Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo
Outorgado pela Fundação Vida e Família de Subiaco
BARCELONA, quinta-feira, 8 de junho de 2006 (ZENIT.org).- A Fundação Vida e Família de Subiaco entregou nesta quarta-feira o prêmio São Bento ao Templo Expiatório da Sagrada Família de Barcelona «como reconhecimento do gênio artístico e espiritual de Antonio Gaudí (1852-1926) e como emblema para a Europa da família humana entendida como pedra viva da construção social».
O prêmio foi entregue à «Junta Construtora do Templo Expiatório da Sagrada Família», que continua a obra de Gaudí, em causa de beatificação. O templo deverá abrir suas portas ao culto no final do ano 2008.
A cerimônia de entrega do prêmio aconteceu em Barcelona no âmbito da jornada anual dos «Amigos do Templo». Este prêmio, chegado à sua sexta edição, foi entregue no ano passado ao cardeal Joseph Ratzinger, poucos dias antes que começasse o conclave no qual foi eleito Papa.
Um dos grandes promotores, em suas origens, do Templo expiatório da Sagrada Família foi o sacerdote Joseph Manyanet y Vives (1833-1901), fundador das Congregações dos Filhos da Sagrada Família de Jesus, Maria e José e das Missionárias Filhas da Sagrada Família de Nazaré, canonizado por João Paulo II no dia 16 de maio de 2004.
A Fundação Vida e Família de Subiaco desenvolve sua atividade na Europa «para promover e revalorizar a família fundada sobre o matrimônio, assim como a vida humana em todas suas fases e condições», segundo se explicou no encontro.
«A Fundação promove iniciativas artísticas, culturais, sociais e políticas que tenham como objetivo renovar as raízes espirituais e culturais da Europa, nas quais tanta importância teve a experiência de São Bento e de seus monges, que começou precisamente em Subiaco.»
O Prêmio consiste em uma reprodução artística de São Bento realizada pelo conhecido artista italiano, o mestre Ernesto Gentilini, junto com um pergaminho que recolhe a motivação do Prêmio realizado pelo «Scriptorum Monasticum Sublacensis».
Segundo informa a agência Veritas, nesta quarta-feira o presidente da junta construtora do templo, Joan Rigol Roig, revelou em uma coletiva de imprensa que nos últimos doze meses visitaram a Sagrada Família em obras 2,4 milhões de pessoas.
Pela primeira vez, já pode ser visto todo o espaço da nave central desde a entrada principal.
[Mais informações: http://www.fondazionevitaefamiglia.org]
ROCCA DI PAPA, quinta-feira, 1 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Há algo que é comum a todos os movimentos e novas comunidades eclesiais surgidos sobretudo na segunda metade do século XX: «o encontro com a beleza de Cristo».
Foi o que expuseram alguns de seus responsáveis e iniciadores esta quarta-feira em uma mesa-redonda que teve lugar no Segundo Congresso Mundial dos Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades, que se celebra em Rocca di Papa, próximo a Roma.
A iniciativa, promovida pelo Conselho Pontifício para os Leigos, na qual participam 300 representantes de cerca de 100 realidades eclesiais, prepara a vigília de Pentecostes, na qual Bento XVI irá se encontrar com 300.000 membros de movimentos.
A mesa-redonda, na qual participaram seis relatores, foi introduzida por Matteo Calisi, responsável do Serviço Internacional Católico para a Renovação Carismática (ICCRS), que afirmou que os movimentos e as novas comunidades, «dom extraordinário do Espírito», são «uma resposta ao secularismo e às necroses espirituais de nosso tempo», permitindo «a muitas pessoas redescobrir a alegria da fé».
A primeira a tomar a palavra foi Alba Sgariglia, do Movimento dos Focolares, que, citando a encíclica de Bento XVI «Deus caritas est», narrou a experiência de fé do movimento fundado por Chiara Lubich, «um itinerário de fé, de formação pessoal e comunitária, que nos ensina a descobrir sempre o amor de Deus por nós, norma que deve moldar nossa atuação».
O objetivo de nosso itinerário educativo é ser Amor, ser Jesus para levar sua maneira de pensar, atuar e querer» o mundo.
«Se vivermos desta maneira, transformamos o mundo», concluiu. Esta experiência de fé levou os Focolares a estar presentes em mais de 180 países de todos os continentes e a envolver centenas de milhares de pessoas, afirmou.
Em seguida, tomou a palavra Kiko Arguelo, iniciador do Caminho Neocatecumenal, quem constatou que em alguns países, como França e Alemanha, as estatísticas mostram que cada vez mais há pessoas que não têm nenhum tipo de relação com a Igreja.
