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Perante políticos austríacos
VIENA, sexta-feira, 7 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI considera que o aborto é uma «profunda ferida social» na Europa hoje.
Em seu discurso de sexta-feira pela tarde, na esplêndida residência imperial de Hofburg, durante o encontro com os dirigentes políticos austríacos e com o Corpo Diplomático, o Santo Padre fez um chamado à defesa dos direitos humanos.
«O direito humano fundamental, o pressuposto para todos os demais direitos, é o direito à própria vida», declarou o pontífice perante boa parte dos membros do parlamento austríaco e do mundo da cultura.
«Isto deve aplicar-se à vida desde a concepção até seu ocaso natural. O aborto, portanto, não pode ser um direito humano, é seu contrário».
«É uma “profunda ferida social”», disse, recordando uma famosa expressão do cardeal Franz Konig, falecido arcebispo de Viena.
«Ao dizer isto, não expresso um interesse especificamente eclesial – reconheceu. Mais, me faço advogado de um pedido profundamente humano e me sinto porta-voz dos que ainda não nasceram e não têm voz».
«Não fecho os olhos ante os problemas e os conflitos de muitas mulheres – assegurou – e me dou conta de que a credibilidade de nossa mensagem depende também do que faz a própria Igreja para ajudar as mulheres afetadas».
«Faço um chamado portanto aos responsáveis pela política para que não permitam que os filhos sejam considerados como casos de enfermidade, nem se tire a qualificação de injustiça atribuída em vosso sistema jurídico ao aborto», declarou.
O Papa fez também referência à «ajuda ativa a morrer».
«É de temer que um dia possa exercer-se uma pressão não declarada ou inclusive explícita a pessoas gravemente enfermas ou anciãs para que peçam a morte ou se a imponham por sua conta», advertiu.
ROMA, 25 Jul. 07 / 12:00 am (ACI).- “Rezem, curem e anunciem“, pois estas ações são os “imperativos essenciais” do ministério pastoral dos sacerdotes, disse o Papa Bento XVI durante o encontro que sustentou ontem pela manhã em Auronzo di Cadore, no norte da Itália, ao clero das dioceses de Belluno-Feltre e Treviso.
No diálogo entre o Pontífice e os presbíteros, desenvolvido em forma de perguntas e respostas, o Santo Padre destacou a importância da oração porque “sem uma relação pessoal com Deus, todo o resto não pode funcionar, não podemos realmente levar Deus, a realidade divina e a verdadeira vida humana às pessoas, se nós mesmos não vivermos em uma relação profunda, verdadeira, de amizade com Deus“.
Deste modo é necessário “ter relações humanas com todas as pessoas confiadas a nós” para curar “todas as necessidades humanas, que sempre necessidades que vão até o mais profundo de Deus”, prosseguiu Bento XVI. Pertence a esta dimensão, destacou o Pontífice respondendo a uma pergunta dos sacerdotes participantes, o ministério da reconciliação por ser uma “ação de pai extraordinária”.
Finalmente, disse o Papa, é essencial também anunciar o Reino de Deus, que “não é uma longínqua utopia de um mundo melhor”, mas sim divulgar que é “Deus mesmo, quem se aproximou e se fez muito próximo em Cristo” pelo qual o anúncio “quer dizer falar de Deus hoje, fazer presente a palavra de Deus”.
Divorciados que voltaram a casar
Ao responder outra pergunta sobre os divorciados que voltaram a casar, o Santo Padre assinalou que se trata de “um problema doloroso e a simples receita que resolva, certamente não existe”. Aprofundando no tema, o Papa assinalou que a “preparação ao matrimônio se converte em um pouco cada vez mais fundamental e necessário” para “conhecer-se mais a si mesmo” e “conhecer a verdadeira vontade matrimonial”. Além disso, ressaltou a necessidade de um acompanhamento “permanente” por parte dos sacerdotes e as famílias, aos jovens casais nos primeiros dez anos de matrimônio.
