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Café cristão inaugurado em Portugal

jun 30, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Outros

Com a presença do bispo de Setúbal

AMORA, quarta-feira, 28 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Dar resposta aos desafios da Nova Evangelização é o motivo da abertura do primeiro «Café Cristão» em Amora (localidade de Setúbal, Portugal).

A sua inauguração, no fim de semana passado, foi o bispo local, Dom Gilberto Canavarro dos Reis.

Trata-se de um espaço para tomar um café «servido com amor», num espaço onde não são comercializadas bebidas alcoólicas, e com direito a uma mesa com Bíblia e um bloco de notas, ouvir música, presenciar um espetáculo teatral ou ler livros. Mas também é possível orar e se confessar.

«O fim de semana foi de festa, com muita música, teatro e dança», comentou à Agência Ecclesia Lina Andrade, uma das impulsionadoras deste projeto que surge, segundo os responsáveis, «como resposta aos desafios da Nova Evangelização».

Pelo que se conhece, o projeto é inédito na Península Ibérica; suscitou «reações positivas e de surpresa».

Neste espaço, que a partir de agora passa a estar aberto ao público, (ainda em horário provisório) de quarta a sábado entre as 16h e as 23h, e ao domingo, até às 19horas, existe uma Banda residente, mas «o espaço está aberto a intercâmbios» com outras bandas e grupos de música cristã.

«Queremos entrar em intercâmbio com outros grupos da Igreja para enriquecer esta forma de evangelizar», afirmou Lina Andrade.

Numa área de cerca de 400 metros quadrados, é possível encontrar uma sala de atendimento «para casos mais problemáticos», um cantinho infantil «para que os casais jovens possam trazer as suas crianças», uma biblioteca e um salão grande onde se desenvolvem as várias atividades e, onde está situada, também, uma pequena capela.

A partir do próximo sábado, o Café Cristão da Amora vai promover, semanalmente, um espaço de adoração ao Santíssimo Sacramento (16H-17:30H), e para o mês de setembro está programado o início da celebração mensal da Eucaristia.

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Papa lembra rebelião operária que provocou a queda da Cortina de Ferro

jun 30, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Outros

VATICANO, 28 Jun. 06 (ACI) .- O Papa Bento XVI recordou o 50º aniversário da revolta da cidade polonesa de Poznan, que inspirou décadas depois ao movimento “Solidariedade”, decisivo na queda da Cortina de ferro.

“O sangue derramado pelos operários, as mulheres e as crianças de Poznan não foi derramado em vão, foi a semente da liberdade cujo fruto foi anos depois a queda do sistema estalinista e a plena soberania da nação”, escreveu o Papa em sua mensagem, lida hoje nessa cidade polonesa pelo Arcebispo Stanislaw Gadecki.

O Presidente polonês, Lech Kaczynski, lembrou, por sua vez, o significado da revolta dos operários há 50 anos, a primeira contra uma ditadura comunista em toda a Europa do Leste.

Em 28 de junho de 1956, 100 mil operários de Poznan saíram pela primeira vez às ruas pedindo “pão e liberdade”. A intervenção violenta do exército e a polícia, ordenada de Moscou produziu a morte de 58 manifestantes e centenas de feridos, além de 700 prisões.

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Evidencia-se sentimento paterno com embriões «restantes», constata especialista

jun 28, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Outros

O doutor Carlo Bellieni se faz eco de uma pesquisa de «Le Nouvel Observateur»

MILÃO, terça-feira, 27 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Os casais experimentam e estão demonstrando sentimentos de paternidade diante dos «embriões restantes» de processos de fecundação artificial, alerta um neonatologista italiano.

Sob o título «Uma massa de células com dois pais que devem pôr um X», o Dr. Carlo Bellieni se faz eco — no diário italiano «Il Foglio» (17 de junho de 2006) — de uma análise aparecida dois dias antes no semanário francês «Le Nouvel Observateur».

