Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo


Cristãos deveriam ter «facilidade inata» para comunicação

abr 8, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Mundo

Sacerdote secretário da CEP enfatiza papel junto da mídia

LISBOA, segunda-feira, 7 de abril de 2008 (ZENIT.org).- O novo secretário da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa) acredita que uma de suas principais tarefas no cargo será atuar junto da comunicação social.

Pe. Manuel Morujão S.J., atualmente membro do governo geral dos jesuítas em Roma, assumirá o cargo no próximo mês de setembro.

O jesuíta explicou à Agência Ecclesia que «o porta-voz (da CEP) deve fazer a ponte entre o que pensam, programam, escrevem ou dizem os bispos e a comunicação social; deve procurar levar a sua voz à Igreja e à sociedade em Portugal, de um modo aberto e franco».

Pe. Morujão considera que os cristãos deveriam ter «uma facilidade inata para sermos bons comunicadores, pois seguir a Jesus não é apenas acreditar na sua pessoa e doutrina, mas é também pôr em prática o comunicar a sua boa nova aos outros, sem fronteiras nem confins».

O novo secretário considera que os bispos, como pastores do povo de Deus, «têm seguramente uma responsabilidade especial nesta missão».

Pe. Morujão explicou que quando chegar a Portugal, no segundo semestre, se colocará a par do funcionamento e das exigências da Conferência Episcopal.

Isso «a fim de poder servir melhor os bispos e, por eles, toda a Igreja em Portugal e a sociedade em geral».

«A minha primeira expectativa é, naturalmente, aprender as regras e os saberes deste serviço à Igreja que me é pedido», afirma.


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Seita de Macedo pretende calar aos meios que denunciam suas irregularidades

fev 17, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Outros

.- A seita Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), liderada pelo polêmico empresário Edir Macedo tem aberto dezenas de processos judiciais contra os meios de comunicação e jornalistas brasileiros que denunciaram como aproveita seu status de organização religiosa para construir um império econômico.

Os pastores e adeptos da IURD abriram uns 50 processos por “prejuízo moral” contra o jornal Folha de São Paulo e uma de suas jornalistas, logo que em dezembro passado publicasse uma reportagem sobre o império das comunicações de propriedade dos líderes da seita.

Cinco pastores da seita abriram um processo contra o jornal Extra do grupo Globo do Rio de Janeiro pela publicação de uma reportagem sobre um seguidor da IURD que destruiu uma estátua de São Bento no estado da Baía (nordeste).

A IURD foi fundada faz 30 anos pelo Macedo, um ex-empregado da Loteria do Estado do Rio e diz contar com mais de seis milhões de seguidores. No Brasil conta com dois mil templos e assegura estar presente em 46 países.

O jornal Folha assinalou que a IURD é a maior proprietária de concessões de comunicação no Brasil e seu império está valorizado em mais de um bilhão de dólares. Conta com 23 cadeias de televisão, 40 estações de rádio e 19 empresas em nome de 32 membros da seita, incluindo dois jornais, uma agência de turismo, uma agência imobiliária e uma empresa de táxi aéreo.


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“Igreja aprendeu a não ter medo dos meios de comunicação”, diz arcebispo

jul 17, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Dom Orani João Tempesta, na abertura de evento sobre o tema em Belém (Brasil)

BELÉM, terça-feira, 17 de julho de 2007 (ZENIT.org).- O presidente da Comissão para Comunicação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Orani João Tempesta, afirmou que, ao longo dos anos, a Igreja «aprendeu a não ter medo dos meios de comunicação».

O arcebispo de Belém (Pará, norte do Brasil) abriu essa segunda-feira o ciclo de conferências do 5º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom), que acontece até o próximo dia 20 em sua arquidiocese. Cerca de 450 pessoas participam do evento.

Segundo informa a Sala de Imprensa da CNBB, Dom Orani reconheceu, no entanto, que nem sempre o uso desses meios pela Igreja foi unânime. «Houve correntes teológicas contra o uso dos meios pela Igreja. Os liturgistas também têm observações sobre as transmissões litúrgicas pela TV», disse.

