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Igreja não pode calar quando se questionam direitos fundamentais

abr 21, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

VATICANO, 21 Abr. 06 (ACI) .- Em uma entrevista publicada pela imprensa indonésia, o Secretário para as Relações com os Estados, Arcebispo Giovanni Lajolo, reiterou que seguindo o princípio da separação entre os âmbitos político e religioso, a Igreja não impõe leis civis mas sim intervém e não pode calar “quando está em questão a dignidade ou os direitos fundamentais dos seres humanos ou a liberdade religiosa”. Em diálogo com o jornal Kompas, o Prelado se referiu à reta compreensão da separação entre as competências da Igreja e do Estado, além da peculiaridade do Estado da Cidade do Vaticano, da atividade diplomática da Santa Sé e do diálogo inter-religioso.

Em relação à separação de poderes entre Igreja e Estado civil, Dom Lajolo lembrou que “a Igreja não pretende impor lei civil alguma, se não o fizerem as mesmas forças políticas. É válido o princípio fundamental da separação entre a esfera política e a religiosa e a firme tutela da liberdade religiosa pela qual assim como o Estado não entra na atividade da Igreja, esta também não à suas ordens”.

“A Igreja –na prática os bispos dos países interessados–, querem iluminar os católicos e a opinião pública do país, explicando com declarações públicas a posição católica sobre questões morais propostas pela legislação ou pela atividade política, apoiando-se sobretudo em argumentos racionais, acessíveis também aos que não têm fé”, assinalou na entrevista publicada em 16 de abril passado.

Sobre o assunto, o Arcebispo precisou que “no âmbito universal, a Santa Sé intervém sobre as grandes questões morais propostas pela política com documentos de vários tipos, como as encíclicas ou as exortações apostólicas do Papa ou as instruções da Congregação para a Doutrina da Fé. Os critérios para julgar se for oportuno intervir são diversos: a Igreja não pode calar, de todas formas, quando está em questão a dignidade ou os direitos fundamentais dos seres humanos ou a liberdade religiosa”.

Não confundir Estado Vaticano e Santa Sé

Na entrevista, o arcebispo precisou que o Estado da Cidade do Vaticano é um verdadeiro estado, mas de “minúscula realidade política, que tem somente a função de garantir a independência do Papa como autoridade suprema da Igreja Católica de qualquer poder civil”, enquanto a Santa Sé, quer dizer, “o Papa e a Cúria Romana, impropriamente chamados Vaticano, porque têm sede no Estado da Cidade do Vaticano, não são um órgão de governo civil nem têm portanto funções políticas”. portanto, “não há superposição entre a função política do estado e a função religiosa da Igreja”.

Do mesmo modo, o Arcebispo precisou que tampouco se deve confundir o Estado da Cidade do Vaticano, que “tem relações, sobre tudo com a Itália, limitadas a sua modesta estrutura” com a Santa Sé, que conta por sua vez com uma “vasta rede de embaixadas em todo mundo”, quer dizer, as nunciaturas apostólicas.

Estas últimas, continuou, “não se ocupam de política ou de interesses comerciais, mas sim de questões relativas à liberdade da Igreja e dos direitos humanos. Em geral, a Santa Sé intervém para defender o status jurídico da Igreja e, em alguns países, em defesa dos católicos oprimidos, submetidos a pressão ou discriminados, e o faz invocando os direitos sancionados na Declaração Universal dos Direitos do Homem e do International Covenant on Civil and Political Rights (ICCPR) ou dos estabelecidos na Constituição dos diversos Estados”.

“Os critérios de intervenção trocam, segundo as situações, e se inspiram na vontade de ajudar da maneira mais eficaz, e portanto com a prudência e a reserva necessárias para evitar repercussões negativas”, acrescentou.

Diálogo inter-religioso

Por último, a respeito do diálogo inter-religioso, o Prelado afirmou que “Bento XVI continuará o compromisso do diálogo inter-religioso, segundo as diretrizes do Concílio Vaticano II, como seus antecessores”.

Depois de advertir que “um conflito de culturas, ou pior ainda de religiões, dividiria os povos ainda mais do que já estão”, Dom Lajolo destacou que “o diálogo inter-religioso aponta a conhecer melhor a fé do interlocutor e a dar a conhecer melhor a própria, reforçando os vínculos de estima mútua” e que “não pretende fazer com que os que participam dele sejam menos fiéis às profundas convicções religiosas próprias, mas a abrir cada vez mais as mentes e os corações à vontade de Deus”.


