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«Suscitar novo entusiasmo pela Bíblia», desafio para Sínodo

abr 28, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Mundo, Santa Sé

Aponta o bispo Paglia, presidente da Federação Bíblica Católica

Por Marta Lago

ROMA, 28 de abril de 2008 (ZENIT.org).- De um estudo internacional que revela a positiva atitude para com a Sagrada Eucaristia, sua importância entre os fiéis, mas também a dificuldade para encarná-la na vida cotidiana, desprende-se a necessidade, para o próximo sínodo, de «suscitar no mundo inteiro um novo entusiasmo pela Bíblia».

É a conclusão que transmitiu o bispo italiano de Terni, Dom Vincenzo Paglia, nesta segunda-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé diante da mídia internacional, na apresentação da pesquisa que patrocinou como presidente da Federação Bíblica Católica.

«A leitura das Escrituras», pesquisa realizada por «GfK Eurisko» em uma mostra de população adulta nos Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, Alemanha, Espanha, França, Itália, Polônia e Rússia, levou em conta as diversas tradições cristãs para alcançar uma referência concreta da relação dos cristãos com a Bíblia.

Por isso, em sua intervenção, o bispo Paglia se deteve nos aspectos pastorais que se derivam do estudo, cuja pretensão é simplesmente ajudar nesta reflexão, certamente de utilidade para o próximo sínodo.

Confirma-se – afirma o prelado – a intuição do Concílio Vaticano II, que exortou os fiéis a redescobrirem as Escrituras como fonte primária da vida espiritual. São muitas as comunidades que acolheram, mas ainda há muito caminho a ser percorrido, adverte Dom Paglia.

Da mesma forma se confirma o vínculo entre Bíblia e Eucaristia: a maior parte dos pesquisados indica a celebração dominical como lugar habitual de escuta da Palavra de Deus. Desta forma, o bispo de Terni sugere uma renovada atenção ao Lecionário litúrgico e às homilias.

Como «absoluta prioridade», assinala «o papel da Bíblia no diálogo ecumênico», porque as Escrituras continuam sendo – disse – o lugar mais eficaz que os cristãos têm para caminhar juntos pela via da unidade. A respeito disso, lança um chamado: um compromisso mais continuado na escuta – em comum – da Palavra e em favorecer sua difusão.

Apesar da secularização, a pesquisa revela uma atitude geral de grande respeito pela Sagrada Escritura. E ela é considerada, entre os cristãos, como capaz de propor o sentido da vida. Porém, seguindo a explicação do prelado italiano, a maioria percebe a Bíblia como difícil, e assim pedem explicações e instrumentos de acompanhamento.

Segundo Paglia, o «primeiro grande desafio» está em «como passar das fascinações que as Escrituras continuam suscitando também em uma sociedade secularizada» a uma «palavra eficaz e forte que muda o coração e a vida». Em sua opinião, a responsabilidade está na pregação a partir da Escritura.

O estudo evidencia também que «o cristianismo individualista com a Bíblia é mais difícil» – descreve o prelado –, porque a escuta da Palavra favorece a reunião dos que a atendem e a percepção do que significa ser Igreja.

Como a pesquisa também mostra que a Bíblia, em muitos aspectos, é desconhecida ou pouco assimilada em seus conteúdos, «é necessário que nasçam, a partir do encontro sinodal, energias novas» que revitalizem iniciativas como «escolas da Palavra», «escolas do Evangelho» ou «escolas de leitura e escuta da Bíblia», sugere.

E antes de tudo, transformar a leitura bíblica em oração, porque – como assinala Dom Paglia – são ainda uma minoria os cristãos que oram com a Bíblia e, assim, a «lectio divina» deve encontrar novos espaços até ser habitual nas comunidades cristãs.

São razões pelas quais conclui: «Devemos desejar que o sínodo suscite em todo o mundo cristão, do católico ao ortodoxo e protestante, um novo entusiasmo pela Bíblia».


