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Como João Paulo II em 1982
VALÊNCIA, domingo, 9 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Com um gesto sumamente significativo, Bento XVI celebrou a missa conclusiva do Encontro Mundial das Famílias, com a participação de mais de um milhão de pessoas, com o Santo Cálice, considerado o cálice que Jesus utilizou na Última Ceia.
O também chamado «Santo Graal» havia sido transladado na madrugada à Cidade das Artes e das Ciências de Valência, onde o Papa presidiu a missa, pelo decano da Catedral de Valência, João Pérez Navarro.
A relíquia, uma das mais antigas da cristandade documentada desde os primeiros séculos pelos historiadores, foi transladada em um veículo da Polícia local, escoltado por unidades motorizadas, segundo informa AVAN, agência de informação da arquidiocese de Valência.
João Paulo II já empregou a relíquia para a consagração quando visitou Valência em 8 de novembro de 1982, na missa de ordenação sacerdotal de 141 jovens diáconos, que presidiu no Passeio da Alameda.
Segundo as investigações realizadas por diferentes historiadores, recolhidas por AVAN, foi o próprio São Pedro que levou de Jerusalém a Antioquia, e depois a Roma, o cálice utilizado por Jesus Cristo em sua última ceia antes de sua paixão e morte.
O Santo Graal foi utilizado desde então por 23 papas até a perseguição imperial contra os cristãos no ano 258, quando o papa Sisto II, antes de ser martirizado, ordenou enviar a relíquia a Huesca, custodiada pelo diácono Lorenzo.
Diversas paragens e igrejas de Aragão foram cenários da passagem do Santo Cálice, como a gruta de Yebra, São Pedro de Siresa, São Adrián de Sasabe, Santa Maria de Sasabe, São Pedro da Sede Real de Balio, a própria Catedral de Jaca, até chegar no ano 1071 ao mosteiro de Huesca de São João da Pena.
Em 1399, o rei Martín I levou a relíquia ao Palácio da Aljafería em Zaragoza, onde permaneceu 20 anos até que, depois de uma breve estadia em Barcelona, foi levada ao Palácio Real de Valência no ano 1424, por ordem de Alfonso o Magnânimo, que agradecia assim a Valência por sua ajuda nas lutas mediterrâneas.
Finalmente, em 1437, o Santo Cálice foi entregue como doação ao cabido da Catedral de Valência.
[Mais informação em Sentido do Santo Cálice da Última Ceia, que o Papa venerará em Valência]
Ele percorre os Evangelhos e os Atos dos Apóstolos para ilustrar em que consiste
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 7 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI mostrou nesta quarta-feira, na audiência geral, como Cristo nos Evangelhos confiou a Pedro um papel preeminente entre os apóstolos, que consiste em garantir a unidade da Igreja.
Ao dirigir-se a 50.000 pessoas congregadas na praça de São Pedro, o pontífice dedicou sua terceira intervenção à figura do pescador da Galiléia depois das catequeses de 15 e 24 de maio , apresentando Pedro nesta ocasião como «a rocha sobre a que Cristo fundou a Igreja».
«Rezemos para que o primado de Pedro, confiado a pobres seres humanos, seja sempre exercido nesse sentido original desejado pelo Senhor, e para que possa ser reconhecido cada vez mais em seu significado verdadeiro pelos irmãos que ainda não estão em comunhão conosco», disse o Papa ao concluir.
Sua meditação se converteu em um repasso das páginas do Evangelho e de uma parte dos Atos dos Apóstolos nos quais «se manifesta a vontade de Cristo de atribuir a Pedro um especial destaque dentro do colégio apostólico com numerosos indícios».
Ele é, por exemplo, o único apóstolo a quem Jesus designa um novo nome, Cefas, que quer dizer «Pedra», nome que acabará substituindo o original, Simão.
Pedro é o único que é nomeado em numerosas ocasiões por seu nome, mencionando-se o restante dos apóstolos em grupo, e sempre é recordado como o primeiro do grupo nos Evangelhos.
«Foi o primeiro a quem Jesus lavou os pés na última Ceia recordou o Santo Padre e só reza por ele, para que não desfaleça na fé e possa confirmar depois nela os demais discípulos.»
Por outro lado, «o próprio Pedro é consciente desta posição particular que tem continuou dizendo: é ele quem fala com freqüência, em nome dos demais, pedindo explicações ante uma parábola difícil, ou para perguntar o sentido exato de um preceito ou a promessa formal de uma recompensa».