«A beleza salvará o mundo», disse, citando Fiódor Dostoievski, «mas temos de nos comprometer a apresentar ao mundo a beleza que é Cristo. Nos bairros de nossas cidades, como podem as pessoas comuns encontrar a Cristo?», perguntou.
Constatando as numerosas ocasiões de colaboração entre os movimentos nesta ação evangelizadora, Kiko Arguelo confirmou a responsabilidade que tem todo cristão de levar a própria experiência a todo ambiente, para dar a todos a possibilidade de encontrar a Cristo.
Em particular, reconheceu, o que impressiona é a «beleza de estar juntos, a amizade que mostra o amor de Cristo». Deste modo, concluiu, podemos «propor a todos um itinerário de formação na fé que permita descobrir este amor que nos transforma a vida».
Giancarlo Cesana, representante de Comunhão e Libertação, explicou que seu fundador, monsenhor Luigi Giussani, centrou-se em mostrar que a beleza de Cristo é a evidência da verdade e do bem.
O problema de Deus não é um problema moral, mas uma exigência forte, como a fome ou a sede», disse.
Sublinhou dois conceitos: a «amizade» com Cristo e com os demais, como «experiência de um amor vivido em primeira pessoa», que permite descobrir-se e que une aos demais; e o «desejo», «porque o homem, em tudo o que faz, deseja tudo, o infinito»
Patty Mansfield, uma das iniciadoras da Renovação Carismática Católica, recordou os inícios desta experiência de fé que milhões de cristãos em todo o mundo têm feito. «Não sou uma fundadora, mas uma testemunha da graça que não é propriedade nossa», «mas que é dada e renovada todos os dias pelo Espírito».
Narrando a experiência de oração que teve lugar em Ann Arbor (Michigan, Estados Unidos) em 1970, em um encontro no qual começou a Renovação Carismática Católica, Mansfield disse: «Eu confiei incondicionalmente em Deus e naqueles dias me dizia que, se isso podia suceder a uma pessoa comum, como eu, poderia suceder a todos».
Isso é o que viveu, por exemplo, o padre Laurent Fabre, iniciador da Comunidade «Chemin Neuf» (Caminho Novo), que surgiu em Lyon, no ano 1973, em um grupo de oração da Renovação Carismática. O sacerdote explicou que estas experiências têm um profundo laço com o Concílio Vaticano II.
Já Jean Vanier explicou o estilo de vida das Comunidades A Arca, fundadas por ele, nas quais se convive com pessoas deficientes.
«Para nós não se trata de fazer coisas generosas e boas, mas de ser amigos –disse–. Não é um problema de generosidade, de dar o que nos sobra, mas de encontrar pessoas que têm um coração».
«Não se trata de idealizar os pobres, mas de descobrir nossa pobreza ao nos encontrar com eles, descobrir nossa necessidade de Cristo ao encontrar a necessidade de qualquer pessoa, sem distinção de credo ou de origem», concluiu.
Entrevista com Dom Odilo Pedro Scherer, bispo auxiliar de São Paulo e secretário-geral da CNBB
BRASÍLIA, segunda-feira, 29 de maio de 2006 (ZENIT.org).- «Podemos dizer que O Código Da Vinci é um escrito apócrifo que, 2000 anos depois de Jesus, escreve uma história fantasiada sobre Jesus e o início da Igreja, em total contraste com os fatos históricos», afirma o secretário-geral da Conferência episcopal brasileira.
Segundo Dom Odilo Pedro Scherer, a «pregação dos apóstolos, no Novo Testamento, é para nós a única referência de fé sobre Jesus Cristo. Ou será que uma história inventada pela fantasia, 2000 anos depois dos fatos, merece mais crédito?»
Nesta entrevista à assessoria de imprensa da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), difundida esta segunda-feira, o secretário-geral do organismo episcopal orienta sobre o filme e o livro «O Código Da Vinci».
–O que é O Código Da Vinci?
–D. Odilo P. Scherer: É um romance escrito por Dan Brown, um autor norte-americano. Do livro foi feito um filme. Falou-se muito do livro e agora, também do filme, pois ambos trazem afirmações errôneas sobre Jesus Cristo, e Igreja e instituições ligadas à Igreja. É importante não esquecer que se trata de uma obra de ficção e as afirmações nela contidas devem ser tidas como fantasia, e não como argumentos de história.
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CRACÓVIA, domingo, 28 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Ao percorrer neste sábado alguns dos lugares mais significativos na vida de Karol Wojtyla, Bento XVI deu espaço às confidências para confessar que também ele reza pela rápida beatificação de João Paulo II.