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Papa convida jovens a sonharem com as coisas grandiosas que Deus quer para eles

abr 28, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Mensagem no centenário da peregrinação de jovens franceses a Lourdes e Jambville

CIDADE DO VATICANO, domingo, 27 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI alentou os jovens a sonharem com as grandiosas coisas que Deus pensou para eles.

É a proposta que apresenta em uma mensagem enviada aos dez mil jovens dentre 15 e 17 anos, que celebram de 22 a 27 de abril, em Lourdes, o centenário do «Frat» (Fraternel), peregrinação de jovens das dioceses de Paris que se reúnem todos os anos alternativamente na cidade mariana ou em Jambville, lugar de encontros dos escoteiros.

Por ocasião de sua estância no lugar das aparições da Virgem Maria a Bernadette Soubirous, há 150 anos, o Papa assegura aos jovens que «Cristo vos faz dignos de sua confiança e deseja que possais realizar vossos sinais mais nobres e mais elevados de autêntica felicidade».

«Esta felicidade é antes de tudo um dom de Deus que se recebe empreendendo os caminhos inesperados de sua vontade. Estes caminhos são exigentes, mas também fonte de alegria profunda», acrescenta na carta, dirigida ao arcebispo de Paris ao cardeal André Vingt-Trois, presidente da Conferência Episcopal Francesa.

«Nosso “sim” a Deus gera a fonte da verdadeira felicidade: este “sim” liberta o próprio eu de tudo o que o encerra em si mesmo. Faz que a pobreza de nossa vida penetre na riqueza e na força do projeto de Deus, sem eliminar nossa liberdade nem nossa responsabilidade».

«Abre nosso pequeno coração às dimensões da caridade divina, que são universais. Conforma nossa vida com a própria vida de Cristo, na qual entramos com nosso Batismo», sublinha.

Por último, o Papa lança um chamado aos jovens reunidos em Lourdes: «que aqueles dentre vós que sintam o chamado a segui-lo no sacerdócio ou na vida consagrada, seguindo a linha marcada por numerosos jovens que participaram no “Frat”, respondam “sim” ao convite do Senhor a colocar-se totalmente a serviço da Igreja, em uma vida totalmente entregue pelo Reino dos Céus. Não ficarão decepcionados».


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Bento XVI chega hoje aos Estados Unidos

abr 15, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

VATICANO, 15 Abr. 08 / 07:00 pm (ACI).- O Papa Bento XVI partiu este meio-dia (hora de Roma) do aeroporto de Fiumicino para a Andrews Air Force Base de Washington, Estados Unidos, aonde será recebido pelo Presidente desse país, George Bush, junto à Primeira Dama, no que constitui sua oitava viagem apostólica e sua primeira visita a essa nação.

Antes de deixar chão italiano, o Pontífice enviou um telegrama ao Presidente italiano Giorgio Napolitano, no que expressa o seguinte: “no momento em que deixo Roma para iniciar minha visita aos Estados Unidos da América e a ONU, agrada-me me dirigir a você senhor Presidente para cumprimentá-lo e lhe expressar que acompanho com meus melhores desejos o bem-estar espiritual, civil e social do povo italiano a quem envio minha bênção”.

O Papa chegará a Washington às 16h (hora local) com o que o Pontífice inicia sua oitava viagem apostólica que poderá seguir com a cobertura especial que ACIDigital realizará para todos seus usuários e público em geral.

Para este primeiro dia da viagem apostólica, não se tem previsto discurso nenhum; já que a cerimônia de bem-vinda se programou para amanhã às 10:30 (hora de Washington).

Amanhã 16 de abril, o Papa Bento XVI faz 81 anos; e no sábado 19 celebrará o terceiro ano de sua eleição como sucessor de Pedro.


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Homilia de Bento XVI no 3º aniversário do falecimento de João Paulo II

abr 8, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 2 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos a homilia que Bento XVI pronunciou nesta quarta-feira, ao presidir a celebração eucarística no 3º aniversário do falecimento de João Paulo II.