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VATICANO, 19 Abr. 06 (ACI) .- Diante de mais de 60 mil pessoas reunidas na Praça de São Pedro pelo primeiro aniversário de sua eleição como Sumo Pontífice, o Papa Bento XVI pediu a todos os fiéis que o continuem apoiando e que peçam a Deus para que lhe conceda continuar sendo um pastor manso e firme de sua Igreja. Ao iniciar suas palavras, o Santo Padre lembro o dia de sua eleição, aquela terça-feira, 19 de abril de 2005, dizendo: “Queria junto convosco agradecer ao Senhor que depois de ter me chamado há exatamente um ano para servir a Igreja como sucessor do apóstolo Pedro, não deixou de me assistir com sua indispensável ajuda”.

“Lembro com emoção –acrescentou– o primeiro impacto que, do balcão central da Basílica, tive justamente depois de minha eleição com os fiéis reunidos nesta mesma praça”.

“Permanece impresso em minha mente e no coração aquele encontro, ao qual seguiram muitos outros que me deram um modo de experimentar o quanto é verdade aquilo que disse no curso da solene concelebração com a qual iniciei solenemente o exercício do ministério petrino: ‘Sinto viva a consciência de não dever levar por minha conta aquilo que na verdade não poderia levar por mim mesmo’. E cada vez mais, sinto que só não poderia levar adiante esta tarefa, esta missão, mas sinto também como vós me ajudais, e assim estou em uma grande comunhão e juntos podemos levar em frente a missão do Senhor”.

Concluindo, Bento XVI agradeceu “de coração a todos aqueles que de diversas maneiras me estão próximos a mim e também aos que estão longe, mas próximos espiritualmente com seu afeto e oração: a cada um peço que continue me apoiando e pedindo a Deus para me conceda ser o pastor manso e firme de sua Igreja”.

Ao final, o Papa saudou os visitanets da América Latina e da Espanha, de modo especial aos Religiosos Agostinianos, aos seminaristas de Madri e aos vários grupos paroquiais e estudantes espanhóis, assim como aos diversos peregrinos da Argentina, Costa Rica, El Salvador e México.

“Que a Virgem Maria nos ajude a compreender este grande mistério de amor que transforma os corações e nos faz experimentar a alegria pascal. Muito obrigado por vossa atenção”, disse o Santo Padre.

Participaram da audiência geral peregrinos vindos da Bósnia, Croácia, Ucrânia, Alemanha, França, Estados Unidos, Austrália, Canadá, México, Costa Rica, Argentina, Irã, entre outros.

Finalizada a audiência, o Santo Padre voltou de helicóptero para sua residência de Castelgandolfo, onde permanecerá até a próxima sexta-feira.


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Cidade do Vaticano (Agência Fides) - Sábado, 8 de abril, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Dr. Joaquín Navarro-Valls, divulgou aos jornalistas a seguinte declaração: “Nos dias 25-28 de maio de 2006, o Santo Padre Bento XVI realizará uma viagem apostólica à Polônia, e visitará Warszawa, Częstochowa, Kraków, Wadowice, Kalwaria Zebrzydowska, Auschwitz”. A partida do Avião Papal do aeroporto internacional Leonardo da Vinci de Fiumicino (Roma) está prevista às 8h40, hora de Roma, de quinta-feira, 25 de maio de 2006. A chegada ao aeroporto internacional de Warszawa-Okęcie (Polônia) está prevista para as 11h, hora local, de quinta-feira, 25 de maio de 2006. A partida do Avião Papal do aeroporto internacional de Kraków-Balice (Polônia) está prevista para as 20h, hora local, de domingo, 28 de maio de 2006. A chegada ao aeroporto de Ciampino (Roma) está prevista para as 21h50, hora de Roma, de domingo, 28 de maio de 2006.


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Mensagem Urbi et Orbi de Sua Santidade Bento XVI

abr 16, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

PÁSCOA 2006

Queridos irmãos e irmãs!

Christus resurrexit!– Cristo ressuscitou!