Para Dom Orani, a transmissão da fé através dos meios de comunicação pode ser feita de muitas maneiras, com programas sem conotação religiosa explícita, com programas mistos e com programas apenas piedosos ou questionadores.

«Há uma variedade muito grande que, longe de ser contraditória, é complementar, já que nem todos conseguem fazer tudo», afirmou.

Ainda segundo o arcebispo, os meios de comunicação social obrigaram a Igreja a repensar sua maneira de evangelizar.

«Foi a chegada dos modernos dos meios de comunicação social que colocou a Igreja em cheque e também o proselitismo. Ela percebeu que sua presença na mídia era frágil», destacou.

A presença da Igreja Católica na mídia, especialmente na TV, na opinião de Dom Orani, deu-lhe visibilidade, mas também ressaltou suas divisões. «As diferentes linhas eclesiológicas, teológicas, cristológicas ficaram mais evidentes. Precisamos saber como conviver com a diversidade».

Rebatendo as críticas dos que são contra a Igreja ter seus próprios meios de comunicação, o arcebispo de Belém foi enfático, afirmando a laicidade do Estado, mas não das pessoas que o compõem.

«A discussão da laicidade do Estado tem levado também a uma laicidade dos meios. O fato de sermos pessoas de fé não nos faz perder nossa cidadania. Isso não se restringe aos meios, mas também à organização social que nem sempre garante o acento de grupos religiosos nos conselhos», disse.


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VATICANO, 09 Mar. 07 (ACI) .- Ao receber hoje no Vaticano os participantes da Assembléia Plenária do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, presidido pelo Arcebispo John P. Foley, o Papa Bento XVI destacou que para educar a juventude na verdade e na beleza é necessário que os meios de comunicação promovam “a dignidade fundamental do ser humano, o verdadeiro valor do matrimônio e da vida familiar, e os lucros e objetivos positivos da humanidade”.

O Santo Padre destacou que “frente ao fenômeno da globalização, a influência dos meios de comunicação eletrônicos coincide com sua concentração crescente em mãos de poucas multinacionais cuja influência supera todas as fronteiras sociais e culturais”.

Ao analisar os resultados desta situação, o Pontífice destacou as “grandes vantagens contribuídas à civilização pelos meios de comunicação”, como os debates, entrevistas e programas de qualidade, reconhecendo além disso que a Internet tem aberto as portas a um mundo de conhecimentos cujo acesso até então tinha sido difícil, mas sim impossível, para muitas pessoas”.

“Por outro lado –acrescentou–, é evidente que muito do transmitido em diversas formas a milhões de lares em todo mundo é destrutivo“. Por isso “a Igreja, iluminando essas sombras com a luz da verdade de Cristo, engendra esperança“.

Ao final do discurso, Bento XVI recordou sua mensagem para a Jornada Mundial das Comunicações, dedicado este ano à relação entre os meios de comunicação e os jovens.

“A grave responsabilidade de educar as crianças e jovens na beleza, na verdade e na qualidade –disse– pode ser compartilhada pelas grandes cadeias de comunicação só se promoverem a dignidade fundamental do ser humano, o verdadeiro valor do matrimônio e a vida familiar , e os lucros e objetivos positivos da humanidade”, e convidou os responsáveis pela indústria da informação a aconselhar neste sentido os produtores de programas.


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Guia prático para uso inteligente dos meios de comunicação na família

set 11, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Mundo, Outros

Iniciativa da Organização Católica canadense para a Vida e a Família

ONTÁRIO, segunda-feira, 11 de setembro de 2006 (ZENIT.org).- Constatando as possibilidades quase ilimitadas dos meios de comunicação para promover valores, mas também para ferir a família, a Organização Católica canadense para a Vida e a Família (COLF, em suas siglas em inglês) sintetiza em uma guia sugestões para um uso inteligente destas ferramentas de comunicação.

Trata-se de um folheto de seis páginas coloridas, recém difundido sob o título «Os meios: um desafio fascinante para a família». As destacadas palavras «televisão», «imagens», «blogs», «revistas», «rádio», «Internet», «anúncios», «vídeos», «rede», dão idéia da dimensão deste desafio.

