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Arquivo para a categoria ‘Santos da Igreja’


Pedro

abr 28, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Bíblia, Santos da Igreja

Por Papa Bento XVI
Tradução: Vaticano
Fonte: Vaticano

Amados Irmãos e Irmãs,

Na nova série de catequeses começamos antes de tudo a compreender melhor o que é a Igreja, qual é a ideia do Senhor sobre esta sua nova família. Depois dissemos que a Igreja existe nas pessoas. E vimos que o Senhor confiou esta nova realidade, a Igreja, aos doze Apóstolos. Agora queremos vê-los um por um, para compreender nas pessoas o que significa viver a Igreja, o que significa seguir Jesus. Começamos com São Pedro.

Depois de Jesus, Pedro é a personagem mais conhecida e citada nos escritos neotestamentários: é mencionado 154 vezes com o cognome de Pétros, “pedra”, “rocha”, que é a tradução grega do nome aramaico que lhe foi dado directamente por Jesus Kefa, afirmado nove vezes sobretudo nas cartas de Paulo; depois, deve-se acrescentar o nome frequente Simòn(75 vezes), que é a forma helenizada do seu original nome hebraico Simeon (2 vezes: Act 15, 14; 2 Pd 1, 1). Filho de João (cf. Jo 1, 42) ou, na forma aramaica, bar-Jona, filho de Jonas (cf. Mt 16, 17), Simão era de Betsaida (cf. Jo 1, 44), uma cidadezinha a oriente do mar da Galileia, da qual provinha também Filipe e naturalmente André, irmão de Simão. O seu modo de falar traía o sotaque galileu. Também ele, como o irmão, era pescador: com a família de Zebedeu, pai de Tiago e de João, dirigia uma pequena empresa de pesca no lago de Genesaré (cf. Lc 5, 10). Por isso devia gozar de um certo bem-estar económico e era animado por um sincero interesse religioso, por um desejo de Deus ele queria que Deus interviesse no mundo um desejo que o estimulou a ir com o irmão até à Judeia para seguir a pregação de João Baptista (cf. Jo 1, 35-42).

Era um judeu crente e praticante, confiante na presença activa de Deus na história do seu povo, e sofria por não ver a sua acção poderosa nas vicissitudes das quais ele era, naquele momento, testemunha. Era casado e a sogra, curada um dia por Jesus, vivia na cidade de Cafarnaum, na casa na qual também Simão vivia quando estava naquela cidade (cf. Mt 8, 14 s; Mc 1, 29 s; Lc 4, 38 s).

Recentes escavações arqueológicas permitiram trazer à luz, sob a pavimentação em mosaicos octagonais de uma pequena igreja bizantina, os vestígios de uma igreja mais antiga existente naquela casa, como afirmam os grafites com invocações a Pedro. Os Evangelhos informam-nos que Pedro é um dos primeiros quatro discípulos do Nazareno (cf. Lc 5, 1-11), aos quais se junta um quinto, segundo o costume de cada Rabino de ter cinco discípulos (cf. Lc 5, 27: chamada de Levi).

Quando Jesus passa de cinco para doze discípulos (cf. Lc 9, 1-6), será clara a novidade da sua missão: Ele já não é um entre tantos rabinos, mas veio para reunir o Israel escatológico, simbolizado pelo número doze, como doze eram as tribos de Israel. (more…)

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Santo Agostinho explica o verdadeiro sentido da laicidade, diz o Papa

fev 21, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé, Santos da Igreja

Santo Agostinho explica o verdadeiro sentido da laicidade, diz o Papa

VATICANO, 20 Fev. 08 / 12:00 am (ACI).- Ao retomar as Catequeses das quartas-feiras logo após dos seus Exercícios Espirituais, o Papa Bento XVI voltou ao tema da vida e obras de Santo Agostinho de Hipona e o apontou como o autor que explica o modelo de uma laicidade bem entendida.