A grande Vigília desta noite fez-nos reviver o acontecimento decisivo e sempre actual da Ressurreição, mistério central da fé cristã. Círios pascais sem conta foram acesos nas igrejas para simbolizar a luz de Cristo que iluminou e ilumina a humanidade, vencendo para sempre as trevas do pecado e do mal. E, no dia de hoje, ressoam fortes as palavras que deixaram estupefactas as mulheres que, na manhã do primeiro dia depois do sábado, tinham ido ao sepulcro, onde o corpo de Cristo, descido às pressas da cruz, fora depositado. Tristes e desoladas pela perda do seu Mestre, tinham encontrado a grande pedra rolada para o lado e, entrando, viram que o seu corpo já não estava lá. Enquanto ali se encontravam incertas e desorientadas, dois homens com vestes resplandecentes surpreenderam-nas dizendo: «Por que motivo procurais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui; ressuscitou!» (Lc 24, 5-6). «Non est hic, sed resurrexit» (Lc 24, 6). Desde aquela manhã, tais palavras não cessam de ressoar pelo universo como um anúncio de alegria que atravessa os séculos imutável e simultaneamente cheio de infinitas e sempre novas ressonâncias.

«Não está aqui; ressuscitou». Os mensageiros celestes comunicam, antes de mais nada: Jesus «não está aqui»; não ficou no sepulcro o Filho de Deus, porque não podia continuar prisioneiro da morte (cf. Act 2, 24) e o túmulo não podia reter «o Vivente» (Ap 1, 18), que é a própria fonte da vida. Tal como Jonas esteve no ventre do peixe, assim Cristo crucificado permaneceu engolido no coração da terra (cf. Mt 12, 40) pelo transcorrer de um sábado. Foi verdadeiramente «um dia solene aquele sábado», como escreve o evangelista João (19, 31): o mais solene da história, porque nele o «Senhor do sábado» (Mt 12, 8 ) levou a termo a obra da criação (cf. Gn 2, 1-4a), elevando o homem e o universo inteiro à liberdade da glória dos filhos de Deus (cf. Rm 8, 21). Cumprida esta obra extraordinária, o corpo inanimado foi atravessado pelo sopro vital de Deus e, rompidas as margens do sepulcro, ressuscitou glorioso. Por isso, os anjos proclamam: «não está aqui», não pode estar mais no túmulo. Peregrinou na terra dos homens, terminou o seu caminho no túmulo como todos, mas venceu a morte e de modo absolutamente novo, por um acto de puro amor, abriu a terra e escancarou-a para o Céu.

A sua ressurreição, graças ao Baptismo que a Ele nos «incorpora», torna-se a nossa ressurreição. Tinha-o predito o profeta Ezequiel: «Eis que abrirei as vossas sepulturas e vos farei sair delas, ó meu povo, e vos reconduzirei ao país de Israel» (Ez 37, 12). Estas palavras proféticas assumem um valor singular no dia de Páscoa, porque hoje se cumpre a promessa do Criador; hoje, mesmo nesta nossa época caracterizada pela ansiedade e a incerteza, revivemos o acontecimento da ressurreição, que mudou a expressão da nossa vida, mudou a história da humanidade. Aguardam a esperança de Cristo ressuscitado, às vezes mesmo inconscientemente, os que ainda estão oprimidos pelos laços de amargura e de morte.

Em particular, que o Espírito do Ressuscitado leve alívio e segurança na África às populações do Darfur, que se encontram numa dramática situação humanitária já insustentável; às da região dos Grandes Lagos, onde muitas chagas ainda não estão curadas; aos povos do Corno de África, da Costa do Marfim, do Uganda, do Zimbábue e doutras nações que anseiam pela reconciliação, pela justiça e pelo progresso. No Iraque, sobre a trágica violência, que impiedosamente continua a ceifar vítimas, prevaleça finalmente a paz. E paz desejo vivamente também para os que estão envolvidos no conflito da Terra Santa, convidando a todos a um diálogo paciente e perseverante que remova os obstáculos antigos e novos. A comunidade internacional, que reafirma o justo direito de Israel a existir em paz, ajude o povo palestinense a superar as condições precárias em que se encontra, avançando para a constituição dum verdadeiro e próprio Estado. O Espírito do Ressuscitado suscite um renovado dinamismo no empenho dos países da América Latina, para que sejam melhoradas as condições de vida de milhões de cidadãos, eliminada a nefasta praga dos raptos de pessoas e consolidadas as instituições democráticas, em espírito de concórdia e de solidariedade real. Relativamente às crises internacionais ligadas ao nuclear, chegue-se a um acordo honroso para todos através de negociações sérias e leais, e reforce-se nos responsáveis das nações e das organizações internacionais a vontade de realizar uma pacífica convivência entre etnias, culturas e religiões, que afaste a ameaça do terrorismo. É este o caminho da paz para bem da humanidade inteira.