«Junto à [jornalista] Sophie des Deserts» se investigam os 130.000 embriões congelados [na França] e seus pais, aponta o neonatologista do Departamento de Terapia Intensiva Neonatal da Policlínica Universitária «Le Scotte» de Siena (Itália).

«Começa-se narrando a história dos cônjuges Aude e Thibault, que haviam pedido, sem êxito, limitar o número de embriões para seu congelamento, mas a quem se respondeu que com a taxa de fracasso da FIV [fecundação in vitro - ndr] isso não pode ser feito, e aceitaram afastar alguns», escreve o médico italiano.

Continua: «A psiquiatra Muriel Flis-Trèves explica que esses embriões a mais são para todos ?fonte de fantasmas conscientes ou inconscientes?».

«Mas se chega o drama quando os próprios pais são chamados a decidir se deixar destruir seus embriões, já inúteis porque com outros já se conseguiu a gravidez», adverte o Dr. Bellieni.

Tal é o caso de Agnès, que tem nove embriões congelados; recebe um questionário para decidir o que fazer: «Desejam continuar a crioconservação? Vocês ainda têm um projeto parental?».

Explica a jornalista: «enquanto se possa preencher o espaço com o sim, tudo vai bem, mas caso contrário, há um buraco negro. Alguns sabem que para eles a aventura terminou, mas continuam marcando o espaço com o sim mecanicamente. Outros não respondem [...] talvez porque não sabem o que responder».

«Para alguns seria simples: é só uma massa de células… — ironiza o Dr. Bellieni, transcrevendo a seguir: ?mas eis aqui que o pequeno que brinca com o trenzinho era um embrião. Um felizardo. Ali ficam os irmãos e irmãs em potencial. Jogar no lixo estes embriões desejados e obtidos depois de tanto esforço??»

«Uma mulher de 41 anos — prossegue o médico italiano — chega com lágrimas ao hospital Beclère: tem embriões congelados; não tem filhos, o marido a deixou e sem seu consentimento não se pode fazer nada. Deve renunciar às suas ?crianças?. ?Queria dizer-lhes adeus, um pequeno funeral, algo…?. Em resumo: a velha questão ?alguém ou algo?? passou das análises dos jornais à experiência profunda dos pais».

«E dos médicos — adverte o neonatologista: a responsável da seção explica que ainda não começaram a destruir os embriões mais antigos porque entre os pais há quem pode mudar de idéia e comenta: ?É difícil… teoricamente estamos aqui para dar a vida?».

«Uma alternativa à destruição — continua o Dr. Bellieni, fazendo-se eco do semanário francês — seria a doação: a outras famílias estéreis ou à ciência. Alguns o aprovam. Outros o temem: ?Imaginem as minhas crianças como cobaias!?, indigna-se uma mãe de dois gêmeos.»

Aponta também que «o responsável pelo serviço diz que 10-15% dos pais estariam dispostos a doar os filhos à ciência… Mas quando se trata de passar aos fatos…».

E isso tampouco evita a dúvida e apreensão sobre a idoneidade da família que eventualmente os adotaria.

«Saltou o alarme no exterior — constata o médico italiano em seu artigo de ?Il Foglio?: os embriões são ?filhos?, talvez não serão crianças, mas têm pais. Será então possível dispor deles sem a permissão daqueles? E será de verdade indolor para os adultos ter permitido experimentos sobre o minúsculo fruto de seus gametas?»

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«Habemus Papam»: Exposição em Roma sobre as eleições pontifícias

jun 27, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Outros

«Desde São Pedro até Bento XVI»

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 27 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Em 21 de junho passado foi apresentada em pré-estréia, no Palácio Valentini em Roma, a exposição «Habemus Papam. As eleições pontifícias desde de São Pedro a Bento XVI», realizada pelos Museus Vaticanos e pelo Centro Europeu para o Turismo, com o apoio da Província de Roma e em colaboração com numerosas instituições vaticanas e italianas.