O Pontífice começou destacando a figura de Santo Agostinho –a quem dedicou uma quarta Audiência geral- como “grande testemunha de Cristo”, cujas inumeráveis obra “são de importância capital, e não só para a história do cristianismo”.

O exemplo mais claro, explicou o Papa, são as Confissões, um dos livros da antigüidade cristã mais lidos até agora. Escritas entre o 397 e o 400, durante seu episcopado, são uma “meditação interior” realizada diante de Deus, que descrevem “o caminho interior” do antigo intelectual, uma “confissão de suas próprias debilidades”, “de seus próprios pecados”, mas também um louvor a Deus, um olhar da própria miséria à luz de Deus que se converte em agradecimento a Ele pelo amor, que “transforma e eleva a Deus mesmo”.

“São uma espécie de autobiografia, mas autobiografia na forma de um diálogo com Deus. E este gênero literário reflete precisamente a vida de Santo Agostinho, que era uma vida não fechada em si mesmo, tampouco uma vida dispersa em tantas coisas, mas substancialmente uma vida vivida como diálogo com Deus e assim uma vida para os outros”, disse o Pontífice.

Logo adicionou: “E existem muitos irmãos que gostam destas obras, e devo dizer que eu sou um destes irmãos“.

O Santo Padre ilustrou logo algumas obras do Bispo de Hipona, fazendo um elenco, junto das famosas “Retratações” – dois livros nos quais Santo Agostinho, já ancião revisou todos seus escritos deixando “um ensinamento de sinceridade e de humildade intelectual”- as mais de 330 cartas e as quase 600 homilias, “fruto de quarenta anos de pregação” que fazem pensar em cerca de 4.000 sermões, muitos dos quais “transcritos e corrigidos”, para responder aos hereges, interpretar as Sagradas Escrituras e edificar aos filhos da Igreja.

Bento XVI se referiu logo à monumental “Cidade de Deus”, que descreveu como “uma obra imponente e decisiva para o desenvolvimento do pensamento político ocidental e para a teologia cristã da história”.

O Pontífice se referiu aos 22 tomos que Santo Agostinho escreveu para responder às acusações dos pagãos que culpavam ao cristianismo da queda de Roma, aduzindo que um Deus que não tinha podido impedir que a caput mundi (a cabeça do mundo) fosse arrasada pelos Godos em 410, não podia ser um Deus no qual confiar.

Santo Agostinho explicou o que se pode esperar de Deus e o que não, “qual é a relação entre a esfera política e a esfera da fé e da Igreja”.

“Também hoje este livro é uma fonte para definir bem a verdadeira laicidade e a competência da Igreja, a grande verdadeira esperança que nos dá a fé”, explicou o Pontífice; e adicionou que “portanto, o livro é uma apresentação da história da caridade governada pela Providência divina mas dividida em dois amores. Este é seu desenho fundamental, sua interpretação da história: a luta de dois amores, o amor a si até a indiferença por Deus e o amor a Deus até a indiferença de si, à plena liberdade de si para os outros, na luz de Deus”.

O Papa Bento XVI citou logo, da longa lista de obras agostinianas o tratado De Trinitate (Sobre a Trindade) , que o Santo definiu como “único criador do mundo”, “círculo de amor” e “mistério insondável” que “nas Três Pessoas é a mais real e profunda unidade do único Deus”.

Também se referiu à obra “De doctrina Christiana”, que definiu como “uma verdadeira e autêntica introdução cultural à interpretação da Bíblia e em definitiva ao mesmo cristianismo”; ao “De catechizandis rudibus”, dedicado aos problemas da instrução de muitos cristãos analfabetos.

Não deixou de mencionar “a multidão de homilias, freqüentemente pronunciadas de imprevisto, transcribidas por taquígrafos durante a pregação e imediatamente postas em circulação”.

O Papa lembrou que, deste amor do Santo pelos livros existem antigas reproduções iconográficas, como o afresco do século VI na Sancta Sanctorum Laterano, onde se vá a Santo Agostinho representado com um códice nas mãos.