No capítulo 16 de Mateus (versículos 18 e 19) Jesus pronuncia «a declaração solene que define, de uma vez por todas, o papel de Pedro na Igreja», declarou o pontífice: «Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela. A ti darei as chaves do Reino dos Céus; o que ligares na terra será ligado no céu, e o que desligares na terra será desligado nos céus».
«As três metáforas às quais recorre Jesus são em si muito claras: Pedro será o fundamento de rocha sobre o qual estará o edifício da Igreja; terá as chaves do Reino dos céus para abrir e fechar a quem lhe pareça justo; por último, poderá atar ou desatar, ou seja, poderá estabelecer ou proibir o que considere necessário para a vida da Igreja, que é e continuará sendo de Cristo.»
«É sempre a Igreja de Cristo e não de Pedro. Descreve com imagens plásticas o que a reflexão sucessiva qualificará com o termo primado de jurisdição», sublinhou.
E esta posição preeminente que Jesus quis entregar a Pedro «se constata também depois da ressurreição», ilustrou seu sucessor na sede de Roma, no nascimento da primeira comunidade cristã.
«No assim chamado Concílio de Jerusalém, Pedro desempenha uma função diretiva, e precisamente pelo fato de ser a testemunha da fé autêntica, o próprio Paulo reconhecerá nele um papel de primeiro».
«Também, o fato de que vários dos textos chaves referidos a Pedro possam ser marcados no contexto da Última Ceia, na qual Cristo confere a Pedro o mistério de confirmar os irmãos, mostra como a Igreja, que nasce do memorial pascal celebrado na Eucaristia, tem no ministério confiado a Pedro um de seus elementos constitutivos», continuou declarando.
Esse contexto do Primado de Pedro na Última Ceia explica a essência do primado, disse por último: «Pedro tem de ser o custódio da comunhão com Cristo; tem que guiar na comunhão com Cristo, de forma que a rede não se rompa, mas que sustente a grande comunhão universal».
«Só juntos poderemos estar com Cristo, que é o Senhor de todos. A responsabilidade de Pedro consiste em garantir assim a comunhão com Cristo com a caridade de Cristo, guiando até a realização dessa caridade na vida de todos os dias», concluiu.
Um documentário inclui comentários do cardeal Arinze
ROMA, sexta-feira, 5 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Em um novo documentário, autoridades vaticanas, como o cardeal Francis Arinze, comentam publicamente a novela que afirma que Jesus teve filhos com Maria Madalena.
«Há algumas outras religiões que, se tu insultas o seu fundador, não se limitariam a falar. Deixariam dolorosamente claro», constata o cardeal Arinze, ao comentar a novela de Dan Brown «O Código da Vinci».
O purpurado nigeriano fez este comentário no documentátio «The Da Vinci Code: A Masterful Deception» («O Código da Vinci. Um engano espetacular»), realizado pelo premiado jornalista Mario Biasetti.
O documentário, produzido pela agência de televisão «Rome Reports», trata das questões suscitadas pela novela e o filme a estrear baseado neste best-seller.
Entre as questões estão: «Leonardo Da Vinci usou sua arte para revelar segredos sobre o Santo Graal?». «É o Opus Dei uma organização secreta que tem assassinos entre seus membros?». «O cristianismo é o maior enganador da história?».
Biasetti realizou documentários sobre o Vaticano durante décadas. Sua obra inclui entre outros um documentário de uma hora sobre a história da Guarda Suíça, para o qual conseguiu uma entrada sem precedentes nas dependências vaticanas.
Seu último documentário inclui pontos de vista de teólogos como o jesuíta Gerald OCollins, da Universidade Pontifícia Gregoriana, o ministro da Cultura italiano Rocco Buttiglione e a historiadora de Arte Elizabeth Lev, cuja entrevista foi filmada ante a «Última Ceia» de Leonardo, na igreja de Santa Maria das Graças, em Milão.
«A descrição que Dan Brown faz de Leonardo Da Vinci e sua arte é muito superficial –explica Lev, colaboradora de Zenit, assinalando a mundialmente famosa interpretação da última ceia de Jesus–. É um rápido olhar, um baralhar as cartas que tinha na mão para fazer uma história de êxito».
O documentário examina criticamente o livro que vendeu 40 milhões de exemplares em todo o mundo. Está realizado desde uma perspectiva multiconfessional, com representantes do islã e um comentário acadêmico de Marc Ellis, professor de Estudos Judeus na Universidade de Baylor.
O filme analisa também o impacto de um livro que, em poucos anos, desde sua publicação em 2003, revolucionou a cultura popular.
[Para mais informações: http://www.romereports.com]