Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo
MADRI, 31 Jul. 08 / 01:30 am (ACI).- A organização “S.O.S. Família” da Espanha, iniciou a distribuição gratuita do folheto “Conheça toda a verdade sobre o aborto”, no qual de maneira simples e clara, responde-se às principais interrogantes sobre este grave tema.
Conforme explica É Família, “o aborto é a pior ferida aberta em incontáveis mães e lares, assim como na rede social espanhola; dificilmente se pode encontrar um tema que cause mais dor e polêmica”; e que ao mesmo tempo gere mais interrogantes: “a decisão de abortar significa um crime ou uma simples operação terapêutica?; matam-se cem mil crianças não nascidas por ano na Espanha ou se dá liberdade a 100 mil futuras mães para desfazer-se de uma ‘gravidez não desejada’?; essas mães ficam felizes pelo que fizeram ou com um trauma profundo pelo resto de suas vidas”
Segundo declarações do coordenador da campanha, Francisco González, o sucesso da publicação foi surpreendente: virtualmente sem publicidade, em junho deste ano se esgotaram duas edições com um total de 50 mil exemplares.
Além disso, no mês de julho, já em época de férias, apareceu a terceira edição com uma redação e apresentação que supera as anteriores, resumida em 16 páginas e ilustrada com 26 fotografias.
“Não desejo o filho que estou esperando. Posso abortá-lo? O Estado me pode permitir isso? por que a Igreja o proíbe?”, são as perguntas que se faz Maria Isabel, uma garota de 18 anos.
“O tema –diz González– é tratado com toda sua crueldade, mas de forma elevada e respeitosa. trata-se de um folheto de fácil leitura, que uma vez começada, não se deixa”.
O íntegra do folheto se pode ver e descarregar da página Web: www.sosfamilia.es
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 25 de setembro de 2006 (ZENIT.org).- Os dois acontecimentos mais importantes na agenda de Bento XVI para ao mês de outubro são a canonização de quatro beatos e a viagem a Verona (Itália) por ocasião do IV Congresso Eclesial Nacional da Igreja na Itália.
Segundo o calendário das cerimônias que serão presididas pelo Santo Padre, publicado pelo Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, no domingo 15 de outubro acontecerá na praça de São Pedro, às 10 da manhã, a esperada canonização.
Os futuros santos são:
O calendário revela que o Papa viajará na quinta-feira, 19 de outubro, a Verona (Itália), para presidir a celebração eucarística no estádio Bentegodi, por ocasião do IV Congresso Eclesial Nacional da Igreja Italiana.
O Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice informa que no mês de outubro acontecerão na Itália, Espanha e Alemanha três beatificações.
No domingo 8 de outubro, às 16:00h, no anfiteatro romano de Fiésole (Itália), será beatificada a religiosa Maria Teresa de Jesus (no século Maria Scrilli), italiana, fundadora da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Carmelo (1825-1889).
No domingo 22 de outubro, às 17:00h, na catedral de Bilbao (Espanha), acontecerá a beatificação de Margarita Maria López de Maturana, espanhola, fundadora do Instituto das Irmãs Mercedárias Missionárias (1884-1934).
Por último, no domingo 29 de outubro, às 14:30h, na catedral de Speyer (Alemanha), será beatificado Paul Josef Nardini, sacerdote diocesano e fundador das Religiosas Franciscanas da Sagrada Família (1821-1862).
Fala a professora Maria del Mar Galcerán
BARCELONA, domingo, 16 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A Teologia tem também seu lugar na Universidade: assim pensa um grupo de católicos da Catalunha (Espanha) ao criar o STU, Secretariado de Teologia na Universidade (teologiaalauniversitat.org).
A professora e secretária Maria del Mar Galcerán conta que «sua origem se remonta ao Serviço de Assistência e Formação Religiosa nas Universidades (SAFOR)».
