Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo
Na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados
BRASÍLIA, segunda-feira, 5 de maio de 2008 (ZENIT.org).- O projeto de lei que descriminaliza o aborto no Brasil entra na pauta da Comissão de Seguridade Social e Família, da Câmara dos Deputados, esta quarta-feira, dia 7.
O PL 1135/91 suprime o artigo 124 do Código Penal brasileiro, que caracteriza crime o aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento. Assim, o aborto ficaria legalizado no Brasil.
O parecer do relator, deputado Jorge Tadeu Mudalen, é pela rejeição do projeto.
O presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, prof. Humberto Vieira, destacou a Zenit que os parlamentares deveriam seguir a vontade da população brasileira.
«A maioria da população brasileira é contra o aborto, então os parlamentares deveriam votar pelo arquivamento deste projeto», disse.
Caso seja aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família, o projeto vai para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, para depois seguir para votação em plenário.
RIO DE JANEIRO, 24 Abr. 08 / 07:00 pm (ACI).- Um juiz de Rio Verde, Goiás, declarou inconstitucional o inciso II do artigo 188 do Código Penal do Brasil que autoriza o aborto nas vítimas de estupro, por considerar que a norma contradiz a Constituição Federal que consagra o direito à vida.
O magistrado Levine Racha Gabaglia Artiaga, da 4ta. sala criminal de Rio Verde, julgou improcedente o pedido de autorização para a prática de um aborto em uma suposta vítima de estupro.
Segundo o juiz, o aborto vai contra a vida “o bem jurídico mais protegido no ordenamento constitucional”. Para o magistrado, não podem admitir-se normas que violem o direito à vida para proteger bens jurídicos de equivalência inferior.
O artigo 5 da Constituição sustenta que “todos são iguais diante da lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à prioridade”.
O juiz desprezou os argumentos da demandante, quem argüiu que deveria cuidar de um filho concebido em uma relação sexual violenta e que possivelmente apresentaria uma personalidade degenerada, devido à influência hereditária do pai.
O magistrado explicou que “o aborto também viola as garantias consagradas no Código Civil e usurpa os direitos dispostos no Estatuto da Criança e do Adolescente, que confere aos não nascidos alguns direitos personalíssimos, como o direito à vida, proteção pré-natal, entre outros”.
Amy Welborn explica a verdade sobre a santa recordada em 22 de julho
MADRI, quinta-feira, 20 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A autora americana Amy Welborn expõe mitos e falsidades sobre Maria Madalena em um livro que agora foi traduzido ao espanhol, «Decodificando Maria Madalena» («Descondificando a María Magdalena») de Editorial Palabra. A obra também foi lançada em português, no Brasil, pela Editora Cultrix.
Diversos livros e filmes popularizaram uma imagem falsa, tanto em seu sentido histórico como espiritual, de Maria Madalena, uma santa venerada pela Igreja ao longo dos séculos», explica a historiadora conhecida por ter escrito vários livros sobre as imprecisões contidas no «Código Da Vinci».
Amy Welborn estuda todos os tópicos sobre Maria Madalena, desde a lenda segundo a qual se casou com Jesus e teve um filho com ele até a teoria que afirma que ela é o Santo Graal.
Welborn apresenta a santa como «uma das primeiras discípulas de Jesus, que se converteu em um testemunho poderoso de sua morte e de sua ressurreição».
A Igreja recorda a santa em 22 de julho.
02 de abril de 2006
Santiago Ausín
No ano de 1947 no Wadi Qumran, junto ao Mar Morto, apareceram, em onze diferentes cavernas, algumas jarras de barro que continham muitos documentos escritos em hebreu, aramaico e grego. Sabe-se que foram escritos entre o século II a.C. e 70 d.C., ano em que teve lugar a destruição de Jerusalém.
Foram recompostos 800 escritos dentre vários milhares de fragmentos, pois quase nenhum desses documentos estava completo. Há fragmentos de todos os livros do Antigo Testamento (exceto o de Ester), de outros livros judeus não canônicos (alguns já conhecidos, outros não), e um bom número de escritos próprios de um grupo sectário de essênios, que vivia retirado no deserto.
