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Dom Orani João Tempesta, na abertura de evento sobre o tema em Belém (Brasil)
BELÉM, terça-feira, 17 de julho de 2007 (ZENIT.org).- O presidente da Comissão para Comunicação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Orani João Tempesta, afirmou que, ao longo dos anos, a Igreja «aprendeu a não ter medo dos meios de comunicação».
O arcebispo de Belém (Pará, norte do Brasil) abriu essa segunda-feira o ciclo de conferências do 5º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom), que acontece até o próximo dia 20 em sua arquidiocese. Cerca de 450 pessoas participam do evento.
Segundo informa a Sala de Imprensa da CNBB, Dom Orani reconheceu, no entanto, que nem sempre o uso desses meios pela Igreja foi unânime. «Houve correntes teológicas contra o uso dos meios pela Igreja. Os liturgistas também têm observações sobre as transmissões litúrgicas pela TV», disse.
Para Dom Orani, a transmissão da fé através dos meios de comunicação pode ser feita de muitas maneiras, com programas sem conotação religiosa explícita, com programas mistos e com programas apenas piedosos ou questionadores.
«Há uma variedade muito grande que, longe de ser contraditória, é complementar, já que nem todos conseguem fazer tudo», afirmou.
Ainda segundo o arcebispo, os meios de comunicação social obrigaram a Igreja a repensar sua maneira de evangelizar.
«Foi a chegada dos modernos dos meios de comunicação social que colocou a Igreja em cheque e também o proselitismo. Ela percebeu que sua presença na mídia era frágil», destacou.
A presença da Igreja Católica na mídia, especialmente na TV, na opinião de Dom Orani, deu-lhe visibilidade, mas também ressaltou suas divisões. «As diferentes linhas eclesiológicas, teológicas, cristológicas ficaram mais evidentes. Precisamos saber como conviver com a diversidade».
Rebatendo as críticas dos que são contra a Igreja ter seus próprios meios de comunicação, o arcebispo de Belém foi enfático, afirmando a laicidade do Estado, mas não das pessoas que o compõem.
«A discussão da laicidade do Estado tem levado também a uma laicidade dos meios. O fato de sermos pessoas de fé não nos faz perder nossa cidadania. Isso não se restringe aos meios, mas também à organização social que nem sempre garante o acento de grupos religiosos nos conselhos», disse.
HONG KONG, domingo, 14 de maio de 2006 (ZENIT.org).- A Eucaristia na Ásia é o tema que presidirá a IX Assembléia Plenária da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC, em suas siglas em inglês), em 2008.
A formulação da reflexão, assim como o lugar de celebração desta reunião, está pendente de decidir, aponta o organismo.
Em todo caso, será a Eucaristia o eixo das deliberações dos episcopados asiáticos durante o encontro que se celebra a cada quatro anos.
Dá-se assim continuidade ao Ano da Eucaristia que João Paulo II proclamou (2004/2005) e ao Sínodo que a Igreja celebrou sobre a Eucaristia, em outubro passado, em Roma.
A Coréia acolheu a Assembléia Plenária anterior da FABC, então sobre o tema «A família asiática para uma cultura de vida integral».
A Assembléia Plenária é o máximo órgão de decisão da FABC. Os preparativos da próxima arrancam este mês de maio com um encontro das distintas oficinas da Federação.
O evento de 2008 organiza-se com o esforço conjunto destas nove oficinas sob a direção do arcebispo Orlando Quevedo –de Cotabato, Filipinas–, atual secretário-geral do organismo.
Estabelecida com a aprovação da Santa Sé, a FABC é uma associação voluntária das conferências episcopais do Sul, Sudeste, Leste e Centro da Ásia.
Seu objetivo é impulsionar entre seus membros a solidariedade e a co-responsabilidade para o bem-estar da Igreja e da sociedade no continente, assim como promover e defender tudo que encaminhe ao bem.
São membros da FABC as conferências episcopais de Bangladesh, Índia, Japão, Coréia, Laos-Camboja, Malásia-Singapura-Brunei, Mianmar (antiga Birmânia), Paquistão, Filipinas, Sri Lanka, Taiwan, Tailândia e Vietnã.
A Federação também conta com os seguintes membros associados: Hong Kong, Macau, Mongólia, Nepal, Cazaquistão, Quirguistão, Sibéria (Rússia), Tadjiquistão, Turcomenistão, Uzbequistão e Timor Leste.
[Sua página web é www.fabc.org]