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VATICANO, 12 Nov. 08 / 03:16 pm (ACI).- Em sua habitual Audiência Geral das quartas-feiras celebrada hoje na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI ressaltou que “sem a presença de Cristo nunca existirá um mundo realmente justo e renovado”.
Prosseguindo com sua catequese sobre São Paulo, o Santo Padre se referiu a seu ensinamento sobre a escatologia, quer dizer sobre as realidades últimas, e explicou que na Primeira Carta aos Tessalonicenses, o Apóstolo dos Gentis “fala da volta de Jesus, chamada parusia, advento. Paulo descreve a parusia de Cristo com “estar vivo” e com imagens simbólicas que transmitem entretanto uma mensagem singela e profunda: ‘Ao final estaremos sempre com o Senhor. Nosso futuro é estar com o Senhor’”.
Seguidamente Bento XVI ressaltou que para a Segunda Carta aos Tessalonicenses, Paulo “muda a perspectiva; fala de eventos negativos que deverão preceder ao evento final e conclusivo: Não se deve deixar-se enganar, como se o dia do Senhor fosse iminente, segundo um cálculo cronológico”. O texto continua anunciando que “antes da vinda do Senhor deve vir a apostasia e manifestar um indefinível ‘homem da iniqüidade’; o ‘filho da perdição’, que a tradição chamará o Anticristo”.
O Pontífice assinalou logo três atitudes que devem marcar ao cristão ante as realidades como a morte e o fim do mundo: “em primeiro lugar, a certeza de que Jesus ressuscitou e que com o Pai está junto a nós para sempre. Em segundo lugar, a segurança de que Cristo está comigo e como em Cristo o mundo futuro já começou, isto nos dá certeza da esperança. O futuro não é uma escuridão em que ninguém se orienta. Não é assim. Sem Cristo também hoje o futuro é escuro. O cristão sabe que a luz de Cristo é mais forte e portanto vive em uma esperança que não é vaga, em uma esperança que dá certeza e valentia para confrontar o futuro”.
Quanto à terceira atitude, disse logo o Papa, refere-se a “a responsabilidade pelo mundo e pelos irmãos ante Cristo e ao mesmo tempo a certeza de sua misericórdia. Temos que trabalhar para que este mundo se abra a Cristo, seja renovado, sabendo que Deus é um Juiz verdadeiro e temos a segurança de que é bom, conhecemos seu rosto. Por isso, podemos estar seguros de sua bondade e seguir para frente com grande valentia”.
Bento XVI sublinhou logo que São Paulo, ao final da Primeira Carta aos Coríntios, “repete e põe nos lábios dos coríntios uma oração das primeiras comunidades cristãs siro-palestinas: Marana thà! ‘Vêem, Nosso senhor!’, com a que também termina o Apocalipse. Também nós podemos rezar hoje assim? Em nossa vida, em nosso mundo, é difícil rezar sinceramente para que acabe este mundo, para que venha a nova Jerusalém, o último julgamento, o Juiz Cristo”.
Deste modo destacou que “como a primeira comunidade cristã, podemos dizer: Vêem Jesus! Certamente não queremos que agora chegue o fim do mundo, mas por outro lado desejamos que termine este mundo injusto, que o mundo mude, que comece a civilização do amor e que chegue um mundo de justiça, de paz, sem violência, sem fome. Mas –sublinhou– sem a presença de Cristo nunca existirá um mundo realmente justo e renovado”.
Finalmente o Papa ressaltou que “podemos e devemos dizer também nós com grande urgência nas circunstâncias de nosso tempo: Vêem Senhor! Vêem do modo que Tu sabes, vêem onde há injustiça e violência, aos campos de prófugos, a Darfur, a Kivu do Norte, a tantas partes do mundo. Vêem onde domina a droga, também vêem entre aqueles ricos que te esqueceram, e que vivem somente para si. Vêem onde és desconhecido, e renova o mundo de hoje. Vêem também aos nossos corações para que sejamos luz de Deus, presença tua”.
CIDADE DO VATICANO, domingo, 10 de junho de 2007 (ZENIT.org).- A situação dos cristãos no Iraque, a condição da África, em particular de Darfur, e a paz no Oriente Médio, foram os grandes temas da audiência que Bento XVI concedeu este sábado ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.
O mandatário norte-americano manteve também um colóquio e aproximadamente quarenta minutos com o cardeal Secretário de Estado, Tarcísio Bertone.
Uma nota publicada posteriormente pela Santa Sé revela que «nos cordiais colóquios, tocou-se nos principais temas de política internacional, detendo-se particularmente no que se refere ao Oriente Médio sobre a questão israelense-palestina, sobre o Líbano, sobre a preocupante situação no Iraque e sobre as criticas condições em que vivem as comunidades cristãs».
A Santa Sé, informa o comunicado vaticano, «desejou, uma vez mais, uma solução “regional” e “negociada” dos conflitos e das crises que afetam a região».
«Nas conversações se dedicou atenção a África e a seu desenvolvimento, fazendo referencia também a Darfur, sem esquecer um intercâmbio de opiniões sobre a América Latina».
Por fim, «examinaram-se as questões morais e religiosas atuais, entre outras as relativas aos direitos humanos e à liberdade religiosa, a defesa e a promoção da vida, o matrimônio e a família, a educação das novas gerações, o desenvolvimento sustentável».
O encontro pessoal entre o Papa e Bush durou aproximadamente 35 minutos. Em uma coletiva de imprensa conjunta oferecida com o primeiro ministro italiano, Romano Prodi, Bush disse do Papa: «é um homem muito inteligente, um homem cheio de amor».
O Papa fez perguntas a Bush, sobre a reunião do Grupo dos Oito (G-8) e o presidente lhe respondeu que, apesar das divergências o encontro «foi um êxito».
Bush presenteou ao Papa um báculo pastoral realizado por uma pessoa que no passado não possuía casa («homeless») do Texas no qual estão talhados os dez mandamentos.
Foi a primeira audiência que Bento XVI ofereceu no Vaticano ao atual presidente norte-americano.
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