* * *

Queridos irmãos e irmãs:

O dia 2 de abril ficou gravado na memória da Igreja como o dia do «adeus» a este mundo do servo de Deus o Papa João Paulo II. Revivamos com emoção as horas daquele sábado à tarde, quando a notícia do falecimento foi acolhida por uma grande multidão em oração, que enchia a Praça de São Pedro. Durante vários dias, a Basílica Vaticana e esta praça se converteram verdadeiramente no coração do mundo. Um rio ininterrupto de peregrinos prestou homenagem aos restos mortais do venerado pontífice e seus funerais supuseram um ulterior testemunho da estima e do afeto que ele havia conquistado no espírito de tantos crentes e pessoas de todos os lugares da terra.

Assim como três anos atrás, tampouco hoje passou muito tempo desde a Páscoa. O coração da Igreja se encontra ainda submerso no mistério da Ressurreição do Senhor. Realmente podemos ler toda a vida de meu querido predecessor, em particular seu ministério petrino, segundo o sinal de Cristo Ressuscitado. Ele tinha uma fé extraordinária n’Ele, e com Ele mantinha uma conversa íntima, singular, ininterrupta. Entre suas muitas qualidades humanas e sobrenaturais, tinha uma excepcional sensibilidade espiritual e mística.

Bastava observá-lo enquanto rezava: ele se submergia literalmente em Deus e parecia que todo o resto naqueles momentos era distante. Nas celebrações litúrgicas, estava atento ao mistério em ato, com uma aguda capacidade para perceber a eloqüência da Palavra de Deus no devir da história, penetrando no nível profundo do desígnio de Deus. A santa missa, como repetiu com freqüência, era para ele o centro de cada dia e de toda a existência. A realidade «viva e santa» da Eucaristia que lhe dava energia espiritual para guiar o povo de Deus no caminho da história.

João Paulo II expirou na vigília do segundo domingo da Páscoa, «o dia que o Senhor fez para nós». Toda sua agonia aconteceu nesse «dia», em um espaço-tempo novo, que é o «oitavo dia», querido pela Santíssima Trindade através da obra do Verbo encarnado, morto e ressuscitado. O Papa João Paulo II demonstrou em várias ocasiões que já antes, durante sua vida, e especialmente no cumprimento da missão de Sumo Pontífice, ele se encontrava de alguma maneira nesta dimensão espiritual.

Seu pontificado, em seu conjunto e em muitos momentos específicos, é-nos apresentado como um sinal e um testemunho da Ressurreição de Cristo. O dinamismo pascal, que fez da existência de João Paulo II uma resposta total ao chamado do Senhor, não podia expressar-se sem participar nos sofrimentos e na morte do divino Mestre e Redentor. «É certa esta afirmação do apóstolo Paulo: «Se morremos com Ele, também viveremos com ele; se nos mantemos firmes, também reinaremos com ele» (2 Timóteo 2, 11-12).

Desde criança, Karol Wojtyla havia experimentado a verdade destas palavras, ao encontrar a cruz em seu caminho, em sua família e em seu povo. Muito cedo decidiu levá-la junto a Jesus, seguindo seus passos. Quis ser um servidor fiel seu até acolher o chamado ao sacerdócio como dom e compromisso de toda a vida. Com Ele viveu e com Ele quis morrer. E tudo isso através da singular mediação de Maria Santíssima, Mãe da Igreja, mãe do Redentor íntima e realmente associada a seu mistério salvífico de morte e ressurreição.

