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Patriarca Karekin II: Igreja católica e armênia juntas pelos direitos humanos

mai 10, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Santa Sé

Ressurge a Igreja apostólica da primeira nação cristã da história

Por Mirko Testa

ROMA, sexta-feira, 9 de maio de 2008 (ZENIT.org).- A Igreja católica e a armênia, ainda que não tenham conseguido a unidade plena, têm o dever de unir cada vez mais seus esforços em defesa dos direitos humanos e da paz, disse nesta sexta-feira Sua Santidade Karekin II, patriarca supremo e catholicos de todos os armênios.

Em uma coletiva de imprensa, celebrada em Roma na sede da «Rádio Vaticano», poucas horas depois de ter sido recebido em audiência por Bento XVI, o chefe da Igreja Armênia sublinhou o ótimo estado de saúde das relações entre as duas Igrejas.

Lendo uma mensagem em inglês aos jornalistas presentes, o patriarca repassou brevemente a historia da Armênia, o primeiro país oficialmente cristão da história, e o primeiro em ter padecido um genocídio moderno no século XX, entre 1915 e 1922, nas mãos dos turcos.

Segundo algumas fontes, fala-se de um milhão e meio de vítimas, de dois milhões de deportados e de mais de 500 mil pessoas que tiveram que abandonar sua terra para fugir ao exterior.

Logo seu país experimentou a perseguição religiosa comunista em tempos da União Soviética, recuperando a independência em 1991, após a queda da cortina de ferro.

O catholicos considera que as relações entre católicos e cristãos armênios se encontram em um momento único na história.

«Esta visita minha acontece para reforçar a cálida atmosfera de amor e respeito que se formou entre nossas duas Igrejas.»

«O amor recebido de nosso Senhor Jesus Cristo traz muito fruto no campo do ecumenismo hoje. Fiéis aos pais da Igreja e à sua herança, apesar de nossas diferenças e características únicas, devemos dar mais importância ao que nos une.»

Nestes tempos de rápidas mudanças políticas, sociais e econômicas, amplificados pela globalização, acrescentou, «a consolidação de esforços e o trabalho em comum são um imperativo para as Igrejas cristãs».

«Só através da cooperação seremos capazes de servir melhor ao estabelecimento da paz no mundo e a uma melhor defesa dos direitos humanos, dos direitos das nações, das famílias, e das classes sociais que correm maior riscos.»

«A transfiguração da vida através dos valores do Evangelho deve ser nossa senda para a criação de um mundo próspero e virtuoso», concluiu.

A Igreja Apostólica Armênia faz parte das Igrejas chamadas com freqüência «do antigo oriente cristão», ou também «ortodoxas orientais», que se separaram de Roma e do resto do oriente cristão no Concílio de Calcedônia (ano 451). Fazem parte deste grupo além da Igreja copta, a etíope, a assíria, jacobita, e malankar.

Os apóstolos Tadeu e Bartolomeu prepararam o terreno para a conversão da Armênia ao cristianismo que aconteceu no ano 301, convertendo-se na primeira nação que adotou oficialmente a fé cristã como religião do Estado.

Um século depois, o monge Mesrop Mastoc inventou o alfabeto armênio para poder traduzir a Bíblia.


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O Papa revela que aos 70 anos pediu sua aposentadoria para dedicar-se ao estudo

jun 25, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

VATICANO, 25 Jun. 07 / 12:00 am (ACI).- Durante a visita que realizou esta manhã à Biblioteca Apostólica e ao Arquivo Secreto do Vaticano, o Papa Bento XVI revelou que há 10 anos solicitou ao Papa João Paulo II sua aposentadoria para dedicar-se ao estudo.Durante o discurso que pronunciou na Biblioteca, o Pontífice revelou que ao fazer 70 anos em 1997, “desejei que João Paulo II concedesse poder dedicar-me ao estudo e à pesquisa de interessantes documentos e descobrimentos que conservam com atenção, verdadeiras obras de arte que nos ajudam a percorrer a história da humanidade e do cristianismo”.

