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Os Bispos se preocupam com o efeito sobre a sociedade e o casamento
ARLINGTON, Virginia, domingo, 17 de dezembro de 2006 (ZENIT.org).- A pornografia é como uma praga roubando a alma das pessoas e destruindo casamentos. Assim disse o bispo Paul Loverde, em uma carta pastoral intitulada «Bought With a Price: Pornography and the Attack on the Living Temple of God» (Vindo com um preço: pornografia e o ataque ao templo vivo de Deus).
No documento publicado no dia 30 de novembro, o bispo de Arlington explicou que a chegada de nova tecnologia de comunicação como a internet, televisão e celulares via satélite, permite que a pornografia atinja mais e mais pessoas.
«Hoje, quem sabe, mais que em qualquer tempo anterior, o homem encontra seu dom da visão e por conseqüência sua visão de Deus distorcida pelo mal da pornografia», escreveu. «Obscurece e destrói a habilidade das pessoas de ver um ao outro como únicas e belas expressões da criação de Deus, em vez disso obscurece sua visão fazendo-as ver os outros como objetos a serem usados e manipulados».
Dom Loverde também apontou que a experiência da pornografia «muda o modo com que o homem e a mulher tratam um ao outro, em algumas vezes de forma dramática mas frequentemente de forma sutil».
A cultura hoje em dia, continuou, considera a pornografia como mera fraqueza privada, ou até como prazer legítimo. De fato é uma grave ofensa de acordo com o que está situado no nº 2354 do Catecismo da Igreja Católica.
Essa imoralidade vem da distorção da verdade sobre a sexualidade humana. Dessa forma, o que deveria ser a expressão da intima união de vida e amor de um casal casado, «é reduzida a uma fonte degradante de entretenimento e até lucro para outros».
Acrescentando —a carta pastoral continuou— a pornografia viola a castidade, pois introduz pensamentos impuros à mente do observador, que geralmente leva a atos impuros, como a masturbação ou adultério.
Isso é também uma ofensa contra a justiça. Isso é devido à grave lesão à dignidade dos participantes os quais se tornam, cada um, objeto de prazer e lucro ilícito de outros.
«Todos aqueles envolvidos na produção, distribuição, venda e uso da pornografia cooperam e em algum grau, faz possível o desabamento de outros», alertou o bispo Loverde.
Dano familiar
A carta também alertou do dano que a pornografia faz à família e ao casamento: «Desde a imersão de todos que estão envolvidos na ilusão de um mundo de fantasias, o uso da pornografia pelo homem afasta sua atenção e afeto de sua mulher».
Além disso, a visão consumista da sexualidade promovida pela pornografia danifica as mulheres e torna difícil, tanto para o homem como para mulher, de se prepararem para a fidelidade matrimonial.
O uso da pornografia dentro do casamento «é uma violação do comprometimento do casamento» apontou o prelado. O seu uso por um dos parceiros no casamento leva a sentimentos de rejeição e traição, que não são curados e que levam à destruição permanente do comprometimento conjugal.
O Bispo Loverde também refutou o argumento normalmente usado para defender a pornografia, de que não há vitimas. De fato, ele argumentou, a industria pornográfica frequentemente saqueia o vulnerável e o necessitado, seduzindo-os a comportamentos perigosos.
Também, a própria natureza da pornografia aumenta a violência contra a dignidade da pessoa humana. «Mas tirando uma aspecto essencial da pessoa —a sexualidade humana— e a transformando em uma mercadoria a ser trocada e vendida, ser usada e descartada por outros desconhecidos, a industria pornográfica comete o mais violento ataque à dignidade dessas vítimas», comentou a carta pastoral.
Downloading
A preocupação dos bispos é bem fundada. No ultimo dia 28 de maio o jornal britânico Independent publicou o resultado de um estudo do uso da internet para o acesso de pornografia. De acordo com a análise entregue por Nielsen NetRatings, quase 40% da população masculina na Grã Bretanha fez uso de web sites pornográficos nos no último ano.
