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VATICANO, 16 Out. 07 / 12:00 am (ACI).- Fontes vaticanos informaram à ACI Digital que o Papa Bento XVI anunciaria amanhã quarta-feira, durante a habitual Audiência Geral, a celebração de um consistório para criar novos cardeais em novembro.
Em agosto passado, o jornal italiano Il Messaggero antecipou que o Pontífice anunciaria o segundo consistório de criações cardinalícias em 24 de outubro.
Il Messaggero assinalou que o Pontífice tem previsto nomear pelo menos a 17 novos cardeais menores de 80 anos, os que faltam para completar o total de 120 eleitores.
Este mês, fazem 80 anos o Ex-secretário de Estado e Decano do Colégio Cardinalício, Cardeal Angelo Sodano e o americano Edmund Casimir Szoka.
Entre os possíveis candidatos a receber o capelo cardinalício, segundo o jornal italiano, figuram arcebispos previsíveis pelo cargo que ostentam, entre eles os Arcebispos de São Paulo, Dom Odilo Scherer; Paris, Dom André Vingt-Trois; Washington DC, Dom Donald William Wuerl; Varsóvia, Dom Kazimierz Nycz; e de Gênova -atual Presidente da Conferência Episcopal Italiana- Dom Angelo Bagnasco.
No Vaticano corresponderia por tradição o capelo cardinalício ao Arcebispo Leonardo Sandri, atual Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, ao Arcipreste da Basílica de São Pedro, Dom Angelo Comastri; ao Governador do Estado do Vaticano Dom Giovanni Lajolo, e ao responsável pela Biblioteca Vaticano, Dom Raffaele Farina.
Também corresponderia o capelo por tradição a outro americano, o Arcebispo John Patrick Foley, atual Grão Mestre da Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro de Jerusalém.
Segundo Il Messaggero, também estariam na lista de cardeais do Santo Padre o Arcebispo polonês Stanislaw Rylko, Presidente do Pontifício Conselho para os Laicos, e o Arcebispo alemão Paul Joseph Cordes, Presidente do Pontifício Conselho Cor Unum.
«O mito do Papa de Hitler: como Pio XII salvou os judeus dos nazistas»
BUENOS AIRES, terça-feira, 29 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- Um novo livro, publicado nos Estados Unidos por um rabino, coloca dados históricos significativos sobre a relação do Papa Pio XII com o povo judeu em plena segunda guerra mundial.
Convocados pela «Fundação Internacional Raoul Wallenberg» e as organizações não-governamentais inclusive em sua rede «Casa Argentina em Jerusalém» «Interfe Internacional», «Instituto Internacional Angelo Roncalli» e o «Instituto Internacional Souza Dantas», diretivos de diferentes confissões se reuniram para analisar este enfoque apresentado por David G. Dalin em seu livro «O mito do Papa de Hitler: como Pio XII salvou os judeus dos nazistas» («The Myth of Hitler’s Pope: How Pius XII rescued Jews from the Nazis»).
O fundador destes centros interconfessionais, Baruj Tenembaum, fez uma análise do que significa a aparição de um livro que analisa temas tão polêmicos e sua perspectiva autenticamente judaica.
Tenembaum é formado pelo Majon Lelimude, Hayahadut, professor de Bíblia e hebreu em diferentes casas de estudo e mestre de rabinos, intelectuais, sacerdotes, pelo que sua opinião constitui o ponto de referência. Foi um dos pioneiros do movimento interconfessional, pelo que foi distinguido e condecorado pelo Papa Paulo VI e por vários governos.
O autor do livro é David G. Dalin, historiador, professor em Ave Maria University, ordenado rabino, que dedicou longos anos à investigação do tema.
Para explicar o contexto, Tenembaum recordou que a obra teatral «O Vigário» escrita em 1963 por Ralf Hoch Hunt, colocou as bases de uma particular visão de Eugênio Pacelli, que em 1939 foi eleito Papa com o nome de Pio XII. Logo, em 1999, o católico John Cornwell publicou «O Papa de Hitler («Hitler’s Pope») e Daniel Goldhagen, em 2002, apresentou seu livro «A Moral Reckoning», ambos com enfoques críticos sobre o papel desempenhado pelo Papa.
Dalin em sua obra trata de demonstrar que Pio XII salvou muitas vidas judaicas durante o Holocausto.
Ainda que pessoas como R.P. José Tiso, o líder esloveno que segundo fontes históricas pediu aos alemães que deportassem os judeus à Polônia (ocupada pela Alemanha) e terminando em campos de concentração, era um sacerdote católico, muitos outros sacerdotes, monjas e padres salvaram judeus, especialmente na Polônia, França e Itália.