Bento XVI recordou finalmente as palavras do primeiro biógrafo de Santo Agostinho, Posídio, que definiu a seu amigo Bispo como “sempre vivo” em suas obras.

“Sim, também para nós teria sido belíssimo poder escutá-lo em vivo. Mas está realmente vivo em seus escritos, está presente em nós e assim vemos a permanente vitalidade da fé a qual dedicou toda sua vida”, concluiu o Santo Padre.

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Bento XVI apresenta Orígenes

abr 26, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Espiritualidade, Santos da Igreja

Intervenção na audiência geral desta quarta-feira

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 25 de abril de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos a intervenção de Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, em que apresentou a figura do padre apostólico Orígenes.

* * *

Queridos irmãos e irmãs:

Em nossas mediações sobre as grandes personalidades da Igreja antiga, conheceremos hoje uma das mais relevantes. Orígenes de Alexandria é realmente uma das personalidades determinantes para todo o desenvolvimento do pensamento cristão. Ele recolhe a herança de Clemente de Alexandria, sobre quem meditamos na quarta-feira passada, e a relança ao futuro de maneira tão inovadora que imprime um giro irreversível ao desenvolvimento do pensamento cristão. Foi um verdadeiro «mestre», e assim o recordavam com nostalgia e comoção seus discípulos: não só um brilhante teólogo, mas uma testemunha exemplar da doutrina que transmitia. «Ele ensinou», escreve Eusébio de Cesaréia, seu entusiasmo biógrafo, «que a conduta deve corresponder exatamente à palavra, e foi sobretudo por isso que, ajudado pela graça de Deus, induziu muitos a imitá-lo» (Hist. Eccl. 6, 3, 7).

Toda a sua vida esteve envolvida por um incessante anseio de martírio: Tinha dezessete anos quando, no décimo ano do imperador Septímio Severo, desatou-se em Alexandria a perseguição contra os cristãos. Clemente, seu mestre, abandonou a cidade, e o pai de Orígenes, Leônidas, foi preso. Seu filho ansiava ardentemente o martírio, mas não pôde cumprir este desejo. Então escreveu a seu pai, exortando-o a não desistir do supremo testemunho da fé. E quando Leônidas foi decapitado, o pequeno Orígenes sentiu que devia acolher o exemplo de sua vida. Quarenta anos mais tarde, enquanto pregava em Cesaréia, fez esta confissão: «De nada me serve ter tido um pai mártir se não tenho uma boa conduta e não honro a nobreza de minha estirpe, isto é, o martírio de meu pai e o testemunho que o tornou ilustre em Cristo» (Hom. Ez. 4, 8). Em uma homilia sucessiva — quando, graças à extrema tolerância do imperador Felipe o Árabe, parecia já esfumada a eventualidade de um testemunho cruento — Orígenes exclama: «Se Deus me concedesse ser lavado em meu sangue, como para receber o segundo batismo tendo aceitado a morte por Cristo, eu me afastaria seguro deste mundo… Mas são felizes os que merecem essas coisas» (Hom. Iud. 7, 12). Estas expressões revelam toda a nostalgia de Orígenes pelo batismo de sangue. E finalmente este irresistível anseio foi, ao menos em parte, comprazido. Em 250, durante a perseguição de Décio, Orígenes foi preso e torturado cruelmente. Debilitado pelos sofrimentos padecidos, morreu algum tempo depois. Não tinha ainda setenta anos.