Nesta reflexão evocativa nos guiam as leituras bíblicas que acabam de ser proclamadas: «Não tenhais medo!» (Mateus 28, 5). As palavras do anjo da ressurreição, dirigidas às mulheres diante do sepulcro vazio, que acabamos de escutar, converteram-se em uma espécie de lema nos lábios do Papa João Paulo II, desde o solene início de seu ministério petrino. Ele as repetiu em várias ocasiões à Igreja e à humanidade na preparação para o ano 2000, e depois ao atravessar aquela histórica etapa, assim como depois, na aurora do terceiro milênio. Ele as pronunciou sempre com inflexível firmeza, primeiro levantando o báculo pastoral coroado pela cruz e, depois, quando as energias físicas iam-se enfraquecendo, quase agarrando-se a ele, até aquela última Sexta-Feira Santa, na qual participou na Via Sacra desde a capela privada, apresentando entre seus braços a cruz. Não podemos esquecer aquele último e silencioso testemunho de amor a Jesus. Aquela eloqüente cena de sofrimento humano e de fé, naquela última Sexta-Feira Santa, também indicava aos crentes e ao mundo o segredo de toda a vida cristã. Aquele «não tenhais medo» não se baseava nas forças humanas, nem nos êxitos conseguidos, mas unicamente na Palavra de Deus, na cruz e na Ressurreição de Cristo. Na medida que ia desnudando-se totalmente, ao final, inclusive da própria palavra, esta entrega total a Cristo se manifestou com crescente clareza. Como aconteceu com Jesus, também no caso de João Paulo II as palavras cederam lugar no final ao último sacrifício, a entrega de si. E a morte foi o selo de uma existência totalmente entregue a Cristo, conformada com ele inclusive fisicamente, com as marcas do sofrimento e do abandono confiado nos braços do Pai celestial. «Deixem que eu vá ao Pai»: estas – testemunha quem esteve a seu lado – foram suas últimas palavras, cumprimento de uma vida totalmente orientada a conhecer e contemplar o rosto do Senhor.

Venerados e queridos irmãos: eu agradeço a todos por ter-vos unidos a mim nesta missa de sufrágio pelo amado João Paulo II. Dirijo um pensamento particular aos participantes do primeiro congresso mundial sobre a Divina Misericórdia, que começa precisamente hoje, e que quer aprofundar em seu rico magistério sobre este tema. A misericórdia de Deus, disse ele mesmo, é uma chave de leitura privilegiada de seu pontificado. Ele queria que a mensagem do amor misericordioso de Deus alcançasse todos os homens e exortava os fiéis a serem suas testemunhas (cf. Homilia em Cracóvia-Lagiewniki, 17 de agosto de 2002).

Por este motivo, ele quis elevar à honra dos altares a irmã Faustina Kowalska, humilde religiosa convertida por um misterioso desígnio divino na mensageira profética da Divina Misericórdia. O servo de Deus João Paulo II havia conhecido e vivido pessoalmente as terríveis tragédias do século XX, e se perguntou durante muito tempo o que poderia deter o avanço do mal. A resposta só podia ser encontrada no amor de Deus. Só a Divina Misericórdia, de fato, é capaz de pôr limites ao mal; só o amor onipotente de Deus pode derrotar a prepotência dos malvados e o poder destruidor do egoísmo e do ódio. Por este motivo, durante sua última visita à Polônia, ao regressar à sua terra natal, ele disse: «Fora da misericórdia de Deus não existe outra fonte de esperança para o homem» (ibidem).

Agradeçamos ao Senhor porque entregou à Igreja este seu servidor fiel e valente. Louvemos e bendigamos a Virgem Maria por ter velado incessantemente por sua pessoa e seu ministério para benefício do povo cristão e de toda a humanidade. E enquanto oferecemos por sua alma escolhida o Sacrifício redentor, nós lhe pedimos que continue intercedendo do céu por cada um de nós, por mim de maneira especial, a quem a Providência chamou a recolher sua inestimável herança espiritual. Que a Igreja, seguindo seus ensinamentos e exemplos, possa continuar fielmente sua missão evangelizadora, difundindo sem cessar o amor misericordioso de Cristo, manancial de verdadeira paz para o mundo inteiro.

[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri.