O Papa, que em outras ocasiões tem feito menção ao fato que solicitou sua aposentadoria a seu Predecessor, mas que decidiu continuar pelo pedido explícito de João Paulo II de acompanhá-lo até o final de seu pontificado, concluiu exortando quem trabalha nestas instituições a “considerar sempre este trabalho como uma verdadeira missão que terá que realizar com paixão e paciência, atenção e espírito de fé. Preocupai-vos em oferecer sempre uma imagem acolhedora da Sé Apostólica, conscientes de que a mensagem evangélica passa também através de seu testemunho cristão coerente”.


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O Papa pede a sacerdotes que preguem um Cristo exigente

jun 19, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

VATICANO, 18 Jun. 07 / 12:00 am (ACI).- Durante o encontro que teve ontem, domingo, com sacerdotes e religiosos em Assis com ocasião de sua visita apostólica à terra de São Francisco, o Papa Bento XVI convidou a anunciar a santidade como meta da vida cristã.

Durante o encontro realizado na Catedral de São Rufino de Assis, o Santo Padre destacou que “não basta” com que milhões de fiéis que se passam por Assis admirem São Francisco, mas sim é necessário “que ao sentir-se atraídos por seu carisma percebam o núcleo essencial da vida cristã e sua ‘medida mais alta’, a santidade“.

O Papa destacou que os cristãos de nosso tempo “têm que enfrentar cada vez mais freqüentemente a tendência de aceitar um Cristo diminuído, admirado em sua extraordinária humanidade, mas rechaçado no mistério profundo de sua divindade. O próprio São Francisco sofre essa espécie de mutilação quando lhe apresenta como testemunha de valores importantes, apreciados pela cultura atual, mas se esquece que sua eleição profunda, o centro de sua vida, é a eleição de Cristo”.

O Pontífice destacou que o nome de Francisco, acompanhado pelo de Clara, “exige da cidade de Assis se distinga por um particular impulso missionário”; e assinalou que por este motivo, “também é necessário que esta Igreja viva de uma intensa experiência de comunhão”.

Dirigindo-se aos sacerdotes e diáconos, o Santo Padre assegurou que seu “entusiasmo, comunhão, vida de oração e ministério generoso, são indispensáveis”. Frente ao cansaço e o “medo ante as novas exigências e as novas dificuldades, temos que ter confiança no Senhor, que nos dará a força necessária para realizar o que nos peça. Não deixará de enviar vocações se as implorarmos com a oração e nos preocupamos de buscar e custodiar com uma pastoral juvenil e vocacional rica de ardor e de criatividade, capaz de mostrar a beleza do ministério sacerdotal”.

Bento XVI concluiu dirigindo-se às pessoas consagradas, que “para a Igreja constituem uma riqueza grande, tanto no âmbito da pastoral paroquial como para tantos peregrinos, que freqüentemente vêm pedir hospitalidade, e esperam também um testemunho espiritual”.

Finalmente, às religiosas de clausura, o Papa pediu para “manter alta a chama da contemplação”, e serem “sinais do amor de Cristo, ao que possam fixar seu olhar todos outros irmãos e irmãs expostos às fadigas da vida apostólica e do compromisso laico no mundo”.


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Papa apresenta segredo da nova evangelização à Conferência de Aparecida

mai 23, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

O anúncio de «Deus é amor»

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de maio de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI espera que a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, que se celebra até 31 de maio no santuário de Nossa Senhora Aparecida, no Brasil, relance a nova evangelização da América Latina, centrando-se no coração do cristianismo: «Deus é amor».

Assim o confessou nesta quarta-feira, durante a audiência geral, na qual recordou sua viagem apostólica a esse país, que culminou em 13 de maio com a inauguração da assembléia episcopal que congrega mais de 260 participantes, não só da América Latina, mas também da Espanha, Portugal, Estados Unidos e Canadá.