O Papa pronunciou suas espontâneas palavras no Santuário de Nossa Senhora de Kalwaria, lugar que o pequeno Karol costumava visitar em peregrinação, acompanhado por seu pai.
Pouco antes, o Papa havia visitado a casa da família Wojtyla e se havia encontrado nessa localidade, Wadowice, com pessoas que encheram a praça.
Entre outras aclamações, os peregrinos gritavam duas palavras que haviam aprendido em italiano «Santo subito» (Santo já).
A presença junto ao Papa do cardeal Stanislaw Dziwisz, antigo secretário de João Paulo II e atual arcebispo da Polônia, fez que as lembranças fossem mais intensas.
Falando em italiano, o Papa disse ao final de sua breve saudação no santuário: Quero dizer, eu também, como o querido cardeal Stanislaw: espero que a Providência conceda logo a beatificação e a canonização de nosso querido Papa João Paulo II.
Também em Wadowice, ao dirigir-se aos milhares de fiéis, o Papa disse que tinha querido visitar esse lugar «para rezar, junto convosco, para que ele logo seja elevado à glória dos altares».
Ao explicar os motivos de sua presença nesses lugares, citando ao poeta alemão Johann Wolfgang von Goethe, acrescentou: «Quem quiser compreender um poeta, deve visitar seu povo».
«Aqui, em Wadowice, começou tudo», disse, citando uma expressão do próprio Karol Wojtyla ao visitar esse lugar em 16 de junho de 1999.
O jornalista italiano Fabrizio Mastrofini explica a iniciativa
ROMA, sexta-feira, 26 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Com o objetivo de conseguir uma maior presença e dinamismo nos meios de comunicação, a Igreja Católica na Itália criou a figura do «animador de comunicação e cultura».
Trata-se em geral de leigos que recebem uma formação específica e que têm por objetivo sensibilizar as paróquias e dioceses no desafio de evangelizar estando presente nos meios de comunicação e na vida cultural.
A figura surgiu do documento «Comunicação e missão», publicado em outubro de 2004 pela Conferência Episcopal Italiana.
Agora acaba de se publicar neste país um manual prático sobre esta figura, que leva por título «O animador da comunicação e da cultura» («Lanimatore della comunicazione e della cultura», ediciones Paoline).
Por ocasião da Jornada Mundial das Comunicações Sociais, que se celebrará no próximo domingo 28 de maio, Zenit entrevistou seu autor, Fabrizio Mastrofini, jornalista de «Rádio Vaticano», professor de comunicação do Instituto de Teologia «Claretianum» de Roma.
–A figura do animador da comunicação e da cultura é uma invenção italiana?
–Mastrofini: Nasce da exigência de intervir nos meios de comunicação de maneira específica e de oferecer orientações. É uma invenção italiana no sentido em que foi criada no contexto do «Projeto Cultural» lançado pela Conferência Episcopal Italiana há dez anos. A idéia é reevangelizar a cultura, mas também adquirir a capacidade de orientar em matéria de comunicação, tanto dentro como fora do ambiente católico.
–O «animador» é um agente pastoral que se incorpora ao Departamento de Comunicação?
–Mastrofini: O animador é uma figura que deve estar presente em cada paróquia, somando-se e integrando-se com outras existentes, como a do catequista ou a do animador de grupos, para se ocupar também da formação em comunicação dos formadores. Naturalmente, na diocese, deve estar em relação com os Departamentos de Comunicação.
–Como é possível criar em cada paróquia «antenas de verdade»?
–Mastrofini: É o verdadeiro problema! É preciso um pároco que queira, que compreenda a urgência de se formar em comunicação, que saiba fazer crescer a comunicação interna entre os diversos elementos da paróquia. O verdadeiro desafio está aqui: acabar com os compartimentos fechados e valorizar o patrimônio de atividades, de idéias e de experiências. Usando também todos os meios e todos os recursos existentes para enviar uma mensagem ao exterior, uma mensagem positiva. E aprendendo como se pode comunicar de modo eficaz.
–Este animador deve ter muitas competências: informática, musicais, comunicativas, artísticas, socioculturais … parece uma figura impossível de encontrar em uma só pessoa!
–Mastrofini: Claro, o ideal seria ter em cada paróquia um pequeno grupo de três ou inclusive quatro animadores que possam atuar juntos e cada um em sua área de competência. O verdadeiro problema não é encontrar os animadores, porque há jovens voluntários e interessados. O verdadeiro problema é que se dê espaço a esta figura.
