«Pecados da Igreja nunca anularão a fidelidade de Jesus Cristo», diz cardeal
LISBOA, segunda-feira, 15 de março de 2010 (ZENIT.org).- O Cardeal-Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, afirmou nesse domingo que a Igreja “é a última realização” da vontade divina antes do final dos tempos e que ela é também, para Deus, “a última esperança” de ter um povo que lhe seja fiel.
Na quarta catequese quaresmal deste ano, proferida na Sé Patriarcal – segundo informa Agência Ecclesia – Dom José Policarpo sublinhou que todos os membros da Igreja são chamados de “povo sacerdotal” porque “a santidade da sua vida é o verdadeiro culto que Deus espera”.
Deus quer que a Igreja seja mediadora entre Ele e toda a humanidade, favorecendo a “realização última” do desígnio divino, isto é, o desejo “de reunir, no fim, todos os homens num só Povo, que o louvem, contemplem a sua glória e experimentem a alegria do amor”.
Para Dom José Policarpo, a revelação da vontade divina para a humanidade é uma “manifestação da persistência de Deus”, que “não desiste de vir um dia a ter esse povo que Ele deseja, que O louve com toda a sua vida”.
“Os pecados da Igreja nunca anularão a fidelidade de Jesus Cristo”, acrescentou o purpurado.
“Não há perigo de mais uma desilusão para Deus, porque a Igreja é Cristo, identifica-se com Cristo, a sua fidelidade é a de Cristo, a força que a move é o próprio Espírito de Cristo.”
Como resposta à ação divina, Deus espera da Igreja uma “atitude sacerdotal”, que contribua para que os seus membros possam “sentir já na história a alegria da intimidade com Ele”.
Ao visitar a paróquia em que Paulo VI foi batizado
Por Roberta Sciamplicotti
CONCESIO (BRÉSCIA), domingo, 8 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI exortou a amar a Igreja apesar de suas sombras e manchas, como parte do compromisso assumido no Batismo, ao concluir neste domingo uma visita à cidade de Paulo VI.
O pontífice quis concluir esta viagem de um dia visitando a paróquia de Concesio, pequeno povoado situado perto de Bréscia, onde foi batizado Giovanni Battista Montini no dia 30 de setembro de 1897.
Em sua homilia no pequeno templo, o Papa reconheceu: “Não é fácil ser cristãos”.
“É preciso ter valor e tenacidade para não conformar-se com a mentalidade do mundo – acrescentou –, para não se deixar seduzir pelo potente convite do hedonismo e do consumismo, para enfrentar, se for necessário, as incompreensões e inclusive perseguições.”
“Viver o batismo implica em permanecer solidamente unidos à Igreja, inclusive quando vemos em seu rosto sombras e manchas.”
“Ela nos regenerou à vida divina e nos acompanha em todo o nosso caminho: amemos a Igreja como nossa autêntica mãe!”, exortou o bispo de Roma.
“Amemos a Igreja e sirvamos a Igreja com um amor fiel, que se traduza em gestos concretos dentro das nossas comunidades, sem ceder à tentação do individualismo e do preconceito, superando toda rivalidade e divisão”, convidou.
“Assim seremos autênticos discípulos de Cristo”, concluiu, recolhendo os ensinamentos e experiências de Paulo VI sobre o Batismo, sacramento através do qual acontece “a transfusão do mistério da morte e ressurreição de Cristo em seus seguidores”.
O Papa concluiu assim uma visita de quase 12 horas a Bréscia, dedicada ao seu predecessor, na qual inaugurou a nova sede do Instituto Paulo VI.
Vaticano, 07 Jun. 09 / 09:49 am (ACI).- Milhares de fiéis e peregrinos se encontraram na Praça de São Pedro a pesar do mau tempo para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI, quem nas suas palavras introdutórias afirmou que tudo no mundo provém do amor, tende ao amor e se move impulsionado pelo amor”.
“Deus é amor, ‘não na unidade de uma só pessoa a não ser na Trindade de uma só substância’: é Criador e Pai misericordioso; é Filho Unigênito, eterna Sabedoria encarnada, morto e ressuscitado por nós; é finalmente Espírito Santo, que tudo move, cosmos e história, para a plena recapitulação final”, disse o Pontífice ao refletir sobre o mistério da Trindade.
Do mesmo modo, ressaltou que “as três Pessoas são um só Deus porque o Pai é amor, o Filho é amor, o Espírito é amor”, e que “é tudo e só amor, amor muito puro, infinito e eterno”.
Mais adiante meditou sobre a criação qual manifestação da Trindade divina, assim que “todo o ser, até suas últimas partículas, é ser em relação, e assim faz ver o Deus-relação. Tudo provém do amor, tende ao amor e se move impulsionado pelo amor”.
“A maior prova de que somos feitos à imagem da Trindade é esta: só o amor nos faz felizes, porque vivemos em relação, e vivemos para amar e para ser amados”, concluiu o Santo Padre.