Dalin cita o agradecimento de Golda Meir, a ministra de Relações Exteriores de Israel, a Pio XII, que enviou uma mensagem ao Vaticano por ocasião da morte do Papa, «Lamentamos, perdemos um servidor da paz. A voz do Papa durante o Nazismo foi clara e em defesa das vítimas».
O trágico capítulo da deportação dos judeus de Roma a Auschwitz em 1943 é analisado e documentado por Dalin, que oferece uma análise exaustiva com menções de fontes diversas, inclusive a princesa ítalo-católica Enza Aragona Cortes.
O Papa instruiu seu Secretário de Estado, o cardeal Luigi Maglione, que protestou ao embaixador alemão ante o Vaticano, Ernst von Weizsacker. O cardeal pediu: «Tentem salvar os inocentes que sofrem por pertencer a uma raça determinada».
Ante o pedido do cardeal Maglione, o embaixador alemão deu ordens de interromper a deportação; e o Papa instruiu abrir o Vaticano para esconder os judeus de Roma, que se refugiaram em conventos e mosteiros do Vaticano, segundo estas fontes.
Graças ao trabalho do Papa, Roma contou com a maior porcentagem de judeus que sobreviveram nas cidades ocupadas pelos Nazistas.
Dos 5.715 judeus de Roma, registrados pela Alemanha para ser deportados, 4.715 foram acomodados em 150 instituições católicas, e deles, 477 em santuários do Vaticano. O embaixador britânico ante o Vaticano ratifica este fato.
O Papa teve uma atitude similar na Hungria através de seu representante, o núncio apostólico Dom Angelo Rotta, que teve um papel decisivo na hora de salvar a vida de 5.000 judeus.
Uma lista de fatos históricos mencionados por Dalin, inclui Bulgária, e em particular a atitude do arcebispo Angelo Roncalli (futuro João XXIII), assim como de outros personagens católicos que salvaram judeus e asseguraram que o fizeram por ordem do Papa. Documenta fatos curiosos, como a nomeação de especialistas no Vaticano a judeus despedidos por Benito Mussolini.
Tenembaum declara que não assume papel algum nesta discussão, mas «convoca a todos, a buscar e anunciar a verdade. Nada de preconceitos! Só a verdade! Não aferrar-se a preconceitos, não difundir calúnias! Sigamos o caminho da reconciliação com as mentes abertas!».
«A reiteração retórica não certifica acertos nem garante verdades; nós, os judeus, desejamos recordar e defender a verdade. Toda a verdade e nada mais que a verdade», concluiu.
Dirigida à 57ª Semana Litúrgica Nacional Italiana
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- Em uma mensagem assinada pelo cardeal Angelo Sodano, secretário de Estado, Bento XVI assegura que a celebração litúrgica permite experimentar a bondade de Deus, reforçando assim a esperança cristã.
A carta, publicada nesta quarta-feira pela Sala de Imprensa da Santa Sé, está dirigida aos participantes da 57ª Semana Litúrgica Nacional Italiana, que se celebra em Varese de 21 a 25 de agosto sobre o tema: «Celebramos Jesus, esperança do mundo».
«Na liturgia da Igreja, em sua oração, na comunidade viva dos crentes, experimentamos o amor de Deus, percebemos sua presença e, deste modo, aprendemos também a reconhecê-la em nossa vida cotidiana», afirma a mensagem, citando o número 17 da encíclica «Deus caritas est».
Deste modo, acrescenta o texto, «a experiência da bondade de Deus na liturgia se converte em renovação do dom da esperança».
«Ao libertar o coração do homem das angústias cotidianas, a celebração litúrgica dá nova confiança; o momento da celebração comunica a alegria de esperar em um mundo melhor, de viver na Igreja, de ser amados por Deus e de poder voltar a amá-lo de novo, de ser perdoados e salvos».
«Por este motivo — pediu aos liturgistas italianos –, é preciso ajudar o fiel a compreender que para custodiar, reavivar e comunicar a esperança, ele tem que voltar a celebrar, a contemplar Jesus, o Ressuscitado.»
«Então, a oração abre nossa vida ao projeto de Deus nos leva a ser dóceis instrumentos em suas mãos para transformar a maneira de viver e, por conseguinte, a história de nosso ambiente», assegura a mensagem.
«Deste modo — conclui –, a celebração litúrgica abarca vários aspectos da existência: o mundo dos afetos e das relações, da fragilidade e das fraquezas compartilhadas, a experiência do trabalho e do descanso, proclamando sempre a primazia do amor de Deus.»