Aludimos a esse «giro irreversível» que Orígenes imprimiu à história da teologia e do pensamento cristão. Mas em que consiste este marco histórico, esta novidade tão cheia de conseqüências? Corresponde em substância à fundação da teologia na explicação das Escrituras. Fazer teologia era para ele essencialmente explicar, compreender a Escritura; ou poderíamos inclusive dizer que sua teologia é a perfeita simbiose entre teologia e exegese. Na verdade, a marca própria da doutrina de Orígenes parece residir precisamente no incessante convite a passar da letra ao espírito das Escrituras, para progredir no conhecimento de Deus. E este chamado «alegorismo», escreveu von Baltasar, coincide precisamente «com o desenvolvimento do dogma cristão desenvolvido pelo ensinamento dos doutores da Igreja», os quais, de uma forma ou de outra — acolheram a «lição» de Orígenes. Assim, a tradição e o magistério, fundamento e garantia da investigação teológica, chegam a configurar-se como «Escritura em ato» (cfr. «Origene: il mondo, Cristo e la Chiesa», tr. It., Milano 1972, p. 43). Podemos afirmar por isso que o núcleo central da imensa obra literária de Orígenes consiste em sua «tripla leitura» da Bíblia. Mas antes de ilustrar esta «leitura» convém dar uma olhada geral à produção literária do alexandrino. São Jerônimo, em sua Epístola 33, cita os títulos de 320 livros e de 310 homilias de Orígenes. Lamentavelmente, a maior parte dessa obra se perdeu, mas inclusive o pouco que resta delao lhe converte no autor mais prolífico dos primeiros três séculos cristãos. Seu raio de interesse se estende da exegese ao dogma, à filosofia, à apologética, à ascética e à mística. É uma visão fundamental e global da vida cristã.

O núcleo inspirador desta obra é, como mencionamos, a «tripla leitura» das Escrituras desenvolvida por Orígenes no arco de sua vida. Com esta expressão tentamos aludir às três modalidades mais importantes — entre si não sucessivas, porém mais freqüentemente sobrepostas — com as que Orígenes se dedicou ao estudo das Escrituras. Antes de tudo, ele leu a Bíblia com a intenção de assegurar o melhor texto e de oferecer dela a edição mais fiável. Este, por exemplo, é o primeiro passo: conhecer realmente o que está escrito e conhecer o que esta escritura queria intencional e inicialmente dizer. Realizou um grande estudo com este fim e redigiu uma edição da Bíblia com seis colunas paralelas, de esquerda a direita, com o texto hebreu em caracteres hebreus — ele teve também contatos com os rabinos para compreender bem o texto original hebraico da Bíblia –, depois o texto hebraico transliterado em caracteres gregos e a seguir quatro traduções diferentes em língua grega, que lhe permitiam comparar as diversas possibilidades de tradução. Daí o título de «Hexapla» («seis colunas») atribuído a esta enorme sinopse. Este é o primeiro ponto: conhecer exatamente o que está escrito, o texto como tal. Em segundo lugar, Orígenes leu sistematicamente a Bíblia com seus célebres Comentários. Estes reproduzem fielmente as explicações que o mestre oferecia na escola, em Alexandria e em Cesaréia. Orígenes avança quase versículo a versículo, de forma minuciosa, amplia e aprofunda, com notas de caráter filológico e doutrinal. Ele trabalha com grande exatidão para conhecer bem o que os sagrados autores queriam dizer.

Finalmente, também antes de sua ordenação presbiteral, Orígenes se dedicou muitíssimo à pregação da Bíblia, adaptando-se a um público de composição variada. Adverte-se também em suas Homilias o mestre, totalmente dedicado à interpretação sistemática da perícope em exame, pouco a pouco fracionada nos sucessivos versículos. Também nas Homilias Orígenes aproveita todas as ocasiões para recordar as diversas dimensões do sentido da Sagrada Escritura, que ajudam ou expressam um caminho no crescimento da fé: existe o sentido «literal», mas este oculta profundidades que não aparecem em um primeiro momento; a segunda dimensão é o sentido «moral»: o que devemos fazer vivendo a palavra; e finalmente o sentido «espiritual», ou seja, a unidade da Escritura, que em todo seu desenvolvimento fala de Cristo. É o Espírito Santo que nos faz entender o conteúdo cristológico e, assim, a unidade da Escritura em sua diversidade. Seria interessante mostrar isso. Tentei um pouco, em meu livro «Jesus de Nazaré», assinalar na situação atual estas múltiplas dimensões da Palavra, da Sagrada Escritura, que antes deve ser respeitada justamente no sentido histórico. Mas este sentido nos transcende para Cristo, na luz do Espírito Santo, e nos mostra o caminho, como viver. Encontra-se alusão a isso, por exemplo, na nona Homilia sobre os Números, na qual Orígenes compara a Escritura com as nozes: «Assim é a doutrina da Lei e dos Profetas na escola de Cristo», afirma a homilia; «amarga é a letra, que é como a casca; em segundo lugar atravessas a casca, que é a doutrina moral; em terceiro lugar encontrarás o sentido dos mistérios, do que se nutrem as almas dos santos na vida presente e na futura» (Hom. Num. 9, 7).