No caso de que um matrimônio fracasse, disse o Papa, “a primeira coisa em que terá que aprofundar é se existirem os sinais para uma eventual declaração de nulidade”.
Outras religiões
Em outro momento o Santo Padre foi perguntado sobre como abordar a crescente presença de pessoas não cristãs no território local. A respeito, o Papa assinalou que a importância de “dar razão da esperança que está em nós” é “a síntese necessária entre diálogo e anúncio”.
Sobre o particular, o Pontífice ressaltou a importância de “reconhecer” neles “a nosso próximo”. “Se isto acontecer, mais facilmente poderemos apresentar a fonte deste nosso comportamento, pois o amor ao próximo é a expressão de nossa fé“. Assim, no diálogo “não se pode acontecer rapidamente aos grandes mistérios da fé”, já que “uma coisa prática e realizável, necessária, é sobre tudo procurar o acordo fundamental sobre os valores que têm que ser vivido”.
O Pontífice sugeriu aos sacerdotes que ponham o acento “nos valores comuns entre religiões durante a catequese, as homilias e os momentos de formação”.
Jovens
Outro dos temas que foi posto em consideração no diálogo entre o Papa e os sacerdotes foi o desafio da formação da consciência moral dos jovens. Aqui, o Pontífice afirmou que “um mundo sem Deus se converte em um mundo de arbitrariedade” e destacou o valor do sofrimento “como experiência de crescimento dos jovens“.
O Papa recordou deste modo que “não é possível o amor sem a experiência da dor, a renúncia e o sofrimento”.
Papa Bento XVI
Ave Maria Puríssima!
Te Deum laudamus!
É com a mais profunda alegria e esperança que agradecemos à Nossa Senhora a graça, não somente do Motu Próprio, mas do Motu Próprio nos termos em que o Santo Padre concebeu. Mais uma vez: Deo Gratias!
Para medir, ao menos em parte, a importância que tem e que o Papa reconhece, para a Igreja da “Lex orandi”, deve-se notar que Bento XVI não exitou inclusive ante a possibilidade de enfrentar a ameaça (real ou imaginária) de uma possível “rebelião episcopal” anunciada em círculos de diversas matizes. Esperou…, explicou…, exortou…, “sempre na ânsia de ensinar”, elaborou uma solução para cada uma das objeções colocadas pelos possíveis objetantes, mas sua decisão pastoral e doutrinária, tantos anos amadurecida e esboçada em diferentes escritos e conferências do Teólogo Joseph Ratzinger, não poderia deixar de modelar-se (sob pena de incoerência doutrinária consigo mesmo e não cumprimento dos deveres para com Deus ante a Santa Igreja), no mandato do Papa, manifestado no Motu Próprio SUMMORUM PONTIFICUM.
Deus continue iluminando a senda da Igreja encomendada ao Sumo Pontífice para quem a história não poderá ignorar o mérito de um ato de governo que faz justiça e manifesta a solicitude pastoral do Bom Pastor.
P. Rafael Navas Ortiz

CARTA APOSTÓLICA
DE SUA SANTIDADE BENTO XVI
MOTU PROPRIO DATA
SUMMORUM PONTIFICUM
Sempre foi preocupação dos Sumos Pontífices até o tempo presente, que a Igreja de Cristo ofereça um culto digno à Divina Majestade “para louvor e glória de seu nome” e “para nosso bem e o de toda sua Santa Igreja”.
