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Stefano Fontana, no encerramento do Curso de Doutrina Social da Igreja
MADRI, quinta-feira, 13 de setembro de 2007 (ZENIT.org-Veritas).- Um consultor do Conselho Pontifício Justiça e Paz e diretor do Observatório Internacional Cardeal Van Thuan, Stefano Fontana, encerrou nesta quinta-feira o XVI Curso de Doutrina Social da Igreja, com uma palestra titulada «O relativismo ocidental como questão ética e política. Resposta da fé cristã».
O palestrante fez um percurso pelo pensamento moderno até a ditadura do relativismo e expressou que «a única verdade do moderno racionalismo consiste em que não existe nenhuma verdade», sublinhando que «ao cristianismo corresponde propriamente salvar a humanidade do homem; à fé, salvar a razão; e à caridade, salvar a justiça».
O consultor do Conselho vaticano abordou a situação atual da ditadura do relativismo e expressou que «a absolutização da razão, privada da purificação da fé, converte-se inevitavelmente em niilismo e em cultura da morte».
Segundo Fontana, «o racionalismo é uma fé, porque crê que a razão não está corrompida; a laicidade da modernidade é uma fé, porque crê firmemente que pode construir-se por si mesma; o gnosticismo é uma fé, porque crê sem duvidar que o conhecimento pode salvar e salvar por si só».
Fontana comparou a cultura dos direitos com uma «cultura dos deveres» que permita a abertura ao transcendente: «a estação dos direitos terminou e agora é necessária uma nova cultura e uma política dos deveres que reabra espaço à indispensabilidade, não só à utilidade».
VATICANO, 28 Jun. 06 (ACI) .- O Papa Bento XVI recordou o 50º aniversário da revolta da cidade polonesa de Poznan, que inspirou décadas depois ao movimento “Solidariedade”, decisivo na queda da Cortina de ferro.
“O sangue derramado pelos operários, as mulheres e as crianças de Poznan não foi derramado em vão, foi a semente da liberdade cujo fruto foi anos depois a queda do sistema estalinista e a plena soberania da nação”, escreveu o Papa em sua mensagem, lida hoje nessa cidade polonesa pelo Arcebispo Stanislaw Gadecki.
O Presidente polonês, Lech Kaczynski, lembrou, por sua vez, o significado da revolta dos operários há 50 anos, a primeira contra uma ditadura comunista em toda a Europa do Leste.
Em 28 de junho de 1956, 100 mil operários de Poznan saíram pela primeira vez às ruas pedindo “pão e liberdade”. A intervenção violenta do exército e a polícia, ordenada de Moscou produziu a morte de 58 manifestantes e centenas de feridos, além de 700 prisões.