Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo
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BOGOTÁ, 16 Fev. 07 (ACI) .- Um grupo de homens armados, supostamente guerrilheiros, entrou esta semana em uma igreja católica na afastada região amazônica de Caquetá na Colômbia, onde profanaram a Eucaristia e, segundo os residentes, realizaram atos satânicos.
Segundo os habitantes de São Vicente de Caguán, os guerrilheiros entraram no modesto templo de madeira, quebraram as imagens sagradas e realizaram “rituais” durante os quais beberam abundante licor.
“Neste município não se conhecem antecedentes de ataques similares e eu nunca tinha visto uma coisa destas nos todos estes anos”, disse uma fiel, Virgelina Marín, em declarações a Radio Cadena Nacional (RCN).
O Pároco do templo, o Pe. Gonzalo Montoya, assinalou que os homens armados jogaram as imagens de Cristo e dos Santos no chão, em seu lugar colocaram garrafas de rum e deixaram palavras escritas com areia sobre o altar.
“O mais grave foi que ultrajaram a Sagrada Eucaristia, o que nos faz pensar que se tratou de um ato satânico deliberado”, disse o P. Montoya, ao assinalar que os dois cálices da igreja foram roubados.
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MADRI, 03 Fev. 07 (ACI) .- A Equipe de Documentação e Análise da organização Faça-te Ouvir (FO) reeditou um revelador relatório que documenta as pressões das Nações Unidas e outros órgãos internacionais para estenderem o aborto legal na América Latina.
FO publicou uma versão atualizada no final de 2006 do relatório “Perseguição e demolição à vida. Alucinante aposta da ONU pelo Aborto na América Latina”, publicado pela primeira vez em maio passado.
Segundo FO, o relatório “analisa a estratégia protagonizada por diversos grupos internacionais para impulsionar o aborto no continente americano” e tem como objetivo que “a opinião pública conheça a realidade que se esconde atrás desta estratégia conjunta de organizações internacionais planejadas há mais uma década”.
O relatório recorda que a “América Latina é a única moderada onde todos os países, exceto Cuba, reconhecem que matar uma criança não nascida é um crime. Em meio a isso se gera o plano de extensão do aborto livre na América Latina, que se iniciou em Nova Iorque em dezembro de 1996, embora antes já se acossava a esses países para que legalizassem o aborto”.
As “Nações Unidas é somente um instrumento financiado por todos os países que formam a Organização. Detrás está uma rede de organizações internacionais, coordenadas pelo Centro de Direitos Reprodutivos de Nova Iorque e financiadas pelas fundações Rockefeller, McArthur, Packard, Ford, Merck entre outras, que perseguem meticulosamente seu objetivo abortista, mediante a manipulação consciente das Nações Unidas por meio de seu Comitê de Direitos humanos”, sustenta.
Fala a filósofa Amália Quevedo
BOGOTÁ, quarta-feira, 18 de outubro de 2006 (ZENIT.org).- A professora Amália Quevedo acaba de publicar um livro para propor uma leitura atual do sacrifício bíblico de Abraão.
Ninguém permanece indiferente ante o «relato do sacrifício de Isaac», reconhece, e considera que este episódio «poderia dar uma luz para nossa época, marcada pelo sangue de sacrifícios inauditos».
Quevedo, que é professora na Universidade de Sabana (Colômbia) apresenta sua proposta «No último instante. A leitura contemporânea do sacrifício de Abraão», volume editado na Espanha por EUNSA, Edições Internacionais Universitárias.
Na primeira parte, «Caminhos do Moria», se recolhe, analisa e compara o que eminentes filósofos e escritores disseram acerca do sacrifício de Abraão. São eles Kant, Hegel, Schelling, Kierkegaard, Thomas Mann, Kafka, Sartre, Kolakowski, René Girard.
A segunda parte, que leva por título «De Kierkegard a Derrida», se ocupa da leitura que autores como Auerbach, Blanchot, Lévinas e Derrida fazem de «Temor e tremor», a obra de Kierkegaard dedicada a Abraão.
Abraão é um homem sem saída, pego entre o imperativo divino e o assassinato do ser a quem ama, dividido pela mais lacerante e pungente contradição, explica a autora em declarações à agência Zenit.
No fundo, toda a cultura humana, as instituições, as artes, a ciência — a própria psicanálise –, segundo Quevedo, podem ser lidas como esforços — sempre limitados, nunca suficientes — de dar uma explicação à vida que transcorre após o episódio aterrador do país de Moria. Nada volta a ser igual.
Desta maneira, o sacrifício de Abraão se encontra presente na raiz, não só da literatura moderna, como sustenta Derrida, mas da cultura ocidental inteira, segue constatando o livro.
Portanto, boa parte da literatura universal pode ser entendida como uma variação dos acontecimentos do Moria. Em toda a literatura, a relação paterno-filial passa de algum modo por Abraão.
«Eu sugiro que o sacrifício de Abraão contém uma força iluminadora que não acabamos de esgotar nem de explorar, e a reflexão sobre este fato pode dar luzes para a nossa vida, não só em seus aspectos extraordinários ou trágicos, mas também no que tem de cotidiano.