Desde tempos imemoriais até o futuro deve ser respeitado o princípio “segundo o qual cada Igreja particular deve estar de acordo com a Igreja universal não só sobre a doutrina da fé e os sinais sacramentais, mas nos usos universalmente transmitidos pela tradição apostólica contínua. Estes devem manter-se não só para evitar os enganos, mas também para que a fé seja transmitida em sua integridade, já que a regra de oração da Igreja (lex orandi) corresponde a sua regra da fé (lex credendi).” (1)
Entre os Pontífices que expressaram tal preocupação destacam os nomes de São Gregório Magno, quem se preocupou com a transmissão aos novos povos da Europa tanto a fé Católica como os tesouros do culto e a cultura acumulados pelos romanos durante os séculos precedentes. Temos instruções para a forma da Sagrada Liturgia tanto do Sacrifício da Missa como do Ofício Divino tal como eram celebrados na Cidade. Ele fez grandes esforços para promover monges e monjas, que militavam sob a Regra de São Bento, em todo lugar junto com a proclamação do Evangelho para que suas vidas igualmente exemplificassem aquela tão saudável expressão da regra “Nada, pois, antepor-se à Obra de Deus” (capítulo 43). Desta maneira a Sagrada liturgia segundo a maneira romana fez fértil não só a fé e a piedade, mas a cultura de muitos povos. Mais ainda é evidente que a Liturgia Latina em suas diversas formas estimulou a vida espiritual de muitíssimos Santos em cada século da Era Cristã e fortalecido na virtude da religião a tantos povos e fazendo fértil sua piedade.
Entretanto, com o fim que a Sagrada Liturgia possa de modo mais eficaz cumprir com sua missão, muitos outros Romanos Pontífices no curso dos séculos vieram a expressar particular preocupação, entre eles São Pio V é eminente, quem com grande zelo pastoral, segundo a exortação do Concílio de Trento, renovou o culto em toda a Igreja, assegurando a publicação de livros litúrgicos corrigidos e “restaurados segundo as normas dos Pais” e os pôs em uso na Igreja Latina.
É evidente que entre os livros litúrgicos de Rito Romano o Missal Romano é eminente. Nasceu na cidade de Roma e gradualmente ao longo dos séculos tomou formas que são muito similares a aquelas em vigor em recentes gerações.
“Este mesmo objetivo foi açoitado pelos Romanos Pontífices ao longo dos séculos seguintes, assegurando a colocação em dia, definindo os ritos e os livros litúrgicos, e empreendendo, do começo deste século, uma reforma mais geral”. (2) Foi desta forma em que atuaram nossos Predecessores Clemente VIII, Urbano VIII, São Pio X (3), Bento XV, Pio XII e o Beato João XXIII.
Mais recentemente, entretanto, o Concílio Vaticano Segundo expressou o desejo de que com o devido respeito e reverência pela divina liturgia esta fora restaurada e adaptada às necessidades de nossa época.
Impulsionado por este desejo, nosso Predecessor o Sumo Pontífice Paulo VI em 1970 aprovou para a liturgia da Igreja Latina livros restaurados e parcialmente renovados, e que ao redor do mundo foram traduzidos em diversas línguas vernáculas, foram acolhidos pelos Bispos e pelos sacerdotes e fiéis. João Paulo II revisou a terceira edição típica do Missal Romano. Desta maneira os Romanos Pontífices atuaram para que “este edifício litúrgico, por assim dizer,…volte outra vez a aparecer esplêndido em sua dignidade e harmonia”. (4)
Entretanto, em algumas regiões, um número não pequeno de fiéis estiveram e permanecem aderidos com tão grande amor e afeto às formas litúrgicas prévias, e imbuíram profundamente sua cultura e espírito, que o Sumo Pontífice João Paulo II, movido pela preocupação pastoral por estes fiéis, em 1984 mediante um indulto especial Quattuor abhinc annos, desenhado pela Congregação para a Liturgia Divina, outorgou a faculdade para o uso do Missal Romano publicado por João XXIII em 1962; enquanto que em 1988 João Paulo II uma vez mais, mediante o Motu Proprio Ecclesia Dei, exortou aos Bispos a fazer um uso mais amplo e generoso desta faculdade em favor de todos os fiéis que o solicitem.