O Senhor ressuscitado faça-se presente em todo lugar com a sua força de vida, de paz e de liberdade. Hoje, a todos são dirigidas as palavras com as quais na manhã da Páscoa o Anjo tranquilizou os corações amedrontados das mulheres: «Não tenhais medo! … Não está aqui; ressuscitou» (Mt 28,5-6). Jesus ressuscitou e concede-nos a paz. Ele mesmo é a paz. Por isso, vigorosamente a Igreja repete: «Cristo ressuscitou - Christós anésti». Que a humanidade do terceiro milénio não tenha medo de abrir-Lhe o coração! O seu Evangelho sacia plenamente a sede de paz e de felicidade que habita em todo o coração humano. Agora Cristo está vivo e caminha connosco. Um mistério imenso de amor! Christus resurrexit, quia Deus caritas est! Alleluia!


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O amor ilimitado de Deus torna grande e digno o homem, diz o Papa

abr 14, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

VATICANO, 14 Abr. 06 (ACI) .- Em meio a milhares de fiéis reunidos nesta Quinta-feira Santa à tarde na basílica de São João de Latrão, o Papa Bento XVI presidiu a “Santa Missa da Ceia do Senhor” em que fez um comovente chamado a contemplar a grandeza do amor de Deus que nos ama até o extremo e a desterrar toda soberba e auto-suficiência dos corações. Depois da leitura do Evangelho que narra a Última Ceia e o lava-pés ressaltando que Jesus nos “amou até o extremo”, o Papa disse que “Deus ama a sua criatura, o homem; ama-o também em sua queda e não o abandona a si mesmo. Ele ama até o extremo“.

“Impulsiona-nos com seu amor até o final, até o extremo: desce de sua glória divina. Desce até a extrema baixeza de nossa queda. Ajoelha-se diante de nós e realiza o serviço do escravo; lava nossos pés imundos para que sejamos admissíveis à mesa de Deus, para que sejamos dignos de tomar um lugar à sua mesa, uma coisa que por nós mesmos não poderemos nem teremos que fazer jamais”, destacou o Santo Padre em sua homilia.

Durante a Santa Missa “in cena Domini”, o Pontífice lembrou que “Deus não é um Deus longínquo, muito distante e muito grande para ocupar-se de nossas pequenezes. Porque Ele é grande, pode se interessar também por nossas coisas pequenas. Porque Ele é grande, a alma do homem, o mesmo homem criado para o amor eterno, não é uma coisa pequena, mas grande e digno de seu amor. A santidade de Deus não é apenas um poder incandescente; é poder de amor e por isso é poder purificador e curador”.

Mais adiante, o Bispo de Roma relacionou o lava-pés com a redenção trazida por Cristo, em quanto “o banho no qual nos lava é seu amor preparado para enfrentar a morte”. A esse respeito, indicou que “só o amor tem aquela força purificante que nos tira a imundície e eleva às alturas de Deus. O banho que nos purifica é Ele mesmo que se doa totalmente a nós até na profundidade de seu sofrimento e de sua morte”.

Do mesmo modo, o Papa chamou a atenção sobre como se é a presença de Cristo “nos sacramentos da purificação, o batismo e a penitência”, em que “Ele se ajoelha continuamente diante de nossos pés e realiza o serviço do escravo, o serviço da purificação, faz-nos capazes de Deus”.

Judas: O rechaço do amor sem limites

Citando o Senhor Jesus no Evangelho de São João: “Vós estais limpos, mas não todos”, o Papa precisou que “existe o obscuro mistério do rechaço, que com a ação de Judas se faz presente e que, justamente na Quinta-feira Santa, no dia em que Jesus faz o dom de si, deve-nos fazer refletir. O amor do Senhor não conhece limite, mas o homem pode pôr a este um limite”.