A convicção que fundamenta as sugestões de COLF é que as famílias podem treinar-se para abordar os meios com olho crítico e com bases em sua fé e em sua paixão pela verdade.

Daí que convide a sacudir a passividade, o temor, a indiferença, e a aprender a escolher — e a ensinar a fazê-lo — entre a enorme oferta midiática.

Considera importante abandonar o papel de mero espectador para passar a tomar parte ativa nos meios: cartas ao diretor, ou aos patrocinadores dos programas, ligações ao vivo, iniciar um blog, falar como especialista em determinado campo…

O folheto adverte que a opinião pública se faz com a implicação ativa dos cidadãos que contribuem em sua formação, deixando de lado os complexos.

Para os pais, aponta umas recomendações especiais para o uso inteligente dos meios na família:

1. Determinar um tempo de «meios de comunicação» ao dia, e evitar utilizar a TV como brinquedo eletrônico.

2. Com relação aos menores, optar por espetáculos estimulantes e apropriados para a sua idade. Vê-los com eles e falar de seu conteúdo.

3. Convidar os adolescentes a escolher os espetáculos que vêem com normalidade seguindo determinadas diretrizes.

4. Ajudar as crianças a verem a diferença entre as imagens reais e fictícias que se apresentam «online», em anúncios comerciais, em filmes ou em programas de TV.

5. Escolher filmes ou vídeos com discernimento, comprovando em sites de confiança as críticas que se oferecem. Alguns pais vêem os filmes antes.

6. Instalar controles — de segurança — na TV e no acesos à Internet, a fim de limitar a entrada das crianças a determinados espetáculos ou sites da rede.

7. Proibir determinados tipos de comunicação ou certos espetáculos. Buscar tempo que esteja livre dos meios de comunicação e fazer algo juntos como família.

8. Dar bom exemplo, fazendo em primeira pessoa um uso dos meios de forma moderada e seletiva.

9. Organizar um cine-fórum para adolescentes, seguido de tempo de debate e de compartilhar idéias.

10. Criar um «clube da Internet» e uma «comunidade cyber-crente» para difundir boas notícias, tais como iniciativas caritativas, celebrações, testemunhos pessoais, etc.

12. Criar uma associação de pais ou espectadores para fazer ouvir a própria voz entre produtores, publicitários e autoridades públicas. Dizer-lhes o que se estima e o que não é bem recebido.

13. Rezar por todos os que trabalham nos meios.

O folheto da COLF está integramente disponível em inglês, em formato «pdf», no seguinte link: http://colf.cccb.ca/Files/COLF_Message2006.pdf.

O objetivo desta organização é promover o respeito pela vida humana e sua dignidade, assim como o papel essencial da família. Conta com o apoio da Conferência dos Bispos Católicos do Canadá (CCCB).


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Difundir o Evangelho no Mundo de Hoje

jul 9, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Espiritualidade

Bispo Gerald F. Kicanas

Nós pensamos frequentemente que as questões e problemas que enfrentamos nos tornam únicos. Colocá-los em perspectiva, questionando-nos se outros no passado terão também sido desafiados por eles, ajuda-nos.

No que diz respeito à difusão do Evangelho, o Senhor Jesus identificou desde o início os problemas que estavam e estarão sempre na base do desafio que enfrentam os comunicadores Cristãos.

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Televisões católicas unem esforços

jun 6, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Entrevista com Leticia Soberón Mainero

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 5 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Leticia Soberón, oficial do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, ilustra nesta entrevista concedida à agência Zenit algumas chaves para entender a televisão católica hoje, e avalia os resultados do primeiro Congresso de Televisões Católicas da América Latina (22-25 de maio).

Esta psicóloga, responsável pela Rede Informática da Igreja na América Latina (RIIAL) observa que a maioria de televisões católicas se inspira em uma espiritualidade radicada em Maria.

–Qual é a sua avaliação sobre o recente encontro latino-americano e qual será sua incidência no Primeiro Congresso Mundial de Televisões Católicas de Madri que acontecerá em outubro?