Tendo ponderado amplamente os insistentes pedidos destes fiéis a nosso Predecessor João Paulo II, tendo escutado também os Padres do Consistório de Cardeais realizado em 23 de março de 2006, tendo sopesado todos os elementos, invocado o Espírito Santo e pondo nossa confiança no auxílio de Deus, pela presente Carta Apostólica, DECRETAMOS o seguinte:
Art. 1. O Missal Romano promulgado por Paulo VI deve ser considerado como a expressão ordinária da lei da oração (lex orandi) da Igreja Católica de Rito Romano, enquanto que o Missal Romano promulgado por São Pio V e publicado novamente pelo Beato João XXIII como a expressão extraordinária da lei da oração ( lex orandi) e em razão de seu venerável e antigo uso goze da devida honra. Estas duas expressões da lei da oração (lex orandi) da Igreja de maneira nenhuma levam a uma divisão na lei da oração (lex orandi ) da Igreja, pois são dois usos do único Rito Romano.
Portanto, é lícito celebrar o Sacrifício da Missa de acordo com a edição típica do Missal Romano promulgado pelo Beato João XXIII em 1962 e nunca anulado, como a forma extraordinária da Liturgia da Igreja. Estas condições estabelecidas pelos documentos prévios Quattuor abhinc annos e Ecclesia Dei para o uso deste Missal são substituídas pelas seguintes:
Art. 2. Em Missas celebradas sem o povo, qualquer sacerdote de Rito Latino, seja secular ou religioso, pode usar o Missal Romano publicado pelo Beato João XXIII em 1962 ou o Missal Romano promulgado pelo Sumo Pontífice Paulo VI em 1970, qualquer dia exceto no Sagrado Tríduo. Para a celebração segundo um ou outro Missal, um sacerdote não requer de nenhuma permissão, nem da Sé Apostólica nem de seu Ordinário.
Art. 3. Se Comunidades ou Institutos de Vida Consagrada ou Sociedades de Vida Apostólica de direito pontifício ou diocesano desejam ter uma celebração da Santa Missa segundo a edição do Missal Romano promulgado em 1962 em uma celebração conventual ou comunitária em seus próprios oratórios, isto está permitido. Se uma comunidade individual ou todo o Instituto ou Sociedade desejam ter tais celebrações freqüente ou habitualmente ou permanentemente, o assunto deve ser decidido pelos Superiores Maiores segundo as normas da lei e das leis e estatutos particulares.
Art. 4. Com a devida observância da lei, inclusive os fiéis Cristãos que espontaneamente o solicitem, podem ser admitidos à Santa Missa mencionada no art. 2.
Art. 5, § 1. Em paróquias onde um grupo de fiéis aderidos à prévia tradição litúrgica existe de maneira estável, que o pároco aceite seus pedidos para a celebração da Santa Missa de acordo ao rito do Missal Romano publicado em 1962. Que o pároco vigie que o bem destes fiéis esteja harmoniosamente reconciliado com o cuidado pastoral ordinário da paróquia, sob o governo do Bispo e segundo o Canon 392, evitando discórdias e promovendo a unidade de toda a Igreja.
§ 2. A celebração segundo o Missal do Beato João XXIII pode realizar-se durante os dias de semana, enquanto que aos Domingos e dias de festa deve haver só uma destas celebrações.
§ 3. Que o pároco permita celebrações desta forma extraordinária para fiéis ou sacerdotes que o peçam, inclusive em circunstâncias particulares tais como matrimônios, funerais ou celebrações ocasionais, como por exemplo peregrinações.
§ 4. Os sacerdotes que usem o Missal do Beato João XXIII devem ser dignos e não impedidos canonicamente.
§ 5. Nas Igrejas que não são nem paroquiais nem conventuais, é o Reitor da Igreja quem concede a permissão acima mencionada.
Art. 6. Nas Missas celebradas com o povo segundo o Missal do Beato João XXIII, as Leituras podem ser proclamadas inclusive nas línguas vernáculas, utilizando edições que tenham recebido a recognitio da Sé Apostólica.