A pesquisa também descobriu que mais da metade das crianças já se depararam com pornografia na internet «ao procurarem por outra coisa».
Enquanto isso, na Austrália, o jornal de Melbourne, Age, alertou no artigo do dia 4 de junho que o romance na internet substituiu o romance no escritório, como sendo a principal causa de rompimento conjugal.
O artigo citou conselheiros conjugais dizendo que eles vêm que «mais do que nunca relacionamentos vem sendo rompidos por um secreto amor virtual, enquanto os advogados relatam um aumento de divórcios relacionados à internet».
O potencial para traições foi evidente nos comentários feitos ao Age por uma psicóloga da Universidade Swinburne, Simone Buzwell. Ela é a co-autora do estudo «Finding Love Online» que envolve entrevistas com mais de 1000 pessoas. Buzwell percebeu que metade daqueles que acharam um romance online já estavam em um outro relacionamento.
De volta aos Estados Unidos, um artigo do dia 16 de agosto, no Christian Science Monitor indica que a pornografia pode fomentar um comportamento criminoso. É claro que nem todo mundo dependente da pornografia se torne violento ou cometa crime sexual. Mas, alertou Corydon Hammond, co-diretor do Sex and Marital Therapy Clinic da Universidade de Utah: «eu não acho que tenha visto um adulto criminoso sexual que não esteja envolvido com pornografia».
Essas preocupações sobre a pornografia também foram direcionadas a uma seção especial do jornal Colorado Catholic Herald, publicada no dia 10 de novembro. Quando o uso de pornografia se torna vício, «em vez de ser direcionado a um relacionamento amoroso, o sexo se torna primariamente uma experiência química», «um barato», explica um dos entrevistados, Dan Spadaro do Imago Dei Counseling em Colorado Springs.
Isso significa que para o viciado muitos outros relacionamentos são descartados. Viciados também tendem a negar o problema e ao invés disso criticam os demais. Eles são supostamente um largo número de viciados que lutam contra a depressão, apontou Spadaro.
Ele também comentou que o uso da pornografia pelo marido possui um efeito negativo sob a esposa. A esposa pode ser afetada com um sentimento de incapacidade, pensando que não é interessante o suficiente para o marido. Além disso, como o uso de pornografia envolve um segredo por parte do marido, as mulheres normalmente se sentem traídas, por eles terem mentido para elas.
Outra entrevista de um conselheiro, Rob Jackson, acrescentou que estudos recentes sugeriram que mulheres normalmente sofrem sinais de stress pós-traumáticos. «De acordo com minha experiência, muitas sofrerão um mix de emoções que inclui a raiva, a tristeza e a depressão», disse ele.
Um câncer
Merecidamente, o Cardeal Justin Rigali, da Filadelfia, descreveu a pornografia como um «câncer sobre a cultura contemporânea». No noticiário do dia 8 de junho do Catholic Standard and Times, jornal arquidiocesano, ele escreveu: «Violência, abuso sexual, trauma psicológico e ruptura de relacionamentos são frutos da pornografia».
O cardeal alertou sobre perigos de web sites pornográficos e pediu para que parentes dêem passos para assegurar que tal material não esteja livremente disponível às suas crianças.
Ele também encorajou todos a irem além da atração superficial da pornografia, ao que é a verdadeira beleza do amor matrimonial, «um amor que é unitivo e procreativo, um amor que espelha o amor de sacrifício de Cristo por sua Igreja».
Somando a sua voz à lista dos bispos que falam do assunto, Dom Thomas Wenski, de Orlando, Florida, dirigiu-se aos pais que agora estão fazendo listas de presentes de natal. «Sejam cuidadosos par não comprarem parafernálias que darão às crianças acesso à pornografia», ele alertou.