A mostra, que acontecerá nas salas do Apartamento de Representação do Palácio Apostólico de Latrão, de 7 de dezembro de 2006 a 9 de abril de 2007, pretende reconstruir, no transcurso dos séculos, os momentos e os acontecimentos mais significativos do complexo cerimonial que desde a morte do Papa leva à eleição do novo sucessor de São Pedro.

Já a partir da Idade Média, a Igreja havia elaborado um cerimonial próprio feito de gestos e ações rituais para acompanhar o trânsito do romano pontífice, cujas origens se encontram na antiga tradição romana, e que foi modificando-se até encontrar uma primeira completa codificação no Cerimonial de Pierre Ameil (1385-1390).

Em seu conjunto, a exposição ilustrará usos, práticas e modificações do Conclave, desde sua primeira instituição, que aconteceu em 1059 por obra de Nicolas III com o Decreto «In Nomine Domini», até sua recente atualização em 1996, com a Constituição apostólica «Universi Dominici Gregis», promulgada por João Paulo II.

A mostra exporá uma cuidada seleção de umas 140 obras de arte provenientes das mais importantes coleções vaticanas e romanas, subdivididas em quatro seções.

Entre as peças mais apreciadas e dos diversos documentos inéditos estão: a carta enviada pelos cardeais eleitores a Pietro de Morrone (logo eleito com o nome de Celestino V), em 1294, para induzi-lo a aceitar a nomeação ao cargo pontifício, prestada de modo completamente excepcional pelo Arquivo Secreto Vaticano; dois tapetes de manufatura Barberini que representam o Conclave de 1623, que levou à eleição de Urbano VIII (Maffeo Barberini, 1623-1644).

A exposição contará com obras de elevado valor histórico e artístico: alguns sarcófagos paleocristãos, ricos vestidos dourados da época romana, a urna relicário de Pascual I, proveniente do Sancta Sanctorum, e outros elementos que se remontam à época medieval.

Também enriquecerão a mostra numerosos retratos pintados dos pontífices, aos que se acrescentarão elementos de mobiliário como cadeiras gestatórias, tronos papais, as fichas de eleição e as bolsas das chaves do Oficial do Conclave, a mais antiga e importante dignidade leiga pontifícia, abolida por Paulo VI em 1963.

Além das relíquias do passado, a mostra proporá também algumas filmagens de época e raríssimas fotografias da Capela Sistina, material proveniente do Palácio Chigi de Ariccia, do Instituto Luce (de cinema) e dos arquivos da RAI (televisão pública italiana).

Na apresentação em pré-estréia, intervirão entre outros o cardeal Francesco Marchisano, arcipreste da Patriarcal Basílica de São Pedro, o arcebispo Francesco Monterisi, secretário da Congregação dos Bispos do Colégio dos Cardeais, o presidente da Província de Roma, Enrico Gasbarra, e o diretor dos Museus Vaticanos, Francesco Buranelli.

Ao tomar a palavra, o cardeal Francesco Marchisano disse: «Se esta exposição conseguir fazer compreender em que consiste verdadeiramente a vida de um pontífice, uma vida totalmente a favor dos demais, porá de manifesto não só o passado, mas também o presente do Pontificado».

O arcebispo Monterisi sublinhou a dimensão espiritual que envolve a toda a cerimônia da eleição: «Quem assistir à mostra poderá perceber a diferença do Conclave com relação a qualquer eleição civil. O clima que se respira é o de uma constante imersão no sagrado e na oração».

«A eleição do Papa é, com efeito, um rito sacro. Apesar da clausura, cada cardeal eleitor sente próxima a oração e a espera dos católicos do mundo inteiro. Não é um ato isolado do povo de Deus. Em certo sentido, é uma ação de toda a Igreja», afirmou o secretário do Colégio dos Cardeais.