© Copyright 2008 - Libreria Editrice Vaticana]


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João Paulo II: evangelizador com imagens

abr 8, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Em particular, em oração e sofrimento, segundo porta-voz vaticano

CIDADE DO VATICANO, domingo, 6 de abril de 2008 (ZENIT.org).- João Paulo II não evangelizou somente com as palavras, mas o fez sobretudo com as imagens, em especial nos momentos de oração.

Assim explica o Pe. Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Informação da Santa Sé, no editorial do último número de «Octava Dies», jornal do Centro Televisivo Vaticano (CTV), de onde também é diretor.

Com tal papel, o sacerdote analisa o impacto comunicativo que o Papa Karol Wojtyla teve com suas imagens, à luz da homilia de Bento XVI na Missa de aniversário de falecimento do seu predecessor.

A partir de sua experiência no CTV, com uma câmera na mão durante muitos anos do pontificado anterior, o Pe. Lombardi admite: «Para nós, estava claro que quando se seguia e se respeitava a intenção do protagonista, através da imagem deveria passar o espírito».

«Bastava observá-lo quando orava: ele se submergia literalmente em Deus», recordou Bento XVI em sua homilia sobre João Paulo II.

«Assim era sempre, mas não podemos nos esquecer quão desejadas e solicitadas foram as imagens de sua oração silenciosa quando o mundo desorientado após o 11 de setembro buscava um ponto de apoio, de consolo e de esperança, e como ele esteve disponível para concedê-los. Então, a imagem da sua oração se converteu em um belíssimo serviço para um povo excedido», acrescenta o Pe. Lombardi.

«Também nas grandes Missas públicas não eram as multidões que ele buscava, mas o Espírito que podia animá-las e guiá-las, como disse expressamente em algumas inesquecíveis celebrações, por exemplo, em Pentecostes da primeira viagem à Varsóvia – continua. Mas isso era verdade sempre, como recordou o Papa Bento. Ele não desfrutava de um triunfo pessoal; meditava em um ‘mistério em ato’.»

«E, finalmente, o sofrimento – recorda o Pe. Lombardi. Foram definidos como históricas as imagens da última Via Sacra. Todos nós as conhecemos. Nós as gravamos com uma indescritível emoção, acompanhados do intérprete mais fiel das intenções de João Paulo II: Dom Stanislaw. O Papa Bento disse que ‘nessa cena eloqüente de sofrimento humano e de fé, ele indicava ao mundo o segredo de toda a vida cristã’.»

«Para que devem servir as imagens?», interroga o sacerdote. «Para João Paulo II, para o Papa Bento, para nós: para deixar o Espírito passar.»


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Em Cristo ressuscitado temos a certeza de nossa ressurreição final, diz o Papa

mar 28, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Santa Sé

VATICANO, 26 Mar. 08 / 12:00 am (ACI).- O Papa Bento XVI destacou esta manhã na Audiência Geral das quartas-feiras que a Páscoa de Cristo “é também nossa Páscoa porque em Cristo ressuscitado nos é dada a certeza da nossa ressurreição final”.

Diante de mais de 30 mil presentes na Praça de São Pedro, o Santo Padre explicou que “toda a liturgia do tempo pascal canta a certeza e a alegria da ressurreição de Cristo” que “constitui a realidade central da fé cristã, em sua riqueza doutrinal e em sua vitalidade inesgotável”.

O Pontífice, que chegou até a Praça de São Pedro em helicóptero da residência de Castel Gandolfo, afirmou em seguida que “a morte do Senhor demonstra o amor imenso com que nos amou até entregar-se por nós, mas somente sua ressurreição é a ‘prova segura’” de que “tudo o que afirma é verdade”.

“É importante reafirmar esta verdade fundamental de nossa fé, cuja verdade histórica está amplamente documentada embora hoje como no passado, não faltam aqueles que a colquem em discussão ou inclusive a negam. Se se debilitar a fé na ressurreição de Jesus se debilita o testemunho dos fiéis”, prosseguiu.