Sobretudo por esta via Orígenes chega a promover eficazmente a «leitura cristã» do Antigo Testemunho, replicando brilhantemente o desafio daqueles hereges — sobretudo gnósticos e marcionitas — que opunham entre si os dois Testamentos até rejeitar o Antigo. A respeito disso, na própria Homilia sobre os Números, o alexandrino afirma: «Eu não chamo a Lei de um ‘Antigo Testamento’, se a compreendo no Espírito. A lei se converte em um ‘Antigo Testamento’ só para os que querem compreendê-la carnalmente», isto é, fixando-se na letra do texto. Mas «para nós, que a compreendemos e a aplicamos no Espírito e no sentido do Evangelho, a Lei é sempre nova, e os dois Testamentos são para nós um novo Testamento, não por causa da data temporal, mas da novidade do sentido… Ao contrário, para o pecador e para os que não respeitam a condição da caridade, também os Evangelhos envelhecem» (Hom. Num. 9, 4).

Eu vos convido — e assim concluo — a acolher em vosso coração o ensinamento desse grande mestre na fé. Ele nos recorda com íntimo entusiasmo que, na leitura orante da Escritura e no coerente compromisso da vida, a Igreja sempre se renova e rejuvenesce. A Palavra de Deus, que não envelhece jamais, nem se esgota nunca, é meio privilegiado para tal fim. É, com efeito, a Palavra de Deus que, por obra do Espírito Santo, nos guia sempre de novo à verdade completa (cf. Bento XVI, «Ai partecipanti al Congresso Internazionale per il XL anniversario della Costituzione dogmática ‘Dei Verbum’», in: «Insegnamenti», vol. I, 2005, pp. 552-553). E peçamos ao Senhor que nos dê hoje pensadores, teólogos, exegetas que encontrem esta multidimensionalidade, esta atualidade permanente da Sagrada Escritura, para alimentar-nos realmente do verdadeiro pão da vida, de sua Palavra.

[Tradução realizada por Zenit. Ao final da audiência o Santo Padre saudou os peregrinos em língua portuguesa:]

Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, especialmente os portugueses da Paróquia de Santo António do Estoril, e um grupo de visitantes brasileiros. Possam a vossas obras e orações elevarem-se diariamente ao Pai pela santificação e unidade da grande família humana em Jesus Cristo. Sirva-vos de apelo e encorajamento a Bênção que de bom grão vos concedo, extensiva aos vossos familiares e conterrâneos.

[© Copyright 2007 - Libreria Editrice Vaticana]

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Bento XVI apresenta Clemente de Alexandria

abr 18, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Espiritualidade, Santos da Igreja

Intervenção na audiência geral desta quarta-feira

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 18 de abril de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos a intervenção de Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, dedicada a apresentar a figura do padre apostólico Clemente de Alexandria.

