como baixava sobre Jesus o Espírito em forma de pomba. «Então ele ‘conheceu’ a realidade plena de Jesus de Nazaré e começou a ‘manifestá-lo a Israel’ (João 1, 31), apresentando-o como Filho de Deus e redentor do homem».

Recordando a decapitação, o Papa continuou explicando que «como um autêntico profeta, João deu testemunho da verdade sem temores».

«Denunciou as transgressões aos mandamentos de Deus, inclusive quando os protagonistas das mesmas eram potentes», recordou.

« Dessa forma, pagou com a vida a acusação de adultério a Herodes e Herodíades, selando com o martírio seu serviço a Cristo, que é a Verdade em pessoa», sublinhou.

O pontífice concluiu pedindo que « também em nossos dias a Igreja saiba manter-se sempre fiel a Cristo e testemunhar com valentia sua verdade e seu amor a todos».


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Pregador do Papa: Espírito Santo atua no mundo

mai 26, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Espiritualidade, Igreja

Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a liturgia do domingo de Pentecostes

ROMA, sexta-feira, 25 de maio de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. — pregador da Casa Pontifícia — sobre a liturgia do próximo domingo, solenidade de Pentecostes.

* * *

Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e renovai a face da terra

Domingo de Pentecostes
Atos 1, 1-11; Romanos 8, 8-17; João 14, 15-16.23b-26

Na tarde de Páscoa, Jesus no cenáculo «soprou sobre eles [seus discípulos] e lhes disse: ‘Recebei o Espírito Santo’» [Jo 20, 19-23, ndr.]. Este sopro de Cristo evoca o gesto de Deus que, na criação, «soprou sobre o homem, feito de pó do chão, um alento de vida, e tornou-se o homem um ser vivente» (Gn 2, 7). Com aquele gesto, Jesus vem dizer, portanto, que o Espírito Santo é o sopro divino que dá vida à nova criação, como deu vida à primeira criação. O Salmo responsorial sublinha este tema: «Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e renovai a face da terra» [Sal 103, 1-34. ndr.].

Proclamar que o Espírito Santo é criador significa dizer que sua esfera de ação não se restringe só à Igreja, mas se estende a toda a criação. Nenhum tempo, nenhum lugar estão privados de sua presença ativa. Ele atua na Bíblia e fora dela; atua antes de Cristo, no tempo de Cristo e depois de Cristo, ainda que nunca separadamente d’Ele. «Toda verdade, de onde quer que venha dita — escreveu Santo Tomás de Aquino –, vem do Espírito Santo». Certo: a ação do Espírito de Cristo fora da Igreja não é a mesma que dentro da Igreja e nos sacramentos. Lá Ele atua por poder, aqui por presença, em pessoa.

O mais importante, a propósito do poder criador do Espírito Santo, não é compreendê-lo ou explicar suas implicações, mas experimentá-lo. E o que significa experimentar o Espírito como criador? Para descobrir isso, partimos do relato da criação. «No princípio Deus criou os céus e a terra. A terra era caos e escuridão acima do abismo, e um vento de Deus soprava sobre as águas» (Gn 1, 1-2). Deduz-se que o universo já existia no momento em que o Espírito intervém, mas ainda era informe e tenebroso, caos. É depois de sua ação quando o criado assume contornos precisos; a luz se separa das trevas, a terra do mar, e tudo adquire uma forma definida.

O Espírito Santo é, portanto, Aquele que permite passar — a criação — do caos ao cosmos, o que faz assim algo belo, ordenado, limpo (cosmos vem da mesma raiz que cosmético, e quer dizer belo!), realiza assim um «mundo», segundo o duplo significado dessa palavra. A ciência nos ensina hoje que este processo durou bilhões de anos, mas o que a Bíblia quer dizer-nos, com linguagem simples e imaginativa, é que a lenta evolução da vida e a ordem atual do mundo não ocorreu por acaso, obedecendo a impulsos cegos da matéria, mas por um projeto aplicado nele, desde o início pelo criador.