Os documentos de maior importância, sem dúvida, eram os textos da Bíblia. Até o descobrimento dos textos do Qumran, os manuscritos mais antigos que se conhecia em língua hebraica eram dos séculos IX-X d.C. Mas havia a suspeita de que neles haviam sido cortadas, acrescentadas ou modificadas palavras ou frases dos originais, consideradas incomômodas. Com os novos descobrimentos comprovou-se que os textos encontrados coincidiam com os originais, ainda que fossem de mil anos antes, e que as poucas diferenças que apresentavam coincidiam, na sua maioria, com algumas já testemunhadas pela versão grega chamada dos Setenta ou pelo Pentateuco Samaritano. Outros vários documentos contribuíram para demonstrar que havia uma maneira de interpretar as Escrituras (e as normas legais) diferente da que era habitual entre os saduceus e os fariseus.
Entrevista com Dom Odilo Pedro Scherer, bispo auxiliar de São Paulo e secretário-geral da CNBB
BRASÍLIA, segunda-feira, 29 de maio de 2006 (ZENIT.org).- «Podemos dizer que O Código Da Vinci é um escrito apócrifo que, 2000 anos depois de Jesus, escreve uma história fantasiada sobre Jesus e o início da Igreja, em total contraste com os fatos históricos», afirma o secretário-geral da Conferência episcopal brasileira.
Segundo Dom Odilo Pedro Scherer, a «pregação dos apóstolos, no Novo Testamento, é para nós a única referência de fé sobre Jesus Cristo. Ou será que uma história inventada pela fantasia, 2000 anos depois dos fatos, merece mais crédito?»
Nesta entrevista à assessoria de imprensa da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), difundida esta segunda-feira, o secretário-geral do organismo episcopal orienta sobre o filme e o livro «O Código Da Vinci».
–O que é O Código Da Vinci?
–D. Odilo P. Scherer: É um romance escrito por Dan Brown, um autor norte-americano. Do livro foi feito um filme. Falou-se muito do livro e agora, também do filme, pois ambos trazem afirmações errôneas sobre Jesus Cristo, e Igreja e instituições ligadas à Igreja. É importante não esquecer que se trata de uma obra de ficção e as afirmações nela contidas devem ser tidas como fantasia, e não como argumentos de história.
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Carta do arcebispo de Pamplona (Espanha) sobre «O Código da Vinci»
PAMPLONA, domingo, 21 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos a carta pastoral que difundiu no sábado o arcebispo de Pamplona e bispo de Tudela (Espanha), Dom Fernando Sebastián Aguilar, acerca do livro e filme recém-estreado «O Código da Vinci».
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GRANDE NEGÓCIO, GRANDE FARSA
Pode parecer duro demais, mas me parece rigorosamente exato. Primeiro foi o livro com seus 40 milhões de exemplares vendidos. Agora será o filme com não sabemos quantos expectadores. Detrás de tudo, um produto literalmente modesto e cientificamente nulo, apoiado em uma grande montagem propagandista. Falo de O Código da Vinci. Como vocês vêem.
Contudo, fica por explicar o por que desse êxito. Grande parte do êxito se deverá ao lançamento, sem dúvida, que foi multimilionário. Mas há razões mais profundas. Dan Brown utiliza a força que tem a pessoa de Jesus Cristo na consciência de milhões de pessoas, inclusive além das fronteiras da Igreja, para aproveitá-la em favor de sua obra e de seu negócio. Constrói uma novela meio policial, meio ficção, com aparência de investigação histórica.
Ao longo do escrito, acusa a Igreja de ter manipulado a história de Jesus em favor de seu próprio interesse. Quando é ele quem faz exatamente isso. Se essa obra se tivesse apresentado como uma obra de literatura ficção a propósito de Jesus, poderíamos discutir o bom gosto do autor ao tirar sarro do personagem que para os cristãos é sagrado, mas não poderíamos denunciar o escrito como falso nem como farsa. Porém, o autor apresenta sua obra como fruto de longos e profundos estudos históricos, atribuindo às suas afirmações um valor científico e histórico que não tem desde nenhum ponto de vista. Há dados históricos inegáveis, mas com eles, e outras muitas coisas que são meras fábulas, compõe um conjunto do estilo dos livros de cavalarias.