Art. 7. Onde um grupo de fiéis laicos, mencionados no art. 5§1 não obtém o que solicita do pároco, deve informar ao Bispo diocesano do fato. Ao Bispo lhe solicita seriamente aceder a seu desejo. Se não puder prover este tipo de celebração, que o assunto seja referido à Pontifícia Comissão Ecclesia Dei.
Art. 8. O Bispo que deseje estabelecer provisões para os pedidos dos fiéis laicos deste tipo, mas que por diversas razões se vê impedido de fazê-lo, pode referir o assunto à Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”, que deveria proporcionar conselho e ajuda.
Art. 9, § 1. Da mesma forma um pároco pode, uma vez considerados todos os elementos, dar permissão para o uso do ritual mais antigo na administração dos sacramentos do Batismo, Matrimônio, Penitência e Unção dos Enfermos, conforme sugira o bem das almas.
§ 2. Concede-se aos Ordinários a faculdade de celebrar o sacramento da Confirmação utilizando o anterior Missal Romano, conforme sugira o bem das almas.
§ 3. É lícito para sacerdotes em sagradas ordens usar o Breviário Romano promulgado pelo Beato João XXIII em 1962.
Art. 10. É lícito que o Ordinário local, se o considerar oportuno, erija uma paróquia pessoal segundo as normas do Canon 518 para as celebrações segundo a forma anterior do Rito Romano ou nomear um reitor ou capelão, com a devida observância dos requisitos canônicos.
Art. 11. Que a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, ereta em 1988 por João Paulo II, (5) siga levando adiante sua função. Esta Comissão deve ter a forma, tarefas e normas de ação que o Romano Pontífice deseje atribuir.
Art. 12. A mesma Comissão, em adição às faculdades das que atualmente goza, exercerá a autoridade da Santa Sé para manter a vigilância sobre a observância e aplicação destas disposições.
Tudo o que é decretado por Nós mediante este Motu Proprio, ordenamos que seja assinado e ratificado para ser observado a partir de 14 de Setembro deste ano, festa da Exaltação da Santa Cruz, em que pese a todas as coisas em contrário.
Dado em Roma, junto a São Pedro, em 7 de julho no Ano do Senhor de 2007, Terceiro de nosso Pontificado.
Bento XVI
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*Tradução não-oficial, somente a versão em latim pode ser considerada como original
NOTAS
1 Instrução Geral do Missal Romano, terceira edição, 2002, N. 397
2 Papa João Paulo II, Carta Apostólica Vicesimus quintus annus, 4 de Dezembro de 1988, N. 3: AAS 81 (1989) P. 899.
3 Ibidem.
4 O Papa São Pio X, Motu Proprio Abhinc duos annos, 23 de Outubro de 1913: AAS 5 (1913) 449-450; cf. O Papa João Paulo II, Ap. Carta Vicesimus quintus annus, 4 Dezembro de 1988,11. 3: AAS 81 (1989) P. 899.
5 Cf. O Papa João Paulo II, Motu proprio Ecclesia Dei adflicta, 2 de Julho de 1988, N. 6: AAS 80 (1988) P. 1498.
Educação sexual “integral” para adolescentes não é efetiva e tampouco é o preservativo
.- O Dr. Stan Weed do Institute for Research and Evaluation (IRE) em Salt Lake City, Utah, (Estados Unidos) realizou um estudo que revelou que a abstinência é o melhor método para prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DST) assim como as complicações psicológicas dos adolescentes ativos sexualmente antes do matrimônio.
O estudo, intitulado “Abstinência ou Educação Sexual ‘integral’?”, está apoiado na educação e conduta de mais de 400 mil jovens em 30 diferentes estados dos Estados Unidos, observados durante 15 anos.