Depois de perguntar-se “O que torna o homem imundo?”, o Santo Padre respondeu: “É o rechaço ao amor, o não querer ser amado, o não amar. É a soberba que acredita que não tem necessidade de purificação alguma, que se fecha à bondade salvadora de Deus. É a soberba que não quer confessar e reconhecer que necessitamos da purificação”.

Meditando na conduta de Judas, o Pontífice disse que neste apóstolo “vemos a natureza do rechaço. Ele avalia Jesus segundo as categorias do poder e do sucesso: para ele sozinho poder e sucesso são realidades, o amor não conta. O dinheiro é mais importante que a comunhão com Jesus, mais importante que Deus e que seu amor. E assim, transforma-se também em um mentiroso, que joga duplo e rompe com a verdade, que vive na mentira e perde assim o sentido da verdade suprema de Deus. Neste sentido, ele se endurece, faz-se incapaz da conversão, do crédulo retorno do filho pródigo e lança a vida destruída”.

“O Senhor –continuou– nos põe em guarda frente àquela auto-suficiência que põe um limite a seu amor ilimitado. Convida-nos a imitar sua humildade, a nos confiar a ela. Convida-nos, por muito perdidos que possamos nos sentir, a retornar à casa e a permitir a sua bondade purificadora nos levar para cima e de nos fazer entrar na comunhão da mesa com Ele, com Deus mesmo”.

Finalmente, o Santo Padre definiu “cada ato de bondade por outro como um serviço de lavar os pés. A isto chama o Senhor: descer, apreender a humildade e a coragem da bondade e também a disponibilidade de aceitar o rechaço e ainda assim confiar na bondade e perseverar nela”.

“O Senhor –disse para concluir– tira nossa imundície com a força purificadora de sua bondade”.

São João de Latrão

Ao celebrar neste ano a Missa “in cena Domini” na basílica de São João de Latrão, a catedral do Bispo de Roma, Bento XVI recuperou um antigo costume interrompido os últimos anos por João Paulo II que, devido à sua avançada idade e sua piora no estado de saúde, presidia esta celebração na basílica de São Pedro.

Os assistentes foram convidados a colaborar no sustento do projeto de reconstrução das casas das vítimas das devastações acontecidas no território da diocese de Maasin (Filipinas). A quantia arrecadada foi oferecida ao Santo Padre no momento da apresentação dos dons.

Ao término da celebração se transladou o Santíssimo Sacramento à Capela da reposição.

Amanhã, Sexta-feira Santa, Bento XVI presidirá pela tarde, na basílica de São Pedro, a celebração da Paixão do Senhor e, de noite, irá ao Coliseu de Roma, símbolo do martírio de muitos cristãos, para presidir a tradicional Via Sacra.


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Nada nos poderá separar do amor de Deus, manifestado em Cristo Jesus!

abr 14, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Recorda o pregador do Papa em sua homilia da Sexta-Feira Santa

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 14 de abril de 2006 (ZENIT.org).- Com a certeza de que nada nos poderá separar do amor de Deus e falando de que amor se trata, o pregador do Papa abordou a recordação da Paixão e Morte de Jesus na celebração desta Sexta-Feira Santa na Basílica Vaticana.

Para isso, aprofundou em sua homilia nos ensinamentos que nos chegam «do amor de Deus», cuja «demonstração histórica» é «a cruz de Cristo», apoiando-se, perante Bento XVI, em sua encíclica, «Deus caritas est».

O padre Raniero Cantalamessa, ofm. cap, leu do documento: «O olhar fixo no lado trespassado de Cristo, de que fala João, compreende o que serviu de ponto de partida a esta Carta Encíclica: “Deus é amor”. É lá que esta verdade pode ser contemplada. E começando de lá, pretende-se agora definir em que consiste o amor. A partir daquele olhar, o cristão encontra o caminho do seu viver e amar»

«Sim, Deus é amor!», exclamou o pregador do Papa. «O amor de Deus é luz, é felicidade, é plenitude de vida», aonde chega «cura e suscita vida», «sacia toda sede» e «está ao alcance da mão», «capaz de iluminar e aquecer tudo em nossa vida».

Contudo, «passamos a existência na escuridão e no frio», e este –advertiu o padre Cantalamessa– «é o único motivo verdadeiro de tristeza da vida».

Deus amou-nos «com amor de generosidade, na criação, quando nos encheu de dons, dentro e fora de nós», e «com amor de sofrimento na redenção, quanto inventou sua própria entrega, sofrendo por nós os mais terríveis padecimentos, a fim de convencer-nos de seu amor», recordou.