O conjunto de personagens que apresenta e a descrição de instituições que manipula, ou são inteiramente realidades de ficção, ou vêm descritas de maneira que não respondem à realidade. A tese central da novela é dizer que o cristianismo é falso porque é criação de uns homens sem escrúpulos que inventaram seus dogmas fundamentais no século ÎV para dominar os estímulos do império. O autor diz contar a verdadeira história de Jesus como um personagem, sem nenhum sinal nem pretensão de divindade, morto como os demais homens, que viveu, casado com Maria Madalena, com a qual teve vários filhos dos que procedem alguns grupos misteriosos e truculentos que são pura invenção sua.
Para apoiar sua tese, utiliza um método muito simples. Nega validez às fontes históricas do cristianismo, desconhecendo todos os estudos sobre a historicidade dos evangelhos, a análise crítica de seu texto, a fidelidade na conservação dos textos originais, etc. e a confere a outros escritos muitos mais tardios, de comprovada falta de rigor histórico, afetados pelas doutrinas de grupos dissidentes e heréticos, e completa o produto incorporando outras afirmações truculentas que são puras lendas medievais e às vezes invenções totalmente impossíveis por graves alterações históricas e afirmações arbitrárias.
Suas afirmações sobre Madalena, os conflitos desta com Pedro, os filhos de Jesus, as lutas da Igreja contra eles e a pretensão do Opus [Dei] de acabar com os últimos descendentes de Jesus, são uma mistura de tópicos, aproveitando a morbosidade dos mitos do momento, que não tem valor histórico nenhum. Como pôde inventar Constantino a divindade de Jesus, quando nos séculos I, II e III haviam morrido tantos mártires por professar sua divindade e esperar a ressurreição? Estamos no gênero de Amadis de Gaula.
Muita gente nos pergunta o que nós, cristãos, podemos pensar sobre tudo isto. Eu o vejo da seguinte maneira:
1.Os cristãos não devem assustar-se por semelhante bagulho. Não diz nada sério que possa questionar nenhuma das bases históricas do cristianismo cientificamente estabelecidas. Não há razão para ficar nervosos, nem para sentir sequer curiosidade. Considerado em si mesmo, não vale a pena levar a sério. Sua força está na propaganda, na morbosidade que desperta na fraqueza de muitas consciências. Quem quer ficar sabendo algo sobre Jesus é melhor que leia os evangelhos.
2.Tampouco devemos deixar-nos ganhar pela morbidez de seu atrativo. Quem quer ler a obra ou ver o filme que o faça, sem credulidade, sem deixar-se levar infantilmente pela morbidade da apresentação, com uma certa distância crítica. Certamente, quem vir este filme ou ler esta obra com fruição, terá que reconhecer que não anda muito claro em sua fé, se é que a tem, nem anda tampouco forte em sabedoria. O europeu que queira libertar-se de suas origens cristãs, ver-se-á aliviado por este gênero de literatura que busca desprestigiar os fundamentos históricos e a validez religiosa e humana da tradição cristã. A verdade é que este estilo de obras é pouco sério e não consegue tocar as bases históricas e científicas de nossa fé. Deixando de lado que a fé religiosa é algo mais que a certeza que podem produzir os dados históricos e as argumentações racionais.
3.Para os que não tenham alguma razão especial, como pode ser, sua responsabilidade como críticos ou educadores, a melhor postura é o desinteresse. Não vale a pena. Não oferece nada sério nem bem fundamentado. Nem como história nem como arte.
Vocês não perceberam como, desde há algum tempo, cada três ou quatro meses, sai alguma obra que vai comover as bases da Igreja católica? Mas continuamos aqui. A Igreja está edificada sobre a pedra firme que é Cristo, de modo que os poderes do inferno não poderão prevalecer sobre ela.