O Dr. Weed explicou no site pró-vida LifeSiteNews que “nos Estados Unidos, as taxas de atividade sexual foram decaindo nos adolescentes durante os últimos 12-13 anos, o que coincide com o início da educação para a abstinência. O aborto e as gravidezes assim como os nascimentos fora do matrimônio também foram diminuindo no mesmo período de tempo. Entretanto, o aborto, as gravidezes e os nascimentos fora do matrimônio se incrementaram em um grupo de mais idade, 19-25 anos, que não teve a educação para a abstinência”.
O estudo também demonstra que a educação sexual “integral” não explica as limitações dos preservativos, e que “muitas conseqüências da atividade sexual em adolescentes não se previnem com o uso da camisinha”. Após 20 anos deste tipo de educação, os jovens não sabem que os preservativos “não fazem nada para lutar contra a baixa auto-estima, a depressão” e demais complicações psicológicas que “conduz a atividade sexual antes do matrimônio”.
Ao avaliar os programas de abstinência existentes, tais como Reasons of the Heart, Heritage Keepers, Sex Respect and Teen Aid, o IRE descobriu que os estudantes participantes neles em muito poucos casos eram sexualmente ativos. Os programas mais bem-sucedidos destacam a importância do autocontrole e da responsabilidade. Dão também aos adolescentes uma meta positiva que é o compromisso e o matrimônio para os quais devem trabalhar frente ao futuro. O IRE também descobriu a necessidade de educar na abstinência ano após ano.
O Dr. Weeds conclui explicando que “os programas de educação para a abstinência bem desenhados e implementados podem reduzir a atividade sexual dos adolescentes até a metade por períodos de um ou dois anos, com o qual também se incrementa o número de adolescentes que evitam todos os problemas relacionados à atividade sexual. Abandonar esta estratégia… seria mais um rumo marcado pela política que um desejo por proteger os adolescentes dos Estados Unidos”.
O relatório completo (em inglês em formato PDF) pode ser lido clicando aqui
BARCELONA, segunda-feira, 3 de junho de 2007 (ZENIT.org-Veritas).- O congresso internacional «Cor Iesu, Fons Vitae» («Coração de Jesus, fonte de vida») aprofundou na essência e na formação do amor de Cristo e a Cristo.
De 1º a 3 de junho, o encontro reuniu em Barcelona cerca de 400 inscritos na parte acadêmica — conferências e mesas redondas –, assim como centenas de jovens na vigília noturna da noite no Mosteiro da Visitação e aproximadamente mil pessoas na Eucaristia de encerramento e na consagração das famílias ao Sagrado Coração, celebradas no Tibidabo.
Antes da Eucaristia conclusiva, a palestra do cardeal Salvatore De Giorgi, membro do Conselho Pontifício da Família, sobre o Coração de Jesus como fonte de vida para a família, recebeu uma calorosa acolhida por parte dos assistentes, que o interromperam com aplausos em várias ocasiões, por sua defesa da família e da liberdade da família na sociedade atual, frente aos ataques que recebe.
«Parece-me oportuno precisar que o matrimônio, ainda como simples instituição natural, dimanou do amor de Deus Criador, segundo palavras que não admitem equívocos: ‘Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne’», disse, segundo refere a agência Veritas.
E continuou: «Considerei oportuno fazer esta precisão, porque com relação à família está acontecendo uma crescente agressão de forças culturais, sociais e políticas que tentam arrancá-la de seu fundamento natural, o matrimônio, equiparando-a a outras formas de convivência, como as uniões de fato e inclusive às não naturais».
O cardeal afirmou que «é especialmente eficaz a oração ao Coração de Jesus, como também o é a consagração da família, além da pessoa».
Explicou que «o amor de Jesus, simbolizado por seu Sacratíssimo Coração, é fonte e modelo do amor conjugal, que deve por isso ver-se no espelho do Amor de Cristo à Igreja e imitá-lo, ainda com todas as limitações da condição humana».
Para aspirar a esse modelo, a família conta — assinalou o cardeal — com a graça do Sacramento e com «a oração em família, isto é, feita em comum, marido e mulher juntos, pais e filhos juntos, em todas as situações e vicissitudes alegres e tristes da vida familiar».