O Papa também recordou aos fiéis que depois do tempo pascal “a liturgia prevê três solenidades do Senhor: hoje, a Santíssima Trindade; na próxima quinta-feira a do Corpus Domini, que em muitos países é celebrada no próximo domingo; e, finalmente, na sexta-feira sucessiva, a festa do Sagrado Coração do Jesus. Cada uma destas evidencia uma perspectiva desde a qual se abraça a totalidade do mistério da fé cristã”.
“A Virgem María –continuou o Papa- acolheu a vontade do Pai, concebeu o Filho por obra do Espírito Santo. Nela o Onipotente construiu para si um templo digno Dele, e o tem feito o modelo e a imagem da Igreja, mistério e casa de comunhão para todos os homens”.
Depois de rezar o Ângelus o Papa saudou os presentes em diversos idiomas e repartiu sua Bênção Apostólica.
«Não são propriedade privada dos pais, estes devem ajudá-las a ser filhas de Deus»
Por Inma Alvarez
CIDADE DO VATICANO, domingo, 11 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O Papa explicou a importância do Batismo das crianças, ao batizar hoje 13 bebês na Capela Sixtina, como é tradição na Solenidade do Batismo do Senhor, e afirmou que com ele «restituímos a Deus o que veio d’Ele».
«A criança não é propriedade dos pais, mas foi confiada pelo Criador a sua responsabilidade, livremente e de uma forma sempre nova, para que estes as ajudem a ser livres filhas de Deus», explicou o Papa.
Sobre estas crianças, afirmou, «pousa hoje a “complacência” de Deus».
«Desde quando o Filho unigênito do Pai se fez batizar, o céu se abriu realmente e continua se abrindo, e podemos confiar cada nova vida que nasce às mãos d’Aquele que é mais poderoso que os poderes obscuros do mal», afirmou o Papa.
Em primeiro lugar, Bento XVI assinalou a importância de que Deus se tenha feito uma criança pequena, que é precisamente o centro da celebração do tempo litúrgico do Natal, que se encerra com a Solenidade do Batismo do Senhor.
«O Criador assumiu em Jesus as dimensões de uma criança, de um ser humano como nós, para poder fazer-se ver e tocar. Ao mesmo tempo, abaixando-se até a impotência inerme do amor, Ele nos mostra o que é a verdadeira grandeza, o que quer dizer ser Deus», afirmou.
Agradecendo a oportunidade de poder batizar nesta ocasião, o Papa fez notar sobretudo a importância do papel dos pais e dos padrinhos para fazê-los compreender o sacramento que um dia receberam.
«Só se os pais amadurecerem esta consciência conseguirão encontrar o justo equilíbrio entre a pretensão de poder dispor dos próprios filhos como se fossem uma propriedade privada, formando-os em base às próprias idéias e desejos, e a postura libertadora que se expressa em deixá-los crescer em autonomia plena, satisfazendo cada um de seus desejos e aspirações», explicou.
Por outro lado, batizar as crianças pequenas, explicou o Papa, não é «fazer uma violência», mas «dar-lhes a riqueza da vida divina na qual se enraíza a verdadeira liberdade que é própria dos filhos de Deus».
Esta liberdade, acrescentou, «deverá ser educada e formada com o amadurecer dos anos, para que as faça capazes de eleições pessoais responsáveis».
Com respeito à educação na fé dos pequenos, o Papa explicou que «se com este sacramento, o batizando se converte em filho adotivo de Deus, objeto de seu amor infinito que o tutela e defende das forças obscuras do maligno, é necessário ensiná-los a reconhecer a Deus como seu Pai e a saber se relacionar com Deus com atitude de filho».
Também, o batismo, afirmou, introduz as crianças em «uma nova família, maior e estável, mais aberta e numerosa que a vossa: refiro-me à família dos crentes, à Igreja, uma família que tem Deus por Pai e na qual todos se reconhecem irmãos em Jesus Cristo».
Confiando estas crianças «à bondade de Deus, que é potência de luz e de amor», estas, «ainda nas dificuldades da vida, não se sentirão abandonadas, se permanecerem unidas a Ele».
«Preocupados portanto em educá-las na fé, em ensiná-las a rezar e a crescer como fazia Jesus e com sua ajuda, em sabedoria, idade e graça perante Deus e os homens», concluiu.
Depois, durante sua alocução no Ângelus, o Papa voltou a assinalar a importância deste sacramento, pelo qual o homem «recebe a vida eterna».
«Esta é a estupenda realidade: a pessoa humana, mediante o Batismo, insere-se na relação única e singular de Jesus com o Pai, de forma que as palavras que ressoaram no céu sobre o Filho Unigênito se fazem verdadeiras para cada homem e toda mulher que renasce na água e do Espírito Santo: Tu és meu Filho, o amado», acrescentou.