O Santo Padre explicou que espera que essa reunião eclesial continue com a obra fundamental do pontificado de João Paulo II, que «sempre insistiu em uma evangelização ‘nova em seu ardor, em seus métodos, em sua expressão’».

«Com minha viagem apostólica, eu quis exortar a prosseguir por esse caminho, oferecendo como perspectiva de unificação a da encíclica ‘Deus caritas est’, uma perspectiva inseparavelmente teológica e social, que se resume nesta expressão: ‘é o amor que dá a vida’», acrescentou.

«A presença de Deus, a amizade com o Filho de Deus encarnado, a luz de sua Palavra, são sempre condições fundamentais para a presença e eficiência da justiça e do amor em nossas sociedades», afirmou o Papa.

Por este motivo, Bento XVI escolheu como tema da assembléia episcopal «Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nossos povos n’Ele tenham vida: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida’».

«Renovar com alegria a vontade de ser discípulos de Jesus, de ‘estar com Ele’, é a condição fundamental para ser missionários ‘recomeçando desde Cristo’», acrescentou.

Estes argumentos foram recolhidos no esquema de redação do «Documento final» de Aparecida, aprovado na terça-feira passada na assembléia.


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Bento XVI apresenta a Santo Irineu de Lyon

mar 28, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Espiritualidade, Santos da Igreja

Intervenção durante a audiência geral desta quarta-feira

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 28 de março de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos a intervenção de Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, na qual continuou com sua série de meditações sobre os padres apostólicos. Nesta ocasião, apresentou a figura de Santo Irineu de Lyon.

* * *

Queridos irmãos e irmãs:

Nas catequeses sobre as grandes figuras da Igreja dos primeiros séculos, chegamos hoje à personalidade eminente de Santo Irineu de Lyon. Suas notícias biográficas nos vêm de seu próprio testemunho, que chegou até nós graças a Eusébio, no quinto livro da «História eclesiástica».

Irineu nasceu com toda probabilidade em Esmirna (na Turquia) entre os anos 135 e 140, onde em sua juventude foi aluno do bispo Policarpo, que por sua vez era discípulo do apóstolo João. Não sabemos quando se transferiu da Ásia Menor para a Gália, mas a mudança deve ter coincidido com os primeiros desenvolvimentos da comunidade cristã de Lyon: lá, no ano 177, encontramos Irineu no colégio dos presbíteros.

Precisamente nesse ano foi enviado a Roma para levar uma carta da comunidade de Lyon ao Papa Eleutério. A missão romana evitou a Irineu a perseguição de Marco Aurélio, na qual caíram ao menos 48 mártires, entre os quais se encontrava o próprio bispo de Lyon, Potino, de noventa anos, falecido por causa dos maus tratos na prisão. Deste modo, a seu regresso, Irineu foi eleito bispo da cidade. O novo pastor se dedicou totalmente ao ministério episcopal, que concluiu entre os anos 202-203, talvez com o martírio. (more…)


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«Sacramento do amor»: Exortação apostólica do Sínodo sobre a Eucaristia

mar 7, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Santa Sé

Será publicado em 13 de março

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 6 de março de 2007 (ZENIT.org).- «Sacramentum caritatis» («Sacramento do amor») é o título da exortação apostólica pós-sinodal que Bento XVI escreveu e que será publicada no dia 13 de março, segundo informou esta terça-feira a Sala de Imprensa da Santa Sé.

O documento recolhe as propostas da assembléia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, celebrado no Vaticano, em outubro de 2005. O tema era «A Eucaristia: fonte e cume da vida e da missão da Igreja.

Foi o primeiro Sínodo do pontificado de Bento XVI, que entre outras coisas introduziu uma novidade metodológica: espaços abertos na assembléia para tomar livremente a palavra.