Dom De Giorgi também disse que «o amor conjugal deve ser fiel na alegria e na tristeza, no plano do corpo e no do espírito e, portanto, totalmente contrário ao adultério e ao divórcio, que são a negação do verdadeiro amor, sendo este por sua natureza irreversível e indissolúvel».
Com relação ao divórcio, afirmou que «não só atenta contra a Aliança de salvação, da qual o sacramento do matrimônio é sinal, mas também introduz na família e na sociedade uma desordem incalculavelmente danosa» e acrescentou que o problema se agrava quando os divorciados se casam de novo no civil.
Bento XVI dirigiu uma mensagem aos participantes do Congresso, que foi lida pelo arcebispo de Barcelona, Dom Luís Martinez Sistach, no Tibidabo, depois da Eucaristia, presidida pelo Núncio Apostólico na Espanha, Dom Manuel Monteiro de Castro.
O Papa convidou em sua mensagem a aceitar o amor de Cristo, antepondo-o a todas as coisas, e a corresponder-lhe. «Frente à cultura da morte, está o coração de Jesus, fonte de vida», questões que Dom Monteiro desenvolveu em sua homilia, na qual convidou a refletir o amor de Jesus e a fazer o propósito de «ser fiéis, de dar testemunho de nossa fé na vida privada e na vida pública, sem medo».
Entre os palestrantes do congresso se encontrava o postulador da causa de canonização do beato Pio IX, Dom Brunero Gherardini, que destacou seu impulso da devoção ao Sagrado Coração de Jesus e da entronização do Sagrado Coração na sociedade e nas famílias.
Também interveio o diretor do Departamento de Filologia Semítica da Universidade de Barcelona, o passionista Luis Díez-Merino, que assinalou que os documentos pontifícios mostram três aspectos do coração de Jesus: «o coração de carne enquanto Cristo humano, o coração ético, como vida interior e, por último, como símbolo do amor de Jesus Cristo». Também destacou que «na Bíblia, o coração de Jesus aparece 600 vezes com múltiplos significados».
O Pe. Edoard Glotin afirmou que a espiritualidade do Coração de Jesus é a espiritualidade central da Igreja, porque governa toda a vida sacramental. Cada um dos sete sacramentos deriva do coração transpassado de Jesus, recordou.
O secretário-geral da Conferência Episcopal Espanhola, Pe. José Antonio Martinez Camino, destacou em sua intervenção que Bento XVI fala cinco vezes, em passagens-chave da encíclica «Deus caritas est», do lado aberto ou do coração transpassado de Cristo, destacando como «Deus se fez visível, mostrou seu coração».
Card. Caffarra: Equiparar matrimônio com uniões homossexuais é transtorno no ordenamento jurídico
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ROMA, 29 Abr. 07 (ACI) .- A equiparação do matrimônio às uniões homossexuais significa introduzir no ordenamento jurídico “um elemento que objetivamente o transtorna”, porque esta situação “constrói o edifício jurídico social sobre a base do que cada um quer”, precisou o Arcebispo de Bologna, Cardeal Carlo Caffarra.Em uma conferência pronunciada na quinta-feira com o título “A bondade e a preciocidade do matrimônio para a sociedade civil”, o Cardeal explicou que estabelecer por meio da equiparação das uniões homossexuais ao matrimônio que este último é “uma convenção social e que portanto cada um pode realizar na própria esfera sexual-afetiva o que estiver de acordo a seus desejos e convenções de vida tendo todos os direitos a partir deste reconhecimento público” significa introduzir no ordenamento jurídico “um elemento que objetivamente o transtorna”.
“Construir a sociedade sobre a base dos desejos de cada um equivale a construir uma sociedade sempre mais estranha moralmente, mais estranha para uns e outros, e sempre mais conflitiva”, indicou o Cardeal.