Agora, impulsionado pelo Arcebispado de Barcelona, este Secretariado quer que nas salas, corredores e lugares de descanso e estudo das universidades se fale de Deus, e com critério.
Para isso dão a possibilidade aos alunos de qualquer carreira (de Matemática a Direito, Veterinária ou Arquitetura) a seguir alguns cursos de Teologia cujos créditos são reconhecidos oficialmente.
«A idéia central é enlaçar fé e cultura na universidade pública. O modo de fazê-lo é constituindo uma plataforma acadêmica sobre a presença da Teologia e o pensamento religioso na universidade», acrescenta esta docente de Barcelona.
Professores de Teologia oferecem nestas universidades cursos teológicos específicos.
O Secretariado propôs para este curso programas de 30 horas — equivalem a dois créditos de livre escolha.
Entre os cursos oferecidos, foram muito solicitados: «De que falamos quando falamos de Deus», «A coragem de perdoar», «A vida e os ensinamentos de Jesus: os Evangelhos», «Islã e Ocidente, diálogo de civilizações» ou «Fundamentos e aplicações da Bioética».
Vários institutos de Teologia dão suporte à iniciativa que, segundo Maria del Mar Galcerán, ajuda a paliar «o grande vazio de formação e de conteúdos teológicos nos estudantes atuais, lacuna que lhes dificulta a compreensão de nossa realidade sócio-cultural de tradição judaico-cristã».
Esta professora de Educação Social acha que, ainda que «a sociedade espanhola e a européia majoritariamente se definam como leigas e deslocam a religião ao âmbito privado, é certo que a maioria da população civil se define como crente e existe uma parte da população juvenil com uma crescente sensibilidade pela busca de sentido».
Intervenção do secretário da Conferência Episcopal Espanhola em Valência
VALÊNCIA, sexta-feira, 7 de julho de 2006 (ZENIT.org).- O secretário da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), o Pe. Juan Antonio Martínez Camino, S.I., manifestou que a aprovação da lei que equipara os matrimônios com as uniões de homossexuais na Espanha fez com que «quem diz que o matrimônio é a união entre homem e mulher não esteja protegido pela lei», mas «à margem» dela.
Martínez Camino, que participou nesta sexta-feira da Feira Valência no Congresso dos Filhos do V Encontro Mundial das Famílias, afirmou que a legislação espanhola atual sobre o matrimônio «é injusta», já que «está feita só para uns poucos», que conseguiram que «o matrimônio não seja hoje contemplado pela lei».
De fato, o secretário da CEE assegurou, segundo recolhe a agência AVAN, que «na Espanha se desfez juridicamente o matrimônio», já que com a modificação do Código Civil desapareceram os termos pai e mãe ou esposo e esposa.
Este tipo de leis, «que são sectárias e que não são para todos, não favorecem a liberdade verdadeira nem o exercício da liberdade religiosa contemplada na Constituição». Por isso, qualificou de «inaudita» a atual legislação na Espanha.
«Isso não acontece em nenhum país da Europa», lamentou Martínez Camino, que acrescentou que «em outros países se equiparou o matrimônio à união entre casais do mesmo sexo, mas não se desfez o matrimônio, como sucedeu na Espanha.»
Em sua intervenção, centralizada na liberdade religiosa e na transmissão da fé, o secretário da CEE também se referiu à legislação em matéria educativa na Espanha.
«A disciplina de Educação para a Cidadania, que vai ser obrigatória para todos os centros em todos os níveis de educação, vai ensinar que o matrimônio não é a união entre homem e mulher», precisou.
Também, na mesma disciplina «se vai pedir às crianças, aos oito anos, que façam opção sexual, que digam se são homens ou mulheres ou qual vai ser sua orientação sexual».
Para Martínez Camino, «se essa disciplina for obrigatória, será imposta uma concepção moral da vida humana aos filhos, ainda que os pais não a compartilhem» e, com isso, «será violado o direito à liberdade religiosa reconhecido pela Constituição».