Deus tira bens dos males, e escreve certo em linhas tortas. Este livro deplorável despertou a curiosidade de muitos e nos oferece uma ocasião excelente para explicar aos cristãos, e aos não cristãos, as verdadeiras origens históricas do cristianismo, as fontes documentais do conhecimento de Jesus, de sua vida e de sua mensagem, e explicar como foram os primeiros anos da vida da Igreja e a expansão da fé cristã pelo mundo conhecido. Esta é agora nossa missão. Podemos nos animar a ler algum livro, ou a buscar na Internet uma informação séria e fidedigna sobre a pessoa de Jesus, sobre o Deus Pai do qual veio a dar testemunho para nossa iluminação e salvação. E conhecer melhor a natureza e a missão desta humilde Igreja nossa, feita de santos e pecadores, que nos conservou fielmente a memória de Jesus, de sua mensagem e de seu testemunho. Ela nos ajuda a viver como pessoas livres, filhos de Deus e cidadãos do Céu. Por tudo isso, damos muitas graças a Deus.
Pamplona, 20 de maio de 2006.
+Fernando Sebastián Aguilar
Arcebispo de Pamplona e Bispo de Tudela
Resposta do Opus Dei ao diretor do filme
ROMA, segunda-feira, 15 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos na íntegra o comunicado que enviou esta sexta-feira a Zenit a Sala de Informação do Opus Dei –Prelazia da Igreja Católica– em resposta a declarações do diretor do filme «O Código da Vinci», a poucos dias de sua estréia.
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A imprensa italiana publicou esta quinta-feira algumas entrevistas com Ron Howard, diretor do filme «O Código da Vinci». Nas frases que se atribuem, Howard afirma que negar o direito de assistir ao filme é um ato fascista, e também que dizer a alguém que não vá ver o filme é um ato de militância e a militância gera ódio e violência. Nessas entrevistas menciona-se várias vezes o Opus Dei. As frases parecem se referir às recentes declarações de algumas autoridades da Igreja.
Eu me atreveria a pedir a Ron Howard que mantenha a serenidade e se expresse com respeito.
Não convém perder de vista a realidade da situação: este filme é ofensivo para os cristãos, Howard representa o agressor, e os católicos são vítima de uma ofensa. Não se pode tirar do agressor inclusive o último direito, o de expressar seu ponto de vista. Não são as declarações de alguns eclesiásticos ou o pedido respeitoso do Opus Dei de incluir uma advertência ao início do filme de que se trata de um trabalho de ficção as que geram violência: são mais bem os retratos odiosos, falsos e injustos os que alimentam o ódio.
Em suas declarações, Howard repete também que é simplesmente um filme, uma história inventada, e que não há que tomá-la demasiado a sério. Mas não é possível negar a importância do cinema e da literatura. A ficção influi em nosso modo de ver o mundo, sobretudo entre os jovens. Não é sério não levar a sério. Certamente, a criatividade artística necessita de um clima de liberdade, mas a liberdade não se pode separar da responsabilidade.
Imagine você um filme que conte que a Sony está por detrás dos atentados das Torres Gêmeas, que os promoveu porque queria desestabilizar os Estados Unidos. Ou ainda uma novela que revele que a Sony pagou o pistoleiro que atirou no Papa na Praça de São Pedro, em 1981, porque queria opor-se à liderança moral do Santo Padre. São só histórias inventadas. Suponho que a Sony, uma empresa respeitável e séria, não estaria contente de se ver retratada deste modo nas telas, e que não ficaria satisfeita com uma resposta do tipo: não se preocupe, é só ficção, não há que tomá-la demasiado a sério, a liberdade de expressão é sagrada.
Em todo caso, quem participou do projeto do filme não tem motivos para se preocupar. Os cristãos não reagirão com ódio nem violência, mas com respeito e caridade, sem insultos nem ameaças. Podem seguir calculando tranqüilos o dinheiro que o filme arrecadará. Porque a liberdade do lucro econômico parece a única liberdade sagrada de verdade, a única isenta de toda responsabilidade. É provável que arrecadem muito dinheiro, mas estão pagando um alto preço ao deteriorar seu prestígio e reputação.
Espero que a polêmica destes meses não seja estéril, que sirva para que se reflita sobre o caráter relativo do lucro econômico quando estão em jogo valores mais altos; sobre a importância da ficção; sobre a responsabilidade que acompanha e protege sempre a liberdade.
O plano da comunicação da Sala de Informação ante este caso pode-se encontrar em www.opusdei.org. Ali se explica com detalhe a posição que manteve nestes meses.
Manuel Sánchez Hurtado
Encarregado de relações com a imprensa internacional
Sala de Informação do Opus Dei em Roma