VATICANO, 10 Ago. 06 (ACI) .- Os meios de comunicação católicos devem ser diferentes da mídia secular e devem procurar e transmitir a verdade da fé, assim afirmou o Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), Arcebispo Angelo Amato. Em recente entrevista concedida ao semanário polonês Niedziela, o Prelado indicou que os meios seculares com freqüência escolhem alguns ensinamentos da Igreja para manipular.
“Os meios não publicam os textos completos do Magistério. Como regra, escolhem alguns pontos, geralmente secundários, que possam causar polêmica ou escândalo“, explicou Dom Amato. “Devemos admitir que com freqüência temos a impressão de que estamos vivendo em uma espécie de realidade virtual que é criada por quem trabalha nos meios de comunicação e que são formadores de correntes de opinião“, acrescentou.
Entretanto, “o Evangelho não é uma criação da mente humana mas sim é a mensagem de Deus sobre a realidade do homem no universo”, disse o Arcebispo, portanto, demarcou, “os meios católicos têm o dever de informar sobre todo o ensinamento magisterial da Igreja”.
Para o Secretário da CDF, um bom exemplo desta situação é a cobertura que deram ao documento Dominus Iesus. Em vez de centrar-se no tema central que é a “universalidade salvífica de Cristo e da Igreja”; muitos começaram a falar do fim do ecumenismo. Tudo com propósito de gerar polêmica e falar do “fim do ecumenismo”.
“Em uma palavra, a apresentação de um documento da Igreja não deve ser tratado como um evento mediático com elementos sensacionalistas, mas sim como algo importante da Igreja que deve se constituir em uma ocasião especial para formar, evangelizar e catequizar as pessoas”, precisou Dom Amato.
O Arcebispo então explicou que se pode concluir que “por um lado os meios se caracterizam por certa superficialidade e pelo outro exercem uma grande influência. E é verdade que quanto mais superficiais forem, mais capitalista será sua influência”.
Por isso, “a imprensa católica deve debater com olhar crítico os assuntos que trata os meios seculares, investigando os ‘eventos religiosos’ artificialmente criados”, para que assim não exista “essa impressão de que o que estabelece o Magistério são apenas opiniões com as quais alguém pode ou não concordar”, destacou Dom Amato.
“Para contribuir na formação dos fiéis, os meios católicos devem ser criativos, com grande sentido cultural; e acima de tudo, sensíveis à educação na fé. A tradição cristã tem dois mil anos, assim temos à nossa disposição uma grande quantidade de trabalhos que devem ser propostos aos leitores”, destacou o Secretário da CDF.
“A civilização cristã não é um museu para visitar e admirar, mas sim uma realidade contínua viva, que inspira e sustenta, e que tem que ser apreciada hoje”, concluiu o Arcebispo.
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VATICANO, 14 Jul. 06 (ACI) .- A Santa Sé condenou hoje tanto os ataques terroristas como as represálias militares que desde a quarta-feira passada têm como cenário o Oriente Médio, especialmente o ataque ao Líbano por parte do exército israelense que cobrou vítimas entre a população civil, e reiterou que a “única via digna de nossa civilização é a do diálogo sincero”.
Em declarações oferecidas à Rádio Vaticano, o Secretário de Estado, Cardeal Angelo Sodano, indicou que “as notícias que nos chegam do Oriente Médio são realmente preocupantes”, referindo-se à escalada bélica iniciada nesta quarta-feira depois que Hizbulá seqüestrou dois soldados israelenses na fronteira.
Segundo o Cardeal, o Papa Bento XVI e seus colaboradores “acompanham com particular atenção os últimos episódios dramáticos que correm o perigo de degenerar em um conflito com repercussões internacionais”.
“A Santa Sé, como fez no passado, condena também tanto os ataques terroristas de uns como as represálias militares de outros. O direito à defesa por parte de um Estado não exime do respeito das normas do direito internacional, sobretudo pelo que concerne à proteção das populações civis”, assinalou o Cardeal.
“Em concreto”, continuou o Cardeal, “a Santa Sé lamenta agora o ataque ao Líbano, uma nação livre e soberana, e assegura sua proximidade àqueles povos, que já sofreram tanto pela defesa da própria independência”.
Os ataques israelenses contra diversos alvos na cidade de Beirut deixaram até agora um saldo de 55 mortos e mais de uma centena de feridos. Por sua vez, o Hizbulá libanês lançou como represália dezenas de mísseis sobre alvos civis e postos militares do norte do Israel causando dois mortos e 30 feridos.
Por último, o Cardeal Sodano destacou a evidência de que “a única via digna de nossa civilização é a do diálogo sincero entre as partes em causa.
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VATICANO, 09 Jun. 06 (ACI) .- Em uma mensagem enviada a nome do Papa Bento XVI aos participantes da 36º Assembléia Geral da Organização de Estados Americanos (OEA), o Cardeal Angelo Sodano, Secretário de estado do Vaticano, chamou os países da região a promover e defender o direito à vida e a família.