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Ao aprovar eliminação de embriões, Europa se esquece das aberrações do século XX

jun 19, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Outros

Segundo o diário da Santa Sé

CIDADE DO VATICANO, domingo, 18 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Ao aprovar a destruição de embriões humanos para serem sacrificados em favor da pesquisa, a Europa se esquece das lições dos dramas do século XX, constata o diário da Santa Sé.

Um artigo publicado na edição italiana do sábado, 17 de junho, de «L?Osservatore Romano» comenta a aprovação do programa marco de pesquisa para o período 2007-2013, que prevê a pesquisa com células-tronco embrionárias.

O Parlamento Europeu de Estrasburgo aprovou esta proposta por 284 votos a favor, 249 votos contra e 32 abstenções.

Trata-se de um «erro fundamental» do Parlamento Europeu, segundo o diário vaticano, pois baseia-se em uma «concepção tragicamente utilitarista» do ser humano, comenta o jornal.

«E contudo, a Europa, filha do século XX e nascida em oposição às aberrações desse século, deveria ser sensível frente aos efeitos de uma concepção desse tipo, se levada às suas extremas conclusões».

«Intolerante na hora de admitir as raízes cristãs de sua identidade, parece que a Europa hoje quer reconhecer-se em torno de um laicismo cego, que não só nega as convicções da maioria de sua população, mas também os direitos invioláveis da pessoa», acrescenta.

Desse modo, o velho continente «ultraja a dignidade do homem e rejeita os princípios inscritos na própria natureza humana, e portanto comuns a toda a humanidade».

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Qual é o conteúdo essencial da mensagem cristã?

jun 16, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Outros

02 de abril de 2006
Gonzalo Aranda

É o anúncio de Jesus Cristo. Ele mesmo é a ?boa notícia? (Evangelho) que os Apóstolos desde o princípio proclamavam. Como dizia São Paulo: ?Recordo-vos, irmãos, o Evangelho que vos anunciei, esse precisamente que recebestes, no qual perseverais, pelo qual também sois salvos (…) Porque vos transmiti, em primeiro lugar, o que também havia recebido: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; e apareceu a Cefas e depois aos Doze? (1 Cor. 15, 3-5).

Essa mensagem refere-se diretamente à morte e à ressurreição de Jesus Cristo ? levadas a cabo para a nossa salvação ? e também inclui que Jesus é o Messias (Cristo) enviado por Deus, tal como fora prometido a Israel. O anúncio de Jesus Cristo abarca, portanto, a fé no único Deus: Criador do mundo e do homem, e principal protagonista da História da Salvação.

A mensagem cristã anuncia que com Jesus Cristo a revelação de Deus ao homem realizou-se plenamente: ?Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para redimir os que estavam sujeitos à Lei, a fim de recebermos a filiação adotiva? (Gál. 4,4-5). Jesus revela quem é Deus de um modo novo, mais profundo que o da revelação já feita ao povo de Israel; revela Deus como sendo o seu Pai num sentido tão singular que chega a dizer: ?Eu e o Pai somos um? (João 10,30). Apoiada nos ensinamentos dos Apóstolos, a Igreja anuncia Jesus Cristo como sendo o Filho de Deus e verdadeiro Deus, da mesma natureza que o Pai.

Jesus atuou durante a sua vida na Terra com o poder de Deus e do Espírito de Deus, que estava nEle (Lc. 4,18-21). Além disso, prometeu enviar-nos o Espírito após a sua ressurreição e a sua glorificação junto ao Pai (João 14,16; entre outras passagens). Quando os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no dia de Pentecostes, compreenderam que Jesus cumprira a sua promessa. Experimentaram a força transformadora do Espírito Santo, que desde então continua vivificando a Igreja: é a sua alma. A mensagem cristã inclui, portanto, o Espírito Santo, verdadeiro Deus e terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

A mensagem cristã também anuncia aquilo que o próprio Jesus anunciava: o Reino de Deus (Mc. 1,15). Cristo deu um pleno conteúdo a essa expressão simbólica, usando-a para indicar a presença de Deus na História (e ao final da História também) e a união de Deus com o homem. Jesus anunciava que o Reino de Deus já havia começado, porque ele já estava entre os homens e as suas ações já os estavam libertando do poder do demônio e do mal (Mt. 12,28). Essa mesma presença e essas mesmas ações de Jesus Cristo são as que a Igreja dá continuidade, em virtude da força do Espírito Santo.