Isso gerará «dificuldades para transmitir a fé, mas não será um impedimento, porque nós estamos aqui para isso».
«Ninguém impedirá os cristãos, nem os pais, nem os professores, de falar de Cristo», concluiu.
Resultados de um estudo realizado na Itália, Espanha e França
ROMA, quarta-feira, 28 de junho de 2006 (ZENIT.org).- A difusão da Bíblia e do Novo Testamento experimentam um grande crescimento, mas ao mesmo tempo persiste o fenômeno de uma cultura religiosa frágil. São estes os resultados de uma pesquisa encarregada pela Aliança Bíblica Universal (ABU), dirigida pelo professor Luca Diotallevi, da Universidade «Roma Tres».
A pesquisa envolve um período de três anos e inclui a França, a Espanha e a Itália. A pesquisa, levada a cabo por Eurisko com uma mostra de 650 pessoas dos três países, inclui também entrevistas em profundidade com lideres da Igreja Católica, buscados a esse propósito, dos três países, com uma avaliação final dos dados recolhidos.
O professor Diotallevi, sociólogo, diretor da investigação, explicou em uma coletiva de imprensa celebrada em Roma em 26 de junho que, nos 40 anos seguintes ao Concílio Vaticano II, a Bíblia «entrou massivamente nas famílias de muitos cristãos, em casas onde antes não estava. A pena é que em muitos casos fica fechada, é um objeto sagrado ao invés de um Livro sagrado».
A pesquisa põe de manifesto que a difusão e conhecimento do texto bíblico se dá sobretudo através da missa dominical. O cumprimento do preceito festivo se vê em primeiro lugar na Espanha, com 49% dos fiéis. Segue a Itália com 29%, e a França, com 26%.
Da pesquisa se deduz que, entre estes praticantes, 55% dos franceses lêem a Bíblia, 52% dos espanhóis e 42% dos italianos. Entre quem participa em leituras de grupo, 21% são franceses, 17% italianos e 12% espanhóis. Segundo os entrevistados, a homilia é o instrumento mais difundido para fazer conhecer a Bíblia.
O conhecimento dos fatos bíblicos continua sendo muito parcial, reconhece o estudo. Nas entrevistas se fizeram perguntas nas quais se pedia para indicar quem entre os santos eram autores de um evangelho; 32% indicaram São Pedro e 49%, São Paulo, pondo de destaque a confusão entre evangelista, apóstolo e autor de epístolas.
Segundo os entrevistados nos três países, «o aspecto mais positivo da Igreja» é a paróquia (46% espanhóis, 42% franceses, 39% italianos). Em segundo lugar se assinala o Papa (26% Espanha, 25% Itália e 17% França), e em terceiro lugar estão os grupos leigos (França 13%, Espanha 11%, Itália 8%).
«Da pesquisa — sublinhou Diotallevi — emerge um conhecimento religioso frágil e nulo», com porcentagem de 56% na Espanha, 47% na Itália e 44% na França, e uma alfabetização bíblica baixa: 30% Itália, 22% Espanha, 21% França.
Diotallevi concluiu precisando que «em geral se experimenta a importância da Bíblia, mas é necessário empreender iniciativas que promovam mais sua difusão e seu conhecimento profundo, e poderão ser mais eficazes se católicos, protestantes e ortodoxos sabem colaborar juntos».
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VATICANO, 27 Jun. 06 (ACI) .- O Cardeal James Francis Stafford, Penitenciário Maior da Santa Sé, anunciou hoje que o Papa Bento XVI concedeu aos fiéis indulgência plenária por motivo do V Encontro Mundial das Famílias, que se celebrará em Valência (Espanha), de 1 a 9 de julho próximo.
O decreto publicado pela Penitenciária Maior do Vaticano, indica que o Santo Padre que irá a Valência “e deseja que vão à cidade espanhola fiéis de todas as partes do mundo”, concede a indulgência a todos os participantes e àqueles que não puderem fazê-lo “mas estejam unidos com o espírito e o pensamento” aos fiéis presentes nos dias do encontro.