O documento será apresentado em uma coletiva de imprensa pelo cardeal Angelo Scola, patriarca de Veneza, relator geral da XI Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, e o arcebispo Nikola Eterovic, secretário-geral do Sínodo dos Bispos.


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A Sagrada Tradição e os Protestantes

ago 16, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Bíblia

Os protestantes que se dizem voltar ao cristianismo primitivo, que se dizem conhecedores da Palavra de Deus e seus fiéis seguidores, renegam duas parcelas importantíssimas da Palavra de Deus: A Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério.

O escopo de nosso artigo está na Sagrada Tradição, em outra oportunidade trataremos do Sagrado Magistério.

A Ordem Apostólica

Os adeptos da “Sola Scriptura” (Somente as Escrituras), na verdade são adeptos da “Sola alguns versículos da Scriptura”. Negam verdades bem explícitas da Sagrada Escritura como a real presença do Senhor no pão e no vinho da Eucaristia (cf. Jo 6,51-56), negam também que a autoridade apostólica não se encerrou com a geração dos apóstolos, mas se perpetuou em seus legítimos sucessores (cf. At 1,15-26; 1Tm 5,1.19-20; Tt 1,5; 2,9-10.15), negam o preço que o Senhor e São Paulo possuiam pelos celibatários (cf.Mt 19,12; 1Cor 7,1.26-27) e entre outras coisas. Mas se tratando da Sagrada Tradição, fecham seus olhos para a seguinte instrução de São Paulo:

    “Assim, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavra, seja por carta nossa” (2Tes 2,15).

Verter por escrito a Revelação era uma preocupação secundária

Vejam que São Paulo nos manda guardar toda doutrina apostólica, seja ela oral ou escrita. A Sagrada Tradição é maior que a Escritura, pois foi ela que deu origem à Escritura. A ordem do Senhor foi: “Ide, e pregai o Evangelho a toda criatura” (cf. Mt 28,19-20) e não “Ide e imprimi as Escrituras”.

A preocupação da Igreja era anunciar o Evangelho. E fizeram isto de viva voz. Somente em circunstância especiais é que os apóstolos se viram obrigados a colocar algo por escrito. Mas de forma alguma se preocuparam em colocar tudo por escrito (cf. Jo 21,25; 1Cor 11,12; 2Jo 1,12; 3; 3Jo 1,13-14).

Veja o testemunho de Eusébio, Bispo de Cesaréia e historiador da Igreja nos tempos primitivos:

    “[Os Apóstolos] Anunciaram o reino dos céus a todo orbe habitado, sem a menor preocupação de escrever livros.Assim procediam porque lhes cabia prestar um serviço maior e sobre-humano. Até Paulo, o mais potente de todos na preparação dos discursos, o mais dotado relativamente aos conceitos, só transmitiu por escrito breves cartas, apesar de ter realidades inúmeras e inefáveis a contar [...] Outros seguidores de nosso Salvador, os primeiros apóstolos, os setenta discípulos e mil outros mais não eram inexperientes das mesmas realidades. Entretanto, dentre eles todos, somente Mateus e João deixaram memória dos entretenimentos do Salvador. E a Tradição refere que estes escreveram forçados pela necessidade. [...] Quanto a João [o Apóstolo], diz-se que sempre utilizava o anúncio oral. Por fim, também ele pôs-se a escrever pelo seguinte motivo. Quando os três evangelhos precedentes já se haviam propagado entre todos os fiéis e chegaram até ele, recebeu-os, atestando sua veracidade. Somente careciam da história das primeiras ações de Cristo e do anúncio primordial da palavra. E trata-se de verdadeiro motivo.” (História Eclesiástica Livro III, 24,3-7. Eusébio de Cesaréia, + ou - 317 d.C)

Pois o Cristianismo não é baseado num manual de instruções, mas sim no Magistério Vivo da Igreja. E é disto que as Sagradas Escrituras (cf. 2Cor 3,6) e os antigos deram testemunho.

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