Para o Arcebispo de Bologna, o reconhecimento das uniões homossexuais “é um fato absolutamente novo na história da humanidade”. “A instituição matrimonial é vista como se não tivesse nenhum fundamento natural mas como uma mera convenção social”. Então, “a lei civil pode qualificar como ‘matrimônio’ ou equiparar à instituição matrimonial como até agora se pensou, qualquer comunidade de outro tipo” com a idéia de “estender os direitos” destes últimos, precisou logo o Cardeal.
“Favorecer com o mesmo título, com o que o Estado favorece o matrimônio, a outras formas de convivência de fato significa diminuir aquela proteção da instituição matrimonial que é um grave dever de quem tem responsabilidades políticas”, precisou.
O Arcebispo recordou que os “responsáveis pelo bem comum” devem “promover e defender” a instituição matrimonial; e as leis civis não podem “equiparar ao matrimônio defendido pela constituição italiana às uniões homossexuais.
A instituição matrimonial “constitui a forma originária, o arquétipo e o paradigma da sociedade humana e também o lugar no qual a pessoa humana inicia –no sentido forte do termo– sua vida”, disse.
“Então dizer que os responsáveis pelo bem comum devem promover e defender esta instituição é uma conclusão coerente. Todos os ordenamentos jurídicos lhe dão ao matrimônio o favor iuris: as leis têm procurado favorecer –defender e promover– a instituição matrimonial. Na Itália –como em outros países– é uma obrigação sancionada pela Constituição”, acrescentou o Cardeal.
Para Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, suposto plebiscito é «absurdo»
SOROCABA, quinta-feira, 26 de abril de 2007 (ZENIT.org).- Segundo o arcebispo de Sorocaba (São Paulo), o abortamento é um crime horrível e é «absurdo» submeter à consulta popular sua descriminalização.
Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues afirma, em mensagem aos fiéis difundida essa quarta-feira pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), que «a legalização do abortamento é fruto da arbitrariedade e da prepotência».
«O embrião ou feto é vida humana em processo como a minha e a sua, caro leitor», escreve o arcebispo. «Por isso deve ser protegida pela sociedade», enfatiza.
«Na verdade só teremos acabado de nascer ao morrer. Temos um destino eterno. Nossa vida, desde a concepção é sagrada.»
De acordo com Dom Benes, «por isso é absurdo submeter à consulta popular - a plebiscito -, a descriminalização do abortamento».
«Supõe-se que os dirigentes de uma nação tenham suficiente discernimento para resguardarem os direitos fundamentais do ser humano e suficiente formação moral para discernirem entre o bem e o mal», afirma.
«E é obrigação deles esclarecer a sociedade sobre as exigências concretas de respeito à dignidade humana e da procura do bem comum.»
O arcebispo enfatiza que «há valores que não dependem da votação da maioria».
Sobre a idéia de realizar no Brasil um referendo sobre a legalização do aborto, Dom Benes escreve que essa iniciativa «é absolutamente destituída de sentido ético».
«Só o fato de abrir tal consulta está a ensinar que se pode eliminar uma vida inocente e indefesa», afirma.
«Não faz muito tempo assisti em DVD a um abortamento. Vi uma criança de 12 semanas ser arrancada aos pedaços de sob o coração da mãe. Foi uma cena horrível», testemunha.
«O Dr. Bernard Nathanson, cognominado o “Rei do Aborto”, diretor de uma clínica especializada em abortamento nos EUA, depois de assistir o DVD de um aborto que ele mesmo fizera, - ele fizera tantos outros -, horrorizado, converteu-se no apóstolo do “direito de nascer” e é ele mesmo quem, em magistral aula, descreve, no DVD que assisti, o violento procedimento do abortamento.»
«O aborto é um crime - para quem crê em Deus, um pecado - praticado por muitas mãos, também pelas mãos daqueles que fazem leis que o tornam “legal”», escreve o arcebispo.