Ao recordar que o tema principal da reunião concluída em São Domingo (República dominicana) foi “a dignidade da pessoa humana, o valor absoluto da vida humana desde sua concepção até seu fim natural”, o Cardeal Sodano destacou que o Continente Americano “tem uma tradição de respeito à vida que se vê agora ameaçada pela pressão de correntes estranhas a sua natureza“.
“No âmbito da tutela da dignidade da pessoa humana é também uma prioridade favorecer as condições para que diminua a violência em suas diversas formas: terrorismo, ataque contra civis inocentes, seqüestros, ameaças, tráfico de droga”, adiciona a carta.
O Cardeal Sodano ressalta entretanto que um tema “essencial” e unido ao da dignidade da pessoa humana, é “a promoção da família, apoiada no matrimônio“.
“Promover a família é uma tarefa essencial para o desenvolvimento da sociedade de todo o Continente. A família é o lugar da aprendizagem, do conhecimento, da formação básica do futuro protagonista da vida social. Por isso, a primeira entidade que os Estados têm que proteger e promover é a família“, sublinha.
“O papel desempenhado pelos pais segue o Cardeal é fundamental e não pode ser substituído pelo Estado ou outra instituição, que é um complemento necessário e muito benéfico, mas não substitui o papel primitivo dos pais, a quem compete também escolher a forma de educação que querem para seus filhos”.
Depois de pôr em relevo que a família “não pode desempenhar adequadamente sua missão se não dispor das condições materiais mínimas para isso”, o Secretário de estado denuncia “a persistência, às vezes agravada, da pobreza e do aumento da desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres”.
Distribuir e gerar riqueza
“Não se trata somente de distribuir mais adequadamente o que há, mas sim de melhorar as condições de produção e de procurar novas modalidades de um desenvolvimento em paz e harmonia para todos”, afirma o Secretário de estado, ao destacar que “a Doutrina Social da Igreja oferece um marco que permite sentar as bases da edificação de uma sociedade que tem como centro ao homem e não ao dinheiro ou a ideologia”.
O Cardeal Sodano termina exortando a “perseverar na via do constante diálogo entre os países”.
“A grande maioria dos habitantes dos países da OEA são cristãos e as raízes cristãs podem constituir um apoio decisivo à vida social e política dos Estados Americanos”, conclui o Cardeal.
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VATICANO, 01 Jun. 06 (ACI) .- Em uma emotiva oração realizada ontem às 8:00 da noite hora de Roma nos jardins vaticanos, o Papa Bento XVI fechou o mês Mariano de maio com um sentido agradecimento à Virgem. Centenas de pessoas participaram da tradicional procissão do último dia do mês de maio da Igreja de San Esteban de los Abisinios (próxima ao ábside da basílica vaticana) na Gruta da Virgem de Lourdes, em um evento presidido por Dom Angelo Comastri, Vigário general de Sua Santidade para o Estado da Cidade do Vaticano.
Ao chegar à gruta e antes de dar a bênção apostólica, o Santo Padre lembrou que este mês de maio “se caracterizou pela acolhida à imagem da Virgem de Fátima na Praça de São Pedro no último dia 13, com motivo do XXV aniversário do atentado ao querido João Paulo II e pela viagem apostólica a Polônia, onde pude visitar os lugares que meu grande predecessor mais gostava”.
“No Santuário de Jasna Góra, na Czestochowa continuou, compreendi melhor como nossa Advogada celestial acompanha o caminho de seus filhos e não deixa de atender as súplicas que lhe são dirigidas com humildade e confiança”.
“Desejo lhe dar graças mais uma vez junto com vocês por ter me acompanhado durante a visita à querida terra da Polônia. Também quero lhe expressar minha gratidão por sustentar meu serviço cotidiano à Igreja. Sei que posso contar sempre com sua ajuda: e mais, sei que Ela preve com intuição materna todas as necessidades de seus filhos e intervém eficazmente para sustentá-los”, adicionou o Pontífice.
Piedade Mariana e fé em Jesus
Bento XVI sublinhou ainda que na Visitação da Virgem a sua prima Santa Isabel, festa que a Igreja celebrou na quarta-feira, “o protagonista escondido é Jesus. Maria o leva em seu seio como em um tabernáculo sagrado. Onde chega Maria está presente Jesus“.
A verdadeira devoção Mariana, continuou o Papa, nunca ofusca ou diminui a fé e o amor por Cristo nosso Salvador, único mediador entre Deus e os homens. nos confiemos a Ela com filial abandono!”.