Na História humana, a Igreja é como a semente desse Reino, que culminará com a segunda vinda de Cristo no final dos tempos. Enquanto isso, nela o homem passa a ter ? mediante o Batismo ? uma nova relação com Deus: a relação de filho de Deus unido a Jesus Cristo; uma relação que também culminará após a morte, na ressurreição final. Cristo continua estando realmente presente na Igreja: na Eucaristia e atuando também nos outros Sacramentos, que são sinais eficazes da Sua graça. O amor de Deus a todos os homens manifesta-se também mediante a ação dos cristãos, se estes viverem bem a caridade. Tudo isso entra na mensagem cristã.

BIBLIOGRAFIA

Catecismo da Igreja Católica.

Fonte: www.opusdei.org.br

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É possível negar que Jesus tenha existido?

jun 16, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Outros

02 de abril de 2006
Francisco Varo

Atualmente, as análises históricas mais rigorosas coincidem em afirmar com certeza absoluta ? inclusive prescindindo da fé e do uso das fontes cristãs para evitar qualquer possível suspeita ? que Jesus de Nazaré existiu, viveu na primeira metade do século primeiro, era judeu, morou na Galiléia, formou um grupo de discípulos que o seguiram, suscitou, com as suas palavras e os fatos admiráveis que fazia, fortes adesões e esperanças, esteve na Judéia e em Jerusalém pelo menos uma vez, pela festa da Páscoa, era visto com receio por parte de alguns membros do Sinédrio e com prevenção pela autoridade romana, finalmente foi condenado à pena de morte pelo procurador da Judéia, Pôncio Pilatos, e morreu pregado na cruz.

Depois de morto, seu corpo foi sepultado e depositado num sepulcro, mas depois de uns dias o cadáver não estava mais lá.

O desenvolvimento contemporâneo das pesquisas históricas permite estabelecer como provados pelo menos os fatos mencionados, que são bastantes para uma personagem de vinte séculos atrás. Não existem evidências racionais que avaliem com maior segurança a existência de figuras como Homero, Sócrates ou Péricles, para citar alguns nomes conhecidos, que aquela que as provas da existência de Jesus outorgam. E até os dados objetivos que se têm sobre esses personagens, que podem ser contestados com críticas, quase sempre são menores.

No caso de Jesus é diferente, não somente pela profunda marca que deixou, mas também pelas informações que proporcionam as fontes históricas sobre ele: definem sua personalidade e apresentam alguns fatos que vão além da imaginação e de tudo aquilo que pode pensar quem não acredita nas coisas invisíveis nem experimentáveis. Os dados convidam a pensar que ele era o Messias que teria de vir a governar seu povo, como um novo David, e mais ainda: que Jesus é o Filho de Deus feito homem.

Para receber verdadeiramente esse convite é necessário contar com o auxilio divino, gratuito, que ilumina a inteligência e a capacita a perceber em toda a sua profundidade a realidade na qual se vive. Mas é uma luz que não desfigura essa realidade; antes, permite percebê-la com todos os seus tons reais, muitos dos quais não percebidos pelo olhar comum. Essa é a luz da fé.

BIBLIOGRAFIA

J. GNILKA, Jesús de Nazaret, Herder, Barcelona 1993; A. PUIG, Jesús. Una biografía, Destino, Barcelona 2005; Francisco VARO, Rabí Jesús de Nazaret, BAC, Madrid 2005; Francisco VARO, ¿Sabes leer la Biblia? Planeta, Barcelona 2006.

Fonte: www.opusdei.org.br

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