«Por isso –afirmou–, é na cruz que se deve contemplar já a verdade de que Deus é amor».

E aludiu «à paixão de amor» que «Deus desde sempre alimenta para com o gênero humano e que, na plenitude dos tempos, levou-o a vir à terra e padecer por nós».

Citando a encíclica, sublinhou que o amor de Deus pelo homem não só «se dá totalmente gratuito, sem nenhum mérito anterior», mas que também «é amor que perdoa». Uma qualidade que igualmente «resplandece no grau máximo no mistério da cruz», assinalou o pregador da Casa Pontifícia.

«O amor de Cristo na cruz» «é um amor de misericórdia, que desculpa e perdoa, que não quer destruir o inimigo –apontou–, mas sim a inimizade».

«É precisamente desta misericórdia e capacidade de perdão que temos necessidade hoje, para não afundar cada vez mais no abismo de uma violência globalizada», advertiu o padre Cantalamessa.

«A humanidade está envolta por tanta escuridão e inclinada sob tanto sofrimento que deveríamos também ter um pouco de compaixão e de solidariedade uns com os outros», refletiu.

«Há outro ensinamento que nos vem do amor de Deus manifestado na cruz de Cristo» –prosseguiu–: «o amor de Deus pelo homem é fiel e eterno». «Deus fez a aliança para amar para sempre, privou-se da liberdade de voltar atrás», «é este o sentido profundo da aliança que em Cristo se transformou em “nova e eterna”».

Recordou que, como diz Bento XVI em sua encíclica, «o desenvolvimento do amor para com suas mais altas cotas» leva que «agora aspire ao definitivo», tanto no sentido de «exclusividade –“somente esta pessoa”–» como no sentido do «para sempre», pois o amor engloba todas as dimensões da existência, «inclusive também o tempo»: «o amor tende à eternidade».

E por fim afirmou que o amor de Deus é «vitorioso», e a ele canta São Paulo, que «nos convida a realizar» «uma maravilhosa experiência de cura interior».

O Apóstolo «pensa em todas as coisas negativas e nos momentos críticos de sua vida (…) –disse o pregador do Papa–. Contempla-os à luz da certeza do amor de Deus e grita: “Mas em tudo isso somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou!”».

«Levanta então o olhar –continuou–; desde sua vida pessoal passa a considerar o mundo que o circunda e o destino humano universal, e de novo a mesma jubilosa certeza: “Pois estou convencido de que nem a morte nem a vida…, nem o presente nem o futuro, nem as potestades, nem altura, nem a profundeza, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor”»

Com estas palavras de Paulo no coração, o padre Cantalamessa convidou a adorar nesta Sexta-Feira Santa a cruz de Cristo.


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Ao menos 102 canais de televisão transmitirão a benção «urbi et orbi» do Papa

abr 14, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 14 de abril de 2006 (ZENIT.org).- Ao menos 102 canais de televisão de 65 países transmitirão a mensagem pascal e a benção «urbi et orbi» (à cidade e ao mundo) de Bento XVI, ao meio-dia (hora de Roma) do Domingo da Ressurreição, 16 de abril.

Será a primeira vez que este Papa presidirá as celebrações pascais, inclusive a missa matutina na praça de São Pedro, que começará às 10h30. Esta celebração eucarística também será transmitida a todo o mundo pela televisão.

Segundo informa um comunicado do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais (http://pccs.it), 62 canais de televisão de 42 países reservaram a transmissão da Via Crucis desta Sexta-Feira Santa na noite de Roma.

As transmissões de Natal e Páscoa, transmitidas por Mundovisón, podem ser retransmitidas gratuitamente através de uma série de satélites por meio dos quais os canais de TV tomam o sinal para oferecê-la a seu público.

Os custos das conexões por satélite para os diferentes países que pedem ajuda econômica são cobertos por uma doação dos Cavaleiros de Colombo, movimento leigo surgido nos Estados Unidos.

A transmissão dos acontecimentos da Semana Santa no Vaticano é uma co-produção do Centro Televisivo Vaticano e da televisão estatal italiana RAI. As transmissões internacionais são coordenadas pelo Conselho Pontifício para as Comunidades Sociais, que oferece um comentário em cinco idiomas.


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