–Soberón: O Congresso de Medellín foi excelente por vários motivos: são cada vez mais as realidades televisivas (emissoras e produtoras) católicas na América Latina, e o Congresso teve muito boa resposta. Pudemos ver a multiplicidade de estilos e carismas, e a riqueza que isso implica para a comunicação católica.

A metodologia do Congresso, muito bem pensada pelo Departamento de Comunicação Social do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), favoreceu o mútuo conhecimento e o estabelecimento de dicas de colaboração muito positivas.

O CELAM também espera muito da televisão para a preparação da Quinta Conferência Geral do Episcopado latino-americano. Ficou clara a disposição desse meio para contribuir com este processo eclesial de reflexão e conversão. Tudo isso faz com que as iniciativas católicas de televisão na América Latina ofereçam uma importante contribuição para o Congresso de Madri.

Por outro lado, o convite do Conselho Pontifício das Comunidades Sociais para que os participantes contribuam generosamente com algumas de suas produções para o Banco de Programas que se apresentará em Madri, despertou grande interesse e espírito de cooperação. Estão já postas as bases para este projeto.

Foi comovente ver que estas instituições, mais ou menos novas, têm algo muito importante em comum: a maioria compartilha uma espiritualidade mariana. É Nossa Senhora a fonte de inspiração e ajuda à que todos disseram recorrer. Com motivos se disse que Ela é a «Estrela da Nova Evangelização».

–A América Latina outorga muita importância à televisão. Foram criadas formas de cooperação?

–Soberón: A importância das entidades televisivas católicas da América Latina e o papel do CELAM como impulsionador de colaboração e mútuo conhecimento, faziam sentir a necessidade deste Congresso que se celebrou em Medellín. Ajuda certamente a proximidade cultural e também agora o impulso do próximo Congresso de Madri. Percebe-se, também, que o lema da Quinta Conferência está tocando mais profundamente: «Discípulos e missionários de Cristo, para que nossos povos nEle tenham vida». Ser verdadeiro discípulo do Senhor implica muitas coisas, dentre elas está o suscitar espaços de comunhão.

Evidentemente, não estamos partindo do zero; é longa a trajetória percorrida no continente; desde há anos, o próprio CELAM e numerosas instituições, as organizações de comunicação e muitas pessoas se dedicaram com afinco a conseguir estes objetivos, mas creio que somos conscientes de que ainda há muito caminho por percorrer, e todos ansiamos por uma maior organização e estabilidade em tais esforços; mas aproveitemos esta ocasião para, sem temor e com valentia, recolher a colheita e continuar juntos ampliando o campo da semente.

O momento presente nos facilita, talvez mais que nunca, esta tarefa. Por um lado, os aspectos tecnológicos da comunicação convergem para a linguagem binária, e facilitam a compatibilidade entre diferentes suportes que antes não “dialogavam” entre si. Isso reverteria, certamente, em uma baixa dos custos de produção e de transmissão rádio-televisiva.

–Qual é o desafio para as televisões católicas hoje?

–Soberón: O momento histórico atual nos interpela a, em palavras de João Paulo II, fazer presente o rosto de Cristo nesta «meiosfera» tão confusa. Isso supõe encontrar a raiz mais profunda da identidade católica que nos une, respeitando por sua vez a pluralidade de estilos, carismas culturas e sensibilidades que constituem a riqueza da Igreja. Buscaremos com criatividade esses objetivos, sabendo que a generosidade não é incompatível com o necessário financiamento de nossas produções, e é necessário continuar impulsionando um maior profissionalismo e formação no pessoal de nossas televisoras.

É muito importante a tarefa de «tecer redes» de colaboração que nos ajudam a dar testemunho de unidade e sintonia no momento histórico que nos corresponde viver, em uma sociedade marcada pela comunicação. O Santo Padre Bento XVI nos impulsiona a ser mensageiros de um Deus que é Amor na cultura de hoje. Confiamos, certamente, na ajuda do Senhor e de Nossa Senhora de Guadalupe, que nos acompanha sempre como pioneira de uma evangelização perfeitamente inculturada.


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