A ação criadora de Deus não se limita ao instante inicial; Ele está sempre em ato de criar. Aplicado ao Espírito Santo, isso significa que Ele é sempre o que faz passar do caos ao cosmos, isto é, da desordem à ordem, da confusão à harmonia, da deformidade à beleza, da velhice à juventude. Isso em todos os níveis: no macrocosmos e no microcosmos, ou seja, no universo inteiro assim como em cada homem.

Devemos crer que, apesar das aparências, o Espírito Santo atuando no mundo e o faz progredir. Quantos novos descobrimentos, não só no campo físico, mas também no moral e social! Um texto do Concílio Vaticano II diz que o Espírito Santo está atuando na evolução da ordem social do mundo («Gaudium et spes», 26). Não é só o mal que cresce, mas também o bem, com a diferença de que o mal se elimina, termina consigo mesmo, enquanto que o bem se acumula, permanece. Certamente ainda existe muito caos ao nosso redor: caos moral, político social; o mundo tem ainda muita necessidade do Espírito Santo; por isso não devemos cansar-nos de invocá-lo com as palavras do Salmo: «Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e renovai a face da terra!».

[Tradução realizada por Zenit]


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Bento XVI exorta a pedir a efusão do Espírito Santo

mai 20, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Por ocasião da oração do «Regina Caeli», a uma semana de Pentecostes

CIDADE DO VATICANO, domingo, 20 de maio de 2007 (ZENIT.org).- A uma semana da solenidade de Pentecostes, Bento XVI convidou ao recolhimento na oração, a exemplo dos Apóstolos junto à Virgem Maria, para pedir a efusão do Espírito Santo.

Uma multidão de fiéis e peregrinos acolhera este chamado na Praça de São Pedro, no Vaticano, em uma esplêndida manhã primaveral durante o encontro de oração do «Regina Caeli» com o Papa.

Aludindo à solenidade da Ascensão do Senhor — que a liturgia recordou na quinta-feira passada, mas que em alguns países se celebra hoje –, o Santo Padre recordou que, com o retorno ao Pai, Jesus Ressuscitado «nos abre o caminho à vida eterna e faz possível o dom do Espírito Santo».

Por isso, «como então fizeram os Apóstolos, também nós, depois da Ascensão, nos recolhemos em oração para invocar a efusão do Espírito, em união espiritual com a Virgem Maria», convidou.

Referiu-se assim ao capítulo 1 dos Atos dos Apóstolos, cujos versículos (12-14), depois do relato da Ascensão do Senhor, narram o regresso dos apóstolos a Jerusalém e a perseverança de todos eles, em um mesmo espírito, na oração, em companhia de Maria, a Mãe de Jesus.

«Que sua intercessão obtenha para toda a Igreja um renovado Pentecostes», expressou o Papa referindo-se à Virgem Maria.

Bento XVI aproveitou também as saudações posteriores à oração do «Regina Caeli» em sua sintética preparação para a solenidade de Pentecostes, que a Igreja celebra no domingo próximo.

«Como os primeiros discípulos reunidos com Maria no Cenáculo, esperamos a chegada do Espírito Santo que nos dará força para ser testemunhas de Cristo ressuscitado no mundo», expressou em espanhol.

Em português invocou os dons do Espírito Santo sobre todos os fiéis para conseguir sua transformação em verdadeiros discípulos e missionários de Jesus Cristo, em meio das famílias e comunidades.

Aniversário de nascimento de João Paulo II

Na sexta-feira, 18 de maio, foi o aniversário de nascimento do Servo de Deus João Paulo II (1920-2005).

Da data fez também memória este domingo Bento XVI, entre os aplausos dos peregrinos na Praça de São Pedro.

Ao saudar em polonês os compatriotas do Papa Karol Wojtyla –sempre presentes em Roma–, lhes agradeceu sua oração pela beatificação de seu predecessor na sede petrina.