No decreto, dado a conhecer hoje, mas assinado em 15 de Junho, Solenidade de Corpus Christi, recorda-se que João Paulo II estabeleceu que a cada três anos se celebrasse o Encontro Mundial da Família e que o Papa Bento XVI irá a Valência pedindo à Santíssima Trindade que o encontro traga “um grande benefício para a Igreja, especialmente em um tema, como é o da família, sede da vida e do amor, igreja doméstica, em que os pais transmitem aos filhos o dom inestimável da fé”.
“O Papa ?segue o decreto?, aderindo-se de coração à convocatória mundial de Valência, estabeleceu com muito gosto a concessão da indulgência plenária aos fiéis nos termos indicados, expressando o vivo desejo de que acudam numerosos fiéis de todas as partes do mundo”.
O documento assinado pelo Cardeal Stafford, recorda que a indulgência será aplicada nas condições que estabelece a Igreja:
Entrevista com a pesquisadora e musicista Julieta Veja García
MÉXICO, D.F. terça-feira, 13 de junho de 2006 (ZENIT.org-El Observador).- O canto gregoriano continua sendo o canto oficial da Igreja Católica de rito latino, recorda Julieta Veja García, licenciada em Filosofia e Letras –especialidade em História da Arte– e doutora em Geografia e História dentro da área de Musicologia.
É titulada profissional como professora de piano pelo Conservatório Superior de Música de Granada (Espanha) e diretora da «Schola Gregoriana llíberis» desde 1986.
Suas linhas de investigação se centram no Canto Gregoriano: patrimônio, teoria e prática, e a música nos conventos de clausura e outros meios eclesiásticos.
?O que é o «Canto Gregoriano»?
?Julieta Vega García: É um canto milenar, patrimônio cultural da humanidade e continua sendo o canto oficial da liturgia romana, como recordou o próprio João Paulo II em 2003 em um Quirógrafo sobre a música sacra ? por ocasião do centenário do Motu Proprio «Tra lê sollecitudini», em que recordava as normas do Vaticano II acerca da música litúrgica.
?Por que se chama assim?
?Julieta Vega García: Porque se atribui sua autoria ao Papa São Gregório Magno. Um dos pontos que mais chamam a atenção em seu fecundo pontificado é seu zelo pelo aperfeiçoamento da liturgia, alcançando grande importância seu impulso na organização definitiva do canto litúrgico, que se conhece sob o nome de canto gregoriano. Aos 35 anos, ele começou a dedicar-se ao serviço de Deus. A ele se deve a primeira grande reforma da Liturgia, de maneira especial do canto (daí o nome de canto gregoriano, que está na base da liturgia ocidental).
?Quando surgiu o Canto Gregoriano?
?Julieta Vega García: Sua origem está na salmodia judaica, mas as primeiras partituras que se conservam foram escritas no Renascimento Carolíngio, no final do século IX.
?Qual é a relação entre o Canto Ambrosiano e o Canto Gregoriano?
?Julieta Vega García: Antes da unificação que se produziu nos séculos IX-XI, cada região tinha suas próprias tradições: o Ambrosiano em Milão, o visigótico-mozárabe na Espanha, o velho romano, o galiciano… O gregoriano parece ser uma síntese entre galicano e velho romano. Em determinadas peças, há muita relação entre o Ambrosiano e o Gregoriano, mas o ambrosiano é um pouco mais ornamentado melodicamente.
?Existe atualmente produção de Canto Gregoriano? Qual é a aceitação social que se lhe outorga?
?Julieta Vega García: Realmente a produção (entendida como composição) é inexistente. Há boa aceitação social deste antigo repertório, tanto em concertos como em missas, conferências, assistência e cursos, compra de música gravada, entre outros tipos de consumo.