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ROMA, 08 Dez. 07 / 12:00 am (ACI).- O Presidente da União de Juristas Católicos da Itália, Francesco D’Agostino, advertiu que o conceito de “identidade de gênero” que busca ser incluído na legislação da União Européia é ideológico, ambíguo e carece de fundamento científico.
“Pela primeira vez, a lei introduziria o conceito de ‘identidade de gênero’, ideológico e sem fundamento científico, cristalizando, de maneira problemática, uma definição que é aberta, ambígua, ainda em discussão em um debate cultural amplo e articulado”, assinalou o jurista em relação à introdução, a última quinta-feira, de uma proposta para incluir o controvertido conceito no Tratado de Amsterdam.
Este tratado, vigente desde 1999 e que busca a modificação de certas disposições do Tratado da União Européia, assinala que os estados são livres de “tomar as ações oportunas para combater as discriminações sobre o sexo, a raça ou a origem étnica, as religiões ou as tendências sexuais”.
“O gênero é uma categoria nova, nascida nos últimos 20 anos no âmbito de um debate antropológico, que pretende separar a sexualidade biológica da sexualidade psicológica, para definir uma identidade sexual intermédia, que o sujeito atribui a si mesmo”.
Trata-se, prosseguiu, de uma definição que é anômala e problemática sob o aspecto jurídico, em razão de sua ambigüidade“. Significaria, precisou, reconhecer “identidades plurais e arbitrárias”.
Para D’Agostino, o conceito de “identidade de gênero” é, do mesmo modo, “ideológico” pois “se refere a uma posição contrária à natureza, que atribui ao indivíduo o poder de manipular a natureza, a biologia, em qualquer direção”.
Uma enorme responsabilidade para os cristãos, esclarece na audiência geral
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 22 novembro de 2006 (ZENIT.org).- Quem encontra a Igreja, encontra Cristo, constatou Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira.
Por isso, o Papa afirmou: «Uma pessoa não cristã que entra em uma assembléia nossa, no final deveria poder dizer: “Verdadeiramente, Deus está convosco”».
Nesta frase concentrou uma das grandes lições que deixou o apóstolo Paulo com sua vida e suas obras.
O bispo de Roma dedicou sua quarta e última meditação sobre Saulo de Tarso a ilustrar sua visão sobre «a vida na Igreja».
Cerca de 50.000 peregrinos escutaram suas palavras — o dobro do previsto, segundo «Rádio Vaticano» –, que na praça de São Pedro desafiaram a violenta chuva.
Ao rememorar a história do «décimo terceiro» apóstolo, o pontífice explicou que «a história nos demonstra que se chega normalmente a Jesus passando pela Igreja».
Paulo, de fato, «encontrou a Igreja antes de encontrar Jesus». Agora, explicou, «em seu caso, este contato foi contraproducente: não provocou a adesão, mas sim uma repulsão violenta».
O apóstolo descobriu a Igreja «graças a uma intervenção direta a Cristo, que ao revelar-se no caminho de Damasco, se identificou com a Igreja e lhe deu a entender que perseguir a Igreja era perseguir a Ele, o Senhor»: «Saulo, Saulo, por que me persegues?» (cf. Atos 9, 4).
«Então, Paulo converteu-se, ao mesmo tempo, a Cristo e à Igreja», indicou, explicando que deste modo se entende a importância que o apóstolo dá em seus escritos à Igreja, a qual chamava de «corpo de Cristo», definição «que não encontramos em outros autores cristãos do século I».
«A raiz mais profunda desta surpreendente definição da Igreja é encontrada no Sacramento do Corpo de Cristo», assinalou, declarando que «na própria Eucaristia Cristo nos dá seu Corpo e nos torna seu Corpo».
«Não só se dá uma pertença da Igreja a Cristo, mas também uma certa forma de equiparação e identificação da Igreja com o próprio Cristo», sublinhou.
Disso, afirmou, «se deriva a grandeza e a nobreza da Igreja, ou seja, de todos nós que fazemos parte dela: do fato de ser membros de Cristo, uma espécie de extensão de sua presença pessoal no mundo».
«E daí se deriva, naturalmente — acrescentou –, nosso dever de viver realmente em conformidade com Cristo.»
Por este motivo, seguiu explicando, Paulo «chega a apresentar a Igreja como esposa de Cristo», retomando «uma antiga metáfora profética, que fazia do povo de Israel a esposa do Deus da aliança».
«Expressa assim até que ponto são íntimas as relações entre Cristo e sua Igreja, seja porque é objetivo do mais terno amor por parte de seu Senhor, seja porque o amor tem que ser mútuo e que nós, enquanto membros da Igreja, temos de demonstrar-lhe uma fidelidade apaixonada.»
«Esta é nossa definição: fazemos parte dos que invocam o nome do Senhor Jesus Cristo», disse, indicando que isso constitui, ao mesmo tempo, a grande responsabilidade do cristão.