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Em uma mensagem enviada à 30ª Convocatória dessa realidade eclesial italiana

CIDADE DO VATICANO/RIMINI, segunda-feira, 30 de abril de 2007 (ZENIT.org).- «Quando uma família funda todo seu projeto na confiança em Deus, nada lhe é impossível», diz Bento XVI em uma mensagem às 25 mil pessoas que foram à Convocatória da «Renovação no Espírito» («RnS») italiana.

A mensagem autógrafa do Papa — enviada ao presidente do «RnS» («Rinnovamento nello Spirito»), Salvatore Martinez — sublinha que o movimento eclesial tenha querido reservar, este ano, especial atenção à família.

«Várias vezes tive ocasião de sublinhar também a urgência que reveste hoje a evangelização da família, célula fundamental da sociedade e pequena Igreja doméstica», compartilha o pontífice.

«Seguindo as orientações dos bispos italianos, igualmente vós vos dedicais ativamente a sustentar tudo o que, concretamente, defende e promove esses valores humanos e cristãos que devem estar na base de todo núcleo familiar», expressa o Santo Padre, segundo cita a sala de comunicação do «RnS.»

A 30ª Convocatória anual do «RnS» — na localidade italiana de Rimini, de 28 de abril a 1º de maio – celebra-se em torno das palavras da Anunciação à Virgem Maria: «Nada é impossível para Deus» (Lucas 1, 37).

Nesta ocasião, o movimento eclesial previu no programa da Convocatória, nesta segunda, uma espécie de «pré-Family Day», em preparação da grande manifestação «Mais Família» de 12 de maio — uma reunião que viverá a cidade de Roma, na praça de São João de Latrão.

A razão é o impulso do governo italiano a um projeto de lei centrado no reconhecimento das uniões «de fato» homossexuais e heterossexuais.

Em resposta, o Manifesto «Mais Família» — em torno do qual se convoca a manifestação de 12 de maio para todos, leigos e católicos, crentes ou não crentes — sublinha a necessidade de políticas públicas de promoção da família (fundada no matrimônio, união estável de um homem e de uma mulher, aberta à acolhida dos filhos) e expressa um juízo contrário à equiparação de outras formas de convivência ao matrimônio.

Promove o «Family Day» o «Fórum das Associações Familiares» (www.forumfamiglie.org), entre as que se conta o «RnS».

O «RnS» (www.rns-italia.it) é uma das realidades da Renovação Carismática Católica (RCC); esta surgiu quando, em 1967, alguns estudantes da Universidade americana de Duquesne (Pittsburg, Pensilvânia) participaram de um retiro durante o qual experimentaram a efusão do Espírito Santo e a manifestação de alguns dons carismáticos. Desde então, a RCC se difundiu rapidamente por todo o mundo.

Em conjunto, a Renovação Carismática é uma corrente de graça que tocou transversalmente as Igrejas cristãs históricas (católica-protestante-ortodoxa) e que inclui cerca de 600 milhões de cristãos em todo o mundo. Destes, mais de 120 milhões são católicos, contam com um Conselho Internacional (ICCRS — «International Catholic Charismatic REnewal Services») reconhecido pelo Pontifício Conselho para os Leigos.

Aos muitos palestrantes e testemunhos da Convocatória do «RnS» se somou, nesta segunda-feira em Rimini, Patti Gallagher Mansfield (esposa, mãe e avó), presente há quarenta anos entre aqueles jovens de Pittsburg.

Recordou aquela efusão do Espírito: «Eu me senti imersa no amor de Deus; um amor totalmente desmerecido e gratuito. Pensei que se podia ter esta experiência, qualquer um a podia ter no mundo».

«O milagre — disse à assembléia — é que aquela vivência, experimentada por um pequeno grupo de estudantes, passou através de nós à Igreja universal. E hoje, no 40º aniversário de Duquesne, Deus nos pede que lhe amemos e amemos as almas.»

Oração e evangelização, portanto: «Eis aqui meu chamado. Eis aqui vosso chamado; eis aqui o chamado de todo o povo de Deus», afirmou.


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