Arcebispo de Florianópolis (Brasil)
FLORIANÓPOLIS, terça-feira, 23 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos artigo de Dom Murilo S.R. Krieger, scj, arcebispo de Florianópolis (SC), sobre o 15º Congresso Eucarístico Nacional brasileiro, realizado em sua arquidiocese de 18 a 21 de maio passados.
Ele está no meio de nós!
Dia 21 de maio passado, encerrou-se o 15º Congresso Eucarístico Nacional. Ao longo dos últimos anos, havíamos nos preparado para transformar Florianópolis no grande altar do Brasil. Nessa preparação, cresceu em nosso coração uma certeza: “Ele está no meio de nós!” Sim, Jesus Cristo, o grande dom do Pai, está presente no mundo e na Igreja de diversas formas, mas está presente de modo especial na Eucaristia. Trata-se não de um dom a mais, embora precioso, mas daquele que é “o dom” por excelência, porque dom de Jesus Cristo mesmo, de sua pessoa.
“Vinde e vede”. Milhares de pessoas aceitarem o convite de Jesus Cristo e vieram a Florianópolis para participar deste momento especial na vida da Igreja no Brasil. Terminado o Congresso, cada qual voltou para sua casa com mil lembranças na mente e muitas saudades no coração. E o que levaram? Que conseqüências o 15º CEN poderá ter em suas vidas? Qual sua contribuição para a vida da Igreja no Brasil?
Dentre as iniciativas que, espero, nasçam desse Congresso Eucarístico, destaco algumas:
1º - Que saibamos testemunhar com mais entusiasmo a presença de Deus no mundo. Há grupos e forças poderosas que, abertamente, tentam destruir toda e qualquer idéia de Jesus Cristo - e isso quando não tentam destruir a própria pessoa de nosso Mestre e Senhor, mesmo que precisem, para atingir tais objetivos, atacar, caluniar e mentir. De nossa parte, não podemos ter medo ou vergonha de falar de Deus e de defender os valores do Evangelho.
2º - Que nossa espiritualidade seja profundamente eucarística. Como Cristo, devemos aprender a nos doar aos outros, indo especialmente ao encontro dos que sofrem privações, dos famintos, doentes e solitários, dos desempregados, migrantes, abandonados.
3º - Que redescubramos o valor do domingo como dia do Senhor e da Igreja, dando nele uma atenção ainda maior à participação na santa Missa. É preciso que sintamos necessidade do Pão “descido do céu”, para enfrentar o cansaço da caminhada diária. “Participar na celebração dominical e alimentar-se do Pão eucarístico é uma necessidade para o cristão, que deste modo pode encontrar a energia necessária para o caminho que deve percorrer” (Bento XVI, 29.05.05).
4º - Que seja mais valorizada, em nossas paróquias, a adoração eucarística fora da Missa. Será importante que se multipliquem esses momentos em que, prostrados diante de Jesus presente na hóstia consagrada, reparemos com fé e amor a indiferença e os ultrajes cometidos contra esse sacramento;
5º - Que saibamos dar o devido valor às equipes litúrgicas de nossas comunidades e acreditemos na necessidade de uma adequada preparação de nossas celebrações. Da fidelidade às prescrições litúrgicas, da escolha de cantos adequados, de leitores bem preparados etc. depende uma maior participação por parte do povo, que perceberá melhor a grandeza do mistério que estará celebrando.
Muitos outros frutos poderão nascer do Congresso Eucarístico de Florianópolis. O amor e a criatividade de cada congressista ou de quem o acompanhou o Congresso pelos meios de comunicação poderão fazer surgir outras iniciativas.
Quando os bispos, os sacerdotes e diáconos, os religiosos e as religiosas, os cristãos leigos e leigas vindos de todo o Brasil retornaram para suas cidades, um pouco de Florianópolis e muito de Santa Catarina foi com eles. O compromisso que todos levaram no coração é o mesmo: testemunhar que “a Igreja vive da Eucaristia”. Para os que ainda não descobriram isso, é apropriado renovar o convite: “Vinde e vede!”.
Dom Murilo Krieger, scj
Arcebispo de Florianópolis (SC)
Muitos se perguntam sobre as origens das igrejas no mundo, mas, uma Igreja quase nunca é comentada, e muitas vezes esquecida, trata-se da Igreja Católica Apostólica Romana. Peçamos que pela intercessão da Santíssima Mãe de Deus e de nós todos, a Virgem Maria, possamos fazer uma análise minuciosa da origem da Santa Madre Católica.
Vamos levar em conta, primeiramente, que em livros, jornais e revistas já se encontra comprovado o grande acontecimento: A fundação da Igreja Católica Apostólica.