“Pelo contrário, a adesão a Cristo morto e ressuscitado muda a vida e ilumina toda a existência das pessoas e dos povos”, enfatizou.

Seguidamente o Papa indicou que “especialmente nesta Oitava de Páscoa, a liturgia nos convida a encontrar pessoalmente ao Ressuscitado e a reconhecer sua ação vivificadora nos acontecimentos da história e em nosso viver cotidiano”.

Como com os discípulos de Emaus, dos que fala o Evangelho de hoje, o Senhor está em caminho “conosco, explica-nos a Escritura e nos faz entender este mistério: tudo nos fala d’Ele. Assim teriam que arder os nossos corações para que também se abram os nossos olhos. O Senhor que fica conosco nos ensina o caminho verdadeiro”.

Bento XVI finalizou sua catequese precisando que os discípulos de Emaus reconheceram a Cristo “ao partir o pão. Também nós na Santa Eucaristia“. “Podemos encontrar e conhecer o Jesus, nesta dupla mesa da Palavra e do pão e o vinho consagrado. Cada domingo a comunidade revive a Páscoa do Senhor e recolhe do Salvador seu testamento de amor e de serviço fraternal”, concluiu.


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Cristo ressuscitado cura as chagas da humanidade, diz o Papa em sua mensagem pascal

mar 24, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Alenta soluções para superar os conflitos em Darfur, Terra Santa, Iraque e no Tibet

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 de março de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI assegurou, neste Domingo de Páscoa, que Cristo ressuscitado vem curar as chagas «abertas e dolorosas» da humanidade, e alentou soluções de paz para Darfur, Terra Santa, Iraque, Líbano e Tibet.

«Quantas vezes as relações entre pessoa e pessoa, entre grupo e grupo, entre povo e povo, em vez de amor, são marcadas pelo egoísmo, pela injustiça, pelo ódio, pela violência», relatou em sua mensagem de felicitações pascais.

Milhares de peregrinos escutavam estas palavras do Papa reunidos na praça de São Pdero no Vaticano, enfrentando a chuva torrencial que não parou desde que começou na missa do Domingo da Ressurreição.

«São as pragas de humanidade, abertas e dolorosas em todo canto do planeta, mesmo se, freqüentemente, ignoradas e, às vezes, ocultadas de propósito», afirmou o Papa que pronunciou sua felicitação em 63 idiomas (este ano, acrescentou o Guarani, língua falada no Paraguai, assim como em regiões da Argentina, Brasil e Bolívia).

«Chagas que dilaceram almas e corpos de numerosos dos nossos irmãos e irmãs. Elas esperam ser sanadas e curadas pelas chagas gloriosas do Senhor ressuscitado e pela solidariedade dos que, sobre o seu rasto e em seu nome, põem gestos de amor».

Estes cristãos, disse, «empenhando-se com factos em prol da justiça e difundem em volta de si sinais luminosos de esperança nos lugares ensanguentados pelos conflitos e sempre onde a dignidade da pessoa humana continua a ser desprezada e espezinhada».

Ao pronunciar estas palavras o Papa pensava em particular «em algumas regiões africanas, tais como o Darfur e a Somália; no atormentado Oriente Médio, especialmente na Terra Santa, no Iraque, no Líbano, em enfim no Tibete, regiões para as quais faço votos por que se encontrem soluções que salvaguardem o bem e a paz».

«A morte e ressurreição do Verbo de Deus encarnado é um acontecimento de amor insuperável, é a vitória do Amor que nos libertou da escravidão do pecado e da morte – disse –. Mudou o curso da história, infundindo um indelével e renovado sentido e valor à vida do homem».

No total, 102 canais de televisão de todo o mundo transmitiram ao vivo a cerimônia em 67 países diferentes dos cinco continentes, segundo informou a Sala de Imprensa do Vaticano.

Na tarde, o Papa deveria se transladar para a residência pontifícia de Castel Gandolfo para descansar um pouco após as exigentes celebrações da Semana Santa.


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