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Queridos irmãos e irmãs:

Depois do tempo das festas, voltemos às catequeses normais, apesar de que visivelmente a praça está ainda em festa. Com as catequeses voltemos, como dizia, ao tema começado antes. Havíamos falado dos doze apóstolos, depois dos discípulos dos apóstolos, agora das grandes personalidades da Igreja nascente, da Igreja antiga. Da última vez havíamos falado de Santo Irineu de Lyon, hoje falaremos de Clemente de Alexandria, um grande teólogo que nasce provavelmente em Atenas, em torno da metade do século II. De Atenas herdou um agudo interesse pela filosofia, que faria dele um dos pioneiros do diálogo entre fé e razão na tradição cristã. Quando ainda era jovem, chegou a Alexandria, a «cidade símbolo» desse fecundo cruzamento entre diferentes culturas que caracterizou a idade helenista. Foi discípulo de Pateno, até sucedê-lo na direção da escola catequética. Numerosas fontes testificam que foi ordenado presbítero. Durante a perseguição de 202-203, abandonou Alexandria para refugiar-se em Cesaréia, na Capadócia, onde faleceu no ano 215.

As obras mais importantes que nos restam dele são três: o «Protréptico», o «Pedagogo», e os «Stromata». Ainda que parece que não era a intenção originária do autor, estes escritos constituem uma autêntica trilogia, destinada a acompanhar eficazmente a maturação espiritual do cristão. (more…)

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Bento XVI apresenta a Santo Irineu de Lyon

mar 28, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Espiritualidade, Santos da Igreja

Intervenção durante a audiência geral desta quarta-feira

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 28 de março de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos a intervenção de Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, na qual continuou com sua série de meditações sobre os padres apostólicos. Nesta ocasião, apresentou a figura de Santo Irineu de Lyon.

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Queridos irmãos e irmãs:

Nas catequeses sobre as grandes figuras da Igreja dos primeiros séculos, chegamos hoje à personalidade eminente de Santo Irineu de Lyon. Suas notícias biográficas nos vêm de seu próprio testemunho, que chegou até nós graças a Eusébio, no quinto livro da «História eclesiástica».

Irineu nasceu com toda probabilidade em Esmirna (na Turquia) entre os anos 135 e 140, onde em sua juventude foi aluno do bispo Policarpo, que por sua vez era discípulo do apóstolo João. Não sabemos quando se transferiu da Ásia Menor para a Gália, mas a mudança deve ter coincidido com os primeiros desenvolvimentos da comunidade cristã de Lyon: lá, no ano 177, encontramos Irineu no colégio dos presbíteros.

Precisamente nesse ano foi enviado a Roma para levar uma carta da comunidade de Lyon ao Papa Eleutério. A missão romana evitou a Irineu a perseguição de Marco Aurélio, na qual caíram ao menos 48 mártires, entre os quais se encontrava o próprio bispo de Lyon, Potino, de noventa anos, falecido por causa dos maus tratos na prisão. Deste modo, a seu regresso, Irineu foi eleito bispo da cidade. O novo pastor se dedicou totalmente ao ministério episcopal, que concluiu entre os anos 202-203, talvez com o martírio. (more…)

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Biografia de Santo Agostinho

jun 28, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santos da Igreja

Religioso e teólogo cristão. Doutor da Igreja, sistematizou a doutrina cristã com enfoque neoplatônico.

“O último dos antigos” e o “primeiro dos modernos”, santo Agostinho foi o primeiro filósofo a refletir sobre o sentido da história, mas tornou-se acima de tudo o arquiteto do projeto intelectual da Igreja Católica.

Aurélio Agostinho, em latim Aurelius Augustinus, nasceu em Tagaste, atualmente Suk Ahras, na Argélia, em 13 de novembro de 354, filho de Patrício, homem pagão e de posses, que no final da vida se converteu, e da cristã Mônica, mais tarde canonizada. Agostinho estudou retórica em Cartago, onde aos 17 anos passou a viver com uma concubina, da qual teve um filho, Adeodato. A leitura do Hortensius, de Cícero, despertou-o para a filosofia. Aderiu, nessa época, ao maniqueísmo, doutrina de que logo se afastou. Em 384 começou a ensinar retórica em Milão, onde conheceu santo Ambrósio, bispo da cidade.

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