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Igreja tira seu apoio a Anistia Internacional porque promove aborto

jun 14, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Segundo anuncia o cardeal Renato R. Martino
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 13 de junho de 2007 (ZENIT.org) .- O Conselho Pontifício Justiça e Paz anunciou que retirará a ajuda econômica que oferecia a Anistia Internacional depois de que esta instituição decidiu apoiar o aborto.

«A Igreja Católica deixará de financiar a Anistia Internacional devido à mudança de posição decidida», anunciou oficialmente o cardeal Renato Raffaele Martino, presidente desse organismo vaticano, em uma entrevista concedida ao semanário americano «National Catholic Register».

Em 25 de março passado, em sua Conferência nacional anual, em Edimburgo, os cerca de 400 membros britânicos de Anistia Internacional expressaram com um voto a decisão de comprometer-se na despenalização do aborto e na promoção de serviços de apoio aos programas de controle demográfico, que incluem a legalização e o acesso gratuito ao aborto.

O cardeal denunciou «os ‘lobbies’ internacionais que trabalham a favor do aborto e a propaganda que promovem no marco do qual João Paulo II chamava de ‘a cultura da morte’».

«É sumamente grave que uma organização tão valente como Anistia Internacional ceda às pressões destes “lobbies”», lamentou o purpurado italiano.

O presidente do Conselho Pontifício concluiu convidando os católicos e a toda pessoa de boa vontade a «intensificar seu compromisso em defesa do direito à vida de todos os que estão por nascer, sem distinções impossíveis entre casos nos quais o assassinato da criança no seio da mãe seria justo ou injusto».

«A eliminação voluntária de toda vida humana inocente é sempre um delito», recordou.

Em 1996, a Santa Sé tomou uma medida similar contra a UNICEF, o fundo das Nações Unidas para a Infância, depois de que também adotara a decisão de promover o aborto em certas circunstâncias.


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SINGAPURA, quinta-feira, 22 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Anistia Internacional, a organização comprometida com os direitos humanos, irá se desacreditar se promover o aborto mundialmente, afirmou o cardeal Renato R. Martino, presidente dos Conselhos Pontifícios Justiça e Paz e para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.

Anistia Internacional, fundada pelo advogado católico Peter Benenson em 1961, com sede central em Londres, empreendeu uma consulta entre seus dois milhões de membros distribuídos pelo mundo para perguntar se deve abandonar sua posição de neutralidade ante o aborto e passar a lutar por sua introdução legal no mundo.

«Estimo a Anistia Internacional, mas dessa forma ela iria se contradizer. Espero que não o faça, pois se desacreditará como defensora dos direitos humanos», afirmou o cardeal Martino em uma entrevista concedida à agência Reuters desde Singapura.

Segundo testemunhas presenciais da entrevista declararam à agência Zenit, o cardeal Martino afirmou que o embrião humano deve ser tratado como uma pessoa, com sua dignidade humana, com os direitos de qualquer ser humano, segundo declara a Carta das Nações Unidas em 1948 e em 1992.

Se Anistia Internacional der este passo, acrescentou o purpurado, surgirá a pergunta: «De quem defendem os direitos humanos? De todos? Não. Não do não-nascido, que será assassinado».

O cardeal encontra-se realizando uma visita de três dias a Singapura para celebrar os 25 anos das relações diplomáticas desta República com a Santa Sé.


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