Escrevendo no jornal Orlando Sentinel no dia 26 de novembro, ele explicou que com aparelhos portáteis, como telefones celulares, PDAs, iPod vídeos, «sua criança será capaz de acessar a pornografia disponível na internet». «E se adultos e casais podem ser prejudicados pela pornografia, as crianças são mais vulneráveis. Sóbria consideração no meio das preparações festivas.
Pe. John Flynn
O conceito teológico de um clero celibatário é baseado na crença da Igreja de que o modelo de celibato é o próprio Cristo.
Alguns têm argumentado que o celibato voluntário era desconhecido entre os homens judeus do tempo de Jesus. Embora pudesse ser pouco comum, não era de todo desconhecido. Não será provável que João Baptista tenha sido casado, e provas quase contemporâneas indicam que pelo menos alguns membros da comunidade Judaica dos Essénios eram celibatários.
Outra prova indirecta do estado celibatário de Jesus são as suas próprias palavras acerca dos que se mantém célibes. Depois de rejeitar o divórcio tal com era aceite na Lei de Moisés, os seus discípulos dizem-lhe que “será melhor não casar” (Mt.19:10). Jesus fala então daqueles incapazes de casar “porque nasceram assim do ventre de sua mãe” de outros “a quem os homens fizeram tais” e ainda daqueles que “renunciaram ao casamento por causa do reino dos céus. Quem puder compreender isto, compreenda”( Mt.19:12).
São Paulo, que escreve aos Coríntios, “Imitem-me, como eu imito Cristo”( 1 Cor.11:1); e também escreve, “Digo isto aos solteiros e às viúvas: é bom ficarem como estão, tal como eu, mas se não conseguirem controlar-se deverão casar-se, pois é melhor casarem-se do que abrasarem-se”( 1 Cor7:8-9).
Este chamamento ao celibato não diminui a importância do casamento. O Matrimónio, tal como a Ordem, é um sacramento, um dos sete sinais indeléveis através dos quais Cristo manifesta a sua presença permanente na Sua Igreja. No casamento, a relação espiritual e física entre marido e mulher torna-se um símbolo sagrado do amor de Cristo pela Igreja. (Efésios 5:25-33).
Fonte: Jesus Decoded
MADRI, 07 Jul. 06 (ACI) .- Depois de uma sentença que permitiu que um transexual se casasse, apresentou-se uma emenda constitucional no Congresso de Filipinas para evitar que através de novas ações judiciais se aprove o “casamento” homossexual no país.
Segundo Análise Digital, a proposta legislativa, apresentada pelo senador Rodolfo Biazon, busca evitar que os juizes terminem por dar carta branca às uniões homossexuais e rebater a sentença que permite aos transexuais se casarem como pessoas do sexo oposto do que nasceram.
“Estas ações judiciais além de ir contra às leis de Deus e às leis da natureza, vão contra ao matrimônio e o interesse geral da sociedade”, anotou Biazon.
A iniciativa do congresso é apoiada pela Conferência Episcopal Filipina e outros congressistas e senadores.
02 de abril de 2006
Juan Chapa
Os dados evangélicos dizem-nos que Jesus desempenhou seu oficio de artesão em Nazaré (Mc 6,3) e, quando tinha aproximadamente trinta anos, iniciou seu ministério público (Lc 3,23). Durante o tempo em que o exerceu, há algumas mulheres que Lhe seguem (Lc 8,2-3) e outras com quem cultiva amizade (Lc 10, 38-42). Ainda que em nenhum momento nos seja dito que fosse um homem celibatário, casado ou viúvo, os evangelhos trazem referências à sua família, à sua mãe, a seus irmãos e irmãs, mas nunca à sua mulher. Esse silêncio é eloqüente.
