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MADRI, quinta-feira, 15 de março de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos a nota do Comitê Executivo da Conferência Episcopal Espanhola emitida nesta quinta-feira sobre o respeito pela fé católica e por suas imagens.
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Nos últimos dias se tornaram notórias diversas atuações de particulares e inclusive de instituições públicas que não podem ser consideradas mais que como ofensas objetivas aos católicos, já que denigram as imagens mais representativas da fé da Igreja, como a do próprio Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos santos. Cremos que ofendem também a sensibilidade de qualquer pessoa de reta consciência. Pensamos, por exemplo, nos cartazes e nos comerciais televisivos do filme titulado Teresa, o corpo de Cristo e sobretudo no caso, em certo sentido ainda mais grave, dos catálogos de uma exposição fotográfica publicados pelo Conselho de Cultura de Extremadura, com prólogo de seu responsável. As imagens reproduzidas por esses meios são cruas e lamentáveis blasfêmias.
A Constituição Espanhola reconhece e protege o direito de liberdade religiosa das pessoas e das instituições; as leis, inclusive as penais, tutelam esse direito fundamental, que é vulnerado com atuações como as mencionadas. Com toda firmeza, exigimos o respeito da fé católica, de suas imagens e de seus símbolos. Não podemos deixar passar nem dar a sensação de que toleramos tais lesões dos direitos dos católicos e da Igreja. É necessário que se peçam as responsabilidades correspondentes pelas vias pacíficas e legais previstas no ordenamento de nosso Estado democrático e de direito. Sem justiça, não é possível a convivência em liberdade, nem sequer seria possível o perdão, que não negaremos nunca àqueles que nos ofendem.
Por este motivo, convidamos os católicos a elevarem ao Céu orações de gratidão e de louvor, porque a misericórdia e a bondade de Deus são infinitas. Que a gratidão e o louvor sejam mais fortes que seus contrários.
Intervenção do secretário da Conferência Episcopal Espanhola em Valência
VALÊNCIA, sexta-feira, 7 de julho de 2006 (ZENIT.org).- O secretário da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), o Pe. Juan Antonio Martínez Camino, S.I., manifestou que a aprovação da lei que equipara os matrimônios com as uniões de homossexuais na Espanha fez com que «quem diz que o matrimônio é a união entre homem e mulher não esteja protegido pela lei», mas «à margem» dela.
Martínez Camino, que participou nesta sexta-feira da Feira Valência no Congresso dos Filhos do V Encontro Mundial das Famílias, afirmou que a legislação espanhola atual sobre o matrimônio «é injusta», já que «está feita só para uns poucos», que conseguiram que «o matrimônio não seja hoje contemplado pela lei».
De fato, o secretário da CEE assegurou, segundo recolhe a agência AVAN, que «na Espanha se desfez juridicamente o matrimônio», já que com a modificação do Código Civil desapareceram os termos pai e mãe ou esposo e esposa.
Este tipo de leis, «que são sectárias e que não são para todos, não favorecem a liberdade verdadeira nem o exercício da liberdade religiosa contemplada na Constituição». Por isso, qualificou de «inaudita» a atual legislação na Espanha.
«Isso não acontece em nenhum país da Europa», lamentou Martínez Camino, que acrescentou que «em outros países se equiparou o matrimônio à união entre casais do mesmo sexo, mas não se desfez o matrimônio, como sucedeu na Espanha.»
Em sua intervenção, centralizada na liberdade religiosa e na transmissão da fé, o secretário da CEE também se referiu à legislação em matéria educativa na Espanha.
«A disciplina de Educação para a Cidadania, que vai ser obrigatória para todos os centros em todos os níveis de educação, vai ensinar que o matrimônio não é a união entre homem e mulher», precisou.
Também, na mesma disciplina «se vai pedir às crianças, aos oito anos, que façam opção sexual, que digam se são homens ou mulheres ou qual vai ser sua orientação sexual».
Para Martínez Camino, «se essa disciplina for obrigatória, será imposta uma concepção moral da vida humana aos filhos, ainda que os pais não a compartilhem» e, com isso, «será violado o direito à liberdade religiosa reconhecido pela Constituição».
Isso gerará «dificuldades para transmitir a fé, mas não será um impedimento, porque nós estamos aqui para isso».
«Ninguém impedirá os cristãos, nem os pais, nem os professores, de falar de Cristo», concluiu.
BARCELONA, 18 Abr. 06 (ACI) .- O Arcebispo de Barcelona, Dom. Lluís Martínez Sistach, rejeitou o Título I do projeto de reforma do Estatuto aprovado pelo Congresso de Deputados, porque não reconhece o direito à liberdade religiosa, diferentemente da Constituição espanhola e o projeto da Constituição européia. Em declarações à Catalunya Informació”, o Prelado disse que “não era necessário” que o novo texto tivesse um título de direitos e deveres para obter um consenso entre crentes e não crentes.
Indicou que o Estatuto deve satisfazer a totalidade de cidadãos. “Há muitos grupos de pessoas e de cristãos, que constituímos um número importante da sociedade catalã, que merecemos um reconhecimento e que não nos encontramos satisfeitos“, assinalou.
O Prelado disse que a chegada maciça de imigrantes e novas religiões não está “rarefazendo” a relação destas com a Igreja. Entretanto, esclareceu que “não se deve perder o norte e não perder nossas raízes cristãs”. “O que identifica um povo da Cataluña é um campanário e não uma mesquita”, lembrou.
Dom Martínez defendeu o direito dos muçulmanos de construir mesquitas de acordo com o número “e em proporção de seus membros”, mas lamentou que em alguns dos países de onde estes procedem não se respeite o direito à liberdade religiosa. Pediu à União Européia promover o “princípio de reciprocidade”.