Jesus era conhecido como o filho de José (Lc 3,23; 4,22; Jo 2,45; 6,42) e, quando os habitantes de Nazaré se surpreendem pelos seus ensinamentos, exclamam: Não é este o artesão, o filho de Maria, o irmão de Tiago e de José, de Judas e de Simão? Suas irmãs não vivem entre nós? (Mc 6,3). Em nenhum lugar se faz referência a que Jesus tivesse ou tivera uma mulher.
A tradição jamais falou de um possível casamento de Jesus. Não porque considerasse que a realidade do casamento denegrisse a figura de Jesus (Ele mesmo restituiu a dignidade original do casamento, Mt 19, 1-12) ou por vê-lo incompatível com a fé na divindade de Cristo, mas simplesmente porque se ateve à realidade histórica. Se houvesse querido silenciar aspectos que podiam ser comprometedores para a fé da Igreja, porque transmitiu o batismo de Jesus pelas mãos de João Batista, que administrava o batismo para a remissão dos pecados? Se a Igreja primitiva quisesse silenciar o casamento de Jesus, porque não silenciou a presença de mulheres concretas entre as pessoas que se relacionavam com ele?
Apesar disto, difundem-se argumentos que sustentam que Jesus esteve casado. Fundamentalmente aduz-se a favor do casamento de Jesus a prática e doutrina comum dos rabinos do século I de nossa era (para o suposto casamento de Jesus com Maria Madalena, ver Que relação teve Jesus com Maria Madalena?). Como Jesus foi um rabino e o celibato era inconcebível entre os rabinos da época, teve que estar casado (ainda que houvesse exceções, como o Rabi Simeão ben Azzai, o qual, ao ser acusado de permanecer solteiro, dizia: Minha alma está apaixonada pela Torá. Outros podem levar adiante o mundo, Talmude da Babilônia, b. Yeb. 63b). Assim, pois, afirmam alguns, Jesus, como qualquer judeu piedoso, teria se casado aos vinte anos e depois abandonado mulher e filhos para desempenhar sua missão.
A resposta a essa objeção é dupla:
1) Existem dados que indicam que no judaísmo do século primeiro se vivia o celibato. Flávio Josefo (Guerra Judia 2.8.2. & 120-21; Antiguidades judaicas 18.1 & 18-20), Fílon, (numa passagem conservada por Eusébio, Prep. Evang. 8, 11.14) e Plínio, o Velho, (História Natural 5.73, 1-3) nos informam que havia essênios que viviam o celibato e sabemos que alguns de Qumrán eram célibes. Também Fílon (De vita contemplativa) assinala que os terapeutas, um grupo de ascetas do Egito, viviam o celibato. Além disso, na tradição de Israel, alguns personagens famosos como Jeremias, foram célibes. O próprio Moisés, segundo a tradição rabínica, viveu a abstinência sexual para manter estreita relação com Deus. João Batista também não se casou. Portanto, ainda que o celibato fosse algo pouco comum, não era inaudito.
2) Ainda que ninguém tivesse vivido o celibato, não teríamos que assumir por isso que Jesus estivera casado. Os dados, como já se disse, mostram que quis permanecer célibe e são muitas as razões que tornam essa opção plausível e conveniente, precisamente porque ser celibatário sublinha a singularidade de Jesus em relação ao judaísmo de seu tempo e está mais de acordo com sua missão. O celibato de Cristo manifesta que, sem desvalorizar o casamento nem exigir o celibato a seus seguidores, o Reino de Deus (cf. Mt 19,12), buscado por amor a Deus (Ele mesmo encarna esse amor), está acima de todas as coisas.
BIBLIOGRAFIA
GNILKA, J. Jesús von Nazareth. Botschaft und Geschichte, Herder, Freiburg 1990 (edição em espanhol: Jesús de Nazaret, Herder, Barcelona 1993).
PUIG I TÀRRECH, Armand. Jesús, un perfil biogràfic, Proa, Barcelona 2004 (edição em espanhol: Jesús. Una biografía, Destino, Barcelona 2005).
Fonte: www.opusdei.org.br